Conectado com

Notícias

Diretores da ABCS e ABPA participam da XI Semana Acadêmica da Medicina Veterinária e IV Simpósio da Pós-Graduação

O Diretor Executivo da AVES e ASES, Nélio Hand destacou a importância do relacionamento dos setores com as universidades

Publicado em

em

No dia 11/05, o Diretor Executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Nilo Chaves de Sá, e o Diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ariel Antonio Mendes participaram como palestrantes da XI Semana Acadêmica da Medicina Veterinária e IV Simpósio da Pós-Graduação, realizado na Universidade de Vila Velha (UVV) a convite da Associação de Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES) e a Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES).

Nilo falou sobre “Bem Estar Animal na Suinocultura Brasileira”. Ele informou que em 2014, uma pesquisa realizada pela ONG WAP atestou que mais de 60% da população não possui conhecimento algum sobre o modo como os suínos são produzidos. “Muitas vezes essa falta de informação tem provocado um radicalismo por parte de determinadas ONGs que tem atacado o setor com acusações infundadas que em nada refletem a realidade da nossa suinocultura”, frisou.

“A verdade é que as granjas brasileiras já tem acompanhado uma tendência que teve início na Europa em 2001 e desde então vem se tornando uma constante ao redor do mundo. Trata-se da gestação coletiva onde as fêmeas devem ser mantidas em grupo durante o período compreendido entre 4 semanas de gestação e 7 dias antes do parto. Nesse sistema, os animais possuem uma liberdade maior para sua locomoção, o que traz benefícios ao animal, de modo especial a diminuição do estresse provocado pelo confinamento. Para se ter ideia, nos dias de hoje as grandes empresas como Mc Donalds, Burger King e Taco Bells quando estão em busca de fornecedores de carne suína, optam por criadores que utilizam o sistema de gestação coletiva, o que segundo eles atesta que a empresa tem preocupação do o bem-estar dos animais. Alguns produtores como Smithfields, Tyson, Cargill já tem anunciado a adaptação ao sistema num prazo máximo de até 10 anos. Além disso, 9 estados norte-americanos já proibiram a produção em gaiolas”, disse.

Nilo ressaltou que no Brasil não existe legislação específica sobre os modelos de alojamento. O que existem são a Instrução Normativa n° 03 de 2000 que promove o regulamento técnico de métodos de insensibilização para abate humanitário de animais de Açougue e a Instrução Normativa n°56 de 2008 que define recomendações de boas práticas de Bem Estar para Animais de Produção de Interesse Econômico. 

“A ABCS tem cooperado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e com a União Européia (UE), através de um estudo sobre a gestação coletiva, com o objetivo de apontar diretrizes para transição da produção suinícola brasileira do sistema de gaiola para gestação coletiva, prezando pelo bem-estar animal. Além disso a ABCS também elaborou em 2016 as cartilhas com foco em bem-estar animal na produção de suínos, com ênfase nos procedimentos de frigoríficos, transporte e toda a granja. Embora haja mais pressão sobre o modelo de gestação em gaiolas, não se pode esquecer da aplicação do BEA em toda a cadeia “, finalizou.

Em seguida, Ariel falou sobre a “Situação da Influenza Aviária no Mundo, riscos para o Brasil e meios de prevenção”. Segundo Ariel, a doença nas aves é causada pelo vírus influenza tipo A, que pode atingir humanos, suínos, eqüinos e aves, onde os mais patogênicos são o H5 e o H7. Quando se fala em hospedeiros, têm-se nas aves aquáticas silvestres os primordiais de todos os genes virais da IA. Existem aves domésticas suscetíveis como perus, galinhas, patos, codornas, faisões, gansos, etc. Na categoria silvestres são suscetíveis, patos, gansos, maçaricos, cisnes, gaivotas, garças, pardelas, etc. Por fim as aves de cativeiros como isolamento viral de falcões, periquitos, papagaios, tecelões, tentilhões, cacatuas, etc.

Quanto aos riscos e possíveis vias de ingresso do vírus no Brasil, Ariel lembrou que se trata de uma doença endêmica no México, com surtos periódicos nos Estados Unidos, Europa e Ásia. “Atualmente mais de 50 países já foram afetados desde novembro de 2016. Além disso, o risco também está presente no fluxo de aves migratórias proveniente da América do Norte e a possibilidade de contato direto com aves industriais aqui no Brasil (tela, cercas, arco de desinfecção – IN 56) e indireto (blindagem da água), bem como através do fluxo intenso de pessoas provenientes de países de risco”, disse.

