Avicultura
Dia do Avicultor O Presente Rural reúne protagonistas do setor em 24 de agosto
Em uma parceria entre o jornal O Presente Rural, a Lar Cooperativa Agroindustrial e o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná, o evento acontece em formato híbrido e promete ser uma oportunidade única para aprimorar a avicultura nacional.

Marechal Cândido Rondon, no Paraná, vai reunir produtores de toda a região Oeste do Estado para a terceira edição do Dia do Avicultor O Presente Rural, que tem se solidificado em seu formato único ao reunir avicultores, técnicos, líderes cooperativistas, fornecedores da cadeia de insumos e outros profissionais em um ambiente de inovação, qualificação e troca de experiências.
Em uma parceria entre o jornal O Presente Rural, a Lar Cooperativa Agroindustrial e o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), o evento, que acontece em formato híbrido, em 24 e agosto, promete ser uma oportunidade única para aprimorar a avicultura nacional.
Com foco no conteúdo técnico e na valorização do trabalho dos avicultores, o evento reunirá especialistas e pesquisadores da avicultura, com uma programação que conta com palestras que vão abordar temas relevantes e atualizados, fornecendo informações e insights valiosos para o dia a dia nas granjas. “Estamos entusiasmados em realizar esse evento, que é uma verdadeira celebração pela dedicação e empenho dos avicultores brasileiros. A valorização dos heróis que dedicam suas vidas a essa atividade vital é o alicerce dessa celebração e reflete o reconhecimento merecido por suas contribuições ao país”, afirma Selmar Franck Marquesin, diretor de Marketing e Comunicação do jornal O Presente Rural. “Acreditamos que o compartilhamento de conhecimentos e experiências é o caminho para o progresso contínuo da avicultura no Brasil”, amplia Marquesin.

Registro da entrega do convite ao 3º Dia do Avicultor pelo diretor de Marketing e Comunicação do jornal O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin, ao 2º vice-presidente da Lar, Urbano Inacio Frey – Fotos: O Presente Rural
A transmissão ao vivo das palestras pelo Facebook e YouTube do jornal O Presente Rural vai ampliar o alcance do evento, permitindo que avicultores de todo o país participem remotamente e tenham acesso às discussões em tempo real. Além disso, as apresentações permanecerão disponíveis para consulta após o evento, garantindo que as informações continuem acessíveis e úteis para a rotina dos produtores. “Nosso objetivo é proporcionar aos avicultores uma experiência enriquecedora, com palestras que abordam temas-chave da avicultura. Queremos que eles saiam desse evento inspirados e capacitados para enfrentar os desafios do setor com mais confiança e eficiência”, ressalta o editor-chefe do jornal O Presente Rural, Giuliano De Luca.

Registro da entrega do convite ao 3º Dia do Avicultor pelo fundador da Editora O Presente, Arno Kunzler, ao 1º vice-presidente da Lar, Diogo Sezar de Mattia
Nesta quinta-feira (03), o fundador da Editora O Presente, Arno Kunzler, e o diretor de Marketing e Comunicação do jornal O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin, visitaram a sede da Lar Cooperativa Agroindustrial, em Medianeira (PR), para entregar ao 1º vice-presidente Diogo Sezar de Mattia e ao 2º vice-presidente Urbano Inacio Frey os convites para a 3ª edição do Dia do Avicultor.
Homenagem
Com o propósito de homenagear e defender os grandes protagonistas da avicultura brasileira, o Dia do Avicultor O Presente Rural surge como um evento de destaque no calendário do setor. Comemorando o Dia do Avicultor, celebrado em 28 de agosto no Brasil, a iniciativa é uma oportunidade para reconhecer a dedicação e o empenho dos avicultores que desempenham um papel essencial no desenvolvimento da avicultura do país.
Nesse encontro único, o jornal O Presente Rural, em parceria com a Lar Cooperativa Agroindustrial e o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), se unem em uma celebração de conhecimento e reconhecimento aos responsáveis por avicultura nacional.
Programação
A programação técnica do Dia do Avicultor O Presente Rural 2023 será divulgada nos próximos dias. O evento presencial é exclusivo a convidados e avicultores. A transmissão online é para todos. Salva a data de 24 de agosto para uma imersão ao Dia do Avicultor O Presente Rural.
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Lar e o Sindiavipar, o 3º Dia do Avicultor conta com patrocínio diamante ADM, American Nutrients, Cobb e Boehringer Ingelheim; ouro Aviagen, Inobram e Huverpharma; prata Anpario, Imeve e Hubbard. E o coffee break terá patrocínio exclusivo da Sicredi Aliança PR/SP.

