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Discurso brasileiro na COP28 deve ser alinhado e coeso para colocar país como solução para a descarbonização

Durante o evento Caminhos do Agro para COP28, também foi reforçado o acerto de o setor primário não estar no mercado regulado de carbono, a exemplo de outros países.

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Foto: Divulgação/Fiesp

O Brasil precisa chegar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28) com um discurso alinhado e coeso, a fim de mostrar que o país é a solução para o processo de transição para uma economia de baixo carbono. Essa foi uma das conclusões do evento Caminhos do Agro para a COP28, realizado no dia 27 de outubro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

Jacyr Costa, presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, ressaltou a necessidade de alinhar as expectativas com relação à importante COP28, que terá como um dos focos principais os sistemas alimentares, onde o Brasil pode mostrar sustentabilidade, sua capacidade para garantir segurança alimentar e para o acesso aos alimentos em condições competitivas.

“Nosso primeiro pedido é que o Brasil leve para a COP28 uma posição unificada e coesa, com a visão de todos os setores. Que a área produtiva tenha espaço antes e durante a conferência, participando das discussões junto às demais organizações”, disse o diretor titular do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro/Fiesp), Roberto Betancourt.

A seu ver, o agro brasileiro tem muito a mostrar, pois vem avançando fortemente na produção sustentável. “Temos um Plano ABC+ (Agricultura de Baixo Carbono) robusto e somos o maior usuário global de bioinsumos”, pontuou.

Na avaliação de Sérgio Bortolozzo, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), o Brasil possui sistemas alimentares sustentáveis e legislações severas relacionadas à proteção ambiental. “Cumprimos o que o mundo está demandando, pois estamos à frente desses padrões”, afirmou. Ele ainda avaliou que a mudança climática atinge o produtor rural de todo o mundo, especialmente, no Brasil.

Para a diretora-executiva da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Gislaine Balbinot, que é parceira da Fiesp e da Sociedade Rural Brasileira (SRB) na realização do evento Caminhos do Agro para a COP28, o mundo está se preparando para mais uma COP, trazendo temas importantes como o financiamento climático, que está ligado às nações desenvolvidas; as revisões das NDCs (Contribuição Nacionalmente Determinada); e a implementação de um mercado de carbono global, cujo sucesso depende de decisões nacionais. “Podemos nos colocar em uma posição importante, alinhando as pautas, demonstrando taxas de desmatamento menores, consequentemente menores emissões, e tendo grande ativo que é a matriz elétrica renovável. Cabe ao Brasil liderar, a fim de destravar a agenda da COP28 e pavimentar o caminho para uma bem-sucedida COP30”, explicou.

COP28 terá como destaque o balanço global

O primeiro painel Perspectivas para a COP-28 foi mediado por Jacyr Costa e teve o embaixador André Aranha Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), como um dos debatedores. Ele afirmou que a delegação brasileira até o momento conta com 1,4 mil representantes da sociedade civil, sendo a maior delegação da COP28. Uma das questões mais importantes, em sua avaliação, será o balanço global, no qual será possível analisar o que avançou desde o Acordo de Paris. “Esse fato é relevante, porque o ano que vem, durante a COP29, será avaliada uma nova estrutura financeira para que o processo de combate às mudanças climáticas dê resultados ainda mais efetivos”. Para ele, a COP30, que será realizada no Brasil, será marcante, pois acontecerá dez anos após o Acordo de Paris.

Em sua apresentação, Lago ainda falou sobre como os países estão divididos, e que não é possível ofertar o mesmo tratamento para nações desenvolvidas e em desenvolvimento. Também comentou sobre a importância de divulgar os avanços da agricultura brasileira em termos de sustentabilidade, e a necessidade de desvincular o setor de ilegalidades cometidas por terceiros, além de pontuar que o maior percentual de emissões de gases de efeito estufa é provocado pela energia não renovável vinda de combustíveis fósseis.