Além disso, ele apontou outros riscos que estão associados ao trânsito ilegal internacional de aves exóticas, incluindo galos de briga, na forma de aves vivas ou ovos férteis destas espécies; trânsito de containers sem limpeza e desinfecção adequados; Importação de roupas e utensílios forrados com penas e plumas (fonte de infecção de vários patógenos); dejetos dos veículos de transporte internacional: terrestres, aéreos e marítimos e Importação de material genético não convencional.

“A primeira premissa é a prevenção, até mesmo porque se não houver mecanismos de combate a doença, isso pode provocar grandes impactos econômicos e sociais. Dentre as ações que colaboraram para erradicação dos focos em alguns países, destacam-se o diagnóstico precoce seguido de ação imediata na contenção da doença. No Brasil algumas medidas vem sendo tomadas, como a criação de Grupo Estratégico de Prevenção de Influenza Aviária (GEPIA) da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA); realização de seminários sobre o tema para o melhor esclarecimento de jornalistas, zootecnistas e produtores;  Criação do Grupo de Trabalho de Influenza Aviária do Mapa e Alteração da Legislação e Definição do Cronograma de Adequação de Granjas”, disse.

“Outros cuidados vem sendo tomados em relação a biosseguridade, como implantação em todos os estabelecimentos avícolas controle rigoroso no trânsito de pessoas, veículos, equipamentos, materiais (barreiras físicas nas propriedades, núcleos ou galpões, com banhos e/ou troca de roupas e calçados); impedimento da circulação de animais domésticos e selvagens nos galpões, núcleos e granjas; adoção de sistemas fechados para captação e distribuição de água (sempre clorada); implantação de sistema seguro de coleta, tratamento e destinação de resíduos dos aviários (esterco, cama, carcaças, ovos descartados, águas excedentes dos bebedouros), etc. Nenhum país está livre de ter enfermidades, mas deve evitar que isso ocorra, estando preparado para eliminar focos”, finalizou. 

Joyce Barcellos, aluna do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Vila Velha (UVV) ficou impressionada com a qualidade das palestras apresentadas. “Foi uma grande oportunidade de aprendizagem tanto para os alunos da graduação, da qual faço parte, e para a renovação do corpo docente. Novas perspectivas foram formadas, e irão acrescentar no nosso preparo para a vida profissional. Qualidade inquestionavel das palestras e dos palestrantes, que foram extremamente felizes em suas apresentações e principalmente pela abertura de um contato dada aos alunos. Esse contato é de suma importância para que possamos atingir um nível satisfatório quanto a todas as exigências e desafios que recaem sobre a produção de ciclo curto”, disse.

O Diretor Executivo da AVES e ASES, Nélio Hand destacou a importância do relacionamento dos setores com as universidades. “Enquanto associações, temos feito um trabalho importante de aproximação com essas instituições. Além de serem parceiras importantes para o desenvolvimento da cadeia de produção, com formação e informação, existe um campo de oportunidades muito grande para que alunos possam ser futuros profissionais desses dois importantes setores no Estado”, finaliza.

Fonte: AVES e ASES

Continue Lendo

Colunistas

Setor de fertilizantes ganha regras claras e maior segurança jurídica

Decreto nº 12.858 moderniza fiscalização, define sanções e amplia protagonismo das empresas no controle de qualidade, fortalecendo competitividade e transparência.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A recente publicação do Decreto nº 12.858, de 2026, representa um passo relevante no processo de modernização do arcabouço regulatório que rege o setor de fertilizantes no Brasil. Para compreender a real dimensão dessa medida, é necessário contextualizar a evolução normativa que levou à sua edição, bem como seus efeitos práticos para a indústria, para o poder público e para toda a cadeia produtiva do agronegócio.

Historicamente, a regulamentação dos fertilizantes no país tem como base a Lei nº 6.894, de 1980. Trata-se de uma legislação importante para a consolidação do setor, mas que, ao longo das décadas, passou a demandar ajustes diante das transformações tecnológicas, produtivas e institucionais vivenciadas pela agricultura brasileira. Em 2004, o Decreto nº 4.954 foi publicado com o objetivo de regulamentar essa lei, estabelecendo parâmetros mais detalhados sobre registro, fiscalização e controle de qualidade dos produtos.

