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Dia de Campo de Verão da C. Vale retorna em novo espaço

Principal evento técnico da cooperativa será realizado de 10 a 12 de janeiro em nova do Campo Experimental.

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Nova área do Campo Experimental ocupa 25 hectares no prolongamento da área que vinha sendo usada - Fotos: Divulgação/C. Vale

O Dia de Campo de Verão da C.Vale volta em 2023 depois de dois anos sem ser realizado no seu tradicional formato devido à pandemia de coronavírus. O evento, no entanto, acontecerá em uma nova área já que o espaço anterior foi destinado às instalações da esmagadora de soja da cooperativa. O novo campo de experimentos ocupa 25 hectares ao lado da antiga estrutura e será vizinho da indústria que produzirá farelo e outros derivados de soja.

A primeira edição do Dia de Campo no novo espaço será realizada, de 10 a 12 de janeiro, em instalações provisórias já que o plano da C.Vale é construir uma estrutura definitiva e mais confortável para receber os visitantes.

O tema principal do evento será “Manejo do milho para altas produtividade”, com o pesquisador Jorge Verde. “Queremos estimular o produtor a fazer uma espécie de sintonia fina, que são ajustes no manejo para elevar a produtividade e, por consequência, a rentabilidade do milho”, justifica Enoir Pellizzaro, coordenador do Dia de Campo de Verão.

As culturas de grãos são o foco do evento, mas a diversificação de atividades também ganha atenção. Equipes técnicas da cooperativa vão orientar produtores sobre manejo de frangos, peixes, suínos e frangos. A tradicional dinâmica de máquinas acontece durante as tardes nos três dias.

O Dia de Campo de Verão da C.Vale abre o calendário de eventos do agronegócio brasileiro. Os participantes poderão conhecer com antecedência as principais novidades que as empresas do setor vão colocar à disposição dos produtores.

Fonte: Ascom C. Vale

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Produtividade do milho supera 200 sacas por hectare no Extremo-Oeste catarinense

Estimativa preliminar em 70 lavouras indica produtividade elevada e reforça papel estratégico da cultura para a cadeia animal, mesmo com retração da área cultivada no Estado.

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Fotos: Divulgação/Epagri

Os produtores do Extremo-Oeste de Santa Catarina projetam colher, em média, 200,1 sacas de milho por hectare na safra 2025/26. A estimativa é resultado do levantamento preliminar apresentado na primeira etapa do Giro da Safra, realizada em São Miguel do Oeste, e consolida um cenário de alta produtividade na região.

Até o momento, foram avaliadas 70 lavouras, dentro de um universo previsto de 87 propriedades distribuídas por municípios como Belmonte, Caibi, Cunha Porã, Descanso, Dionísio Cerqueira, Guaraciaba, Iporã do Oeste, Maravilha, Palmitos, Pinhalzinho, São José do Cedro e Saudades.

Os dados parciais mostram desempenho acima da média em algumas localidades. Pinhalzinho lidera com 219,3 sacas por hectare, seguido por Cunha Porã, com 216,4 sacas, e Guaraciaba, com 215,1 sacas por hectare.

Segundo o assistente de pesquisa da Epagri/Cepa, Walmir Kretschmer, os números consolidados serão apresentados em encontros regionais com produtores e cooperativas. A proposta traçar estratégias que ajudem a subsidiar políticas públicas e práticas agrícolas que otimizem a produção do grão no Estado.

O presidente da Epagri, Dirceu Leite, reforça o peso estratégico do milho para o Estado. “As estimativas de produção de milho têm grande relevância para Santa Catarina, estado fortemente dependente desse grão, especialmente para sustentar a cadeia da produção animal”, afirma.

Ele destaca que os indicadores permitem ao governo e ao setor produtivo traçar estratégias para fortalecer o cultivo.

O levantamento também mediu parâmetros agronômicos além da produtividade final. A proximidade entre a produtividade estimada e aquela informada pelos produtores foi apontada como indicativo de consistência metodológica. Entre os critérios técnicos avaliados estão a plantabilidade, precisão na distribuição das sementes no sulco, com uniformidade de espaçamento e profundidade. e o índice de compactação do solo, fator que influencia diretamente o desenvolvimento radicular e o potencial produtivo.

