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Dia de Campo reúne pecuaristas e apresenta estratégias de eficiência produtiva no Paraná

Encontro em Santo Antônio da Platina discutiu manejo, gestão e tecnologias para aumentar a rentabilidade da pecuária de corte.

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O Comitê Regional de Pecuária Moderna de Santo Antônio da Platina realizou, no início deste mês, um Dia de Campo voltado ao desenvolvimento da pecuária de corte no Norte Pioneiro. A iniciativa reuniu 65 pecuaristas na Fazenda Santa Cruz, referência em eficiência produtiva, para apresentar estratégias de manejo, gestão e tecnologias que contribuem para aumentar a rentabilidade da atividade. A ação contou com o apoio do Sistema Faep, do Sindicato Rural de Santo Antônio da Platina, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), da Capal Cooperativa Agroindustrial, do Instituto Inttegra e da Fazenda Santa Cruz.

A programação incluiu apresentação dos indicadores produtivos da propriedade e visita técnica às áreas de produção.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette:  “Nosso papel é aproximar o produtor rural do conhecimento, da tecnologia e das experiências que comprovadamente trazem resultados no campo” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

Para o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, ações como essa reforçam a importância da integração entre produtores, assistência técnica e entidades do setor para impulsionar a pecuária paranaense. “Nosso papel é aproximar o produtor rural do conhecimento, da tecnologia e das experiências que comprovadamente trazem resultados no campo. O Pecuária Moderna foi criado para estimular uma pecuária mais eficiente, rentável e sustentável, fortalecendo a competitividade dos pecuaristas paranaenses”, afirma Meneguette.

O presidente do Comitê Regional de Pecuária Moderna de Santo Antônio da Platina, Fabiano Rodrigues Ferreira, destaca que o grupo tem atuado para aproximar os produtores das novas técnicas e promover a troca de experiências entre propriedades da região.

“É possível evoluir dentro da atividade por meio de conhecimento, gestão e troca de experiências. Quando o produtor conhece uma propriedade que alcança bons resultados e entende quais caminhos foram percorridos, percebe que essas melhorias também podem ser aplicadas à sua realidade”, comenta Ferreira.

Troca de experiências

A Fazenda Santa Cruz, com seus 337 hectares de área, está consolidada pela eficiência na pecuária de cria. Nos últimos cinco ciclos de avaliação do Instituto Inttegra, a propriedade esteve entre as mais rentáveis do país, figurando entre os 2,5% dos produtores que alcançam resultados superiores a R$ 1,4 mil por hectare ao ano em pecuária de cria.

Foto: Pablo Aqsenen/Adapar

Segundo o administrador da fazenda, Tiago Marques Mantovani, que também é vice-presidente do Comitê Regional de Pecuária Moderna de Santo Antônio da Platina, a rentabilidade na pecuária está diretamente relacionada ao planejamento, ao acompanhamento de indicadores e à adoção de práticas adequadas de manejo.

“Hoje, uma parcela significativa dos pecuaristas ainda encontra dificuldades para obter resultado positivo na cria. Queremos mostrar que, com atitude, gestão e decisões baseadas em números, é possível transformar a atividade e alcançar outro patamar de rentabilidade”, destaca.

Entre as estratégias adotadas pela Fazenda Santa Cruz estão o manejo eficiente das pastagens, a integração lavoura-pecuária, o investimento em reprodução e genética, o descarte de animais improdutivos e o fortalecimento da equipe.

Criado em 2015, o Programa Pecuária Moderna tem o objetivo de impulsionar o desenvolvimento da pecuária de corte paranaense por meio da adoção de tecnologias, da melhoria da gestão das propriedades e da capacitação dos produtores rurais.

Após um período de paralisação durante a pandemia, o programa foi reestruturado em 2025 por iniciativa do Sistema Faep, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do IDR-Paraná, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e do Sistema Ocepar. A retomada marcou a reativação dos comitês regionais, espaços que aproximam produtores, técnicos e lideranças locais para discutir desafios da atividade, compartilhar experiências e incentivar a adoção de boas práticas.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

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Estudantes apresentam soluções tecnológicas para o setor leiteiro em etapa do Ideathon no Paraná

Evento promovido pelo Sistema Faep reuniu equipes de cinco colégios agrícolas em Palotina.

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A segunda etapa regional do Ideathon 2026 reuniu 50 estudantes de cinco colégios agrícolas da região Oeste do Paraná, no sábado (27), no Colégio Agrícola Estadual (CAE) Adroaldo Augusto Colombo, em Palotina. A iniciativa, promovida pelo Sistema Faep em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR) e a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), desafia os participantes a desenvolverem soluções inovadoras para problemas reais do agronegócio.