Avicultura
Após ações de vigilância, Rio Grande do Sul declara fim de foco de gripe aviária
Equipes realizaram inspeções em propriedades e granjas, além de atividades educativas com produtores.

Após 28 dias sem aves mortas, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) encerrou na quinta-feira (16) o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária) registrado em 28 de fevereiro, em Santa Vitória do Palmar. Na ocasião, foi constatada a morte de aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba, na Estação Ecológica do Taim.
A partir da confirmação do foco, a Seapi mobilizou equipes para a região de Santa Vitória do Palmar, conduzindo ações de vigilância ativa e educação sanitária em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
As equipes designadas utilizaram barcos e drones para o monitoramento de aves silvestres na Estação Ecológica do Taim, procurando por sinais clínicos nos animais ou aves mortas. Foram realizadas 95 atividades de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Adicionalmente, foram feitas 22 fiscalizações em granjas avícolas localizadas em municípios da região, para verificação das medidas de biosseguridade adotadas.
Ações de educação sanitária junto a produtores rurais, autoridades locais e agentes comunitários de saúde e de controle de endemias também integraram o plano de atuação da Secretaria na área do foco. Foram conduzidas 143 atividades educativas.
“Por se tratar de área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Estação Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.
Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos
A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.
Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.
Avicultura
Alta nas exportações ameniza impacto da desvalorização do frango
Mesmo com preços mais baixos, demanda externa segura o ritmo do setor.

O mercado de frango registrou queda de preços em março, mas manteve equilíbrio impulsionado pelo desempenho das exportações. Em São Paulo, o frango inteiro congelado recuou para R$ 7/kg, 2,4% abaixo de fevereiro e 17% inferior ao registrado há um ano. Já no início de abril, houve reação nas cotações, que voltaram a R$ 7,25/kg.

Com a desvalorização da proteína ao longo do ano e a alta da carne bovina, o frango ganhou competitividade. A relação de troca superou 3 kg de frango por kg de dianteiro bovino, nível cerca de 30% acima da média histórica para março e acima do pico dos últimos cinco anos, registrado em 2021. Em comparação com a carne suína, que também teve queda de preços, a relação se manteve próxima da média, em torno de 1,3 kg de frango por kg de suíno.
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, março também foi positivo para as exportações brasileiras de carne de frango, mesmo diante das dificuldades logísticas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Os embarques somaram 431 mil toneladas in natura, alta de 5,6% em relação a março de 2025 e de 4,9% no acumulado do primeiro trimestre.

Foto: Ari Dias
O preço médio de exportação, por outro lado, recuou 2,7% frente ao mês anterior, movimento associado ao redirecionamento de cargas que antes tinham como destino países do Oriente Médio, especialmente os Emirados Árabes. Ainda assim, o bom desempenho de mercados como Japão, China, Filipinas e África do Sul compensou as perdas na região.
No lado da oferta, os abates de frango cresceram cerca de 3% em março na comparação anual e 2% no acumulado do primeiro trimestre. Apesar disso, o aumento das exportações, que avançaram 5,4% no período, contribuiu para evitar sinais de sobreoferta no mercado interno.
Avicultura
Por que a vacina não resolve sozinha o controle da Salmonella na avicultura
Imunização reduz multiplicação do agente, mas não impede infecção nas granjas brasileiras.

