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Avicultura

Diferenças na fisiologia embrionária entre duas linhagens de matrizes pesadas

Sem dúvida, a temperatura é o fator mais crítico na incubação. Vários experimentos e resultados de campo demonstraram que diferenças de frações de graus centígrados na temperatura influenciam o desenvolvimento embrionário, a eclodibilidade, a qualidade do umbigo e o desempenho pós-eclosão.

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Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural

Considerando a seleção genética do frango de corte que se concentrou na busca de animais com maior ganho de peso, melhor conversão alimentar e maior rendimento de carnes nobres, principalmente carne de peito, algumas perguntas nos inquietam:

Os embriões das linhagens atuais produzem mais calor do que os embriões das linhagens do passado? Seriam os embriões das linhagens comerciais de frango de corte diferentes em seu desenvolvimento, crescimento e perfil de nascimento?

Pesquisadores mostraram que linhagens de frangos de corte com diferentes perfis de crescimento apresentaram diferentes taxas metabólicas embrionárias. Foram avaliadas 3 linhagens, uma linhagem de reprodutoras pesadas padrão (selecionada para frangos de corte), uma linhagem experimental (linha de reprodutoras pesadas, selecionada para desempenho reprodutivo e viabilidade), e uma linhagem selecionada para crescimento lento. A produção total de calor embrionário nas 428 h de incubação até a eclosão foi significativamente diferente entre todas as 3 linhas (padrão > experimental > lenta).

Sem dúvida, a temperatura é o fator mais crítico na incubação. Vários experimentos e resultados de campo demonstraram que diferenças de frações de graus centígrados na temperatura influenciam o desenvolvimento embrionário, a eclodibilidade, a qualidade do umbigo e o desempenho pós-eclosão. A temperatura durante a incubação influencia o peso dos órgãos, desenvolvimento do sistema cardíaco, dos músculos e tendões. Especula-se que os embriões das linhagens modernas de frango de corte produzam mais calor do que as linhagens do passado. Isso pode causar superaquecimento podendo influenciar na mortalidade embrionária e a qualidade dos pintinhos eclodidos.

Outro pesquisador, comparando a condutância da casca e o metabolismo embrionário de duas linhagens distintas, não observou diferenças quanto a condutância da casca, consumo total de oxigênio, produção total de CO2, quociente respiratório médio e produção total de calor. Porém, quando analisou o perfil diário desses indicadores observou que há uma diferença entre as linhagens. Especialmente na troca gasosa diária, durante os últimos dias de incubação, bem como a produção de calor. A hipótese levantada pelo autor é de que os embriões de uma genética teriam uma taxa metabólica mais alta.

Em outra pesquisa foi observado um comportamento similar quando comparou as duas linhagens. O autor observou um maior desenvolvimento de um embrião nos primeiros 4 a 5 dias e um maior desenvolvimento do outro na segunda semana de incubação. Foi observado, ainda, um metabolismo mais elevado e uma maior velocidade de desenvolvimento durante o último dia de incubação e no período perinatal para a primeira linhagem. Apesar de não ter observado diferenças quanto a condutância da casca, uma hipótese que explica essa diferença de perfil é a diferença nas características da casca do ovo observado nas duas linhagens, o que foi observado por outro estudioso analisando 6 linhagens, sendo uma hipótese que devemos seguir analisando.

Uma diferença observada é que este metabolismo mais elevado e crescimento mais rápido para a linhagem 1 foi prolongado na primeira semana de vida do pintinho, conforme podemos observar no gráfico abaixo.

A pesquisa ainda observou uma diferença no perfil de perda de peso na incubação, conforme podemos observar na tabela 2, bem como uma diferença no período de incubação, reforçando a diferença entre as duas linhas.

Dessa forma, analisando os dados, podemos concluir que as linhagens apresentam diferentes perfis de desenvolvimento. Essa diferença de perfil é observada na prática em incubatórios comerciais, que operam com grandes volumes de produção e nos remetem a necessidade de termos ajustes específicos para cada linhagem afim de obter o melhor resultado de ambas.

Sugerimos alguns pontos a serem considerados:

• Incubar as linhagens em máquinas distintas, se possível dedicando grupos de máquinas por linhagem.

• Observar o perfil de perda de umidade na incubação e ajustar de acordo com a necessidade de cada linha.

• No caso de máquinas de estágio único, avaliar os programas para cada linhagem, conforme as monitorias de temperatura de casca.

• Monitorar a janela de nascimento de forma consistente e ajustar o período de incubação de acordo com o perfil de nascimento de cada linhagem.

• Ajustar a temperatura dos nascedouros a fim de sempre manter os pintos confortáveis, com temperaturas de cloaca entre 39,5 a 40,6ºC.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: agronoticia@gmail.com.

Fonte: Por Guilherme Selent, gerente sênior e especialista em incubação da Cobb-Vantress no Brasil

Avicultura

Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos

Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

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Foto: Rodrigo Fêlix Leal

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado

O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.

Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.

A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Recorde histórico

Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre

Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.

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Foto: Shutterstock

Mesmo diante de um cenário geopolítico considerado desafiador, as exportações brasileiras de carne de frango atingiram volume recorde no primeiro trimestre de 2026. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, indicam que o país embarcou 1,45 milhão de toneladas entre janeiro e março.

Foto: Shutterstock

O resultado supera em 0,7% o recorde anterior para o período, registrado em 2025, quando foram exportadas 1,44 milhão de toneladas, considerando a série histórica iniciada em 1997. O desempenho chama atenção do mercado, já que o primeiro trimestre costuma registrar menor intensidade de compras externas, com maior concentração das exportações no segundo semestre.

Pesquisadores do Cepea destacam que o volume surpreendeu inclusive agentes do setor, especialmente em um período marcado por preocupações com o cenário internacional, incluindo possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre o comércio global de proteínas.

Apesar do desempenho recorde no mercado externo, o movimento não foi suficiente para sustentar os preços internos da carne de frango ao longo de março, quando foram registradas quedas nas cotações.

Em abril, no entanto, o comportamento do mercado doméstico indica reação. Segundo o Cepea, os preços vêm registrando alta, influenciados pelo reajuste dos fretes, pressionados pela elevação dos combustíveis, e pelo tradicional aumento da demanda no início do mês. Os valores atuais se aproximam dos patamares observados em fevereiro, sinalizando recuperação parcial das cotações.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Mesmo com alta de até 21% em março

Preço médio do ovo na Quaresma é o menor em quatro anos

Quedas ao longo de 2025 e janeiro de 2026 no menor patamar em seis anos limitaram efeito sazonal típico do período religioso.

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Foto: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos subiram até 21% em março, movimento recorrente no período da Quaresma, quando parte dos consumidores substitui a carne vermelha. Ainda assim, levantamentos do Cepea mostram que o valor médio praticado no período religioso deste ano é o mais baixo dos últimos quatro anos nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de 2025 as cotações recuaram em boa parte dos meses, reduzindo a base de comparação para o início deste ano. Como reflexo desse comportamento, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas praças monitoradas.

Dessa forma, o mercado iniciou 2026 em patamar inferior ao observado em 2025. A reação verificada em fevereiro e março, embora expressiva em termos percentuais, não foi suficiente para que a média de preços desta Quaresma superasse a registrada em anos anteriores.

Fonte: O Presente Rural
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