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Bovinos / Grãos / Máquinas

Diferença entre boi e vaca chega a R$ 33,69 por arroba em abril

Ágio do macho mais que dobra em relação a 2024, puxado por oferta restrita e exportações, enquanto maior disponibilidade de fêmeas limita reação dos preços.

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Foto: Schutterstock

A diferença entre os preços do boi gordo e da vaca gorda voltou a crescer em abril no mercado paulista. Dados do Cepea indicam que, na média parcial até o dia 28, o ágio do macho chegou a R$ 33,69 por arroba, acima dos diferenciais registrados no mesmo período de 2024 (R$ 17,70/@) e 2025 (R$ 26,30/@).

O prêmio do boi sobre a vaca é recorrente e está associado ao melhor rendimento de carcaça, maior acabamento e maior aceitação da carne no mercado. No entanto, a ampliação recente desse diferencial reflete uma combinação de oferta restrita de machos e demanda externa aquecida, que tem sustentado a valorização do boi desde o início de 2026.

No acumulado desde dezembro de 2025, a arroba do boi gordo registra alta nominal de 12,65% em São Paulo, enquanto a vaca apresenta valorização mais moderada, de 7,5%. A diferença de ritmo reforça o distanciamento entre as cotações.

Do lado da oferta, a maior disponibilidade de fêmeas, especialmente em um contexto de descarte de matrizes, tem pressionado os preços da vaca. Como esses animais são direcionados majoritariamente ao mercado interno, frigoríficos têm ajustado as cotações para facilitar a composição das escalas de abate.

Segundo o Cepea, o atual movimento evidencia uma dinâmica de mercado em que fatores distintos influenciam machos e fêmeas: enquanto o boi responde mais diretamente à demanda internacional, a vaca segue mais dependente do consumo doméstico e da oferta interna.

Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas Em menos de um ano

Indonésia se torna segundo maior destino dos miúdos bovinos do Brasil

País asiático importou mais de 12 mil toneladas do produto entre janeiro e maio, movimentando US$ 19,5 milhões.

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Foto: Divulgação

Menos de um ano após a abertura do mercado para os miúdos bovinos brasileiros, a Indonésia já ocupa a segunda posição entre os principais compradores do produto, atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o país asiático importou mais de 12 mil toneladas, movimentando US$ 19,5 milhões.

O rápido avanço das compras está ligado ao tamanho do mercado indonésio. Com população superior a 284 milhões de habitantes, a Indonésia importou mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos em 2025, em negócios que ultrapassaram US$ 150 milhões.

Os embarques brasileiros para o mercado internacional também seguem em expansão. Nos cinco primeiros meses deste ano, o Brasil exportou mais de 106 mil toneladas de miúdos bovinos para 117 países, gerando receita de US$ 256 milhões. Em 2025, as exportações do produto alcançaram 267 mil toneladas, com faturamento de US$ 605 milhões.

Foto: Divulgação/Freepik

A autorização para a entrada dos miúdos bovinos brasileiros na Indonésia foi concedida em agosto de 2025. Desde então, o número de frigoríficos habilitados a exportar para o país aumentou gradualmente. Em setembro do ano passado, 17 plantas foram incluídas na lista de exportadores autorizados, elevando para 38 o total de unidades aptas a atender o mercado indonésio. Em janeiro deste ano, outras 14 plantas foram habilitadas, totalizando 52 estabelecimentos autorizados.

O crescimento das exportações ocorre em meio à ampliação das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, a Indonésia é o 11º principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio deste ano, as compras de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 1 bilhão, com destaque para o complexo soja, fibras e produtos têxteis, além de fumo e derivados.

