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Diretoria da ACCS é reconduzida ao cargo

O grupo ficará à frente dos trabalhos pelo período de quatro anos

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Dar continuidade aos trabalhos, fortalecer metas ligadas à sanidade animal, à rentabilidade no campo, à sucessão familiar e também levantar bandeiras da luta dos suinocultores estão entre os planos de trabalho da atual diretoria da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS). A chapa, reeleita em outubro, foi empossada na noite de sexta-feira (12) em solenidade em Concórdia, no Oeste do Estado, onde fica a sede da entidade. O grupo ficará à frente dos trabalhos pelo período de quatro anos.

A solenidade de posse foi marcada pela presença de suinocultores de vários municípios, autoridades políticas e representantes das entidades mais importantes do país no setor do agronegócio. Isso porque nos últimos quatro anos a ACCS – que hoje representa cerca de 10 mil suinocultores – despontou entre as melhores do país, com resultados inéditos na área de produção, genética, bem-estar e sanidade animal, além de outros tantos avanços nas esferas públicas e privadas.

Reconduzido ao cargo de presidente pelo voto da maioria dos associados, Losivanio Luiz de Lorenzi encara a continuidade dos trabalhos como um desafio constante à frente da entidade que hoje é considerada a mais representativa do país no setor. “A avaliação é muito positiva, pois tivemos toda a representatividade de produtores, entidades, lideranças políticas. E isso mostra o quanto a Associação Catarinense de Criadores de Suínos é visível e representativa”, frisa. “Temos um aval muito grande sobre as propostas que são levadas ao governo para serem atendidas, as discussões que a gente faz também sobre os custos de produção junto às indústrias, por isso a participação também nesse momento das agroindústrias, das cooperativas é muito importante”.

Losivanio salienta que todo o planejamento é necessário pela forma como a associação cresceu nos últimos anos. “Temos uma equipe muito competente, uma diretoria de elite que sempre está à par de todas as questões da suinocultura, do agronegócio para que as coisas possam ser feitas com plenitude e dar respostas ao campo. É claro que não conseguimos intervir em preços pagos ao produtor, mas as políticas que fizemos são voltadas para que haja a melhor renda no campo”.

Os debates, conforma o presidente da ACCS, precisam ser contínuos. “Os desafios são constantes e haverá mudanças nos próximos quatro anos, especialmente no sistema de produção, por conta da preocupação com o bem-estar animal. Acredito que a grande maioria das propriedades vai se adequar e a ACCS vai trabalhar muito para que os produtores não paguem essa conta sozinhos”.

Plano de trabalho

Vastamente apresentado durante a campanha pela reeleição da chapa que continua à frente da ACCS pelos próximos quatro anos, o plano de trabalho da diretoria é bastante amplo e contempla principalmente desafios ligados à manutenção da sanidade, já que Santa Catarina ocupa um lugar privilegiado na preferência dos consumidores de vários países e tem resultados positivos nas exportações. “Temos que melhorar cada vez mais essa sanidade. Um grande trabalho que teremos neste próximo ano é com relação à mudança da instrução normativa de fábricas de rações, para que o pequeno e o médio produtor, a mini-integradora não tenham que ter as mesmas condições das empresas que exportam”, frisa de Lorenzi.

Quanto às conquistas já colecionadas pela atual diretoria, o presidente da ACCS destaca a evolução no campo genético da suinocultura, citando a construção da Central de Difusão Genética (CDG-ACCS). “Cada vez mais estamos trabalhando, atendendo outras regiões, melhorando a genética das granjas e a rentabilidade dos produtores”, diz, completando: “Também temos vários convênios, parcerias, e cada vez mais vamos fortalecer os laços técnicos e a qualidade de vida no campo”.

Outra meta que está nos planos de trabalho da diretoria reconduzida ao cargo é o fortalecimento das discussões em torno do futuro do agronegócio, especialmente nos próximos dez anos. O trabalho já foi iniciado junto às industrias, cooperativas, entidades e o governo do Estado para evitar que medidas drásticas cheguem ao campo sem antes passar por debates que envolvam todas as engrenagens que mantêm o setor em funcionamento.

Segurança para a sucessão familiar, tecnologias a serviço do produtor e sustentabilidade às granjas também estão entre as metas de trabalho da atual gestão. A entidade ainda deve continuar acompanhando as discussões rotineiras, além de apoiar a criação da Rota do Milho, para tornar a rentabilidade ainda maior aos produtores catarinenses.

“Estou seguro em partilhar decisões”, diz Colombo

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, não pode comparecer à posse por conta das enchentes que atingem cidades do litoral catarinense. Mesmo assim, fez questão de enviar uma mensagem aos suinocultores e cumprimentar o êxito dos trabalhos atribuídos à diretoria reconduzida ao cargo.