A utilização de vacinas no controle da Salmonella na avicultura ainda enfrenta um problema recorrente: expectativa equivocada sobre o que, de fato, elas entregam no campo. A avaliação foi apresentada durante o Seminário Facta sobre Salmonelas, realizado em 19 de março, em Toledo (PR), ao discutir o papel real da imunização dentro dos programas sanitários.
Segundo a palestrante e médica veterinária especialista em biologia, Eva Hunka, o primeiro ponto que precisa ser ajustado é conceitual: a Salmonella não é eliminada – é controlada. “A gente não vai eliminar Salmonella. A gente tem que controlar Salmonella, que é bem diferente”, afirmou.
A explicação está na própria biologia do agente. A bactéria possui múltiplos hospedeiros e capacidade de permanência no ambiente produtivo, o que inviabiliza a erradicação completa dentro dos sistemas intensivos.
Vacina não impede infecção

Fotos: Giuliano De Luca/OP Rural
Um dos pontos centrais da apresentação foi a limitação funcional das vacinas. Diferentemente do que parte do setor ainda presume, elas não atuam como barreira absoluta contra a entrada do agente. “A vacina não é um campo de força. Ela não protege contra a infecção”, destacou.
Na prática, o efeito esperado é outro: reduzir a multiplicação da bactéria no organismo e, com isso, diminuir a pressão de infecção ao longo do sistema. “A vacina diminui a taxa de multiplicação do agente, melhora a defesa do organismo”, explicou. Esse efeito é suficiente para reduzir a ocorrência de sinais clínicos e contribuir para manter a bactéria em níveis baixos – muitas vezes não detectáveis -, mas não impede que a ave entre em contato com o patógeno.
Ferramenta dentro de um sistema, não solução isolada
A consequência direta dessa limitação é clara: a vacina não pode ser tratada como solução única. “Ela não deve ser usada sozinha. É mais uma ferramenta dentro de um programa de controle”, afirmou. Para a palestrante, o controle efetivo depende da combinação de fatores: biosseguridade, manejo, controle ambiental, qualidade intestinal e capacitação das equipes.
A vacina atua sobre um ponto específico: a dinâmica de multiplicação da bactéria dentro do hospedeiro.
Quebra-cabeça sanitário exige integração

Palestrante e médica veterinária especialista em biologia, Eva Hunka: “As pessoas são responsáveis pelo processo, mas também são os principais disseminadores”
Durante a apresentação, o controle da Salmonella foi descrito como um sistema de múltiplas camadas, em que cada ferramenta cumpre uma função distinta. “A gente tem um quebra-cabeça. Não é uma bala de prata, não é milagre”, afirmou. Nesse modelo, o manejo reduz a pressão ambiental, a biosseguridade controla a entrada, a vacinação reduz a multiplicação e a microbiota intestinal atua na competição.
E há um elemento transversal: as pessoas. “As pessoas são responsáveis pelo processo, mas também são os principais disseminadores”, alertou. Mesmo com tecnologia disponível, falhas operacionais comprometem diretamente a eficácia das vacinas. “A vacina só funciona se for utilizada da maneira correta”, afirmou.
Entre os erros ainda comuns, Eva Hunka citou “dose inadequada, falhas de aplicação, manejo incorreto, uso fora do momento ideal”. A consequência é uma percepção equivocada de ineficiência, quando, na prática, o problema está na execução. “Qualquer produto para a saúde animal precisa respeitar momento de uso, dose, via de aplicação”, destacou.
Sanidade de precisão
Ao final, a especialista chamou atenção para uma lacuna recorrente no setor: enquanto áreas como nutrição e ambiência avançaram para modelos de precisão, a sanidade ainda opera, muitas vezes, de forma menos estruturada. No caso da Salmonella, isso significa abandonar soluções isoladas e trabalhar com estratégias coordenadas – em que a vacina é uma peça relevante, mas nunca suficiente sozinha.



