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Dia de Campo demonstra estratégias para aumentar a produtividade na pecuária de leite

Ao todo participaram do evento 45 pessoas, entre eles, seis técnicos de campo do Vale do Itajaí (SC).

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Evento visou transmitir conhecimentos sobre correção e manejo de solo e de pastagem com a altura de entrada e saída dos bovinos de leite

Transmitir conhecimentos sobre correção e manejo de solo e de pastagem com a altura de entrada e saída dos bovinos de leite para mostrar como esse conjunto de ações ajudar a aumentar a produtividade e a rentabilidade, usando a mesma área de maneira eficiente. Com esse foco, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), promoveu na última semana, o Dia de Campo em Agrolândia, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. O evento foi realizado por meio do Sindicato Rural de Ituporanga.

Dia de Campo reuniu produtores da ATeG gado de leite no vale do Itajaí – Fotos: Divulgação

As atividades ocorreram na propriedade de Aureo Gross – produtor da ATeG desde 2018. As atividades foram conduzidas pelo supervisor técnico Gerson Cunha (engenheiro agrônomo) e pelo técnico de campo Lucas José Oberosler (zootecnista). O supervisor regional Darci Aloisio Wollmann que acompanha as ações da ATeG esteve presente e destacou a importância de uma boa gestão para o desenvolvimento dos negócios rurais. O presidente do Sindicato de Ituporanga Arni Mohr também reforçou o quanto o programa tem trazido resultados significativos aos produtores.

Ao todo participaram do evento 45 pessoas, entre eles, seis técnicos de campo do Vale do Itajaí. Segundo os organizadores do Dia de Campo, o encontro teve ótima adesão pelos produtores. Os assuntos abordados foram pertinentes e as ações vivenciadas, na prática, auxiliarão nas tomadas de decisões para melhorar a qualidade de solo e da pastagem com o manejo adequado para cada cultivar. Isso, consequentemente, renderá maior produtividade. O objetivo das atividades práticas foi atingido com redução de custo e aumento de renda na propriedade rural.

Para os técnicos e supervisor técnico, a troca de informações e conhecimento com os produtores trazem a certeza de que o trabalho segue no caminho certo. A iniciativa oportuniza ajustes na tomada de decisões para levar aos produtores as melhores alternativas em busca de melhor qualidade de vida e renda no meio rural.

Programa ATeG pecuária de leite

O Programa de Assistência Técnica e Gerencial visa oferecer ao produtor rural um modelo de adequação tecnológica associada à consultoria gerencial, que priorize a gestão da atividade de forma eficiente e, com isso, permita alcançar mudanças efetivas no ambiente das empresas rurais. As oficinas técnicas e os Dias de Campo têm por objetivo trazer informações complementares e trocas de experiências com a finalidade de oferecer acesso a informações práticas e objetivas sobre cada área de atuação.

Ao todo participaram do evento 45 pessoas, entre eles, seis técnicos de campo do Vale do Itajaí

O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, ressalta que desde que foi criado em 2016, o programa ATeG na área de pecuária de leite atendeu mais de 5200 produtores em 209 municípios catarinenses. Atualmente, a iniciativa contabiliza 72 grupos com 2.050 produtores no Estado. “A ATeG vem sendo essencial para fortalecer o empreendedorismo no campo, gerando mais produtividade e rentabilidade para as famílias”.

Para o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, os significativos resultados são realidade porque há um trabalho feito com comprometimento e dedicação por todas as equipes e parceiros envolvidos nos programa. “Cada vez que visitamos uma propriedade ficamos orgulhosos por ver de perto que o produtor realmente coloca em prática as técnicas de gestão, genética, manejo, entre outras melhorias oportunizadas pela ATeG”.

A coordenadora da ATeG SC, Paula Coimbra Nunes, observa que, com a ATeG, o produtor explora novas ferramentas que potencializam o crescimento de seus negócios. “São dois anos de acompanhamento para aprimorar as técnicas e o gerenciamento, tornando a produção mais eficiente e lucrativa. As atividades são realizadas com grupos de 25 a 30 produtores organizados de acordo com a produtiva. Quem tiver interesse em participar pode entrar em contato com o Sindicato Rural de sua região”, finaliza.

Fonte: Ascom

Colunistas A nova era da proteína

Como as canetas emagrecedoras podem mudar o consumo de alimentos

Com menos fome e menor ingestão alimentar, os pacientes naturalmente passam a selecionar melhor aquilo que consomem, e é nesse ponto que surge uma mudança estrutural no padrão alimentar.

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Foto: Divulgação/Freepik

Nos últimos anos, uma nova revolução silenciosa começou a transformar o comportamento alimentar no mundo. O avanço dos medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, está provocando mudanças profundas na forma como as pessoas se relacionam com a comida.

