Conectado com

Bovinos / Grãos / Máquinas Desempenho produtivo

Dietas com DL-Metionina protegida melhora produção de leite, proteínas e sólidos totais em dias de calor extremo

Um estudo conduzido em parceria com UFLA mostrou aumento significativo da produção de leite, da proteína, da lactose e dos sólidos totais durante o período de estresse térmico

Publicado em

em

Divulgação Evonik

Artigo escrito por Tales Lelis, médico veterinário com mestrado em Produção Animal pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor Regional de Negócios e Soluções para Ruminantes da Evonik.

Nutrição, sanidade, manejo, mão de obra, gestão e sucessão familiar são alguns dos desafios diários da produção de leite. As altas temperaturas aliadas a fenômenos como seca e incêndios em todo o mundo se tornam o mais recente obstáculo a ser enfrentado pelo produtor. Para se ter uma ideia, no final do mês de julho o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, indicou que o mundo teve o dia mais quente já registrado, quando a temperatura média global atingiu 17,09º C. O recorde anterior havia sido registrado em julho de 2023, quando a média global foi de 17,08º C. O último mês de junho também registrou o décimo terceiro mês consecutivo de recordes de calor na Terra.

Para o mês de agosto, por exemplo, a projeção é que, na Alemanha, as temperaturas cheguem aos seus maiores níveis, oito graus Celsius acima da média dos últimos 30 anos. Nos Estados Unidos, mais de 30 milhões de pessoas estarão em regiões onde ondas de calor prometem ser intensificadas.

No Brasil, o cenário não é diferente. Estamos vivendo um inverno mais quente e com máximas preocupantes, ultrapassando os 35ºC em muitas cidades, algo pouco comum para esta época do ano. Uma onda de calor elevou as temperaturas em diversas regiões do país e dados meteorológicos recentes indicam que essa tendência de alta vai se intensificar, potencialmente alcançando até 38ºC em algumas localidades em pleno inverno.

O ano passado entrou para a história como o mais quente. E a projeção é de que 2024 pode superar essa marca. Todos estes dados mostram que as ondas de calor extremo que temos vivenciado nos últimos anos devem permanecer e este quadro tem impacto especialmente importante na agricultura e, sobretudo, na produção animal.

O desempenho produtivo e as funções metabólicas de vacas leiteiras são fortemente afetados pelo estresse térmico (Prathap et al., 2016). Queda de produtividade, aumento das perdas embrionárias ou perdas gestacionais e distúrbios metabólicos em função do combate ao estresse provocado pelo calor são alguns dos efeitos dos dias mais quentes nos animais. Então, como identificar os sinais de uma vaca em estresse térmico? Bom, o sinal amarelo pode ser aceso quando observarmos sintomas como: aumento da taxa respiratória, alta da salivação do animal, redução de ingestão de alimento e comportamento de se manter em pé por muito tempo, reduzindo assim a sua ingestão de alimento e o tempo de ruminação. Quando estes sintomas são observados é importante agir porque já está ocorrendo perdas produtivas.

Neste cenário, a ambiência é um fator primordial para reduzir este impacto negativo que o calor exerce sobre os animais. Isso exige melhorias na qualidade do alojamento, garantindo conforto. O fornecimento de sombra, ventilação e aspersão de água são algumas das técnicas de resfriamento mais utilizadas. A disponibilidade de água, em qualidade e quantidade, também é primordial.

Além da ambiência, a nutrição também pode ser um aliado de primeira hora diante deste quadro. Uma estratégia nutricional bem direcionada pode reduzir os efeitos negativos do calor no desempenho do rebanho. Um exemplo é a suplementação de DL-Metionina protegida. O modelo de ação desta ferramenta reduz os efeitos do estresse térmico através de um incremento dos agentes antioxidantes, de uma redução da inflamação e da melhoria da função imunológica da vaca. O que ocorre é que o estresse provocado pelo calor excessivo aumenta as concentrações de radicais livres circulantes com potencial efeito deletério em diversas funções fisiológicas. A inclusão de DL-Metionina protegida contribui com um aumento dos agentes antioxidantes e a consequente redução dos radicais livres.

Um estudo conduzido no período do verão em uma fazenda comercial no sudoeste brasileiro em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostrou que a suplementação da dieta com DL-Metionina protegida melhorou o desempenho de vacas leiteiras sob estresse térmico. Neste levantamento o objetivo foi avaliar os efeitos da metionina protegida no rúmen (RPM), na produção e na composição do leite, bem como nas respostas fisiológicas de vacas leiteiras lactantes durante a estação mais quente.