“Quero reconhecer o grande trabalho da associação em favor de Santa Catarina. O crescimento do setor, o desenvolvimento, a geração de empregos e também o grande trabalho do seu presidente neste período. Tivemos desafios, muitas dificuldades, mas também tivemos vitórias importantes. Tenho certeza que esse trabalho produzirá frutos para todo o setor, em parceria com o governo. Sinto-me seguro em partilhar decisões e superar obstáculos juntos”, garante Colombo, em referência ao trabalho realizado pela ACCS.

Democracia no diálogo

Uma das premissas do grupo que conduz a ACCS é manter o diálogo aberto com lideranças políticas e indústrias, discutindo ações que melhorem todo o setor de forma igualitário, posição que conforme a diretoria reeleita, será mantida para os próximos quatro anos.

“Apesar de defender os pleitos da categoria, a ACCS entende também os momentos de dificuldades que muitas vezes as indústrias e o governo atravessam e sempre dialoga com respeito com todos os elos do setor. Isso demonstra o trabalho sério e responsável liderado pelo presidente Losivanio”, enfatiza o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri.

Parceria duradoura com o Estado

Durante a cerimônia da diretoria da ACCS, o secretário-adjunto de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, ministrou palestra sobre o atual cenário do agronegócio catarinense e reiterou a parceria do Governo de Santa Catarina com a entidade. “A ACCS é uma parceira de longa data do nosso agronegócio, principalmente porque traz as preocupações dos produtores. Com o diálogo aberto o governo consegue tomar muito mais ações corretas. A ACCS faz muito bem essa mediação entre a classe produtiva e governo. Essa união vai permanecer para que possamos vencer os desafios constantes que surgem”.

Fonte: Assessoria

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Reforma tributária passa a taxar insumos do agro e pressiona custos no campo

Tributação de até 10% sobre fertilizantes, sementes e defensivos preocupa setor produtivo.

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Desde 1º de abril, insumos essenciais à produção agropecuária, como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, deixaram de contar com a isenção dos impostos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A mudança faz parte da reforma tributária, em vigor desde o início do ano. Diante do início da tributação, o Sistema Faep pede que o governo federal prorrogue o prazo para cobrança.

“O momento de iniciar a cobrança é totalmente descabido. Há diversos fatores geopolíticos que estão influenciando negativamente o fornecimento dos insumos, gerando transtornos no meio rural e alta dos custos ao produtor rural. Por isso, é necessária a revisão dessa medida e a prorrogação do prazo para a tributação”, diz o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Com o fim da isenção, esses insumos passaram a ser tributados em 0,925%, podendo chegar a até 10%, dependendo do regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, a medida encarece diretamente o custo de produção, especialmente em culturas intensivas em tecnologia, como soja, milho e algodão.

Esse aumento do imposto sobre fertilizantes ocorre em um momento em que Rússia e China, maiores fornecedores do produto no mundo, estão restringindo as exportações. O Brasil é diretamente impactado por esse cenário global. Atualmente, 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e restrições de oferta causadas por fatores geopolíticos, como conflitos internacionais.

Meneguette atenta para o fato de que, do ponto de vista econômico, tributar insumos estratégicos equivale a tributar a produção antes mesmo do plantio. Além disso, o resultado é um aumento do custo marginal da produção agrícola, que tende a se propagar ao longo de toda a cadeia, resultando em inflação e alta dos alimentos a população.

“É fundamental a suspensão temporária ou a prorrogação da cobrança de PIS e Cofins sobre fertilizantes e insumos estratégicos, enquanto persistirem condições adversas no mercado internacional. Isso é uma decisão estratégica para o setor continuar produzindo com qualidade e eficiência”, complementa o presidente do Sistema Faep.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Copel cria canal exclusivo para produtor rural após articulação do Sistema Faep

Agricultores e pecuaristas relatam atendimento mais ágil, que permite reduzir impactos das quedas de energia e prejuízos no campo.

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Desde 6 de abril, os produtores rurais do Paraná têm um canal exclusivo de comunicação com aCopel. O Copel Agro faz parte de um plano de ações da empresa voltado à redução dessas ocorrências no campo. A iniciativa atende a reivindicação do Sistema Faep, diante dos recorrentes episódios de queda de energia em áreas rurais do Paraná e dos prejuízos milionários dentro da porteira.

A expectativa é que, com o Copel Agro, as respostas aos produtores rurais sejam rápidas com atendimento das demandas com mais eficiência. O canal conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia para atender os agricultores. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970. O atendimento é exclusivo para produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com proteína animal, como frango, suíno, leite e peixe.

“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema Faep buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa.

