Avicultura Com transmissão ao vivo
Dia do Avicultor O Presente Rural/Lar debate desafios e oportunidades do setor nesta quinta-feira
Evento será transmitido em tempo real, a partir das 08h15, pelo link www.youtube.com/watch?v=nxjAOJKG5Ns.

A partir de uma realização do Jornal O Presente Rural, em parceria com a Lar, terceira maior cooperativa do Paraná e a maior do agronegócio brasileiro em geração de empregos, acontece, nesta quinta-feira (25), a 2ª edição do Dia do Avicultor, em formato híbrido, com a participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e on demand, para quem tiver interesse em assistir ao vivo pelos canais de O Presente Rural no Facebook e no YouTube ou na hora que você quiser.
A transmissão em tempo real começa a partir das 08h15 pelo link www.youtube.com/watch?v=nxjAOJKG5Ns.

Presidente do Sindiavipar e da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues: “Comemorar o Dia do Avicultor tem uma enorme importância e O Presente Rural sempre está na vanguarda” – Foto: Divulgação/Lar
Atualmente, o Paraná responde por 35% da produção avícola nacional e é responsável por cerca de 40% das exportações brasileiras, contribuindo para que o Brasil figure entre os maiores produtores de frango do mundo. “Esses números por si só já dão uma dimensão do quanto a avicultura movimenta a economia paranaense e contribuiu para alavancar o agronegócio do país” declara o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) e da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues.
Conforme levantamento do Sindiavipar, no Paraná aproximadamente 20 mil produtores se dedicam à avicultura, com o setor empregando diretamente 90 mil pessoas. Segundo um estudo de impacto econômico da atividade, para cada emprego criado na indústria são gerados outros 16 de forma indireta. “Estamos falando de uma atividade que gera entre 1,3 a 1,4 milhão de empregos no Paraná, ou seja, com pouco mais do que 10 milhões de habitantes, dá para dizer que mais de 10% da população paranaense é impactada pela avicultura, de alguma forma, direta ou indiretamente, se vive desta atividade ou ela tem uma importância muito grande na economia de cada cidadão paranaense. É uma atividade que gera emprego e renda no campo e que movimenta todos os setores na cidade”, enfatiza Rodrigues.
O presidente da Lar e do Sindiavipar lembra que até bem pouco tempo a região Oeste era exportadora de milho (grão é o principal ingrediente da ração animal) e o hoje é importadora líquida do cereal para desenvolver a avicultura. “A região Oeste do Paraná recebe milho do Paraguai todos os anos, do Mato Grosso do Sul e muitas vezes ainda de outros Estados do Centro-Oeste, o que agrega valor, gera emprego, aumenta arrecadação de impostos e faz a economia circular na nossa região. Por isso comemorar o Dia do Avicultor tem uma enorme importância e O Presente Rural sempre está na vanguarda, lembrando desta e de tantas outras datas, promovendo eventos como esse para enaltecer a cadeia produtiva e o quanto o setor é pujante em nossa região”, destaca Rodrigues.

