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Dilvo Grolli recebe Menção Honrosa da ABCA por sua contribuição à agronomia brasileira
Reconhecimento destaca seu papel no avanço científico, na inovação cooperativista e na consolidação do Show Rural como vitrine tecnológica do agro.

A Academia Brasileira de Ciência Agronômica (ABCA) prestou, dias atrás, homenagem especial ao presidente da Coopavel, Dilvo Grolli. Ele recebeu o título de Menção Honrosa pela relevante contribuição ao fortalecimento da Engenharia Agronômica no Paraná e no Brasil. O reconhecimento é concedido a personalidades que, além de estimular avanços científicos e tecnológicos no agro, destacam-se como empreendedores que impulsionam o crescimento de suas regiões e do País.

Fotos: Divulgação/Coopavel
Dilvo Grolli tem trajetória reconhecida no cooperativismo paranaense e nacional. Sua visão de futuro e capacidade de liderança contribuíram para transformar a Coopavel em uma das cooperativas mais respeitadas do País, referência em gestão, inovação e apoio ao produtor rural. Ele também é um dos idealizadores do Show Rural Coopavel, criado ao lado do agrônomo Rogério Rizzardi, evento que se tornou um dos maiores centros difusores de tecnologia agrícola do mundo e que impacta diretamente a evolução do agronegócio paranaense e de estados vizinhos.
Exemplo
O presidente da ABCA, professor-doutor Evaldo Vilela, destacou a grandeza dessa contribuição ao afirmar que Dilvo Grolli é um exemplo de liderança que transforma. “Sua dedicação ao cooperativismo, ao conhecimento agronômico e à inovação, traduzida na criação do Show Rural, tem impacto direto no desenvolvimento sustentável do agro brasileiro”.
Ao agradecer a honraria, Dilvo ressaltou o papel indispensável da Engenharia Agronômica para o Brasil. “A agronomia é uma das bases que sustentam o agronegócio moderno. Sem esse conhecimento técnico e científico, o campo não teria alcançado o nível de produtividade e competitividade que hoje coloca o Brasil entre os maiores produtores de alimentos do mundo”, afirmou. Também destacou a importância dos agrônomos ao sucesso das cooperativas: “Profissionais da agronomia têm participação decisiva no crescimento de instituições como a Coopavel, que chega aos seus 55 anos dedicada ao desenvolvimento da agropecuária brasileira”.
A solenidade também enalteceu outros líderes locais, entre eles o empresário Assis Gurgacz, igualmente homenageado por sua atuação e pelo apoio contínuo ao desenvolvimento do setor produtivo, e a agronomia por meio da FAG. O professor Evaldo destacou que figuras como Dilvo Grolli e Assis Gurgacz ajudam a consolidar um ambiente favorável à inovação, à sustentabilidade e ao aprimoramento técnico da agropecuária brasileira, bem como da agronomia.

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Programa Patrulheiros da Sustentabilidade capacita 3 mil operadores para recuperar estradas rurais e nascentes no Paraná
Com R$ 7,5 milhões, iniciativa da UEM chega ao Oeste com formação técnica de operadores de máquinas, mapeamento de estradas e fontes de água e atuação em 23 municípios para conter erosão e assoreamento