Renata Bueno, secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), corroborou com a avaliação de Lago, ao destacar o papel da energia como o principal emissor de carbono em âmbito global, e que a agricultura é vulnerável ao clima, portanto não deveria ser o principal foco de discussão no combate às mudanças climáticas. Por outro lado, ela vê uma oportunidade de utilizar esse tema para que o Brasil evidencie as tecnologias empregadas para um agro sustentável. “Nosso país é o celeiro de inovações, que são fundamentais para transição energética”, pontuou. Ainda ponderou sobre o papel da COP destacar que o clima depende de todos os países e todas as pessoas, apontando os principais emissores e quais são as principais fontes de emissão.

De acordo com o diplomata Roberto Azevedo, ex-diretor Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), as novas barreiras impostas por questões ambientais se somam a outras barreiras como, por exemplo, a fitossanitária. Ele alertou que essas medidas podem se tornar ainda mais abrangentes e intensas, caso a comunidade internacional não se pronuncie. “São balões de ensaio que, se não forem contestados, vão se disseminando de forma descontrolada pelo mundo inteiro. É um cenário desafiador, pela fase de unilateralismo vivenciado”, disse.

Desafios para o agro na COP28

Durante o Painel “Desafios e oportunidade do setor Agro na COP-28”, Bruno Carvalho, subchefe da Divisão de Ação Climática do MRE ressaltou que o Brasil irá defender três elementos principais quando se trata de sistemas alimentares, sendo que a prioridade é acabar com a fome no mundo e no país. O agro e os sistemas alimentares precisam participar de forma alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), reduzir a vulnerabilidade da agricultura, aumentar a resiliência dos sistemas alimentares, por meio da adaptação. “É importante que mostremos uma posição ativa no debate. O desafio é transmitir ao mundo a mensagem clara que o agro conta com prática sustentáveis, não compactua com desmatamento ilegal”, reforçou.

Como desafio principal para o agro na COP28, o moderador João Francisco Adrien Fernandes, responsável pelo desenvolvimento da estratégia ESG para o setor agro do Itaú-BBA e vice-presidente da SRB, espera que a declaração dos sistemas alimentares tenha condição de agregar esse tripé de segurança alimentar, adaptação e os sistemas alimentares serem parte da solução e do problema.

Rodrigo Lima, diretor da Agroicone, comentou que a COP 28 deve reforçar o multilateralismo. “Se a lógica é os países criarem suas metas, e essas medidas serem a salvação do planeta, podemos esquecer a COP, que permitiu criar o Acordo de Paris, que uniu os países para colocarem suas metas e proporem suas metodologias, como uma contribuição para um acordo negociado. Se a COP não mostrar que o multilateralismo precisa ser fortalecido, o Acordo de Paris vai para o espaço”, explanou.

Segundo Renata Nishio, diretora de Assuntos Corporativos da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) e membro da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, o agro tem sido impactado pelas mudanças climáticas, tanto é que, em 30 anos de ocorrências do clima, o setor foi afetado em US$ 3,8 trilhões. Quanto ao desafio, opinou sobre a agenda do financiamento versus a narrativa de colocar os sistemas alimentares como responsáveis pelas mudanças do clima, afetando os investimentos no setor.

Nelson Ananias, coordenador de Sustentabilidade na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), falou sobre a importância de tornar a agropecuária como solução para mudanças climáticas, e a atenção aos resultados do balanço global, para que não sejam apropriados por outros mecanismos que os coloque como obrigações, dando brechas para restrições no comércio global.

Visão global aponta que agro não deve fazer parte do mercado regulado

Mediado por Eduardo Bastos, coordenador do Comitê de Sustentabilidade da ABAG, o painel Perspectivas para a criação do Mercado Regulado de Carbono ratificou a posição brasileira de que o agro não deve ser incluído no mercado regulado.