Diretor de Comunicação e Marketing de O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin: “O Dia do Avicultor reúne palestras e debates em prol de uma cadeia mais sustentável e atenta aos atuais desafios e oportunidades, mas, também, é um evento para valorizar quem faz da avicultura uma atividade pujante no país, levando alimentos de sabor e qualidade para o Brasil e ao exterior” – Foto: Sandro Mesquita/OP Rural
O diretor de Comunicação e Marketing de O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin, expõe que o Dia do Avicultor oferece uma oportunidade única para debater assuntos relevantes ao dia a dia da cadeia produtiva. “Somos obstinados em produzir conteúdo de qualidade, mas, acima de tudo, que faça a diferença no agronegócio, que seja útil no dia a dia das fazendas, das agroindústrias e nas tomadas de decisões. O Dia do Avicultor reúne palestras e debates em prol de uma cadeia mais sustentável e atenta aos atuais desafios e oportunidades, mas, também, é um evento para valorizar quem faz da avicultura uma atividade pujante no país, levando alimentos de sabor e qualidade para o Brasil e ao exterior”, ressalta Marquesin.
Em pauta vão estar temáticas sobre mercado, nutrição, manejo, produção sustentável, sanidade, bem-estar e biosseguridade.
Programação
O superintendente de Suprimentos e Alimentos da Lar, Jair Meyer, abre a programação com a palestra “Mercados da avicultura do Paraná, do Brasil e do mundo”. Logo após, às 09h30, o médico-veterinário, doutor em Ciências Veterinárias e mestre em Produção e Nutrição Animal, Erich Helfer Carvalho, vai explanar sobre “Biosseguridade na Avicultura”.
Em seguida, fatores que afetam a conversão alimentar serão abordados pelo engenheiro agrônomo Marcelo Torreta, a partir das 10h20; e, às 11h10, a médica-veterinária, professora, doutora em Zootecnia e mestre em Nutrição Animal, Jovanir Inês Müller Fernandes, encerra a programação da manhã com a palestra “Saúde intestinal dos frangos de corte como ferramenta de melhoria dos resultados produtivos e econômicos”
A agenda técnica será retomada às 13h30, com a palestra “Manejo inicial e programa de luz”, ministrada pelo médico-veterinário Lucas Schneider. Na sequência, às 14h20, o professor, doutor em Zootecnia na área de Nutrição e Produção de Monogástricos, Thiago Petrolli, vai discorrer sobre “Manejo pré-abate”.
E o gerente de Desenvolvimento de Negócios Sustentáveis em Nutrição e Saúde Animal, José Francisco Miranda, dará continuidade a programação com a palestra sobre “Avançando de forma inteligente na produção sustentável de aves”, com início às 15h30. O representante da Anfeas, Luiz Cavagnoli, que atua como gerente de Engenharia, será o responsável por encerrar o ciclo de palestras, a partir das 16h20, quando vai falar sobre “Manutenção de granjas versus performance da atividade”.
O encerramento do 2º Dia do Avicultur está previsto para as 17h10.
Somando forças com O Presente Rural
O 2º Dia do Avicultor O Presente Rural/Lar conta ainda com o apoio da O evento conta com o apoio do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) e Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos (Anfeas).
O evento tem patrocínio ouro da Agroceres Multimix, Anco Fit Poultry, Boehringer Ingelheim, Bta Aditivos, Cobb e DSM; prata da Biochem, Cinergis, Imeve, Inobram, Huvepharma, Phileo e Sicredi; e bronze da AB Vista, American Nutrients, Anpário, Nnatrivm e Oligo Basics.

Avicultura
Após ações de vigilância, Rio Grande do Sul declara fim de foco de gripe aviária
Equipes realizaram inspeções em propriedades e granjas, além de atividades educativas com produtores.

Após 28 dias sem aves mortas, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) encerrou na quinta-feira (16) o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária) registrado em 28 de fevereiro, em Santa Vitória do Palmar. Na ocasião, foi constatada a morte de aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba, na Estação Ecológica do Taim.
A partir da confirmação do foco, a Seapi mobilizou equipes para a região de Santa Vitória do Palmar, conduzindo ações de vigilância ativa e educação sanitária em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
As equipes designadas utilizaram barcos e drones para o monitoramento de aves silvestres na Estação Ecológica do Taim, procurando por sinais clínicos nos animais ou aves mortas. Foram realizadas 95 atividades de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Adicionalmente, foram feitas 22 fiscalizações em granjas avícolas localizadas em municípios da região, para verificação das medidas de biosseguridade adotadas.
Ações de educação sanitária junto a produtores rurais, autoridades locais e agentes comunitários de saúde e de controle de endemias também integraram o plano de atuação da Secretaria na área do foco. Foram conduzidas 143 atividades educativas.
“Por se tratar de área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Estação Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.
Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos
A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.
Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.
Avicultura
Alta nas exportações ameniza impacto da desvalorização do frango
Mesmo com preços mais baixos, demanda externa segura o ritmo do setor.

O mercado de frango registrou queda de preços em março, mas manteve equilíbrio impulsionado pelo desempenho das exportações. Em São Paulo, o frango inteiro congelado recuou para R$ 7/kg, 2,4% abaixo de fevereiro e 17% inferior ao registrado há um ano. Já no início de abril, houve reação nas cotações, que voltaram a R$ 7,25/kg.

Com a desvalorização da proteína ao longo do ano e a alta da carne bovina, o frango ganhou competitividade. A relação de troca superou 3 kg de frango por kg de dianteiro bovino, nível cerca de 30% acima da média histórica para março e acima do pico dos últimos cinco anos, registrado em 2021. Em comparação com a carne suína, que também teve queda de preços, a relação se manteve próxima da média, em torno de 1,3 kg de frango por kg de suíno.
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, março também foi positivo para as exportações brasileiras de carne de frango, mesmo diante das dificuldades logísticas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Os embarques somaram 431 mil toneladas in natura, alta de 5,6% em relação a março de 2025 e de 4,9% no acumulado do primeiro trimestre.

