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Avicultura Em Chapecó (SC)

Dilvo Casagranda inaugura programação científica do 25º SBSA

Ele realizou uma análise do cenário brasileiro e mundial. Casagranda enfatizou que a urbanização aumenta o consumo de proteína animal, na medida em que os novos habitantes das cidades passam a consumir esses produtos no varejo.

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Fotos: Divulgação/Nucleovet

“O Brasil é protagonista no cenário internacional, consolidado como o maior exportador de carne de aves”. A afirmativa é de Dilvo Casagranda, palestrante que inaugurou a programação científica do 25º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) e da 16ª Poultry Fair, promovidos pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). A palestra foi realizada na tarde desta terça-feira (8), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). A abertura oficial do evento ocorre a partir das 17 horas desta terça-feira (8).

A palestra de Casagranda abordou as “Exigências das exportações no mercado de carnes”dentro do Bloco “Mercado e Nutrição”. Ele realizou uma análise do cenário brasileiro e mundial. Casagranda enfatizou que a urbanização aumenta o consumo de proteína animal, na medida em que os novos habitantes das cidades passam a consumir esses produtos no varejo. O crescimento populacional transforma e impacta os hábitos de consumo e preparo de alimentos, aumentado assim, a demanda por opções fáceis de preparar.

De acordo com Casagranda, a estimativa de produção de carne de frango no Brasil até 2034 é de crescimento anual de 2,65% e aumento no consumo interno de 31,94%. A estimativa no aumento das exportações será de 26,37% em 10 anos. “Abordamos as exigências em âmbito internacional que os países impõem. Precisamos estar adaptados e preparados para atender essas exigências e continuar exportando para mais de 150 países”, pontuou.

Conforme Casagranda, é fundamental que as empresas estejam estruturadas, as entidades organizadas e os profissionais qualificados para atender as exigências, para que o país siga crescendo no setor e possa fortalecer a avicultura no mercado internacional. “Somos destaque na avicultura, e é um dos pilares que nós temos, a capacitação das pessoas que atuam no setor. Desde o campo, onde os técnicos, os veterinários e os demais profissionais que atuam, assessoram os nossos produtores para ter um melhor desempenho na sua atividade, como também dentro da indústria, para que essa competitividade não se perca”.

O palestrante demonstrou, a partir de dados recentes do Avisite, que em março de 2025, as exportações brasileiras de carne de frango registraram aumento anual de 12% no volume embarcado. “A demanda internacional por carne de aves nos próximos 10 anos deve aumentar de forma mais expressiva do que nos últimos anos e espero que nós possamos estar inseridos em todos os países do mundo, competindo em alto padrão”, argumentou.

Competências

Segundo Casagranda, as principais competências do Brasil estão na capacidade de organização setorial, nos recursos para crescimento da atividade de forma sustentável, além de empresas do setor consolidadas e pessoas capacitadas para promover o crescimento da avicultura brasileira. Os principais desafios incluem combater os Protecionismos Internacionais, melhorar as negociações tarifárias e acordos sanitários, realizar obras de infraestrutura e manter o controle sanitário.

25º SBSA

O 25º SBSA e a 16ª Poultry Fair acontecem até quinta-feira (10) no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes. O Simpósio é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e completa 25 anos de realização. A programação completa pode ser acessada aqui.

Fonte: Assessoria Nucleovet

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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