Embora tenham consumo mais restrito no mercado brasileiro, os miúdos bovinos encontram demanda significativa em diversos mercados internacionais. As exportações desses produtos ampliam o aproveitamento comercial dos animais abatidos e representam uma importante fonte adicional de receita para a cadeia da carne bovina.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Reinserção de produtores é caminho estratégico para fortalecer a pecuária sustentável no Brasil

Agenda contribui para ampliar a inclusão produtiva, fortalecer a competitividade da carne bovina brasileira e acelerar avanços em sustentabilidade e rastreabilidade

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Brasil ocupa posição estratégica na produção mundial de alimentos, com o maior rebanho comercial bovino do mundo e liderança nas exportações de carne bovina. - Foto e texto: Assessoria

A reinserção de pecuaristas na cadeia formal da carne bovina tem ganhado relevância nas discussões sobre o futuro da pecuária brasileira. Em um cenário marcado por desafios relacionados à segurança alimentar, às mudanças climáticas e às crescentes exigências dos mercados consumidores, promover a requalificação e o retorno desses profissionais à atividade formal é uma oportunidade para ampliar a inclusão produtiva, fortalecer a sustentabilidade do setor e impulsionar a competitividade da carne bovina nacional. Mais do que o retorno aos fluxos comerciais, a reinserção envolve a construção de caminhos para a regularização ambiental, adequação a critérios socioambientais, acesso à assistência técnica e adoção de ferramentas que permitam maior transparência e rastreabilidade na produção.

“O Brasil ocupa posição estratégica na produção mundial de alimentos, com o maior rebanho comercial bovino do mundo e liderança nas exportações de carne bovina. Ao mesmo tempo, o segmento enfrenta desafios ligados à regularização ambiental, à rastreabilidade e ao cumprimento de critérios socioambientais cada vez mais valorizados pelos compradores. Nesse contexto, muitos pecuaristas acabam afastados dos mercados formais por dificuldades em atender a essas demandas, especialmente em regiões onde o acesso à informação, à assistência técnica e aos instrumentos necessários para adequação ainda é limitado”, explica a presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina.

Segundo a profissional, a exclusão de produtores da cadeia formal gera impactos que vão além da propriedade rural. “Estamos falando de desafios relacionados à inclusão produtiva, ao acesso ao conhecimento e à construção de uma pecuária cada vez mais alinhada às expectativas da sociedade e dos mercados. Encontrar soluções para apoiar esses produtores é fundamental para o desenvolvimento sustentável da atividade. Também é necessário criar condições para que eles avancem em seus processos de regularização e requalificação com segurança jurídica,  acesso a crédito, e instrumentos que ampliem a previsibilidade, o que contribui para fortalecer toda a cadeia”, afirma.

Nos últimos anos, ganharam espaço iniciativas voltadas à requalificação de fornecedores, mecanismos de monitoramento socioambiental, instrumentos de regularização ambiental, programas de assistência técnica e linhas de crédito direcionadas à adequação produtiva, criando condições para a reintegração de propriedades aos fluxos comerciais formais. No entanto, os resultados ainda precisam ganhar escala para acompanhar a dimensão da pecuária brasileira e ampliar os benefícios econômicos, sociais e ambientais gerados por esse processo.

Entre os caminhos apontados para acelerar essa agenda estão o fortalecimento da assistência técnica, a ampliação do acesso a ferramentas de monitoramento e rastreabilidade, a oferta de linhas de crédito adequadas e a criação de incentivos capazes de reconhecer os avanços realizados pelos produtores. A articulação entre empresas, instituições financeiras, governos, organizações da sociedade civil e representantes do setor também é vista como essencial para expandir o alcance dessas iniciativas e estabelecer critérios claros para a requalificação de produtores, promovendo maior segurança jurídica e previsibilidade ao processo.

“A reinserção é possível e gera resultados positivos para toda a cadeia, mas, para avançarmos de forma consistente, é necessário ampliar a cooperação entre os diferentes atores, garantindo condições para que mais produtores possam se adequar e permanecer competitivos em um ambiente de negócios cada vez mais exigente. Isso passa pelo fortalecimento de mecanismos de monitoramento, pela ampliação da assistência técnica e pela construção de instrumentos que deem escala aos processos de regularização e requalificação, sempre respeitando as particularidades dos diferentes territórios e sistemas produtivos”, destaca Ana Doralina.