Foto: Ari Dias
O preço médio de exportação, por outro lado, recuou 2,7% frente ao mês anterior, movimento associado ao redirecionamento de cargas que antes tinham como destino países do Oriente Médio, especialmente os Emirados Árabes. Ainda assim, o bom desempenho de mercados como Japão, China, Filipinas e África do Sul compensou as perdas na região.
No lado da oferta, os abates de frango cresceram cerca de 3% em março na comparação anual e 2% no acumulado do primeiro trimestre. Apesar disso, o aumento das exportações, que avançaram 5,4% no período, contribuiu para evitar sinais de sobreoferta no mercado interno.
Avicultura
Por que a vacina não resolve sozinha o controle da Salmonella na avicultura
Imunização reduz multiplicação do agente, mas não impede infecção nas granjas brasileiras.

A utilização de vacinas no controle da Salmonella na avicultura ainda enfrenta um problema recorrente: expectativa equivocada sobre o que, de fato, elas entregam no campo. A avaliação foi apresentada durante o Seminário Facta sobre Salmonelas, realizado em 19 de março, em Toledo (PR), ao discutir o papel real da imunização dentro dos programas sanitários.
Segundo a palestrante e médica veterinária especialista em biologia, Eva Hunka, o primeiro ponto que precisa ser ajustado é conceitual: a Salmonella não é eliminada – é controlada. “A gente não vai eliminar Salmonella. A gente tem que controlar Salmonella, que é bem diferente”, afirmou.
A explicação está na própria biologia do agente. A bactéria possui múltiplos hospedeiros e capacidade de permanência no ambiente produtivo, o que inviabiliza a erradicação completa dentro dos sistemas intensivos.
Vacina não impede infecção

Fotos: Giuliano De Luca/OP Rural
Um dos pontos centrais da apresentação foi a limitação funcional das vacinas. Diferentemente do que parte do setor ainda presume, elas não atuam como barreira absoluta contra a entrada do agente. “A vacina não é um campo de força. Ela não protege contra a infecção”, destacou.
Na prática, o efeito esperado é outro: reduzir a multiplicação da bactéria no organismo e, com isso, diminuir a pressão de infecção ao longo do sistema. “A vacina diminui a taxa de multiplicação do agente, melhora a defesa do organismo”, explicou. Esse efeito é suficiente para reduzir a ocorrência de sinais clínicos e contribuir para manter a bactéria em níveis baixos – muitas vezes não detectáveis -, mas não impede que a ave entre em contato com o patógeno.
Ferramenta dentro de um sistema, não solução isolada
A consequência direta dessa limitação é clara: a vacina não pode ser tratada como solução única. “Ela não deve ser usada sozinha. É mais uma ferramenta dentro de um programa de controle”, afirmou. Para a palestrante, o controle efetivo depende da combinação de fatores: biosseguridade, manejo, controle ambiental, qualidade intestinal e capacitação das equipes.
A vacina atua sobre um ponto específico: a dinâmica de multiplicação da bactéria dentro do hospedeiro.
Quebra-cabeça sanitário exige integração

Palestrante e médica veterinária especialista em biologia, Eva Hunka: “As pessoas são responsáveis pelo processo, mas também são os principais disseminadores”
Durante a apresentação, o controle da Salmonella foi descrito como um sistema de múltiplas camadas, em que cada ferramenta cumpre uma função distinta. “A gente tem um quebra-cabeça. Não é uma bala de prata, não é milagre”, afirmou. Nesse modelo, o manejo reduz a pressão ambiental, a biosseguridade controla a entrada, a vacinação reduz a multiplicação e a microbiota intestinal atua na competição.
E há um elemento transversal: as pessoas. “As pessoas são responsáveis pelo processo, mas também são os principais disseminadores”, alertou. Mesmo com tecnologia disponível, falhas operacionais comprometem diretamente a eficácia das vacinas. “A vacina só funciona se for utilizada da maneira correta”, afirmou.
Entre os erros ainda comuns, Eva Hunka citou “dose inadequada, falhas de aplicação, manejo incorreto, uso fora do momento ideal”. A consequência é uma percepção equivocada de ineficiência, quando, na prática, o problema está na execução. “Qualquer produto para a saúde animal precisa respeitar momento de uso, dose, via de aplicação”, destacou.
Sanidade de precisão
Ao final, a especialista chamou atenção para uma lacuna recorrente no setor: enquanto áreas como nutrição e ambiência avançaram para modelos de precisão, a sanidade ainda opera, muitas vezes, de forma menos estruturada. No caso da Salmonella, isso significa abandonar soluções isoladas e trabalhar com estratégias coordenadas – em que a vacina é uma peça relevante, mas nunca suficiente sozinha.



