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Discurso de fortalecimento da relação entre universidades e demais segmentos do agro marca abertura do ESALQSHOW

Evento ocorre até dia 11 de outubro na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – Universidade de São Paulo (Esalq/USP)

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Focado em fortalecer a relação entre universidades e demais segmentos do agronegócio, foi dado início na quarta-feira (09), a terceira edição do ESALQSHOW. O Fórum de Inovação para o Agronegócio Sustentável, que este ano debate os “Desafios e Oportunidades do Agro Brasileiro até 2030”, prossegue nos dias 10 e 11 de outubro, das 9h às 17h, no campus da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em Piracicaba, SP.

“O ESALQSHOW chega a sua terceira edição com a ideia de promover a interação entre as universidades e o setor privado. A aproximação das empresas é fundamental para que possamos trazer os anseios de quem produz para dentro da escola, e dentro das universidades termos as respostas fundamentais para quem produz”, salienta o presidente do Conselho Consultivo do ESALQSHOW, Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

A abertura oficial do evento contou com a presença de autoridades e lideranças do setor. O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Diniz Junqueira, enfatizou a importância da universidade e do ESALQSHOW para o desenvolvimento do agronegócio.

“A Esalq é um verdadeiro ‘berço’ da agricultura tropical e tem dado exemplos para o Brasil e o mundo sobre o potencial que temos atualmente no Estado de São Paulo, seja na agricultura ou em outros segmentos. Boa parte disso graças ao trabalho primoroso que vem sendo desenvolvido pela universidade”, ressaltou Junqueira.

“Hoje somos reconhecidos como centro de excelência no mundo das ciências agrárias, biológicas, ambientais e sociais aplicadas. Por isso, a universidade constitui-se como peça fundamental para a construção do alto patamar alcançado atualmente pela agricultura nacional no cenário mundial. Alicerçada nos pilares de ensino, pesquisa e educação, a Esalq/USP e seus profissionais regressos contribuíram, contribuem e vão continuar contribuindo para a geração de conhecimento e reconhecimento, aspectos fundamentais para o bem comum de toda a sociedade”, reforçou o diretor da Esalq/USP, Durval Dourado Neto.

Estudantes chineses de pós-graduação, coordenados pelo professor e pesquisador GuoPei, também chegaram a Piracicaba e participam dos três dias de ESALQSHOW. Ao todo são 14 alunos e dois professores, todos da China Agricultural University (CAU), situada em Beijing.

Assinatura do protocolo de intenções para desenvolvimento de projetos

A abertura do ESALQSHOW foi palco da assinatura do protocolo de intenções entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) para a criação do Programa São Paulo: Sustentabilidade e Produção (SPSP).

“A agricultura brasileira é um exemplo original da agricultura baseada em ciência. Não existe agricultura no Brasil sem ciência, sem o que se aprende dentro das faculdades, universidades e cursos técnicos e da relação entre os setores público e privado”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira.

Vencedores do Prêmio Novo Agro são anunciados

Os oito ganhadores do “Prêmio Novo Agro”, realizado pelo Santander, foram homenageados na abertura do ESALQSHOW, numa forma de reconhecimento e valorização das atitudes e espíritos empreendedores do produtor rural brasileiro.

Na categoria Inovação – Pequeno Porte, o vencedor foi Fabrício YukioFugita, de Monte Alto (SP), com o projeto sobre “Cebola/Inovação em embalagens ao consumidor”. Na mesma categoria – Médio/Grande, recebeu o prêmio Reginaldo Morikawa, de Ipeúna (SP), com o trabalho sobre “Frangos e ovos/produções livres de transgênicos”.

Na categoria Sustentabilidade, os premiados foram: Paulo de Araújo Cintra Ribeiro, de São Paulo, com o projeto “Café/Desenvolvimento de um cafezal agroflorestal, modelo com alta eficiência e produtividade”; e Romeu José Ciochetta, de Campo Novo do Parecis (MT), que desenvolveu o trabalho “Sentinelas da Terra/Conscientização sobre sustentabilidade e promoção de ações que impactam o futuro do planeta”.

Os trabalhos vencedores na categoria Empreendedores foram desenvolvidos por Jean Filipe Kortstee Ferreira, de Holambra (SP), e Sarita Junqueira Rodas, de Tabapuã (SP). Os trabalhos apresentam os temas “Flores/Produção inédita no Brasil da variedade Sunpatiens” e “Laranja, cana-de-açúcar e criação de gado da raça Tabapuã”, respectivamente.