Foto: Divulgação/Freepik

Esses medicamentos, baseados em análogos do hormônio GLP-1, atuam diretamente no controle do apetite, promovendo saciedade mais rápida e reduzindo o consumo total de calorias. Com menos fome e menor ingestão alimentar, os pacientes naturalmente passam a selecionar melhor aquilo que consomem, e é nesse ponto que surge uma mudança estrutural no padrão alimentar: a busca por alimentos mais nutritivos e, especialmente, mais ricos em proteína.

Quando o volume de alimento ingerido diminui, cada refeição passa a precisar entregar mais valor nutricional. A proteína ganha protagonismo nesse contexto por ser um nutriente essencial para a manutenção da massa muscular, da saúde metabólica e da sensação de saciedade prolongada. Não por acaso, médicos, nutricionistas e especialistas em saúde têm recomendado dietas com maior densidade proteica para pacientes em tratamento com esses medicamentos.

Esse movimento pode representar uma transformação significativa para toda a cadeia produtiva de proteínas animais, incluindo carne suína, bovina, aves, ovos e lácteos. Em vez de uma alimentação baseada apenas em volume ou calorias, a tendência aponta para uma nutrição cada vez mais orientada pela qualidade e pela densidade nutricional dos alimentos.

A proteína animal possui vantagens importantes nesse cenário, pois além de apresentar alto valor biológico, ou seja, fornecer todos os aminoácidos essenciais, ela também entrega nutrientes fundamentais como ferro, vitamina B12, zinco e outros compostos importantes para a saúde. Em um contexto de menor ingestão calórica, esses atributos passam a ser ainda mais valorizados.

Do ponto de vista do mercado essa mudança pode gerar novas oportunidades para o setor agropecuário. A valorização da proteína tende a fortalecer a demanda por alimentos que combinem qualidade nutricional, segurança alimentar e conveniência. Produtos que comuniquem claramente seus benefícios nutricionais e sua contribuição para uma alimentação equilibrada terão vantagem competitiva.

Ao mesmo tempo, abre-se uma oportunidade importante para que as cadeias de produção de proteína animal invistam ainda mais em comunicação e posicionamento junto ao consumidor. Durante muitos anos, grande parte do debate público sobre alimentação foi dominado por narrativas que priorizavam apenas a redução de calorias ou o consumo de determinados macronutrientes. Agora, começa a surgir uma abordagem mais equilibrada, que valoriza alimentos densos em nutrientes e menos processados.

Nesse cenário, o setor de proteína animal pode assumir um papel ainda mais estratégico na construção de uma alimentação saudável.

Foto: Shutterstock

Mais do que simplesmente produzir alimentos, o desafio passa a ser comunicar melhor os benefícios nutricionais, a qualidade dos sistemas produtivos e o papel dessas proteínas na saúde humana.

É importante lembrar que o agronegócio brasileiro ocupa uma posição de destaque global na produção de proteína animal. O país é um dos maiores produtores e exportadores de carnes do mundo e possui um sistema produtivo altamente eficiente e seguro. Entretanto, entender essas mudanças de comportamento e nos adaptarmos será fundamental. As transformações no consumo raramente acontecem de forma abrupta, mas quando uma nova tendência se consolida, ela pode redefinir mercados inteiros.

As chamadas canetas emagrecedoras podem ter surgido como uma solução médica para o tratamento da obesidade, mas seus efeitos já começam a ultrapassar os limites da medicina e alcançar o mercado de alimentos, entre outros.

E tudo indica que estamos diante de uma nova era em que a qualidade nutricional dos alimentos e especialmente a proteína volta a ocupar o centro do prato e das discussões sobre saúde e alimentação. E quem mais, senão nós, para darmos conta de tamanha responsabilidade (e oportunidade)?

Fonte: Artigo escrito por Felipe Ceolin, médico-veterinário, mestre em Ciências Veterinárias, com especialização em Qualidade de Alimentos.
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Rio Grande do Sul reforça monitoramento da gripe aviária após foco em aves silvestres

Equipes capacitam agentes de saúde, inspecionam propriedades rurais e intensificam vigilância sanitária na região da Reserva Ecológica do Taim.

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Foto: Divulgação/Seapi

O Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) realizou, até esta quata-feira (12), a capacitação de 186 agentes de saúde e da área social, além de reuniões com gestores municipais em Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí.

As ações vêm sendo desenvolvidas desde a notificação do primeiro caso de gripe aviária em aves silvestres, registrada no fim de fevereiro deste ano na Reserva Ecológica do Taim. Até o momento, 23 aves das espécies cisne-coscoroba e garça-moura foram recolhidas com a doença.