Max Alberto Cancian, produtor de tilápias de Marechal Cândido Rondon

Max Cancian aprovou o novo canal de comunicação da Copel, com resultados rápidos e atendimento humanizado

Apesar de estar disponível há poucos dias, o serviço já tem registrado resultados positivos. O produtor de tilápias Max Alberto Cancian, de Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, utilizou o novo canal e aprovou a iniciativa, principalmente o atendimento humanizado. “Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta.

Cancian relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, gerando prejuízos. “Já tive muitos equipamentos queimados por causa da oscilação. Esse tipo de perda até é ressarcido pela Copel, mas o gasto com diesel para manter o gerador ligado é alto e não é reembolsado, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, afirma. “Esse novo canal é uma ferramenta importante, mas o ideal é melhorar o serviço para que o produtor não precise acioná-la”, completa.

Rosimeri Draghetti, piscicultora de Santa Helena

Depois de acumular prejuízos, Rosimeri Draghetti identificou melhoras no atendimento da Copel com o novo canal

A piscicultora Rosimeri Draghetti, de Santa Helena, também percebeu melhora no atendimento. Antes de adquirir um gerador, ela acumulou prejuízos com a mortalidade de peixes causada pela falta de energia. “A comunicação antes era muito ruim. Na propriedade não temos sinal de telefone, só internet, e o atendimento pelo WhatsApp demorava bastante. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, afirma.

Rosimeri lembra que as longas interrupções sempre geraram preocupação, mesmo com o uso de gerador. “A última queda foi às 22h30 e a energia só voltou às 7h43 do dia seguinte. Desta vez, voltou em duas horas. Isso é importante, pois o gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, relata.

Mais ações previstas

O plano elaborado pela Copel em parceria com o Sistema Faep e outras entidades do setor produtivo prevê um conjunto de ações voltadas à melhoria do atendimento e do fornecimento de energia no meio rural. Desde o início do ano, Sistema Faep, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas.

De acordo com Luiz Eliezer, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limite médio de oito horas sem energia por ano no Paraná. No entanto, nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais.

“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Eliezer.

As ações previstas serão implementadas a curto, médio e longo prazos e foram estruturadas com base em temas considerados prioritários: poda de vegetação, financiamento, reforço de equipe, comunicação, cadastro, capacitação técnica, tecnologia, geração distribuída, investimentos em subestações e cronograma.

Outro avanço envolve um projeto de lei que retira dos produtores rurais a responsabilidade pelo manejo da vegetação próxima às redes de energia elétrica. O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, altera a Lei Estadual 20.081/2019 e estabelece que a poda, manejo e supressão de árvores, em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passem a ser responsabilidade das concessionárias. O projeto já está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e deve ser aprovado ainda neste mês.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Moatrigo 2026 debate efeitos das canetas emagrecedoras no mercado de alimentos

Engenheira de alimentos Cristina Leonhardt analisa como a difusão da semaglutida altera padrões de consumo, reduz ingestão de ultraprocessados e pressiona reformulações no setor de alimentos.

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Foto: Divulgação/Freepik

A popularização dos medicamentos agonistas de GLP 1, impulsionada pela recente expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, pode transformar o setor alimentício no Brasil, tanto nos padrões de consumo quanto nas estratégias das empresas. O tema integra a programação do Moatrigo 2026, que será realizado na segunda-feira (13), em Curitiba (PR), promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo PR), reunindo lideranças e representantes da cadeia moageira do trigo.

Foto: Divulgação/Freepik

A palestra “O impacto dos medicamentos GLP 1 nos negócios de alimentos brasileiros” será conduzida por Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos com mais de 20 anos de experiência em inovação. Cristina apresentará uma leitura técnica e atualizada sobre como esses medicamentos, originalmente indicados para diabetes, mas amplamente usados para emagrecimento, estão mexendo com padrões de consumo e desafiando empresas de alimentos no país.

Mudanças de consumo já aparecem nos dados
Estudos indicam redução consistente na ingestão entre usuários dos GLP 1 e uma alteração clara nas escolhas alimentares. As tendências mostram queda na procura por processados, maior interesse por alimentos frescos e ácidos e impacto direto em categorias como snacks salgados, uma das mais sensíveis ao novo padrão.

Segundo Cristina, parte dessas mudanças permanece mesmo após o fim do tratamento, o que sinaliza efeitos estruturais para o setor, e

Foto: Divulgação/Freepik

não apenas um ajuste momentâneo.

A palestra também discutirá como empresas de alimentos já começam a reagir ao movimento, com desenvolvimento de produtos mais alinhados a esse novo perfil de consumo, incluindo itens ricos em fibras e proteínas. A especialista apresentará ainda caminhos estratégicos e éticos para que as fabricantes brasileiras se adaptem a diferentes cenários futuros.

Fonte: Assessoria Sinditrigo PR
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