Além de promover inclusão econômica e fortalecer a conformidade socioambiental da produção, a reinserção de produtores contribui para consolidar uma cadeia mais robusta, transparente e preparada para atender às demandas futuras. O tema também ganha relevância diante da crescente valorização de práticas sustentáveis nos mercados internacionais, reforçando a necessidade de estratégias que conciliem produtividade, conservação ambiental e desenvolvimento social.

“A reinserção de produtores deve ser encarada como uma agenda de futuro para a pecuária brasileira. Quanto maior for nossa capacidade de incluir, orientar e apoiar esses profissionais, mais preparada estará a cadeia para responder aos desafios globais e fortalecer sua posição competitiva. Ao combinar regularização ambiental, rastreabilidade, assistência técnica, acesso a instrumentos financeiros e segurança jurídica, criamos as condições necessárias para ampliar a escala dessa agenda e gerar valor para todos os elos da cadeia, fortalecendo a imagem da carne bovina brasileira e contribuindo para uma produção cada vez mais sustentável”, conclui a presidente.

Fonte: Assessoria
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Mais leite, menos dinheiro: produtor recebe menos mesmo com captação recorde

Indústria adquiriu 6,78 bilhões de litros no primeiro trimestre de 2026, enquanto o preço médio pago ao produtor caiu 18,8% em relação ao ano passado.

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Foto: Juliana Sussai

O primeiro trimestre de 2026 trouxe uma combinação incomum para a cadeia leiteira brasileira: a indústria captou mais leite do que nunca para o período, mas os produtores receberam menos pelo produto em comparação ao ano passado.

Foto: Aires Marga

Entre janeiro e março, os estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária – federal, estadual ou municipal, adquiriram 6,78 bilhões de litros de leite cru, segundo as Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O volume representa aumento de 2,6% em relação ao mesmo período de 2025 e configura a maior captação já registrada para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do instituto. Na comparação com os últimos três meses do ano passado, porém, houve retração de 8%, movimento considerado típico da sazonalidade da produção leiteira.

Enquanto a oferta cresceu, a remuneração dos produtores seguiu em direção oposta. O preço líquido médio pago pela

Foto: Divulgação

indústria foi de R$ 2,24 por litro, valor 18,8% inferior ao observado no primeiro trimestre de 2025.

Apesar da queda anual, os números mostram uma recuperação ao longo do trimestre. O litro de leite saiu de R$ 2,10 em janeiro para R$ 2,44 em março, indicando uma reação dos preços após o início mais fraco do ano.

Paraná lidera crescimento da captação

Entre os estados, o maior aumento absoluto na aquisição de leite ocorreu no Paraná. A indústria paranaense captou 88,74 milhões de litros a mais do que no primeiro trimestre do ano passado.

Foto: Divulgação

Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com acréscimo de 60,24 milhões de litros, Santa Catarina, com 44,56 milhões de litros adicionais, Minas Gerais, com aumento de 26,63 milhões de litros, e o Ceará, que ampliou a captação em 12,76 milhões de litros.

O desempenho dos estados do Sul reforça a importância da região para a cadeia leiteira nacional. Além de concentrar parte significativa da produção, os três estados mantêm forte presença de cooperativas e indústrias de processamento, o que contribui para a ampliação da captação mesmo em um ambiente de preços mais baixos.

Os dados do IBGE mostram que a produção de leite segue em expansão no país, mas também evidenciam um desafio recorrente do setor: aumentar o volume produzido não significa, necessariamente, maior rentabilidade para quem está na atividade. Em 2026, pelo menos no início do ano, os tanques ficaram mais cheios, mas a remuneração do produtor continuou distante dos níveis observados há um ano.

Fonte: O Presente Rural
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