Nesta etapa, o tema fomentou projetos para ajudar produtores de leite a transformarem a quantidade de dados gerados por análises laboratoriais e programas de monitoramento da qualidade em informações práticas e rentáveis para a tomada de decisão. A proposta é contribuir para o aumento da produtividade, da qualidade do leite e a rentabilidade das propriedades.

“A agropecuária exige, cada vez mais, jovens capazes de unir conhecimento técnico, inovação e visão empreendedora. O Ideathon proporciona exatamente essa experiência ao conectar os estudantes dos colégios agrícolas com desafios reais da produção rural, incentivando a busca por soluções que podem gerar ganhos de eficiência, competitividade e sustentabilidade para o campo paranaense”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Participaram do encontro dez equipes, formadas por cinco alunos cada, representando os colégios agrícolas de Palotina, Toledo, Cascavel e Foz do Iguaçu, além de cinco professores orientadores.

Solução campeã

A equipe do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) de Agroinovação Professor Moacir Benedito Leme da Silva, de Cascavel, foi a vencedora da etapa, garantindo vaga na final estadual do Ideathon, marcada para 18 de novembro, em Curitiba. O grupo desenvolveu uma solução para auxiliar produtores de leite na interpretação dos resultados das análises laboratoriais e na gestão da propriedade.

A ferramenta consiste em um relatório simplificado, que reúne os principais indicadores da atividade, aponta possíveis causas de problemas e apresenta recomendações para melhorar a qualidade do leite, a produtividade e a rentabilidade da produção.

A proposta é atuar como uma ponte entre os dados do leite e a tomada de decisão dentro da propriedade. A partir das análises mensais, será elaborado um extrato simplificado para o produtor, mostrando de forma clara quanto ele produziu, quanto recebeu, quais índices estão bons, quais precisam de atenção, por que determinado problema pode estar acontecendo e quais ações devem ser feitas para melhorar a qualidade do leite e aumentar a rentabilidade.

O segundo lugar ficou com a equipe do CAE Adroaldo Augusto Colombo, de Palotina. O grupo sugeriu um aplicativo para facilitar a interpretação das análises laboratoriais do leite pelos produtores rurais. A solução transforma informações em uma linguagem simples, por meio de um sistema de semáforo (verde, amarelo e vermelho), indicando quando está tudo certo, quando é preciso atenção ou quando é necessário suporte técnico. O aplicativo também demonstra o impacto financeiro da qualidade do leite.

A terceira colocação também foi conquistada por estudantes do CEEP Agroinovação Professor Moacir Benedito Leme da Silva, de Cascavel. A proposta utiliza Inteligência Artificial para transformar os relatórios enviados pelos laticínios em diagnósticos simplificados, estimativas de perdas financeiras e planos de ação personalizados.

A plataforma conecta produtores, laticínios e o Sistema Faep, eliminando a necessidade de desenvolver um novo aplicativo e facilitando o acesso à tecnologia. Além de um chat inteligente para esclarecer dúvidas, a solução prevê cursos e tutoriais do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para capacitar os produtores. O diferencial é traduzir dados técnicos em decisões práticas, mostrando o que pode ser melhorado, quanto isso impacta na renda e quais ações devem ser priorizadas.

Próximas etapas

Consolidado como uma das principais iniciativas de inovação voltadas ao ensino agrícola no Paraná, o Ideathon reúne, ao longo deste ano, 360 estudantes de 35 colégios agrícolas da rede estadual. Cada instituição participa com duas equipes de cinco alunos, selecionadas internamente.

Serão realizadas sete etapas regionais classificatórias. As equipes vencedoras de cada encontro disputarão a final estadual, em Curitiba, reunindo 35 estudantes na busca pelas melhores soluções para os desafios propostos ao setor agropecuário.

As próximas etapas classificatórias serão em Santa Mariana (1/8), Guarapuava (18/8), Diamante do Norte (29/8), Palmeira (19/9) e Clevelândia (3/10).

Confira os trabalhos vencedores na segunda etapa do Ideathon

1º lugar – CEEP de Agroinovação Professor Moacir Benedito Leme da Silva, de Cascavel

Equipe vencedora conquistou uma vaga na final, marcada para 18 de novembro, em Curitiba

João Pedro Ossovski

Gabriel Grassi

Guilherme Villetti Talgatti

Murilo Marmentine Scholz

Pedro Henrique Santos Capelesso

Resumo do projeto: A proposta da empresa é atuar como uma ponte entre os dados do leite e a tomada de decisão dentro da propriedade. A partir das análises mensais, será elaborado um extrato simplificado para o produtor, mostrando de forma clara quanto ele produziu, quanto recebeu, quais índices estão bons, quais precisam de atenção, por que determinado problema pode estar acontecendo e quais ações devem ser feitas para melhorar a qualidade do leite e aumentar a rentabilidade.

