Notícias No Paraná
Dia de Campo da C.Vale atrai 17 mil visitantes
Número foi considerado recorde pela direção da cooperativa; no ano que vem, evento será realizado de 12 a 14 de janeiro

O Dia de Campo de Verão 2020 da C.Vale surpreendeu a direção da cooperativa. O número de visitantes chegou a 17,1 mil nos três dias do evento, que começou na terça (07) e foi encerrado na quinta-feira (09), junto ao campo experimental da cooperativa, em Palotina, somando público 25% maior que o da edição anterior.
“Ficamos com receio por causa da chuva no primeiro dia, mas tivemos uma movimentação muito grande de produtores. Foi um recorde de público”, avalia o presidente da C.Vale, Alfredo Lang.
Segundo ele, a próxima edição do evento será de 12 a 14 de janeiro de 2021.
Objetivo
O Dia de Campo teve como objetivo apresentar aos cooperados e visitantes novidades tecnológicas e conhecimentos técnicos relacionados aos diversos segmentos do agronegócio.
Durante os três dias do evento milhares de pessoas visitaram os estandes das 120 empresas que apresentaram seus produtos e serviços aos produtores rurais da região, de outros quatro Estados e do Paraguai.
Quatro instituições de pesquisa e duas universidades também expuseram seus estudos ao público.
Atrações
Informações sobre manejo de solo fizeram parte das atrações do evento, que teve, ainda, a participação de especialistas em sementes, plantas e solo. Entre os convidados estiveram Djalma Zimmer, Elmar Floss e José Eloir Denardin.
A C.Vale apresentou 325 parcelas demonstrativas com experimentos para culturas de verão e o desempenho de 60 híbridos de milho, 48 cultivares de soja e oito de mandioca.
Os participantes do Dia de Campo também receberam instruções sobre manejo de frangos, peixes e suínos. Os associados que atuam na produção de leite participaram da 19ª Mostra da Bezerra e da Novilha, com premiação aos melhores animais.
Novidades sempre
Produtor de soja e milho em Palotina, Odanir José Soares participa todos os anos do evento. “É interessante porque sempre tem novidades. Cada ano plantamos uma variedade e aí vem outra melhor para produzir mais, então temos que estar sempre informados sobre o que tem de melhor no mercado”, comenta.
O produtor rural Valdir Antônio Facim levou a esposa e os três filhos para o Dia de Campo. “É importante trazer os filhos, afinal, futuramente são eles que darão seguimento nos trabalhos na propriedade”, declarou.
Mais com menos
De acordo com Lang, um dos principais desafios do agronegócio é elevar o nível de produtividade com o uso de novas tecnologias. “É necessária a inovação, a melhoria para que se produza mais com menos, ou seja, mais produtividade com menos custo”, enalteceu ao O Presente.
Conforme o presidente da C.Vale, a evolução tecnológica se transforma constantemente, e na alimentação não é diferente. “Ela também está evoluindo, com mais produtividade, com mais proteína, com mais teor de nutrientes. Está havendo uma grande transformação, e quem não acompanha esse processo vai ficando pra trás”, salienta.
Balanço de 2019
Ele afirma que 2019 não foi um bom ano para a C.Vale, principalmente na área de grãos. “A estiagem registrada no ano passado nas regiões Oeste e Noroeste do Paraná, no Mato Grosso do Sul e no Paraguai atingiu especialmente a cultura de soja, e isso fez a cooperativa receber cerca de 10,3 milhões de sacas a menos”, comenta.
Essa diminuição, segundo Lang, afetou diretamente o faturamento da C.Vale, que tinha previsão de R$ 9,8 bilhões para 2019, no entanto, o valor atingido foi de R$ 8,9 bilhões, contra R$ 8,5 bilhões em 2018.
Mesmo com a queda no faturamento em 2019, o presidente salienta que houve aumento na rentabilidade em relação a 2018. “Isso se deve principalmente ao problema enfrentado pela China, com a peste suína africana, que exterminou grande parte da produção de porcos. Com o aumento da demanda por proteína, houve crescimento das exportações de carne suína, peixe e frango para o país asiático, o que gerou alta nos preços e consequentemente aumento na receita da cooperativa”, expõe.
Lang conta cerca de 70% da carne produzida pela C.Vale foi exportada para a China e outros países. “No ano passado houve aumento na demanda por carne, tanto no mercado interno quanto, principalmente, no mercado externo. Isso acabou gerando um aumento na receita. Então, em termos de resultados, de sobra para os produtores 2019 foi um dos melhores anos”, enfatiza.
Expectativa para 2020
Ele se diz otimista para 2020, principalmente em relação às exportações. “Mesmo com o rápido empenho das autoridades chinesas para resolver os problemas relacionados à peste suína e novos projetos extremamente modernos, a demanda por proteínas, não só por parte da China, mas também de outros países, deve continuar para os próximos anos. Além disso, mais projetos pelo mundo afora estão sendo reativados, ou melhorado a performance dos já existentes para atender a demanda. A valorização da carne não foi um privilégio só do Brasil, mas, sim, de todos os países que atuam na produção de carne”, frisa.
Lang revela que a C.Vale pretende construir uma nova indústria esmagadora de soja no complexo agroindustrial em Palotina. “Estamos buscando linha de crédito com custos mais baixos que os atuais para iniciar os investimentos”, menciona.
Ele pontua que a crescente demanda por alimentos no mundo gera a necessidade de aumento da produtividade, e que isso não é uma preocupação exclusiva dos produtores brasileiros. “Existem países como a Arábia Saudita que já possuem plantas voltadas para a criação de frango. O desafio agora é como manter e conquistar novos mercados”, relata.
O Brasil, de acordo com o presidente da C.Vale, pode-se considerar um país privilegiado, pois poucos têm condições de produzir milho e soja e ainda ter área para expandir. “O Brasil tem o clima favorável para a produção de grãos e sabemos que peixe, frango, suíno e outros animais são alimentados com milho e soja, então, nós somos abençoados por termos clima favorável e terra para produzirmos muito mais ainda”, evidencia.

