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Diante das mudanças climáticas, agroecologia desponta como saída

Agroecologia é alicerçada em cuidados, cooperação e circuitos.

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Fotos: Dalízia Aguiar

A agroecologia é alicerçada em cuidados, cooperação e circuitos. Esses três “C” se relacionam com a manutenção da cultura agroecológica, que busca entender o modo de vida e diversidade dos povos antes da produção, em si. Considerar a história de uma comunidade é o que motiva produtores e pesquisadores da área.

“A produção do conhecimento técnico-científico na agroecologia não pode e nem desconsiderar tais abordagens. São necessários vários atores para fazer a agroecologia roda, como a Ciência, a prática social e o movimento político, sendo assim o diálogo entre eles é fundamental”, observa a pesquisadora Vânia Pimentel do Instituto Federal de Brasília (DF) e coordenadora da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) no Centro-Oeste.

Em palestra magna na noite de abertura na última quarta-feira (4) do Agroecol 2024 intitulada “Agricultura familiar e Agroecologia pela manutenção da vida”, a professora aposta na agroecologia como uma das saídas para a atual sindemia global, marcada pela obesidade, desnutrição e mudancas climáticas, colocando em evidência crises civilizatórias e em risco a soberania e a segurança alimentar.

Parafraseando o filósofo e líder indígena Ailton Krenak, Pimentel reflete sobre a quem interessa essa perpetuação  de práticas colonizadoras, e colocando a plateia presente no auditório do Complexo Multiuso da UFMS para pensar, ela afirma que a conservação da biodiversidade vai além do meio ambiente e está em ir contra à monocultura de mentes e seres humanos, em interromper o processo, antes de “sermos interrompidos”.

Coordenador da Organização Indígena Caiañas, Leosmar Antonio conta que as famílias das comunidades Terena de Miranda (MS) já sentem essas transformações negativas na vida da aldeia. O mesmo foi comentado por Washington Willeman, diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de MS (Agraer), ao relatar as dificuldades enfrentadas pelas famílias assentadas em Itaquiraí ao passar por um severo período de seca, que precisou de apoio governamental para não colapsar.

Para Antonio, essas políticas públicas poderiam ser uma construção coletiva, pois basta um olhar atento em direção aos territórios para perceber as especificidades, as quais não devem ser desconsideradas. E para Willeman é necessário persistir em meio às dificuldades e difundir as práticas agroecológicas, apesar dos obstáculos.

Presente desde a primeira edição da Agroecol, o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados-MS), Milton Padovan comenta que já passaram pelo evento mais de 10 mil pessoas, entre estudantes, professores, especialistas e produtores. O crescimento é perceptível, mas Padovan salienta a importância da articulação e de arranjos instituições para a realização da proposta. Um dos autores da Carta Agroecológica que será apresentada ao final do Agroecol, o doutor em Ciência do Solo acredita que resistir é também uma forma de seguir e difundir os benefícios da agroecologia.

Representantes dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), dos Povos Indígenas (MPI), da Mulher e da Cultura estiveram presentes na abertura oficial, assim como das Universidades Federais de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Grande Dourados (UFGD), da Associação de Produtores Orgânicos de MS (APOMS) e da Embrapa – Unidades Pantanal e Agropecuária Oeste.

Fonte: Assessoria Embrapa

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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