2º lugar – CAE Adroaldo Augusto Colombo, de Palotina

Alunos do CAE Adroaldo Augusto Colombo, de Palotina, ficaram em segundo lugar

Kamilly Vitória Faccin Sornberger

Nicolas Motta Felizari

Luis Felipe Ferreira Menossi

José Carlos Baumgartner

Ederson Kauã Mendez

Resumo do projeto: O principal problema é que as cooperativas tradicionais pagam praticamente o mesmo valor pelo leite, independentemente da qualidade, desestimulando investimentos dos produtores. Além disso, muitos não conseguem interpretar os resultados das análises laboratoriais. A solução é o aplicativo, que transforma esses resultados em informações simples por meio de um sistema de semáforo (verde, amarelo e vermelho), indicando quando está tudo certo, quando é preciso atenção ou quando é necessário suporte técnico. O aplicativo também mostra o impacto financeiro da qualidade do leite.

3º lugar – CEEP Agroinovação Professor Moacir Benedito Leme da Silva, de Cascavel

No terceiro lugar, ficaram os estudantes do CEEP Agroinovação Professor Moacir Benedito Leme da Silva, de Cascavel

Enzo Davi Maróstica

Murilo Pereira Cechinel

Lucas Antônio Szimanski

Vitor Gabriel Wichoski

Otávio Batista Freire

Resumo do projeto: Inteligência Artificial para transformar os relatórios enviados pelos laticínios em diagnósticos simples, estimativas de perdas financeiras e planos de ação personalizados. A proposta conecta produtores, laticínios e o Sistema Faep em uma única plataforma, eliminando a necessidade de criar um novo aplicativo e facilitando o acesso à tecnologia. Além do chat inteligente para esclarecer dúvidas, a solução prevê cursos e tutoriais do SENAR para capacitar os produtores no uso da ferramenta. O público-alvo são produtores de leite, laticínios, técnicos do SENAR e cooperativas. O diferencial é traduzir dados técnicos em decisões práticas, mostrando o que está pode ser melhorado e quanto isso impacta na renda e quais ações devem ser priorizadas.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Reconhecimento de China e Rússia amplia oportunidades para a carne paranaense

Novo status sanitário do Brasil favorece frigoríficos exportadores e pode impulsionar os embarques de carne bovina.

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Fotos: Shutterstock

Junho trouxe importantes avanços para a pecuária brasileira e, especialmente, para o Paraná. Isso porque dois dos principais mercados internacionais reconheceram o Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação. Primeiro, no início do mês, a China oficializou a decisão. Depois, as autoridades sanitárias da Rússia comunicaram o reconhecimento de todo o território nacional com o mesmo status.

Foto: Divulgação/Mapa

Para o Sistema Faep, as decisões representam mais uma conquista construída ao longo de décadas de investimento em defesa agropecuária e trazem perspectivas positivas para o Paraná, que já possui o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação desde maio de 2021, quando recebeu a certificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Em maio de 2025, a OMSA ampliou o reconhecimento para todo o território brasileiro.

Segundo o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, o novo cenário reforça a credibilidade da produção pecuária nacional e amplia as possibilidades de negócios para os produtores paranaenses. “Esse reconhecimento é resultado de um trabalho conjunto de produtores, entidades do setor e dos órgãos de defesa sanitária. O Paraná se antecipou e já demonstrava há anos sua capacidade de manter um rebanho seguro e com alto padrão sanitário. Agora, com o reconhecimento de mercados estratégicos como China e Rússia, o Brasil fortalece ainda mais sua imagem como fornecedor confiável de proteínas animais, o que pode se traduzir em novas oportunidades para os nossos produtores”, destaca.

Com o reconhecimento, as condições de acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais devem melhorar, resultando no aumento da demanda por proteínas animais. Para o Paraná, isso representa maior potencial de negócios para os frigoríficos exportadores instalados no Estado, sustentação ou valorização dos preços do boi gordo em um cenário de aumento das exportações e reflexos positivos no mercado de reposição, especialmente para bezerros e garrotes.

A China é o principal destino das exportações paranaenses de carne bovina. Em 2025, o Estado embarcou 23,5 mil toneladas de produtos bovinos para o país asiático, movimentando US$ 126,9 milhões. O principal volume corresponde às carnes bovinas congeladas desossadas, responsáveis pela maior parte do valor exportado.