Desenho experimental e medições

Neste estudo, 80 vacas primíparas da raça Holandesa (43,7 ± 4 quilos de leite e 182 ± 63 dias em lactação) divididas em dois grupos experimentais, pareados por produção de leite e dias em lactação. Elas foram alimentadas com uma dieta sem (controle) ou com 0,75 gramas por quilo de matéria seca de DL-Metionina protegida (85% de DL-metionina; RPM) misturado em uma dieta totalmente misturada basal por 9 semanas.

As vacas foram alojadas em um sistema de Compost Barn equipado com ventiladores e aspersores. E a temperatura do ar e a umidade foram registradas diariamente a cada 10 minutos para o cálculo do índice de temperatura e umidade (THI). A produção de leite também foi registrada diariamente e amostras de leite foram coletadas para análises de proteína, gordura, lactose, ureia e contagem de células somáticas nas semanas 3, 6 e 9.

Durante estas semanas, a temperatura intravaginal (IT) e a taxa respiratória (RR) foram medidas em 15 vacas por grupo; a IT foi registrada a cada 5 minutos durante 4 dias por semana e a RR foi estimada às 10h e às 17h, contando os movimentos do flanco por 30 segundos durante dois dias.

 

Resultados

As vacas que tiveram a dieta suplementada com DL-Metionina protegida tiveram um aumento significativo da produção de leite (+2,0 kg/d, P<0,01), da proteína (+50 g/d, P=0,03), da lactose (+108 g/d, P=0,03) e dos sólidos totais (+176 g/d, P=0,03) durante o período de estresse térmico. A conversão alimentar também foi melhor no grupo que recebeu a dieta suplementada com a DL-Metionina protegida na comparação com o grupo controle (1,74 vs. 1,62).

Esta suplementação com a metionina não impactou a ingestão de matéria seca dos animais. Apesar de a temperatura intravaginal (IT) não ser afetada pelo tratamento, houve uma tendência de aumento do tempo acima de 39°C com uso de metionina em relação ao grupo controle. A taxa respiratória (RR) também apresentou uma tendencia de elevação para o grupo RPM na comparação com o grupo controle.

Em resumo, podemos concluir que a suplementação de vacas leiteiras com DL-Metionina protegida durante a estação mais quente contribui com aumento na produção de leite, proteína e sólidos totais. Os resultados demonstram que a DL-Metionina protegida é uma ferramenta valiosa para enfrentar o estresse térmico em sistemas de produção de leite.

Fonte: Por Tales Lelis, médico veterinário, diretor Regional de Negócios e Soluções para Ruminantes da Evonik com O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas

Exportações de carne bovina de Mato Grosso crescem mais de 50%

Resultado foi impulsionado pela demanda internacional e valorização da tonelada embarcada.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

Mato Grosso voltou a se destacar no cenário internacional da carne bovina ao registrar um desempenho recorde no primeiro trimestre de 2026. O estado exportou 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), volume que representa 26,72% de toda a carne bovina embarcada pelo Brasil no período — o maior já registrado para um primeiro trimestre na série histórica.

O resultado expressivo também aparece na comparação anual. Em relação ao mesmo período de 2025, o crescimento foi de 53,39% no volume exportado. Já a receita atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71%, impulsionada tanto pelo aumento da demanda internacional quanto pela valorização da tonelada embarcada, que alcançou média de US$ 4,54 mil.

A China manteve-se como principal destino da carne mato-grossense no trimestre, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC. O país asiático segue como motor da demanda global, sustentando volumes elevados de importação. No entanto, outros mercados começam a ganhar relevância. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 9,14% das compras (23,03 mil TEC), e chamam atenção pelo ritmo de crescimento: em apenas três meses, já adquiriram 57,38% de todo o volume exportado para o país ao longo de 2025.

Na avaliação do diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o resultado reflete um conjunto de fatores que vêm fortalecendo a pecuária. “Mato Grosso tem avançado na abertura de mercados e na valorização da sua carne. Esse crescimento mostra não só a força da produção, mas também a confiança dos compradores internacionais na qualidade e na regularidade do produto”.

“Além de volume, estamos ganhando valor. Isso passa por uma combinação de eficiência produtiva, melhoria genética, manejo e, cada vez mais, pela adoção de práticas sustentáveis, que são exigências dos mercados mais exigentes”, enfatiza o diretor de Projetos do Imac.

Fonte: Assessoria Imac
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Brasil abre mercado para exportação de miúdos bovinos ao Vietnã

Negociação amplia oportunidades para a cadeia da carne e reforça presença em um dos principais destinos do agro brasileiro.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

O governo brasileiro concluiu negociações com o Vietnã que permitirão a exportação de miúdos bovinos (coração, fígado e rins) para aquele mercado.

A abertura fortalece o comércio com o quarto principal destino das exportações do agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para a cadeia bovina nacional, ao favorecer o aproveitamento integral do animal.