Por fim, a categoria Mulher de Gestão premiou Sarah Helena Neves Xavier, de Santa Bárbara (MG), e Helga França de Paiva, de Ibiá (MG). “Cafeicultura” e “Uso racional de insumos” foram os trabalhos premiados, respectivamente.

Primeiro dia contou ainda com outras atrações

A programação do primeiro dia de ESALQSHOW contou ainda com as palestras “Cátedra Luiz de Queiroz” e “Relações Internacionais no Agro”, ambas realizadas no Salão Nobre. No Auditório da Central de Aulas, o Painel Startups no Agronegócio – Academyday trouxe palestras que abordaram o tema “Como transformar conhecimento em inovação? O papel das universidades e dos institutos de pesquisa”.

O público acompanhou ainda as novidades da Feira de Inovação e Tecnologia, um espaço dinâmico com estandes em que os participantes discutem desafios, soluções e tendências, estimulando o networking, a formação de parcerias e promovendo novas ideias, tecnologias, produtos e serviços.

“Ao longo desses três dias, os presentes podem acompanhar debates e painéis Convido todos a participaremda programação, pois teremos muitas surpresas positivas”, finalizou o presidente do Conselho Consultivo do ESALQSHOW, Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

Fonte: Assessoria
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Notícias Produção

Pragas têm potencial para provocar prejuízos de até R$ 200 bilhões aos cereais durante armazenagem

Dados são do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg)

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Arroz, feijão, milho, soja e trigo estão presentes todos os dias na alimentação dos brasileiros. Não à toa, os agricultores colhem, por ano, mais de 234 milhões de toneladas desses cereais, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas para que esses alimentos, mesmo que processados, cheguem à mesa, é essencial ter atenção às pragas também na armazenagem desses grãos. “O correto e seguro armazenamento é essencial para a manutenção da oferta regular de alimentos à população. A presença de insetos nesses ambientes pode levar até a perda total da produção de cereais, estimada em R$ 200 bilhões ao ano. Mais do que prejuízo para os agricultores, esse desperdício elevaria o custo ao consumidor dos grãos e dos seus derivados”, afirma Julio Borges, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O dirigente complementa que o manejo inadequado das chamadas “pragas do armazenamento” tem potencial para causar riscos à própria segurança alimentar do país. “O arroz e o feijão são a base das refeições dos brasileiros. Além disso, as farinhas de trigo e de milho estão presentes na cesta básica, assim como o óleo derivado da soja, os pães e o macarrão. Autossuficiente e importante exportador, o Brasil poderia se transformar em um grande importador desses produtos se não cuidar corretamente dos desafios fitossanitários nas várias etapas da cadeia da produção de alimentos”.

A principal praga que ataca os cereais e os produtos acabados no ambiente de armazenagem é o gorgulho (Sitophilus oryzae). Presente em todo o mundo, esse inseto de 2,5 milímetros consegue depositar até 400 ovos dentro de grãos durante seu curto período de vida (cerca de 30 dias). Diversas outras espécies dos chamados gorgulhos, mas também de besouros e carunchos, preocupam igualmente os produtores rurais de Norte a Sul do país.

“Há um fator comum entre todas essas espécies: elas se disseminam mais facilmente em períodos mais quentes e úmidos, como na primavera e principalmente no verão. Contudo, o outono e o inverno brasileiro, menos rigoroso que em outros países, favorece a reprodução dessas pragas ao longo de todo o ano. Investir em soluções de alta tecnologia e comprovação científica são as chaves para evitar prejuízos e garantir o fornecimento de alimentos”, destaca Julio.

Proteger os ambientes de armazenagem dos produtos agrícolas é essencial, concorda a diretora executiva do Sindiveg, Eliane Kay. “A indústria, por meio da ciência e da tecnologia, está empenhada em auxiliar os produtores a vencer mais esses desafios. Temos recursos modernos para controlar pragas em todas as etapas do ciclo agrícola. Afinal, sabemos que esses problemas se alastram mesmo após a transferência da colheita para outros ambientes.”

Eliane aponta que defensivos agrícolas, usados de forma correta e segura, protegem as culturas sem causar prejuízo à qualidade dos cultivos e à segurança dos alimentos oferecidos à população. “Antes de ser comercializadas, as soluções são testadas e submetidas a um longo e rigoroso processo de avaliação, que leva em média cinco anos até a liberação para uso. Essa é a garantia de que esses insumos são benéficos para agricultores, comerciantes e consumidores”, informa.

Fonte: Assessoria
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Notícias Produção

Estudo mostra bom desempenho da balança comercial associado principalmente à soja e às proteínas

Pecuária conta com demanda externa aquecida, porém com custos elevados e oferta reduzida, o que propicia preços elevados, principalmente para carne bovina.

