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Dia de campo promove imersão no maior programa de melhoramento de trigo da América Latina
Evento celebrou os 30 anos de parceria entre a Biotrigo e a Sementes Butiá no desenvolvimento de cultivares de trigo no Brasil

O dia campo da Biotrigo Genética desta safra, realizado na última terça-feira (22), fugiu do tradicional cenário do evento na sede da empresa, em Passo Fundo, onde cerca de 320 pessoas participaram de uma inédita imersão no melhoramento genético de trigo direto do campo de produção de sementes genéticas e básicas. O evento aconteceu na Sementes Butiá, em Coxilha, em um dos mais de 50 campos experimentais da Biotrigo e onde também acontece a produção de sementes com categorias superiores de trigo. O evento, que marcou a parceria de 30 anos de pesquisa entre a Biotrigo e a Sementes Butiá, reuniu toda a cadeia de trigo do Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com a presença de multiplicadores de sementes e produtores de trigo, engenheiros agrônomos, recomendantes e profissionais da indústria moageira.
Segundo Ottoni Rosa Filho, diretor e melhorista da Biotrigo, esse ano o dia de campo oportunizou a possibilidade de conhecer na prática e no campo, os investimentos e a tecnologia empregados no desenvolvimento das novas cultivares e na produção das sementes. “Nossos convidados puderam conhecer nosso programa sob a ótica dos processos de melhoramento genético, da experimentação e da produção de sementes e ter uma compreensão da amplitude do trabalho e tecnologia utilizada por ambas as empresas – Biotrigo e Sementes Butiá – ao longo das últimas três décadas e ainda conferir o que chegará num futuro bem próximo”, disse.
Fernando Michel Wagner, gerente comercial para a América Latina (Latam) da Biotrigo Genética ressaltou que a interação do setor produtivo com a pesquisa é fundamental para o desenvolvimento de soluções tecnológicas. “A cultura do trigo vem recebendo muitos investimentos em tecnologia e inovação e os resultados podem ser vistos aqui na Butiá, que cultiva trigo a nada menos que 70 anos, sendo que nesses anos de parceria e aprendizado mútuo, vem assegurando a disponibilidade de sementes com alta qualidade acelerando o acesso de nossas cultivares aos multiplicadores de sementes e estes aos triticultores brasileiros”, ressaltou. A Butiá é responsável pela multiplicação das sementes básicas do portfólio e dos lançamentos da Biotrigo nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e no Cerrado.
Verônica Bertagnolli, gerente comercial da Sementes Butiá, ressaltou a relação de confiança entre as empresas e a contribuição na criação de cultivares de trigo. “Somos testemunhas do que a Biotrigo fez pela triticultura nacional. Relembramos todos os desafios e principalmente as conquistas com a imensidão de variedades que foram criadas frutos dessa parceria de melhoramento genético ao longo desses trinta anos, somando mais de 50 cultivares que fizeram a triticultura brasileira evoluir de forma sustentável e, principalmente, com muita qualidade. Temos muito orgulho dessa parceria que impulsiona o crescimento da agricultura nacional e que produz o pão nosso de cada dia”, finalizou.
Investimento em pesquisa e desenvolvimento
Um dos exemplos de alto investimento realizado para fortalecer e agilizar o programa de melhoramento é o conjunto de tecnologias utilizadas na etapa de experimentação. Giovani Facco, gerente do setor comentou que todos os materiais são semeados de maneira que possam demonstrar seu valor genético, posteriormente avaliados pela equipe de melhoramento. “Utilizamos em nossas áreas de experimentação uma semeadora e uma colheitadeira de parcelas de alto desempenho, específicos para ensaios de cultivo e de variedades. A semeadora aplica em cada linha um genótipo distinto e a colheitadeira realiza o corte, trilha a limpeza dos grãos, a pesagem, a verificação de peso hectolitro e umidade dos grãos. Essa tecnologia traz mais precisão e agilidade ao programa de melhoramento”, explicou. Somente no Rio Grande do Sul em 2019, esses processos foram realizados em mais de 88 mil parcelas de linhagens (futuros lançamentos) distribuídos em 10 locais na região tritícola. “Esse trabalho minucioso possibilita posteriormente que o setor de melhoramento avalie o potencial de cada material, conforme a realidade da região em estudo, fertilidade, homogeneidade da área e garante que as cultivares sejam adaptadas para cada região, antes de estar disponível ao produtor”, explicou. Somente na Butiá, neste ano, são mais de 110 hectares destinados ao setor de experimentação e multiplicações em pequenas escalas.