O Vietnã importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para milho, complexo soja, fibras e produtos têxteis.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 592 aberturas de mercado desde o início da atual gestão.

Esse resultado decorre da atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Assessoria Mapa
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Produzir mais, pressionar menos: o que mudou na pecuária brasileira em duas décadas

Ganhos de produtividade superiores a 70% por hectare reposicionaram a eficiência como eixo central da atividade.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

O tamanho do rebanho de gado no Brasil segue impressionante. O que mudou foi a lógica: produzir carne deixou de ser apenas uma equação de escala e passou a depender cada vez mais de produtividade por área, desempenho e eficiência técnica. Durante décadas, a pecuária brasileira foi interpretada principalmente pela ótica territorial. Mais área significava mais animais. Mais animais significavam mais produção. Era uma leitura coerente com o contexto histórico de expansão agrícola e disponibilidade de terras, em que crescimento frequentemente se confundia com ocupação geográfica. Essa matemática já não explica sozinha o desempenho da atividade.

Os dados consolidados no Beef Report 2025, publicado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) em junho de 2025, indicam uma mudança objetiva na base produtiva da pecuária de corte. O Brasil ampliou a produção de carne bovina mesmo em um cenário de redução da área de pastagem, revelando uma transformação estrutural na forma como o setor cresce.

De acordo com o documento, o rebanho brasileiro atingiu em 2024 a marca estimada de 193,93 milhões de cabeças, acumulando crescimento de 11% em relação a 2004. No mesmo intervalo de 20 anos, porém, a área destinada às pastagens recuou aproximadamente 11%, totalizando 160,54 milhões de hectares.

O contraste entre esses movimentos traduz uma das mudanças mais relevantes da pecuária moderna: o crescimento deixa de depender exclusivamente da expansão territorial e passa a ser sustentado por ganhos de produtividade e produção intensiva.

Ainda conforme o Beef Report 2025, a produtividade média nacional saltou de 2,8 arrobas por hectare/ano, em 2004, para quase 5 arrobas por hectare/ano em 2024, avanço superior a 70% em duas décadas. A escala permanece relevante, mas deixou de ser suficiente.

O retrato produtivo

Ainda de acordo com o Beef Report 2025, o Brasil registrou em 2024 o maior volume de produção de carne bovina de sua série histórica. Foram 11,81 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC), resultado sustentado pelo abate estimado de 45,94 milhões de cabeças. Mais do que um dado volumétrico, o número reforça uma mudança conceitual importante: o desempenho da cadeia passa a depender não apenas da quantidade de animais, mas do rendimento biológico e da eficiência produtiva.

Nesse contexto, o relatório aponta que o peso médio de carcaça atingiu 257,13 kg, com destaque para os machos, que registraram média de 295,16 kg. O avanço dialoga diretamente com fatores técnicos, como genética, nutrição estratégica, manejo de pastagens, suplementação e sistemas de terminação intensiva. Outro indicador relevante é o desfrute real, estimado em 22,13%, refletindo maior giro produtivo dentro do sistema.

Abate recorde e leitura metodológica

Os números de abate, contudo, exigem uma leitura estatística cuidadosa. Enquanto o Beef Report 2025 apresenta estimativas consolidadas para 2024, os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pelo Cepea e divulgados em 20 de fevereiro de 2026, apontam que o Brasil registrou em 2025 o abate recorde de 42,5 milhões de cabeças.

A diferença entre os volumes não representa inconsistência, mas distinção metodológica. Relatórios setoriais trabalham com estimativas e modelagens de mercado, enquanto o IBGE registra o abate efetivamente apurado na série estatística oficial.

Ainda de acordo com pesquisadores do Cepea, o recorde de 2025 esteve associado ao avanço do ciclo pecuário, aos investimentos realizados no campo desde 2020 e ao elevado descarte de fêmeas. Esse último fator, em especial, ajuda a compreender a dinâmica recente da oferta.

O ciclo pecuário e o peso do descarte de fêmeas

A pecuária bovina opera sob ciclos biológicos relativamente longos, em que decisões reprodutivas impactam a oferta futura de animais. O aumento do abate de fêmeas observado nos últimos anos, conforme apontam análises do Cepea, tem relação direta com a fase do ciclo pecuário. Em momentos de maior descarte, há ampliação da oferta no curto prazo, mas também efeitos estruturais sobre a recomposição do rebanho.

Ainda segundo pesquisadores, esse movimento reflete ajustes econômicos dentro das fazendas. Custos crescentes, pressão sobre margens, necessidade de giro financeiro e estratégias de manejo influenciam decisões de retenção ou descarte. O resultado é uma dinâmica de mercado em que oferta e preço passam a interagir de forma mais sensível.