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Fotos: O Presente Rural

Segundo estudo feito pelo Banco Inter, o bom desempenho da balança comercial está associado principalmente à soja e às proteínas, enquanto o crescimento das compras de milho se destaca nas importações.

Boi Gordo

O preço do boi gordo se manteve acima de R$ 300 por arroba em 2021. As oscilações no valor interferem diretamente no consumo do mercado interno, o que causa uma substituição das preferências por proteínas alternativas, como frango e ovos. No entanto, com a demanda aquecida e desvalorização do real, a demanda externa por produtos brasileiros continua alta. Na esfera de produção, o Brasil passa por um ciclo negativo do gado, com baixa oferta devido às retenções em 2019 e 2020. Além disso, as questões climáticas dificultam a criação e elevam os custos para o setor, o que fez o preço do arroba continuar elevado em 2021. Em contrapartida, o cenário de exportações continua positivo para o Brasil, tendo em vista a recuperação da atividade econômica dos Estados Unidos e China, bem como a baixa produtividade da Austrália na oferta de proteínas.

Suíno

Abate de suíno no segundo trimestre desse ano atingiu novo recorde desde 1997, porém, a redução da demanda do mercado interno por carne suína e o aumento dos custos em razão do encarecimento do milho, ocasionou oscilações no preço, com uma variação de R$ 6 a R$ 8 no ano. No âmbito das exportações, a procura por produtos brasileiros continua elevada, sobretudo por conta da desvalorização do real e da forte demanda da China. Por fim, segundo as perspectivas da Cepea, é esperado que o segundo semestre seja similar ao primeiro, porém com riscos de aumento dos custos da ração, devido ao valor do milho, assim como possibilidades de uma redução temporária das exportações de suínos pela China, tendo em vista a reação dos locais diante da nova variante da peste suína africana.

Frango

Segundo estudo, em detrimento da elevada demanda do mercado interno e externo, juntamente com a alta produtividade das aviculturas, a produção do 2T21 evoluiu 11,6% em termos interanuais. No entanto, em razão da alta dos preços do milho e farelo de soja, que representam cerca de 90% da alimentação das aves, ocorreu um aumento dos custos de produção. Além disso, a demanda aquecida pela carne de frango, por conta do encarecimento das proteínas substitutas, principalmente a bovina, ocasionou o atingimento de preços recordes em setembro. Com a demanda aquecida, é esperado que os preços se mantenham em alta no segundo semestre.

Ovo

Com a queda na demanda doméstica no 1T21, o aumento do preço do ovo representa o acúmulo dos custos produtivos, assim como a captação das perdas pelas adversidades climáticas. Em vista disso, as perspectivas do Cepea para o segundo semestre apresentam um possível aumento dos preços, em razão de uma maior preferência dos consumidores por proteínas mais baratas e de uma recuperação generalizada na demanda.

Leite

A redução da oferta de leite no período sazonal e o aumento da demanda das indústrias levou o preço do leite a R$ 2,4 por litro em agosto. Além disso, no 1T21 houve uma redução do consumo doméstico, o que ocasionou uma inclinação dos pecuaristas pelo mercado de corte ou para deixarem o setor, o que consequente proporcionou a elevação do preço para o segundo semestre. A elevação dos custos e barreiras climáticas intensificaram a redução da oferta de leite no período, o que elevou o valor do produto. Por fim, após período sazonal de baixa produção e o início da primavera com mais chuvas, é esperado que o preço do leite se reduza ou mostre alguma estabilização.

Fonte: OP Rural com informações Banco Inter
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Notícias Segundo Cepea

Colheita do trigo começa a ganhar ritmo no Sul; preços seguem em queda

Expectativa de maior oferta, por sua vez, afastou compradores do spot nacional, que, agora, acreditam em baixas nos preços

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A colheita de trigo tem avançado no Brasil e começa a ganhar ritmo no Sul – dados da Conab mostram que, até 11 de setembro, 4,7% da safra havia sido colhida no País, atraso em comparação ao mesmo período da safra passada (10,9%). A expectativa de maior oferta, por sua vez, afastou compradores do spot nacional, que, agora, acreditam em baixas nos preços.

Segundo informações do Cepea, esses agentes também se atentam ao fato de alguns produtores terem necessidade de “fazer caixa”, diante da proximidade dos vencimentos de custeio. Quanto aos preços do grão, seguiram em queda, mesmo que não de forma expressiva.

Fonte: Cepea
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ABPA – PSA

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