Fiscal agropecuária do DDA, Rosane Collares: “Finalizamos as atividades previstas, mas seguiremos na região para monitorar e ampliar as ações conforme a necessidade” – Foto: Divulgação

Segundo o diretor do DDA, Fernando Groff, o Estado mantém estrutura preparada para enfrentar a enfermidade. “O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul está muito preparado para o enfrentamento da doença e segue atuando de forma permanente na região, com equipes em campo e ações coordenadas para enfrentar a gripe aviária e encerrar o foco o mais breve possível”, afirma.

A fiscal agropecuária do DDA, Rosane Collares, explica que as ações educativas e de articulação com os municípios continuam mesmo após a conclusão das atividades inicialmente previstas. “Finalizamos as atividades previstas, mas seguiremos na região para monitorar e ampliar as ações conforme a necessidade. Realizamos encontros nas três prefeituras, com reuniões individuais com gestores e também com agentes de saúde que, pela capilaridade, constituem um público muito importante na disseminação de informações nas comunidades”, ressalta.

Os encontros tiveram como objetivo atualizar gestores e profissionais sobre a situação sanitária e alinhar estratégias de prevenção e controle da doença. A articulação com autoridades locais e a capacitação de profissionais da saúde e da assistência social são consideradas medidas estratégicas para fortalecer a resposta ao foco.

As atividades também incluíram contato direto com a comunidade e reuniões com representantes das áreas de educação, saúde, meio ambiente, agricultura e defesa civil, realizadas de forma presencial e on-line. A educação sanitária é apontada como um componente essencial da defesa agropecuária, tanto na prevenção quanto no enfrentamento de enfermidades.

Inspeção sanitária em propriedades rurais

Entre as medidas adotadas está a realização de uma varredura sanitária em propriedades com criação de aves. Desde o início de março, equipes técnicas realizam vistorias em um raio de até 10 quilômetros do local onde foi identificado o foco.

Ao todo, serão inspecionadas 93 propriedades com criação de aves de subsistência no entorno da reserva, com verificação das condições sanitárias e da presença de possíveis sintomas nos animais.

Também foram realizadas inspeções em granjas comerciais da regional de Pelotas e vistorias em criatórios de aves ornamentais em Santa Vitória do Palmar, com o objetivo de avaliar as medidas de biosseguridade e reduzir o risco de disseminação do vírus para a produção avícola.

Foto: Cassiane Osorio Ascom/Seapi

Atuação integrada

O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) atua de forma integrada com equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na Lagoa da Mangueira, onde foi identificado o foco em aves silvestres da espécie cisne-coscoroba.

Entre as ações estão vistorias em campo, monitoramento das aves com embarcações e o uso de drones para acompanhar a lagoa e a área afetada.

As amostras coletadas são encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), responsável por confirmar ou descartar a presença do vírus.

Casos suspeitos

A Secretaria da Agricultura orienta que qualquer suspeita da doença, caracterizada por sinais respiratórios ou neurológicos, além de mortalidade súbita e elevada em aves, seja comunicada imediatamente às autoridades sanitárias.

As notificações podem ser feitas nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: O Presente Rural com Seapi
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Entidades do agro defendem aumento da mistura de biodiesel no diesel

Manifesto propõe elevar percentual de 15% para 17% como estratégia para reforçar a segurança energética e reduzir dependência de importações.

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Foto: Sistema Faep

‌O Sistema Faep assinou, ao lado de outras entidades do setor agropecuário nacional, o manifesto “Pela Elevação da Mistura de Biodiesel como Estratégia de Segurança Energética e Desenvolvimento Nacional”. O documento, elaborado pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA), propõe ao governo federal o imediato aumento do percentual de mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 15% para 17% (B17). A medida é estratégica para fortalecer a segurança energética do país e reduzir riscos de desabastecimento.

A iniciativa ocorre em meio ao cenário de preocupação com o mercado internacional de combustíveis, agravado pelas tensões no Oriente Médio, que podem afetar o fornecimento global de petróleo e derivados. No interior do Paraná, sindicatos rurais já relatam falta de combustíveis, insumo essencial para a produção mecanizada no campo.

“Ampliar a mistura significa reduzir a dependência do diesel importado, além de fortalecer a produção nacional e gerar mais renda e desenvolvimento no campo”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, que também integra o Conselho Executivo do IPA. “A medida contribui para dar mais previsibilidade ao setor produtivo e para os nossos produtores rurais, que precisam de segurança energética para continuar produzindo alimentos”, complementa.

O manifesto reforça que a elevação da mistura de biodiesel para 17% é uma medida estratégica, podendo ampliar a oferta interna de combustível, reduzir a dependência de importações e fortalecer a indústria nacional. Segundo as entidades, a iniciativa também garante maior previsibilidade para produtores, protege a economia de choques externos e acelera a transição energética por meio de biocombustíveis renováveis, em um período crítico para o escoamento da safra e para a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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