Distribuição do gado: escala e concentração regional

Sob a ótica geográfica, a distribuição do rebanho brasileiro mantém padrões históricos, mas revela contrastes importantes. Conforme o Beef Report, o Centro-Oeste segue como principal polo pecuário do país, concentrando aproximadamente 62 milhões de cabeças, o equivalente a 32% do rebanho nacional.

A liderança regional está associada não apenas à escala, mas à presença de sistemas produtivos estruturados, que combinam recria, terminação, confinamento, integração lavoura-pecuária e uso intensivo de tecnologia.

A região Norte, por sua vez, apresenta o crescimento mais expressivo nas últimas duas décadas. Segundo o documento, o rebanho nortista expandiu cerca de 60% em 20 anos, alcançando 50,43 milhões de cabeças em 2024. Esse avanço ajuda a explicar a crescente relevância de estados como Pará e Rondônia no cenário pecuário nacional.

Ao detalhar por estados, o mapa confirma a concentração do rebanho em regiões tradicionalmente vocacionadas à pecuária extensiva e semi-intensiva. Mas o dado territorial, isoladamente, já não traduz competitividade.

Mato Grosso lidera com 28,43 milhões de cabeças

Minas Gerais soma 19,42 milhões

Pará registra 19,07 milhões

Goiás contabiliza 17,93 milhões

Mato Grosso do Sul apresenta 15,92 milhões

O vetor central: produtividade e eficiência técnica

Foto: Divulgação

Embora a distribuição espacial continue sendo referência estratégica, os dados indicam que o eixo central da competitividade desloca-se progressivamente para produtividade. Ainda de acordo com o Beef Report, a taxa média de ocupação das pastagens atingiu 1,21 cabeça por hectare, enquanto a lotação média foi estimada em 0,93 UA/ha. Esses indicadores sugerem intensificação gradual dos sistemas.

O ponto crítico, porém, é conceitual. A nova lógica da pecuária não se resume a manter mais animais por área, mas a extrair mais produção por unidade de recurso – seja terra, dieta, genética ou tempo de ciclo. Essa mudança altera decisões produtivas, investimentos e estratégias de manejo.

Produção sem expansão territorial: eficiência da terra

O avanço da produtividade dentro de uma base territorial relativamente menor representa uma das mudanças mais relevantes do setor. De acordo com o Beef Report, entre 2004 e 2024 a produção de carne bovina cresceu mais de 25%, enquanto a área de pastagem recuou.

Esse movimento indica que a pecuária brasileira vem operando sob lógica de eficiência territorial, em que crescimento passa a ser sustentado por intensificação técnica, e não por abertura de novas áreas. O dado é central para o debate contemporâneo sobre sustentabilidade, uso da terra e pressão ambiental.

Confinamento: intensificação como vetor produtivo

Um dos reflexos mais evidentes dessa transição aparece na terminação intensiva. Conforme o Beef Report, o Brasil confinou em 2024 cerca de 8,8 milhões de cabeças, volume recorde que representou aproximadamente 19% do total abatido (gráfico 1). O avanço reforça o papel da nutrição estratégica, da previsibilidade produtiva e do controle de indicadores técnicos.

Mais do que acelerar ciclos, o confinamento permite maior padronização, controle de desempenho e eficiência alimentar, variáveis decisivas em um ambiente de margens pressionadas e custos voláteis.

Mercado e exportação: o Brasil no tabuleiro global

Ainda segundo o relatório, aproximadamente 32% da produção foi destinada à exportação em 2024, enquanto 68% permaneceram no mercado interno. A China manteve posição dominante, respondendo por 52,29% das exportações in natura, seguida por Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Chile.

O desempenho exportador ajuda a explicar a capacidade de absorção da oferta ampliada, atenuando pressões baixistas sobre preços. Além disso, reforça exigências crescentes relacionadas à padronização, rastreabilidade e eficiência produtiva.

Peso econômico da cadeia bovina

Conforme o Beef Report 2025, o sistema agroindustrial da carne bovina movimentou em 2024 cerca de R$ 987,36 bilhões, o equivalente a 8,4% do PIB brasileiro. O dado reforça um aspecto frequentemente subestimado: a pecuária não é apenas produção primária, mas um sistema econômico complexo, que envolve insumos, serviços, logística, indústria e varejo.

Mudança estrutural na lógica produtiva

A leitura integrada dos dados aponta para uma conclusão clara. A pecuária brasileira não abandonou a escala. Ela redefiniu sua base de crescimento. O tamanho do rebanho segue relevante. A distribuição territorial mantém importância estratégica. Mas o eixo central da competitividade desloca-se progressivamente para produtividade, eficiência técnica e desempenho biológico. Produzir mais, hoje, significa necessariamente produzir melhor. E é essa lógica que passa a orientar decisões dentro das fazendas brasileiras.

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.