Foto: Claudio Neves

Esse cenário começou a se modificar de forma mais profunda com a promulgação da Lei nº 14.515, de 2022, conhecida como Lei do Autocontrole. Diferentemente das normas anteriores, voltadas a segmentos específicos, essa legislação introduziu um novo modelo de fiscalização aplicável a diversos setores supervisionados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Ao todo, 18 segmentos passaram a compartilhar uma mesma base conceitual relacionada à gestão da qualidade, à rastreabilidade e à responsabilidade dos agentes econômicos.

A adoção desse novo paradigma trouxe ganhos relevantes em termos de modernização regulatória e alinhamento institucional. No entanto, também gerou um período de transição marcado por insegurança jurídica, uma vez que o sistema normativo vigente para fertilizantes, estruturado com base em regras anteriores, passou a apresentar incompatibilidades em relação à nova lógica de fiscalização e controle.

Nesse contexto, o Decreto nº 12.858 surge como instrumento essencial de harmonização normativa. Trata-se de uma medida complementar a ajustes já iniciados por decretos anteriores, como o nº 12.522, que tratou sobretudo de aspectos procedimentais. A nova norma avança ao atualizar dispositivos relacionados a infrações, sanções e penalidades, além de adequar conceitos e terminologias ao modelo estabelecido pela Lei do Autocontrole.

Do ponto de vista prático, não se trata de uma ruptura com as exigências já conhecidas pelo setor. A indústria de fertilizantes historicamente opera sob rigorosos padrões de qualidade, com sistemas estruturados de controle e monitoramento de processos. Assim, a principal contribuição do novo decreto está na consolidação de um ambiente regulatório mais coerente e previsível, capaz de conferir maior segurança jurídica às empresas e de fortalecer a atuação fiscalizatória do Estado.

Foto: Claudio Neves

Outro aspecto relevante é que a norma estabelece bases mais claras para a implementação efetiva do autocontrole, conceito que pressupõe maior protagonismo das empresas na garantia da conformidade de seus produtos e processos. Esse modelo, já adotado em outras áreas, tende a estimular ganhos de eficiência, transparência e competitividade, ao mesmo tempo em que mantém o papel estratégico da fiscalização pública.

É importante destacar, entretanto, que a publicação do decreto não encerra o processo de aperfeiçoamento regulatório. Muitos dispositivos dependem de detalhamento por meio de portarias e instruções normativas do próprio Ministério da Agricultura. A etapa que se inicia agora envolve análise técnica aprofundada e diálogo institucional entre governo e setor produtivo, com o objetivo de assegurar que a aplicação das novas regras ocorra de forma harmônica e consistente.

A expectativa é de que eventuais ajustes sejam conduzidos de maneira gradual e estruturada, preservando as boas práticas já consolidadas no segmento. Afinal, mesmo antes da Lei do Autocontrole, o setor de fertilizantes já apresentava elevados níveis de exigência em relação à qualidade dos produtos e à conformidade regulatória, o que facilita a adaptação ao novo modelo.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Sob uma perspectiva mais ampla, a adequação normativa promovida pelo Decreto nº 12.858 deve ser interpretada como parte de um processo evolutivo de longo prazo. Desde a publicação da Lei do Autocontrole, em 2022, o setor aguardava instrumentos regulatórios capazes de traduzir seus princípios em regras operacionais claras. A medida agora adotada representa, portanto, um avanço institucional aguardado, que contribui para a modernização do ambiente regulatório e para o fortalecimento da confiança entre indústria, governo e sociedade.

Ao proporcionar mais segurança jurídica e alinhamento entre diferentes instrumentos legais, o novo decreto cria condições mais favoráveis para o desenvolvimento sustentável do setor de fertilizantes. Em um contexto de crescente demanda por produtividade agrícola, inovação tecnológica e responsabilidade ambiental, a solidez do marco regulatório torna-se elemento estratégico para garantir competitividade e estabilidade às cadeias produtivas.

O desafio que se coloca daqui em diante é dar continuidade a esse processo de aperfeiçoamento, com foco na construção de normas complementares que assegurem clareza operacional e efetividade na fiscalização. Trata-se de uma agenda que exige cooperação técnica, visão sistêmica e compromisso institucional, fundamentos indispensáveis para consolidar um ambiente regulatório moderno, seguro e alinhado às necessidades da agricultura brasileira contemporânea.

Fonte: Artigo escrito por Irani Gomide Filho, coordenador de Assuntos Regulatórios da Abisolo.
Continue Lendo

Notícias

Tecnoshow cria Pavilhão de Tecnologia para levar sensores, apps e startups ao campo

Espaço reúne soluções próprias da cooperativa, hubs de inovação e empresas com tecnologias embarcadas, enquanto plots e dinâmicas mostram pesquisas agrícolas e pecuárias na prática.