Produção de milho

Durante o evento de apresentação, pesquisadores discutiram o impacto de práticas conservacionistas sobre a sustentabilidade dos sistemas produtivos, relacionando manejo adequado do solo à estabilidade de rendimento.

Os dados ganham relevância em um contexto de redução de área cultivada no Estado. Nos últimos 10 anos, a área de milho em Santa Catarina encolheu cerca de 30%, passando de 371 mil hectares em 2015/16 para 258 mil hectares em 2025/26, pressionada pela concorrência com a soja e por limitações de expansão agrícola.

Apesar disso, o Estado vem registrando avanços em produtividade. Na safra 2024/25, Santa Catarina alcançou 9.350 quilos por hectare, o maior patamar da série histórica. Municípios como Campo Erê, com 12.953 kg/ha, Faxinal dos Guedes e Abelardo Luz se destacaram no desempenho.

O resultado preliminar do Extremo-Oeste reforça essa tendência: menos área, mas maior eficiência técnica, sustentada por manejo mais preciso e monitoramento agronômico mais detalhado.

O levantamento foi realizado com o apoio da Unoesc, Epagri/Cedup, Cooper A1, Cooper Itaipu, Auriverde, Alfa, Afulra e Seguros do Sicoob. A segunda etapa do Giro da Safra será no dia 25 de março, em Campos Novos.

Fonte: Assessoria Epagri
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Duimp deve reduzir até R$ 40 bilhões por ano em custos e impulsionar salto nas importações

Nova etapa do Portal Único reduz prazo médio de desembaraço para até 5 dias, elimina etapas burocráticas e amplia previsibilidade logística a partir de 2026.

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Foto: Divulgação/Portos do Paraná

O comércio exterior brasileiro deve passar por uma das maiores transformações de sua história neste ano, com a consolidação da Declaração Única de Importação (Duimp) e o desligamento definitivo do Siscomex. A expectativa do governo federal é de que o novo processo reduza prazos, elimine etapas burocráticas, impulsione a competitividade e gere até R$ 40 bilhões por ano em economia para as empresas.

Engenheiro elétrica que atua no ramo logístico, Mauro Lourenço Dias: “A Duimp não é apenas tecnologia, é transformação operacional. Quem entende isso estará à frente na corrida global pelo comércio exterior” – Foto: Divulgação/Fiorde Group

A mudança ocorre em um momento em que o país se prepara para um salto nas importações, favorecido pela simplificação operacional e pela maior previsibilidade na chegada de mercadorias.

A migração das operações para o Portal Único de Comércio Exterior começou em 2014, inicialmente com as exportações, e agora entra na reta final na área de importações. Em 2025, a adoção da Duimp torna-se integral, e 2026 será o primeiro ano com toda a cadeia funcional operando exclusivamente no novo modelo.

O governo federal projeta que a simplificação das etapas e a integração dos órgãos anuentes resultarão em um salto na eficiência logística, ampliando o fluxo de bens importados e reduzindo custos associados ao tempo de carga parada.

A experiência com as exportações mostrou o potencial do sistema. A migração do antigo Registro de Exportação para a Declaração Única de Exportação, concluída em 2018, reduziu em mais de 50% o tempo médio de desembaraço, segundo dados oficiais. Agora, o mesmo movimento deve ocorrer com as importações: o tempo médio já caiu de 17 para 9 dias e pode chegar a apenas 5 dias após a consolidação total do modelo. “A redução do prazo de desembaraço não é apenas um ganho operacional, é também um ganho financeiro significativo para as empresas que dependem de importações”, afirma o engenheiro elétrica que atua no ramo logístico, Mauro Lourenço Dias.

Além de eliminar etapas redundantes e reduzir a necessidade de autorizações prévias, o sistema permite que licenças de órgãos como Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) sejam analisadas diretamente no momento do registro da Duimp, evitando múltiplas aberturas de carga e acelerando a fiscalização.

Fotos: Claudio Neves

O governo estima que a desburocratização e a redução de custos operacionais poderão gerar impacto econômico acumulado de US$ 130 bilhões até 2040. Dias salienta que a Duimp cria uma visão compartilhada entre todos os intervenientes do comércio exterior. “O que significa menos atrasos e maior previsibilidade para o planejamento estratégico das empresas”, pontua.

Para Dias, os impactos vão muito além da redução de prazos. “A Duimp impacta não só as operações, mas também os fluxos financeiros. As empresas precisam ter atenção especial ao catálogo de produtos, à classificação correta e à integração de todos os sistemas”, explica.