Ao contextualizar o mercado de carbono no mundo, Daniel Vargas, coordenador do Observatório de Bioeconomia da FGV Coordenador de Pesquisas do FGV Agro, afirmou ser global a compreensão de que o agronegócio não deve estar em mercados regulados. Comentou ainda sobre a mudança do sistema de regulação da transmissão verde, de uma postura mais policial para a criação de mercados mais sustentáveis, cuja bandeira central está na busca de inovação, tecnologia e investimento de risco. “Podemos capitalizar o verde nacional, ao identificar nosso estoque de carbono, as boas práticas sustentáveis, tratando como uma contribuição em troca de financiamento para continuar a transição verde. Isso, ajudará, inclusive, a superar essa visão distorcida da produção agropecuária. Se o Brasil convidar os produtores ao novo movimento nacional para o desenvolvimento de métricas, aplicação de boas práticas, uso de tecnologia, com ganhos contínuos produtividade e de sustentabilidade, seremos exemplos para o mundo”, avaliou.

Marco Antonio Caminha, consultor para as áreas de Agronegócio, Sustentabilidade e Relações Internacionais na FIESP, ponderou sobre a necessidade de o Brasil entrar em um processo mais acelerado de descarbonização e sobre a complexidade do mercado regulado de carbono, que gera pressão sobre preço e sobre a inflação, além da pressão negativa sobre PIB. “Traz a necessidade daqueles que fazem a gestão da economia ter um novo olhar, pois a economia não pode ser gestada da mesma forma. Existe um reflexo e um impacto em toda a economia, mesmo nos setores que não estão no mercado regulado. Por isso, no mundo, houve uma gestação longa até sua implementação”, explicou.

Para trazer uma visão geral sobre o caminho que estás sendo discutido o mercado de carbono regulado, Ana Lucci Grizzi (Sócia da EY Brasil para Climate Change and Sustainability Services) tratou dos temas mais relevantes a serem acompanhados pelo fatiamento do PL 412: a governança e supervisão do mercado regulado, a participação dos estados, as metodologias a serem aprovadas, a tributação e a natureza jurídica. Falou também sobre a oportunidade de o Brasil tirar instrumentos do papel com vistas a impulsionar a bioeconomia, ao assumir a presidência do G20, a partir de dezembro desse ano. “A bieconomia pode trazer um diferencial para os setores primários e secundários”, pontuou.

Fonte: Assessoria Fiesp

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Ministério da Agricultura cria sistema nacional para certificação fitossanitária de vegetais

Sinfito unifica regras, simplifica o trânsito de produtos e reforça rastreabilidade na produção vegetal.

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Foto: Valdelino Pontes

O Ministério da Agricultura e Pecuária instituiu o Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem (Sinfito) por meio da Portaria nº 1.578, publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (07). A medida reorganiza e atualiza as regras de certificação e controle do trânsito de produtos vegetais no país.

Foto: Divulgação

O novo sistema consolida normas já existentes e introduz mudanças operacionais com foco em simplificação e maior eficiência. A proposta é padronizar procedimentos, reduzir burocracias e ampliar a segurança fitossanitária ao longo da cadeia produtiva.

Entre as principais alterações está a simplificação das exigências para o trânsito de vegetais. Com a nova regra, a certificação passa a considerar apenas a origem do produto, eliminando a necessidade de comparação entre as unidades da Federação de origem e destino, uma etapa que, até então, aumentava a complexidade operacional.

O Sinfito foi estruturado em etapas que abrangem desde o cadastro das propriedades até a certificação e o transporte

Foto: Ricardo Wolffenbüttel

dos produtos. O modelo também incentiva o uso de sistemas informatizados, com o objetivo de dar mais agilidade aos processos e melhorar a rastreabilidade.

Segundo o ministério, o sistema é resultado de um processo de construção iniciado há vários anos, com participação de estados e representantes do setor produtivo. As contribuições foram incorporadas ao longo do desenvolvimento da norma.

Com a nova regulamentação, o governo busca fortalecer os mecanismos de controle sanitário, aumentar a transparência e tornar o sistema de certificação mais uniforme em todo o território nacional.

Fonte: Assessoria Mapa
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Congresso internacional de bioagrotecnologia projeta Brasil como sede da edição de 2027

Participação em Valência reforça protagonismo do país e articulação com mercados da Europa, África e Américas.