Publicado em

em

Fotos: Divulgação/Tecnoshow

Alinhado ao conceito de “O Agro Conecta”, a Tecnoshow Comigo lança na edição deste ano, que acontece entre segunda (06) e sexta-feira (10), o Pavilhão de Tecnologia, um espaço dedicado a integrar as soluções da cooperativa, de empresas parceiras e de hubs de inovação, promovendo a conexão entre tecnologia, produtores e o campo. Entre os destaques, estará a presença do Hub Goiás – Rio Verde, que atua no fomento ao ecossistema de inovação e no apoio a startups com soluções para o agronegócio.

Segundo o gerente de Geração e Difusão de Tecnologia na Cooperativa Comigo, Eduardo Hara, o pavilhão é uma iniciativa pioneira, mas que já estava no planejamento da organização da feira há alguns anos. “Resolvemos materializar essa ideia criando um ambiente que conecta diferentes iniciativas e agentes de inovação, reunindo hubs e empresas ligadas a tecnologias embarcadas em maquinários agrícolas, que podem ser acopladas a tratores e plantadeiras para apoiar etapas como plantio, colheita e semeadura”, detalha.

Entre as inovações desenvolvidas pela cooperativa que os visitantes do pavilhão conhecerão estão o DRIS (Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação) Comigo, lançado na edição passada do evento, voltado à análise foliar e recomendação personalizada de adubação.

Outro destaque é o Super-PEC, um sistema de gestão pecuária integrado voltado a produtores rurais de gado de corte e leite, que permite controlar dados zootécnicos e financeiros na palma da mão, funcionando também offline. Já o aplicativo Comigo Cooperados reúne, em um único ambiente digital, informações como cotações de grãos, romaneios, saldo de insumos e extratos financeiros. “Além disso, teremos telas que mostram como a automação conecta as diferentes etapas das indústrias da Comigo, incluindo o sistema de manutenção preventiva, no qual sensores instalados nos maquinários enviam alertas à equipe técnica sobre a necessidade de intervenções, antecipando soluções e evitando falhas nos equipamentos”, complementa Hara.

Sobre as empresas presentes no pavilhão, o gerente comenta que deverão apresentar novidades voltadas à tecnologia, como sensores que podem ser acoplados a colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores, entre outros maquinários agrícolas, capazes de gerar e transmitir dados em tempo real, conectando operação e tomada de decisão no campo.

O Hub Goiás – Rio Verde também levará startups e negócios inovadores de diferentes regiões do país, ampliando a diversidade de soluções tecnológicas apresentadas ao público. A iniciativa prevê a participação rotativa de startups ao longo dos dias de feira, fortalecendo o ambiente de conexão entre empreendedores, produtores e empresas do setor. “Esse pavilhão é uma ‘semente’ que estamos plantando agora e que deve crescer nos próximos anos, fortalecendo a conexão entre inovação, produtores e o futuro do agro. Queremos estimular essa cultura no setor, atraindo principalmente o público mais jovem, que já tem forte afinidade com tecnologia”, observa Hara.

Agricultura e pecuária

Outro ponto de atração da Tecnoshow Comigo são os plots agrícolas, espaços onde são apresentadas as novidades e soluções do agronegócio do Centro Tecnológico Comigo (CTC) e de empresas e multinacionais expositoras. Assim como no ano passado, os plots da cooperativa estão divididos em agrícola e pecuário.

De acordo com Hara, no plot agrícola da Comigo, além da presença de todo o time de pesquisa de agricultura da Comigo, composto por cinco profissionais, serão apresentados, por meio de representações em miniatura, alguns dos principais experimentos realizados no CTC. “Teremos experimentos de fertilidade do solo, nutrição de plantas, entomologia, fitopatologia e controle de plantas daninhas. Além disso, vamos apresentar o serviço de agricultura de precisão que a Comigo presta aos cooperados”, enumera.

Outro destaque do plot será uma dinâmica agendada para mostrar alguns trabalhos que o produtor pode fazer no campo para identificar fraudes em fertilizantes. Outra novidade é a presença da equipe do Laboratório da Indústria.

Na parte da pecuária, estarão presentes dois pesquisadores, das áreas de nutrição animal e de pastagens, apresentando os trabalhos realizados, além da área de nutrição animal da cooperativa, com as rações, sementes e soluções de pastagem da Comigo.