Outro processo importante é a produção de sementes pré-genéticas e genéticas. O gerente de produção de sementes, Bruno Moncks da Silva, explicou sobre a importância dos cuidados e da tecnologia empregada na etapa que acontece antes de registrar, lançar e comercializar uma cultivar para garantir a pureza do material. “A geração de volume de sementes genéticas envolve a separação destas linhagens, tratamento de sementes industrial, semeadura, manejos fitossanitários, roguing, colheita, secagem, beneficiamento e armazenamento em câmara fria. Os cuidados durante a semeadura e colheita são muito importantes para evitar contaminações de sementes entre linhagens”, comentou.
Uma vitrine tecnológica já pensando nas próximas safras
Além do roteiro inédito pelo programa de melhoramento no campo, os participantes percorreram quatro estações tecnológicas e assistiram palestras que trataram do resgate da safra atual, manejo integrado de plantas daninhas, comportamento das cultivares TBIO já lançadas e os lançamentos para a safra 2020. O diretor e melhorista da Biotrigo, André Cunha Rosa, detalhou as características, potencial produtivo e o manejo da cultivar mais recente, o TBIO Astro, diretamente do campo de multiplicação de semente básica da cultivar. “Aqui é possível conferir um dos seus principais diferenciais: a resistência ao acamamento. É sempre um grande desafio trazer para o programa de melhoramento alto potencial, combinado com um tipo de planta que traga segurança ao agricultor, sem acamamento e o resultado foi plenamente atingido. Essa lavoura está intacta depois de mais de 100 mm de chuva e fortes ventos ocorridos recentemente. TBIO Astro tem o melhor tipo agronômico já lançado em nosso portfólio”, relatou.
André destacou suas características que fazem da cultivar a atual recordista do programa de melhoramento. “Agronomicamente é a cultivar mais resistente a germinação na espiga e ao acamamento e, considerando o nosso ranking de qualidade industrial, é o que alcançou maior Força de Glúten (W), com valores médios de 550 10ˉ⁴J”, disse. TBIO Astro é um trigo Melhorador, de ciclo superprecoce e estará disponível aos multiplicadores de sementes a partir de dezembro deste ano para ser semeado no inverno de 2020.
Para o combate de ervas daninhas
Na estação Manejo Integrado de Ervas Daninhas (MIED), os assuntos abrangeram a importância do trigo no sistema; como a ocorrência de plantas daninhas interfere no seu cultivo; o problema da resistência aos herbicidas e uma nova tecnologia que vai contribuir no controle especialmente de azevém (Lolium spp.) e aveia (Avena spp.). Segundo o melhorista da Biotrigo, Francisco Gnocato, a tecnologia é a primeira cultivar de trigo brasileira desenvolvida em conjunto com a alemã Basf, que é detentora da tecnologia Clearfield, que entrega tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas, mais precisamente ao ingrediente ativo imazamoxi (Raptor 70DG®). “Esse trigo qualifica o portfólio da Biotrigo ao oferecer um recurso para eliminar importantes plantas daninhas, oferecendo maior rentabilidade à cultura do trigo e estabilidade ao sistema produtivo”, comentou.
Giliardi Dalazen, doutor em fitotecnia e professor na Universidade Estadual de Londrina (UEL), ressaltou a importância do controle das invasoras. “As plantas daninhas competem com a cultura do trigo por elementos essenciais para que se atinjam grandes produtividades, como água, luz, nutrientes, CO2 e espaço físico”, comentou. A recomendação do especialista para prolongar a vida útil da tecnologia é introduzir a cultivar num cronograma de rotação. “A tecnologia dever ser utilizada em 33% da área cultivada com trigo a cada ano, sem repeti-la na mesma área nos anos seguintes. Assim, se dificultará a seleção de biótipos de plantas daninhas resistentes ao herbicida utilizado”, ressaltou. A cultivar estará disponível para multiplicação na safra 2020.
Portfólio e trigos especiais
No dia de campo foram expostas cultivares do portfólio e que serão tendências no mercado nas próximas safras. O supervisor comercial Tiago de Pauli detalhou o manejo da cultivar TBIO Ponteiro, a qual chega comercialmente ao mercado já na próxima safra, cujo maior diferencial é o ciclo com espigamento médio-tardio, importante para abertura de semeadura. “A cultivar tem potencial de rendimento similar ao TBIO Sinuelo e ainda com destaque ao superior perfil sanitário, sendo R/MR para Oídio, por exemplo. Além disso, possui tolerância ao Alumínio tóxico, o que em anos mais secos, será um trunfo para os agricultores e, com certeza uma importante ferramenta para combinar com trigos mais precoces”, explicou.