Notícias Maior zona de livre comércio do mundo
Acordo UE–Mercosul reforça protagonismo do Brasil no comércio internacional
Após 25 anos de negociações, tratado reforça liderança brasileira no bloco sul-americano e amplia acesso a um dos maiores mercados do mundo.

Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet: ” O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação” – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Pelas redes sociais, o presidente Lula afirmou ser uma vitória do diálogo. “Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, afirmou.
Lula destacou que o acordo, além de trazer benefícios para os dois blocos, é uma sinalização em favor do comércio internacional. O presidente brasileiro foi atuante na costura desse acordo e tentou finalizá-lo no final do ano passado, quando o Brasil presidia o bloco sul-americano. Para Lula, o acordo entre Mercosul e União Europeia era uma prioridade.
O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor.
Notícias
Dia de Campo da Copacol conecta pesquisa, manejo e mercado ao produtor
Estudos do CPA mostraram, na prática, soluções para solo, soja e milho, além de análises de mercado para apoiar a tomada de decisão do produtor.

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo CPA (Centro de Pesquisa Agrícola), e contou com a participação de 1,5 mil visitantes. “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperados que já acompanham de perto o trabalho do CPA garantem que eventos como esse fazem a diferença, como comenta o produtor de Joetaesse, Cássio Henrique Moeller. “O CPA sempre nos ajuda a alcançar melhores resultados e potencializar nossa produtividade e eventos como o Dia de Campo agregam muito conhecimento e traz novidades que nos ajudam a crescer nas propriedades”.
Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.
Na prática
Um dos assuntos abordados nas palestras em campo foi a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção. Essa compactação consiste na incapacidade de o solo absorver a água, o que muitas vezes pode gerar o aumento da umidade na superfície, tornando o ambiente propício para o desenvolvimento de doenças. “Nós utilizamos o método Dres [Diagnóstico rápido de estrutura de solo] onde podemos avaliar o nível de compactação do solo para saber qual técnica deve ser aplicada em cada propriedade, seja com plantas de cobertura, ou utilização de maquinários. É um processo muito importante, que impacta diretamente no desenvolvimento das culturas e na produtividade delas”, explica o engenheiro agrônomo e pesquisador do CPA, Andrei Regis Sulzbach.