Sobre os plots das empresas e multinacionais participantes, Hara observa que a feira também é palco para o lançamento de novas variedades de sementes de soja, híbridos de milho e sorgo, além de soluções em defensivos agrícolas, como fungicidas, inseticidas e herbicidas, apresentadas pelas principais empresas do setor.

Dinâmicas de pecuária

Além dos plots, o visitante poderá conhecer durante a Tecnoshow as dinâmicas de pecuária, com programação que mostra na prática as novidades do setor. De acordo com o coordenador de Pecuária da Tecnoshow, José Vanderlei Burim Galdeano, a programação será realizada nas tendas localizadas na pista de grama e conta com palestras, workshops e oficinas, assim como demonstrações em animais.

Para os criadores, os temas abordados nas palestras incluem o panorama da pecuária em ano de eleições; a revolução da ultrassonografia; e o impacto dos aditivos alimentares na produtividade dos animais. Na quinta-feira (09), a programação será toda dedicada à pecuária leiteira, com palestras sobre os mais variados assuntos relacionados ao setor.

Uma novidade deste ano, segundo Galdeano, será uma demonstração promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) chamada Receitas do Campo, onde serão produzidos alguns alimentos como farinhas, paçoca de carne, entre outros, ao vivo, simultaneamente com as palestras. “Da parte da Comigo está tudo pronto para mostrarmos nossas novidades aos visitantes. Dividimos o espaço em agricultura e pecuária para atender melhor os diferentes públicos de cooperados”, relata Hara.

Fonte: Assessoria Tecnoshow
Continue Lendo

Notícias

Déficit de 111,6 milhões de toneladas expõe gargalo da armazenagem no Brasil

País projeta safra de 342,7 milhões de toneladas, mas dispõe de 231,1 milhões de toneladas em capacidade estática. Diferença já influencia crédito rural, garantias bancárias e decisões de comercialização nas fazendas.

Publicado em

em

Foto: José Fernando Ogura

O Brasil colhe mais grãos do que consegue armazenar. Dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que a capacidade estática de armazenagem no país é de 231,1 milhões de toneladas, enquanto a projeção de safra para este ano alcança 342,7 milhões de toneladas. O volume disponível para estocagem fica abaixo do parâmetro de equilíbrio adotado pela Companhia Nacional de Abastecimento, baseado em recomendações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Fernando Caprioli, que atua em empresa do segmento de armazenagem: “O grão é uma garantia bancária e perdas por falta de estrutura podem gerar prejuízos econômicos relevantes” – Foto: Divulgação

Para Fernando Caprioli, que atua em empresa do segmento de armazenagem, o descompasso é estrutural. “O volume de capacidade é muito inferior ao total colhido e abaixo do parâmetro de equilíbrio utilizado pela Conab”, afirma.

Ele ressalta que a ampliação da capacidade de armazenagem é determinante para manter a qualidade da produção agrícola e reduzir perdas. “O silo se tornou um ativo financeiro. O grão é uma garantia bancária e perdas por falta de estrutura podem gerar prejuízos econômicos relevantes, especialmente para o produtor que precisa comercializar rapidamente a colheita. É necessário suprir a demanda de armazenagem com rigor técnico”, enfatiza.

Bancarização do agronegócio
Na prática, a chamada bancarização do agronegócio transformou o silo em um dos principais aliados do produtor na hora de negociar juros e prazos. Instituições financeiras, Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e emissores de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) estão trocando as garantias tradicionais por uma avaliação técnica rigorosa da infraestrutura de pós-colheita. Se o projeto é certificado e possui monitoramento de qualidade, o risco operacional cai, facilitando o acesso ao mercado de capitais.

De acordo com Caprioli, esse novo cenário impacta diretamente o custo da operação e a viabilidade do negócio no

Foto: Nathiely Sposito Becaria

longo prazo. “Quando o banco enxerga que o controle técnico dentro da fazenda é consistente e auditável, a confiança no ativo aumenta. Isso se traduz em menos burocracia e em condições de crédito significativamente mais favoráveis, transformando o rigor técnico em um lastro real para o financiamento”, explica.

Conforme o profissional , investir em tecnologia de ponta para o armazenamento é uma das formas mais estratégicas de garantir fôlego para crescer. “Ao assegurar a integridade do grão, o produtor não apenas protege sua safra, mas fortalece sua posição perante financiadores e seguradoras. A armazenagem, portanto, deixou de ser apenas um custo logístico para se tornar um componente central da gestão financeira do produtor”, ressalta.

Fonte: Assessoria AGI Brasil
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.