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Foto: Divulgação/Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou do 7º Congresso e Exposição Mundial de Biotecnologia Agrícola (BioAgTech World Congress & Expo/BAW Congress), realizado na última semana no Palácio de Congressos de Valência, na Espanha. O BAW Congress é uma das principais plataformas internacionais dedicadas a produtos biológicos, agricultura regenerativa e inovação em bioagtecnologia, reunindo lideranças de governo, indústria, academia e associações setoriais de diversos países e continentes, incluindo Europa, Américas, Ásia-Pacífico e África, para discutir os caminhos da transição para uma agricultura mais sustentável e biológica.

Além disso, o congresso se posiciona como um espaço estratégico de diálogo entre o Sul Global e a Europa, com ênfase na harmonização de marcos regulatórios para bioinsumos e na construção de rotas de comercialização que conectem América Latina, África e o mercado europeu. Nesta edição, o evento buscou refletir sobre a convergência regulatória entre mercados.

Foto: Divulgação/BioAgTech BAW Congress

A participação do Mapa e das demais representações brasileiras reafirma o protagonismo do país no ecossistema global de bioagtecnologia. Nesse contexto, o Ministério levou ao debate temas centrais da inovação agropecuária brasileira, como o Plano Nacional de Bioinsumos e a Política Nacional de Recursos Genéticos. “A participação brasileira foi altamente relevante, sobretudo por gerar oportunidades concretas de parceria e qualificar o debate sobre o principal tema do evento, os bioinsumos. Esse protagonismo ganha ainda mais importância considerando que o Brasil sediará o congresso em 2027. Nesse contexto, a aproximação da área técnica nacional com a organização contribuirá para o melhor desempenho do país na realização do evento”, destacou o diretor de Inovação para a Agropecuária da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcos Avelar.

No primeiro dia de congresso, durante o workshop 4, “Gestão de Espécies Invasoras: Integração de Soluções Escaláveis”, apresentado pelo Fórum de Agricultores e Cadeia Alimentar da GBA, o coordenador de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Mapa, Luis Pacheco, conduziu a abertura e contextualizou o problema das espécies invasoras para a agricultura, a biodiversidade e os sistemas alimentares.

No segundo dia, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, participou de forma virtual para abordar a regulamentação da Lei de Bioinsumos, ainda em andamento no Brasil.

Já no terceiro dia, o diretor Marcos Avelar apresentou, na sessão 6, “Liderança em BioAgTech e Guia de Engajamento de Stakeholders Diversos”, o programa Mapa Conecta, plataforma criada para facilitar e promover a conexão entre os atores da inovação, como startups, investidores e ambientes de inovação, com foco na geração de tecnologias para as cadeias produtivas agropecuárias.

A apresentação ocorreu em um espaço dedicado à liderança e à superação de barreiras de comercialização, escala e adoção de mercado em bioagrotecnologia, com a

Foto: Divulgação/BioAgTech BAW Congress

presença de executivos de multinacionais, investidores, varejistas e formuladores de políticas públicas de diversos países.

Os técnicos participaram, ainda, do Conclave da Aliança Global de BioAg, que reúne lideranças globais do ecossistema de bioagtecnologia para diálogos estratégicos reservados.

Brasil sediará congresso em 2027

O BAW Congress é um evento itinerante que, a cada edição, é realizado em um continente diferente, levando o diálogo global sobre bioagtecnologia diretamente aos principais polos agrícolas do mundo.

Após edições na Ásia, nas Américas e, agora, na Europa, o congresso retorna ao Brasil em 2027 para sua 8ª edição, que será realizada em Campinas (SP). A escolha do Brasil como sede reafirma o reconhecimento internacional do país como protagonista no ecossistema de bioinsumos e da agricultura sustentável, além de tornar a participação institucional brasileira nesta edição de Valência ainda mais estratégica, como preparação e fortalecimento de relações para o evento que o país sediará no ano seguinte.