Na estação de Novos Negócios, Everton Garcia, supervisor comercial da Biotrigo, apresentou a linha de trigos especiais voltadas para nutrição de gado de leite e corte – Linha Energix (para silagem – Energix 201 e Energix 202) e Lenox (trigo para pastejo). Para o mercado de panificação, foram apresentadas as cultivares TBIO Noble e TBIO Aton e, para biscoito, TBIO Alpaca.
Safra 2019
A safra de trigo 2019 avança com bons resultados no Rio Grande do Sul. O estado é o segundo maior produtor do grão do Brasil, com 739,4 mil hectares semeados neste ano – 37% da área total de plantio. Algumas lavouras já estão em fase de colheita, mas a maioria encontra-se no de final da floração a enchimento de grãos. A diminuição de área em relação ao ano passado deve ser compensada pelo elevado potencial produtivo das áreas, com perspectiva de maior qualidade e rendimento de grãos. Além do clima propício, o investimento em cultivares com maior potencial e o manejo adequado estão sendo indispensáveis para formação do potencial visto até o momento.

Participantes puderam fazer uma imersão no programa de melhoramento genético de trigo.
Foto: Divulgação Biotrigo/Rafael Czamanski

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Topigs Norsvin reforça equipe de produção no Sul e Sudeste com novos coordenadores
Profissionais assumem gestão de multiplicadores no Paraná, São Paulo e Santa Catarina com o objetivo de elevar a excelência técnica e garantir entrega de valor superior aos parceiros

A Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, anuncia a expansão de seu time técnico no Brasil com a contratação de dois novos coordenadores de Produção. Beatriz Quadros e Daniel Cruz chegam para fortalecer a assistência aos parceiros multiplicadores nas regiões Sul e Sudeste, reportando-se diretamente à gerência da área.
A movimentação faz parte de uma estratégia de fortalecimento do capital humano da companhia, visando alinhar performance genética com responsabilidade sanitária e bem-estar animal. Segundo o diretor de Produção da Topigs Norsvin, Leocir A. Macagnam, a chegada dos profissionais tem o objetivo de complementar as competências do time existente.
“O foco central é buscar resultados zootécnicos superiores, alicerçados no envolvimento das pessoas e na produção de suínos reprodutores de alta qualidade genética e sanitária. Com perfis altamente qualificados e experiências consolidadas em campo, a Beatriz e o Daniel atuarão no engajamento e capacitação das equipes nas granjas”, destaca.
Foco estratégico no Paraná e São Paulo
Responsável pelas regiões do Paraná e São Paulo, Beatriz de Carmo de Quadros é graduada em Zootecnia pela USP e cursa atualmente Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal. Com 11 anos de experiência na suinocultura, a executiva traz uma bagagem focada em diagnóstico técnico e habilitação de equipes.
Em sua nova função, Beatriz supervisionará o desempenho de multiplicadores, garantindo que a produção de fêmeas atenda aos rigorosos padrões da empresa. “Meu foco será atuar de forma estratégica e técnica para assegurar que cada granja alcance suas metas com eficiência, qualidade e consistência. Isso inclui orientar as equipes, apoiar na tomada de decisão e monitorar indicadores”, afirma a nova coordenadora.
Ela ressalta ainda que sua experiência prévia será vital para a cultura de melhoria contínua da Topigs Norsvin. “Espero promover uma gestão próxima, colaborativa e orientada a resultados, fortalecendo o trabalho do time comercial e elevando a satisfação dos clientes finais”, completa Beatriz.
Gestão intensiva em Santa Catarina
Assumindo a coordenação da regional de Santa Catarina, Daniel Moreira Pinto Cruz é médico-veterinário com sólida trajetória em gestão de produção intensiva e passagens por grandes empresas do setor, como Smithfield Foods e JBS. Seu perfil é marcado pela especialização em conceitos de Saúde Única (One Health), compliance sanitário e metas ESG.
O foco do novo coordenador será a gestão conjunta do programa genético com os parceiros, assegurando a disponibilidade de animais de alta qualidade fenotípica nos prazos previstos. “Acredito que minha experiência trabalhando em grandes empresas nacionais e internacionais do ramo, juntamente com a grande expertise dos meus colegas técnicos da Topigs e parceiros multiplicadores, serão decisivos para impulsionar os avanços técnicos que desejamos”, projeta Daniel.