Ele avalia que a chegada plena da Duimp representa uma mudança estrutural na forma como o Brasil administra o comércio exterior. “O Brasil possui um sistema moderno de comércio exterior e a Duimp é a evolução natural. Quem não se adapta corre risco de perder competitividade”, ressalta.

Dias destaca ainda que a integração entre logística, pessoas, processos e dinheiro se torna ainda mais determinante em um ambiente em que o desembaraço antecipado e a análise conjunta dos órgãos intervenientes passam a ser a norma. “A Supply Chain é dinheiro. Se usada de forma eficiente, gera competitividade; se usada mal, gera custos. Empresas que entendem essa nova dinâmica podem reduzir estoques, otimizar o fluxo de caixa e ganhar agilidade para aproveitar oportunidades de mercado”, evidencia.

A partir deste ano, a liberação antecipada das cargas vai permitir que o canal de conferência seja conhecido na chegada da mercadoria ao país, e não dias depois. Esse fator deverá reduzir estoques, melhorar o planejamento das empresas e reforçar a previsibilidade da cadeia de suprimentos.

A expectativa é que a diminuição do tempo de liberação possa chegar a 70% em comparação ao modelo atual, fortalecendo a posição do Brasil no comércio internacional. “Quem se prepara com antecedência terá vantagem competitiva, enquanto atrasos ou falhas de integração podem gerar custos adicionais”, alerta Dias.

Para o governo e especialistas do setor, o país inicia 2026 com condições de dar um salto quantitativo e qualitativo no volume das importações. Com processos mais simples, custos menores e maior transparência, a Duimp marca a transição para um modelo mais competitivo e alinhado às melhores práticas internacionais. “A Duimp não é apenas tecnologia, é transformação operacional. Quem entende isso estará à frente na corrida global pelo comércio exterior”, enaltece.

Fonte: Assessoria Fiorde Group
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Pesquisa revela que uso de agrotóxicos preocupa produtores em diferentes sistemas de cultivo

Entrevistas realizadas em 33 municípios paulistas indicam que prática é vista como prejudicial aos polinizadores, embora persistam dúvidas sobre conservação e manejo.

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Foto: Divulgação/AEN

A relação entre polinizadores silvestres e a produção de alimentos tem se tornada cada vez mais evidente pela Ciência — e cada vez mais frágil no campo. Diversos estudos apontam falhas de polinização na maioria das culturas agrícolas, reflexo da redução na riqueza e na abundância de insetos ocasionada, sobretudo, pelas práticas agrícolas convencionais. Um levantamento recente conduzido pela Embrapa Meio Ambiente, em parceria com extensionistas da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – Cati e do Instituto de Terras do Estado de São Paulo – Itesp, indica que agricultores familiares reconhecem os visitantes florais e seus benefícios, mas ainda carecem de outros conhecimentos sobre o tema que podem contribuir com para a transição agroecológica dos sistemas alimentares.

A pesquisa integra as ações do projeto RedeFort, que busca fortalecer a transição agroecológica no estado de São Paulo. Entre setembro e outubro de 2024, com apoio dos extensionistas da Cati, foram entrevistadas 52 pessoas de 33 municípios, agricultores familiares produzindo em sistema convencional (44,2%), agroecológico (36,5%) ou orgânico (19,2%). A maioria (62,3%) declarou ser proprietária da terra e a faixa etária predominante das pessoas entrevistadas foi de 36 a 55 anos.

Foto: Katia Braga

Lorenna Brito, pesquisadora da Unicamp, explica que as abelhas lideraram a lista de visitantes florais reconhecidos pelos entrevistados, incluindo espécies de abelhas-sem-ferrão e nativas com ferrão, seguidas de vespas, pássaros e borboletas.

“As plantas mais observadas com presença de polinizadores foram frutíferas, especialmente laranja, abóbora e pitanga, mas, nas respostas, também se destacaram a banana e o café. Em sistemas orgânicos e agroecológicos, a riqueza de plantas citadas foi quase o dobro da registrada no sistema convencional, o que deve estar relacionado a uma maior variedade de espécies nas áreas de cultivo, uma relação de maior proximidade com natureza e maior familiaridade com a flora local”, disse.