Fonte: Assessoria Mapa
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Leite longa vida sobe 17% no varejo no Paraná; proteínas animais registram ganho de produtividade e exportações

Boletim do Deral aponta leite a R$ 4,52, avanço de 57,7% na produção de suínos em 10 anos, exportações de frango com US$ 1,78 bilhão e milho safrinha com 99% da área plantada.

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Foto: Divulgação/OP Rural

Boletim Conjuntural divulgado no início de abril pelo Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revela um cenário de ajustes no campo. O destaque do período foi o setor leiteiro, que apresentou uma elevação de preços ao produto final. No varejo, o leite longa vida subiu 17% e o leite em pó 8,8%, com o produto comercializado a uma média de R$ 4,52.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

Segundo o médico-veterinário e analista do Deral Thiago De Marchi, o preço pago ao produtor ainda não acompanha a alta observada nas gôndolas dos supermercados, mas a perspectiva já é positiva. “O impacto não é imediato ao produtor por conta de prazos de pagamentos que seguem seus ritos nas indústrias. Mas a tendência é de que seja pago um valor maior pelo litro do leite entregue”, explica.

Proteínas animais

De acordo com o boletim, o segmento de proteínas animais segue demonstrando força, com destaque para a eficiência da suinocultura paranaense. Nos últimos dez anos, a produção de carne suína no Estado cresceu 57,7%, saltando de 777,74 mil toneladas em 2016 para 1,23 milhão de toneladas em 2025. O dado mais relevante é que esse crescimento produtivo superou a ampliação do rebanho, indicando um ganho qualitativo com o abate de animais mais pesados. Nacionalmente, o cenário é similar, com a produção de carne crescendo 52,4% no mesmo período.

Foto: Shutterstock

No mercado externo, as aves mantêm um desempenho exportador robusto, com o Paraná liderando as receitas cambiais. No primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango renderam US$ 1,788 bilhão, uma alta de 7,7% em faturamento. O Paraná responde sozinho por 42,9% do volume total exportado pelo país. Já o setor de perus registrou um salto de 107,6% na receita cambial nacional, impulsionado pela valorização do preço médio da carne “in natura”, que subiu 97,8% em relação ao ano anterior.

Milho

O plantio da segunda safra de milho 2025/26 caminha para o encerramento, atingindo 99% dos 2,86 milhões de hectares previstos. Apesar de 91% da área apresentar boas condições, o Deral alerta que o mês de março foi desfavorável para a cultura devido às chuvas irregulares e ondas de calor. Cerca de 8% das lavouras estão em condições medianas e 1% em situação ruim, o que já pode refletir um resultado final inferior ao inicialmente projetado para este ciclo.

Mandioca

Mesmo com um cenário desafiador e os altos custos de arrendamento, a mandiocultura do Paraná tem uma expectativa de um crescimento

Foto: Divulgação

de 6% na área colhida para 2026, com a produção podendo superar a marca de 4 milhões de toneladas. O boletim ressalta que a cultura atravessa um período de ajuste estratégico. Com preços 21% menores neste primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025, os produtores têm optado por manter as lavouras para um segundo ciclo, visando ganhar em produtividade e compensar as margens estreitas.

Cebola

A cultura da cebola exemplifica o impacto positivo da tecnologia aplicada no campo. Mesmo com uma atual redução de 12,8% na área plantada em comparação a 2015, o Brasil registrou um aumento de 16,1% no volume colhido em 2024, que significa um incremento de 33,1% na produtividade. Tal movimento gerou reflexos nos preços recebidos pelo produtor e nos praticados para o consumidor final.

No Paraná, em 2026, o preço recebido pelo produtor saltou de R$ 0,82/kg em fevereiro para R$ 1,18/kg em março, um crescimento de 44,9%. O consumidor também sentiu uma variação em menos de 30 dias. As cotações para a cebola pera nacional ao final de março estão 42,9% mais altas que no início do mesmo mês, de R$ 1,75/kg para R$ 2,50/kg.

Fonte: AEN-PR
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