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Dia de Campo de Solos leva manejo conservacionista ao produtor rural
Iniciativa do Sistema Faep, por meio do Prosolo, promove eventos com foco prático em técnicas de conservação em diferentes regiões do Paraná.

O Sistema Faep vai promover, de agosto a outubro, quatro Dias de Campo voltados à conservação e ao manejo do solo. A iniciativa faz parte do Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná (Prosolo), para apresentar técnicas de conservação que possam ser aplicadas diretamente nas propriedades rurais. O foco é estimular a adoção de práticas conservacionistas que tragam ganhos produtivos e econômicos de forma sustentável.
Os Dias de Campo vão acontecer em Ponta Grossa, Cambé, Cianorte e Dois Vizinhos. A expectativa é receber 100 produtores e técnicos por edição. Cada evento será adaptado à realidade local, levando em conta aspectos como clima, características da produção agropecuária regional e estrutura disponível. Com esta iniciativa, reafirmamos nosso compromisso com a sustentabilidade no campo, levando soluções práticas e conhecimento técnico aos produtores, que podem aplicar diretamente na propriedade. Os Dias de Campo são uma ação que traduz, na prática, o compromisso do Sistema Faep com o uso responsável dos recursos naturais, com foco em produtividade, rentabilidade e preservação para as futuras gerações. Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema Faep.

A proposta é transformar os antigos seminários sobre conservação de solo e água em experiências de campo, com linguagem acessível e conexão direta com a realidade do meio rural. “É uma forma inovadora de apresentar os trabalhos do Prosolo e reforçar a importância do manejo conservacionista. Ao levar o conteúdo para o campo, conseguimos mostrar na prática como essas técnicas funcionam e os impactos positivos na produtividade e na preservação ambiental”, explica Catherine Machulek, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Cada evento contará com estações temáticas, organizadas em parceria com pesquisadores do Prosolo, com conteúdos atualizados e diretamente relacionados às demandas do setor agropecuário. Os temas envolvem a intensificação sustentável da produção, avaliação da qualidade física e biológica do solo, qualidade do Sistema de Plantio Direto (SPD), Zoneamento Agrícola de Risco Climático em Níveis de Manejo (Zarc-NM) e apresentação de resultados de pesquisas aplicadas.
Programação
O primeiro Dia de Campo será realizado em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, no dia 26 de agosto, dentro da programação do 5º Encontro Paranaense de Agricultura Sustentável, na Fazenda Escola da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Entre os destaques, estão temas como o uso de microparcelas para avaliação da precipitação, aplicação de microrganismos na melhoria da estrutura e fertilidade do solo, integração de terraços e plantio direto no controle da erosão e monitoramento hidrosedimentológico em bacias hidrográficas.
As próximas edições estão previstas para Cambé, na região Norte, em 2 de setembro; Cianorte, no Noroeste, em 4 de setembro; e Dois Vizinhos, no Sudoeste, em data a definir.
Os convites serão encaminhados aos sindicatos rurais, ao Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a cooperativas e instituições de ensino das regiões. As inscrições poderão ser feitas pela internet ou presencialmente no dia do evento.
Inscrições


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Brasil e Coreia do Sul criam grupo para destravar acordo comercial com o Mercosul
Países buscam retomar negociações paralisadas desde 2021. Iniciativa pretende identificar pontos de resistência e avançar em um possível tratado entre o bloco sul-americano e a economia asiática.

Brasil e Coreia do Sul criaram um grupo de trabalho para tentar avançar nas negociações de um acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul. A iniciativa busca identificar os principais pontos de divergência entre os lados e encontrar alternativas para retomar as discussões sobre um tratado que começou a ser negociado em 2018, mas não avançou nos últimos anos.

Foto: Caroline de Vita/Mapa
O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (27), após uma reunião entre representantes dos dois países em Brasília. Segundo o governo brasileiro, o grupo será coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. “Decidimos criar um grupo de trabalho que vai identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações de um acordo do Mercosul com a Coreia”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Coreia do Sul é uma das principais economias da Ásia e um importante parceiro comercial do Brasil. As negociações com o Mercosul envolvem temas como redução de tarifas, acesso a mercados, regras sanitárias e barreiras técnicas.
Oportunidade
Durante o encontro, o governo sul-coreano defendeu a retomada das tratativas como uma forma de ampliar a

Imagem criada pelo ChatGPT/Emili Schneider/OP Rural
presença de empresas dos dois lados. A avaliação é que um acordo poderia abrir novas oportunidades para companhias coreanas na América do Sul e facilitar a inserção brasileira no mercado asiático. “Em um momento em que há muitas incertezas no âmbito comercial, o acordo entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. Ele é para agora. Acreditamos que o acordo entre Mercosul e Coreia vai trazer para as empresas coreanas uma maior oportunidade de entrar no mercado da América do Sul e trazer uma nova perspectiva ao mercado asiático para o Brasil, via Coreia”, enfatizou o presidente sul-coreano.
A retomada das negociações ocorre em um período de maior instabilidade no comércio internacional, marcado por disputas tarifárias e mudanças nas relações entre grandes economias.
Minerais críticos entram na agenda bilateral
Além do comércio, Brasil e Coreia do Sul assinaram acordos de cooperação em áreas como defesa, educação, energia, ciência e tecnologia, esporte e exploração espacial.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Brasil
Um dos temas tratados foi a cadeia de minerais críticos, considerados estratégicos para setores como tecnologia, energia renovável e indústria de alta tecnologia. O governo sul-coreano destacou o potencial brasileiro no fornecimento desses recursos. “Como se sabe, o Brasil é um dos principais detentores dos minerais críticos. E hoje concordamos em expandir a cooperação em todo o ciclo de vida desses minerais, fortalecendo a cooperação mútua de maneira benéfica”, ressaltou.
A agenda também incluiu acordos para intercâmbio de políticas educacionais, cooperação entre instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico aplicado à indústria, além de intercâmbio esportivo entre atletas e especialistas.
Comunidade coreana no Brasil
Após a agenda em Brasília, a comitiva sul-coreana segue para São Paulo. A cidade concentra a maior comunidade coreana do país, com mais de 50 mil pessoas.
O Brasil é o principal destino de imigrantes coreanos na América Latina, e a comunidade mantém presença relevante

Foto: Shutterstock
em áreas como comércio, indústria, tecnologia e serviços.
Países defendem cooperação internacional
Durante as declarações após a reunião, os dois governos também destacaram a defesa do diálogo diplomático e da solução pacífica de conflitos. “Seguiremos construindo um mundo regido pelo diálogo, pelo respeito entre as nações e pelo fortalecimento do multilateralismo”, afirmou Lula.
O governo sul-coreano reforçou a importância da estabilidade internacional para ampliar a cooperação econômica. “É importante a paz para termos segurança. Sem a necessidade de luta ou guerra”, declarou o presidente sul-coreano.
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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.

Foto: Shutterstock
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil.

Foto: Shutterstock
Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.