Na percepção dos benefícios trazidos pelos polinizadores, agricultores agroecológicos e orgânicos destacaram o “aumento da produção”, enquanto os convencionais citaram principalmente a “polinização”. Para as pesquisadoras, essa diferença pode sinalizar que parte dos produtores convencionais não relaciona, diretamente, o processo de polinização ao rendimento das lavouras, um conhecimento a ser aprofundado.

Quando questionados sobre práticas prejudiciais, o uso de agrotóxicos — especialmente inseticidas — foi citado de forma recorrente pelas pessoas dos três sistemas de produção. O reconhecimento dessa prática prejudicial aos polinizadores, inclusive entre produtores convencionais, é um passo importante para a implementação de mudanças no sistema de produção, segundo as autoras. Já o desmatamento apareceu poucas vezes e não foi citado por agricultores convencionais, revelando um certo desconhecimento sobre os efeitos nocivos dessa prática na redução de habitats para polinizadores e, consequentemente, em uma polinização inadequada nas lavouras.

Além do uso de “químicos”, a monocultura e a poda antes da florada foram mencionadas como práticas que reduzem a oferta de flores e prejudicam a diversidade de insetos. Por outro lado, práticas como adubação verde, policultivo, rotação de culturas, cobertura de solo e aumento da “riqueza de plantas” foram reconhecidas como benéficas — ainda que parte dos agricultores convencionais tenha afirmado não enxergar práticas benéficas nesse sistema de produção.

Apesar dessas percepções, o estudo apontou lacunas importantes de conhecimento. Muitos entrevistados ainda confundem conceitos e aspectos básicos de polinização ou desconhecem o processo. As dúvidas mais frequentes incluem perguntas sobre horários ideais de polinização, diferenças entre polinização manual e cruzada, impacto das mudanças climáticas na polinização e formas de reconhecer e manejar polinizadores nativos.

“No modelo agrícola dominante — baseado em extensas áreas de monoculturas e alta dependência de insumos químicos — muitos países passaram a manejar colônias de Apis mellifera para polinização das lavouras, dentre outras espécies. Mas essa espécie, embora amplamente utilizada, passou por um declínio em diversos locais devido ao uso de agrotóxicos e ao estresse causado pela apicultura migratória. No Brasil, ao contrário, o uso de colmeias manejadas de Apis mellifera continua crescendo, mesmo com evidências científicas de que insetos nativos silvestres garantem maior produtividade e estabilidade à polinização na agricultura”, diz Kátia Braga, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente.

Já se sabe que as áreas de vegetação nativa próximas às lavouras são essenciais pois é nesses ambientes que os polinizadores encontram alimento, abrigo e locais de nidificação. A conservação e restauração dessas áreas, portanto, torna-se peça-chave para enfrentar as crises de biodiversidade e climática que afetam, diretamente, a produção de alimentos e o bem-estar das pessoas.

O estudo também dialoga com políticas públicas como o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planaplo) e o Plano de Ação Nacional para Conservação de Insetos Polinizadores (Panip), que estimulam a redução no uso de agrotóxicos e a adoção de práticas agrícolas sustentáveis. Esses resultados estão sendo utilizados para planejamento e realização de cursos de capacitação e, como previsto no Panip, para o desenvolvimento de materiais e metodologias pedagógicas voltadas aos extensionistas e agricultores familiares, contribuindo para ampliar a compreensão sobre os polinizadores e o seu papel na agricultura, estimular mudanças concretas nos sistemas produtivos e melhorar a produtividade e a qualidade da produção agrícola.

Para as pesquisadoras, o interesse demonstrado pelas pessoas entrevistadas e a riqueza de observações feitas por elas, revelam um terreno fértil para ações de capacitação. Ao mesmo tempo, os dados mostram que há espaço para avançar em temas como impacto dos agrotóxicos e sobre a relação entre conservação da vegetação nativa e adoção de práticas agroecológicas na diversidade de polinizadores presentes nas lavouras.

“Promover a diversidade de flores, espontâneas e cultivadas, a transição agroecológica dos sistemas alimentares e a compreensão do papel crucial dos polinizadores silvestres na produção de alimentos, são ações necessárias para garantir o futuro da própria agricultura”, conclui Ana Luiza Bovoy, agrofloresteira, criadora de abelhas e uma das autoras do estudo.

Fonte: Assessoria Embrapa Meio Ambiente
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