O Programa Patrulheiros da Sustentabilidade, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), avançou mais um passo com o lançamento em Toledo, no Oeste do Paraná. A cerimônia, realizada na última quinta-feira (16), no Centro de Eventos do município, envolveu entregas do Manual de Boas Práticas e da história em quadrinhos da Tropa Sustentável. Além disso, marcou a última etapa da formação dos multiplicadores, que iniciaram capacitação técnica nesta sexta-feira (17).
Mais de 3 mil operadores de maquinário da linha amarela, como motoniveladoras, tratores, pás carregadeiras, escavadeiras e rolos compactadores serão capacitados na etapa dentro do programa, que reebe investimentos de R$ 7,5 milhões e busca melhorar a trafegabilidade de estradas rurais, diminuir o assoreamento de rios, aumentar a proteção do solo, formar mão de obra técnica e fortalecer a competitividade agrícola no Estado.
O principal objetivo é fortalecer a relação entre produção agrícola e preservação ambiental. A UEM e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fadec-UEM) são responsáveis pela realização técnica e científica do programa, que tem apoio do Sistema Estadual da Agricultura (Seagri), da Fundação Araucária e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Os bolsistas selecionados como multiplicadores também estiveram presentes no evento.
Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona, o programa é de fundamental importância para o Estado. “É um momento de reconhecimento, pois estamos olhando para as capacidades instaladas nas nossas universidades estaduais, aliando o conhecimento produzido na academia com a aplicação prática na vida do cidadão, da população. Temos condições de fazer o melhor trabalho para ajudar o Paraná a se desenvolver”, afirmou.
O reitor da UEM, Leandro Vanalli, parabenizou a equipe da universidade que está à frente do projeto. “O programa vai, de fato, transformar a vida das pessoas nos municípios que operam essas máquinas. Elas serão treinadas para essa grande missão de cuidar mais e melhor do meio ambiente, das estradas rurais, das reservas, das minas de água, então farão a diferença na sociedade, assim como os professores, pesquisadores, servidores e estudantes de várias áreas envolvidas”, disse.
As ações abrangem 23 municípios, com atuação dos núcleos regionais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e envolvem mapeamento de estradas e nascentes, capacitação de equipes locais, apoio técnico às prefeituras e difusão de boas práticas ambientais.
O projeto também prevê a recuperação de 23 nascentes, a criação de uma plataforma digital para monitoramento territorial, certificações, desenvolvimento de materiais didáticos e capacitação de mais de 2,7 mil profissionais envolvidos na rotina de manutenção rural.
Tropa sustentável
O programa é baseado na tríade pesquisa-extensão-inovação e se propõe a ser um agente transformador na construção de soluções sustentáveis. O Patrulheiros da Sustentabilidade tem também o apoio do Sistema Estadual da Agricultura (Seagri), da Fundação Araucária e da Seti. Além da capacitação, os operadores receberão uniformes e equipamentos de proteção individual padronizados, reforçando a profissionalização e a segurança durante o trabalho.
Os materiais gráficos desenvolvidos para o projeto foram apresentados na solenidade pelo coordenador técnico do Escritório de Projetos e Processos (EPP) da UEM, Sidinei Silvério da Silva. Ele explicou que a capacitação será dividida em dois módulos de 40 horas, sendo um de sustentabilidade e o outro de mecanização conservacionista sustentável. “A expectativa é criar uma governança estadual para que, de forma perene, nós possamos fazer intervenções em estradas rurais que estão com erosão e fontes de água que estão secando. Estamos muito otimistas e planejando ações a longo prazo.”
Planejamento ambiental
O geógrafo Marcelo Augusto Melo Cason é um dos patrulheiros da sustentabilidade e vai atuar como multiplicador nas regiões de Londrina Norte. e Jacarezinho (Norte Pioneiro). Segundo ele, o programa está diretamente relacionado com o planejamento ambiental, área que fez parte do trabalhou no Trabalho de Conclusão de Curso, com produtores rurais. “O projeto é exatamente o que buscamos quando entramos na universidade, pois faz a união da teoria com a prática, com a sociedade, e traz benefícios para os dois lados. Estou ansioso e empolgado para começar”, disse.
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Livro do IDR-Paraná apresenta alternativas à dependência da soja no biodiesel
Publicação reúne contribuições de 38 pesquisadores e apresenta, em linguagem prática, informações voltadas à diversificação da produção, sustentabilidade e geração de renda no meio rural.