Alternativa estratégica

Embora atualmente a Rússia tenha menor participação nas exportações de carne bovina do Paraná, o reconhecimento também é considerado estratégico, especialmente diante das instabilidades políticas e comerciais no cenário internacional.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Esse reconhecimento é resultado de um trabalho conjunto de produtores, entidades do setor e dos órgãos de defesa sanitária”

Em 2025, as exportações paranaenses de proteínas para a Rússia foram concentradas principalmente na carne de frango, com embarques de 11,3 mil toneladas e faturamento de US$ 25 milhões.

O técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, Fábio Peixoto Mezzadri, explica que a Rússia já foi um mercado relevante para a carne bovina paranaense e que o novo status sanitário brasileiro pode representar uma oportunidade de retomada das exportações.

“Antigamente, o comércio entre o Paraná e a Rússia era mais significativo na carne bovina. Contudo, o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação abre muitos caminhos comerciais, demonstrando a solidez e a eficiência do nosso sistema sanitário”, afirma.

Foto: Marcelo Casal

Entre 2020 e 2023, o comércio de carne bovina congelada entre o Paraná e a Rússia movimentou US$ 27,2 milhões, com o embarque de 7,2 mil toneladas do produto. A partir de 2024, porém, não houve mais registros significativos de exportações paranaenses desse segmento para o mercado russo.

De acordo com Mezzadri, o fortalecimento da confiança sanitária ocorre em um momento importante para a diversificação de mercados. “Hoje o Brasil e o Paraná têm grandes compradores para suas proteínas animais, como a China, mas vivemos um cenário de instabilidades no comércio internacional, com tarifaços dos Estados Unidos, medidas de salvaguarda da China e ameaças de restrições no mercado europeu. Diante disso, não podemos perder a chance de conquistar novos mercados, potenciais compradores da nossa produção pecuária”, conclui.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Preço do leite recua para R$ 2,66 por litro, enquanto importações crescem 28%

Cepea identifica mercados regionais distintos: oferta limitada sustenta preços no Sudeste e Centro-Oeste, enquanto a recuperação da produção derruba cotações no Sul.

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Foto: Isabele Kleim

O preço do leite pago ao produtor manteve-se praticamente estável em maio de 2026, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na chamada “Média Brasil”, o valor ficou em R$ 2,6617 por litro, com recuo de 0,45% em relação a abril. Na comparação com maio de 2025, o preço está 3,8% menor em termos reais, considerando a correção pelo IPCA.

O comportamento dos preços foi diferente entre as regiões produtoras. No Sudeste e no Centro-Oeste, as cotações continuaram em alta, sustentadas pela menor oferta de leite, reflexo da sazonalidade e da redução dos investimentos por parte de produtores após as margens mais apertadas registradas em 2025. Com isso, a disputa entre os laticínios pela matéria-prima permaneceu aquecida.

Foto: Juliana Sussai

No Sul do País, o cenário foi oposto. A melhora das condições climáticas, o bom desenvolvimento das pastagens de inverno e a recuperação da produção aumentaram a oferta de leite, pressionando os preços pagos ao produtor.

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) avançou 0,07% entre abril e maio na Média Brasil. No acumulado de 2026, porém, o indicador registra retração de 13,7%.

Os custos de produção também apresentaram mudança em maio. O Custo Operacional Efetivo (COE) recuou 1,39%, registrando a primeira queda do ano. Mesmo assim, o indicador ainda acumula alta de 1,8% em 2026, impulsionado pelo aumento das despesas com nutrição animal, sanidade e operações mecanizadas.

Foto: Fernando Dias

No mercado de derivados, pesquisa do Cepea realizada com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) mostra que o preço do leite UHT caiu 7,56% em maio na comparação com abril. Já a muçarela e o leite em pó tiveram estabilidade, com leves altas de 0,12% e 0,13%, respectivamente. Segundo o Cepea, na primeira quinzena de junho o movimento de queda dos preços dos derivados lácteos ganhou força.

No comércio exterior, as importações brasileiras de lácteos cresceram 3,58% em maio, totalizando 226,21 milhões de litros em Equivalente-Leite (EqL), volume 28% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. As exportações também aumentaram em relação a abril, com alta de 45,33% e volume de 5,81 milhões de litros EqL. Na comparação anual, entretanto, os embarques ficaram 21,42% abaixo dos registrados em maio do ano passado.

Para junho, a expectativa do Cepea é de manutenção das diferenças entre as principais bacias leiteiras. A tendência é de continuidade da pressão sobre os preços no Sul, enquanto Sudeste e Centro-Oeste devem manter um mercado mais firme, caminhando para a estabilidade.

Fonte: Assessoria Cepea
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