Entre suas atribuições, está também o desenvolvimento das equipes das granjas multiplicadoras alinhado aos objetivos estratégicos da companhia. “Espero contribuir de forma ativa para a evolução de nosso melhoramento genético e indicadores produtivos”, finaliza.
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Nematoides e carrapatos oferecem grande risco a bezerros e vacas em período de pós-parto
Adoção do manejo adequado para o controle dos inimigos da pecuária proporciona impacto produtivo e econômico na propriedade

A produtividade de uma fazenda pecuária com vacas no pós-parto é desafiada pela ação de diversos parasitas, como nematoides e carrapatos. “Caso as matrizes estejam infestadas por vermes, a contaminação ambiental ganha força pela intensa eliminação de ovos no bolo fecal”, informa o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de Serviços Técnicos para Bovinos e Equinos da Vetoquinol Saúde Animal.
Com condições favoráveis, os ovos eclodem e a propriedade entra num ciclo vicioso de alta proliferação dos parasitas. Jovens e com o sistema de defesa em construção, os bezerros ficam ainda mais expostos aos vermes, que não enfrentam nenhuma resistência para parasitá-los. Uma vez parasitados, os bezerros sofrem severos impactos em termos de crescimento e ganho de peso, com efeito claro no índice de peso ao desmame.
Entre os principais prejuízos causados pelo parasita ao bezerro estão: diarreias, anemia, redução crítica da conversão alimentar, aumento na taxa de mortalidade e perda de peso e cenário favorável para a infestação ambiental – já que os bezerros infectados depositam ainda mais ovos no ambiente.
“Os carrapatos trazem tantos problemas quanto os nematoides. O pós-parto demanda muita energia da vaca, direcionada para sua recuperação física e produção de leite para o recém-nascido. Em caso de infestação por carrapato, a matrizes sofrem perdas fisiológicas importantes, devido a espoliação sanguínea, inflamação cutânea, estresse e desconforto. Fatores que reduzem a eficiência metabólica da vaca, a qual compromete a produção de leite”, explica o veterinário. Com menos acesso ao leite, os bezerros tendem a apresentar menor ganho de peso, atraso no desenvolvimento corporal e, consequentemente, menor peso ao desmama quando comparado aqueles oriundos de matrizes com infestação de carrapato controlada.
“O pecuarista conta com ferramentas eficazes para enfrentar esses problemas e controlar as infestações, como o Contratack® Injetável. O produto é desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal”, indica Lucas Croffi, gerente de produto da Vetoquinol.
Contando com a ação conjunta dos princípios ativos fluazuron e ivermectina, Contratack® Injetável inibe o desenvolvimento de carrapatos e é altamente efetivo contra verminoses, o que o indica para vacas em períodos de cria. Seu uso protege as matrizes de infestações dos parasitas e garante o fornecimento do leite em quantidade e qualidade ideais para ter bezerros saudáveis.
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Cobb reconhece a Avícola Warnes por alcançar o melhor lote de produção no território boliviano
O resultado evidencia a excelência da empresa em manejo e sua capacidade de atingir indicadores técnicos.

A Cobb-Vantress, empresa de genética avícola mais antiga em operação no mundo, realizou uma cerimônia oficial na Bolívia para reconhecer a Avícola Warnes por ter alcançado o melhor lote de produção de Ovos Totais (OT), em 2024. O resultado evidencia a excelência da empresa em manejo e sua capacidade de atingir indicadores técnicos.
A Avícola Warnes é uma empresa boliviana com ampla trajetória na produção avícola, reconhecida por seu foco técnico, disciplina operacional e compromisso permanente com a eficiência e a melhoria contínua. Seu sólido desempenho fez com que ela se tornasse uma referência no setor avícola do país.
O prêmio foi entregue por Rodolfo Solano, gerente regional da Cobb para Peru, Bolívia e Equador, em um evento que contou com a presença do Dr. Néstor Oropeza, proprietário da Avícola Warnes, bem como dos profissionais Dr. Sevriche e Dr. Daza e de membros da família, que celebraram essa importante conquista.
“Os excelentes resultados da Avícola Warnes são consequência de uma gestão altamente eficiente e da correta implementação das recomendações técnicas fornecidas pela Cobb, o que permitiu que a empresa aproveitasse o potencial genético e alcançasse indicadores de desempenho excepcionais. O desempenho da empresa em 2024 consolida sua posição como referencial técnico no mercado boliviano”, afirma Solano.