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) lançou nesta semana na ExpoLondrina 2026 o livro “Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, em evento na Arena Futuro do Pavilhão SmartAgro.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A publicação, com 14 capítulos e 849 páginas, reúne contribuições de 38 pesquisadores e apresenta, em linguagem prática, informações voltadas à diversificação da produção, sustentabilidade e geração de renda no meio rural. “Este lançamento é fruto de um esforço coletivo que integra pesquisa, extensão e parcerias institucionais. Mais do que um compêndio técnico, oferece caminhos concretos para o fortalecimento das cadeias produtivas de oleaginosas”, afirmou a diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, acrescentando: “Com certeza, vai se tornar um manual prático para técnicos e produtores interessados em diversificar a produção no Estado”.
O livro é resultado de um projeto do IDR-Paraná que, por mais de sete anos, estudou e avaliou, para as condições de solo e clima do território paranaense, a aptidão agronômica de dez espécies oleaginosas: amendoim, canola, cártamo, crambe, girassol, mamona, nabo forrageiro, gergelim, pinhão-manso e tungue. Cada capítulo aborda aspectos botânicos e fisiológicos das culturas, além de práticas de manejo como adubação, controle de pragas e doenças, zoneamento agrícola e colheita. Esses fatores impactam diretamente o rendimento de óleo e são detalhados ao longo da obra.
Outro destaque é a abordagem da cadeia produtiva. A publicação não se limita à produção agrícola, mas avança sobre temas como qualidade dos óleos, processos de

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
extração, incluindo tecnologias como microprensas, e o aproveitamento de coprodutos, como tortas e farelos, fundamentais para a viabilidade econômica do sistema. Esses subprodutos podem gerar renda adicional ao produtor, especialmente quando destinados à alimentação animal, desde que atendam a critérios como teor de proteína e ausência de compostos antinutricionais.
Diversificação
Um dos principais diagnósticos da obra é a dependência da soja como matéria-prima do biodiesel no Brasil. Dados compilados indicam que, em 2021, cerca de 71,4% do biodiesel nacional foi produzido a partir do óleo de soja. “A dependência da cadeia de soja para a produção de biodiesel demonstra baixa sustentabilidade na matriz energética. O desafio é ampliar o leque de oleaginosas, respeitando as condições regionais”, afirmam os autores no capítulo que traça um panorama do setor.

Foto: Divulgação/Aprosoja MT
O livro apresenta alternativas técnicas viáveis para diferentes regiões do Estado, considerando fatores como clima, solo e sistemas de produção. Culturas como canola e girassol, por exemplo, aparecem como opções estratégicas para o período de inverno, contribuindo também para a rotação de culturas e a melhoria da qualidade do solo.
Panorama
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de biodiesel. A produção nacional passou de 9,8 bilhões de litros em 2025, impulsionada por políticas públicas como o PNPB (Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel). No Paraná, com produção anual em torno de 2,3 bilhões de litros, o setor vem ganhando relevância com a instalação de usinas e o aumento da demanda por matéria-prima.
Historicamente concentrada na soja, que domina as oleaginosas cultivadas no Estado, a atividade começa a incorporar alternativas, ainda que em menor escala. Dados apresentados na obra indicam, por exemplo, o crescimento do cultivo de canola no Paraná, com área próxima de 8 mil hectares na safra de inverno, especialmente nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado. No cenário global, a produção de óleos vegetais, base para o biodiesel, supera o equivalente a mais de 200 bilhões de litros por ano, com destaque para soja e dendê. A obra está disponível para aquisição no site do IDR-Paraná ao custo de R$ 300,00.
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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná
Nova fazenda de 107 hectares deve substituir área de 9 hectares ocupada por 27 famílias. Aquisição integra acordo de R$ 240 milhões para compensar impactos da formação do reservatório da usina.

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.
O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. “A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.
Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.
A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.
O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões. “Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.
Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.
No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.
Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.
Balanço do acordo
Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em R$ 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.
Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.
A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.