Para cooperado de Jesuítas, Renato da Silva Tonelli, é importante acompanhar o trabalho do CPA, e saber que problemas que eles enfrentam no dia a dia, já estão sendo estudados e soluções já podem ser aplicadas na propriedade. “No último ano tivemos problema com relação a compactação de solo, e hoje vi que há um trabalho de pesquisa já sendo feito para desenvolver novas formas de manejo, melhorar nossas condições e minimizar esses problemas que nós que vivemos do campo temos”, comenta o cooperado.
Outro assunto que chamou atenção dos participantes foi o painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA, que são apresentadas com duas datas de semeadura, adubação em quantidades de acordo com a época e orientação de acordo com a região plantada, também foram apresentados manejos de doença e controle de pragas. “Apresentamos um demonstrativo com as épocas de semeadura diferentes com o mesmo manejo, onde fica visível a diferença de comportamento de cada planta, para mostrar a importância de se atentar as recomendações do CPA, de acordo com testes feitos na prática”, conta o engenheiro agrônomo André Luiz Borsoi.
Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor.
Além disso, também foram apresentados resultados sobre plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades e manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo.
Comercialização
O mercado também faz parte do processo produtivo, e entender como e quando comercializar os grãos, é fundamental para o cooperado. Pensando nisso, a abertura do Dia de Campo contou com uma palestra sobre tendências no mercado de commodities, com o consultor da StoneX Brasil, Étore Baroni. “O objetivo é trazer mais informações para os cooperados. São muitos fatores que influenciam nos preços, então, é preciso preparar o produtor para aproveitar as melhores oportunidades ao longo do ano. Tivemos mudanças muito fortes nos preços nos últimos anos e o CPA consegue trazer esse ganho de produtividade contínua. Por isso, é preciso alinhar a produtividade boa, com níveis de preços bons, mantendo uma rentabilidade para o produtor”, completa o consultor.
Notícias Maior zona de livre comércio do mundo
Proteínas animais ganham novas oportunidades com acordo UE-Mercosul, celebra ABPA
Entidade vê avanço em previsibilidade comercial e reforço do Brasil como fornecedor global, com impactos graduais e cotas bem delimitadas para aves, suínos e ovos

Após mais de duas décadas de negociações e sucessivos impasses políticos, a confirmação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia começa a ser destrinchada. Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o entendimento representa um avanço relevante em previsibilidade comercial e no fortalecimento das relações entre os dois blocos, com efeitos graduais e tecnicamente delimitados para a cadeia de proteínas animais.

Foto: Jonathan Campos
Em nota setorial, a entidade destaca que o acordo é resultado de um processo longo e de elevada complexidade técnica, e que seus impactos não devem ser interpretados como uma abertura irrestrita de mercado, mas como a construção de oportunidades progressivas, condicionadas a regras sanitárias, cotas e salvaguardas já previstas no texto negociado.
No caso da carne de frango, principal item da pauta exportadora brasileira de proteínas, a ABPA é enfática ao afirmar que o acordo não altera o sistema de cotas atualmente em vigor entre Brasil e União Europeia. “Essas regras permanecem intactas. A novidade está na criação de um contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa”, informa na nota.
Esse volume será compartilhado entre os países do bloco sul-americano e dividido igualmente entre produtos com osso e sem osso. A implantação será gradual, em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total no sexto ano de vigência. A partir daí, a cota passa a se repetir anualmente, dentro das regras estabelecidas.
Carne suína
Para a carne suína, o acordo inaugura uma nova possibilidade. Pela primeira vez, o Mercosul contará com um contingente tarifário

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
preferencial específico para o produto, inexistente até então para o Brasil. “A cota final prevista é de 25 mil toneladas por ano, com tarifa intra-cota de € 83 por tonelada, valor significativamente inferior ao praticado fora do contingente”, diz a nota.
Aves
Assim como no caso das aves, a implementação será escalonada ao longo de seis anos. No entanto, a ABPA ressalta que a efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional, condição essencial para a abertura do mercado.
O segmento de ovos também aparece como um dos beneficiados pelo acordo. Estão previstos contingentes tarifários específicos, isentos de tarifa intra-cota, de 3 mil toneladas anuais para ovos processados e outras três mil toneladas para albuminas. Segundo a entidade, trata-se de uma oportunidade concreta para ampliar as exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado, especialmente em nichos industriais e alimentícios.
Cotas do acordo
Apesar das oportunidades, a ABPA chama atenção para um ponto central: todas as cotas criadas pelo acordo são do Mercosul, e não exclusivas do Brasil. Isso exigirá coordenação intrabloco para definir critérios de alocação entre os países-membros, além de atenção permanente às exigências regulatórias e sanitárias impostas pelo mercado europeu.

Foto: Jonathan Campos
A entidade reforça ainda que os impactos econômicos positivos tendem a ser graduais, acompanhando o cronograma de implantação do acordo e condicionados ao cumprimento rigoroso das normas técnicas. As salvaguardas previstas devem ser aplicadas de forma estritamente excepcional e baseada em critérios técnicos, evitando distorções comerciais.
Para a ABPA, a concretização do acordo UE-Mercosul fortalece o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais no mercado internacional, atuando de forma complementar à produção europeia. Sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva seguem como pilares centrais para o aproveitamento das oportunidades abertas pelo pacto. “O pleno potencial do acordo dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global”, afirma a entidade.
Confira a Nota Setorial na íntegra:
NOTA SETORIAL– ACORDO MERCOSUL–UNIÃO EUROPEIA
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra o aceite do Bloco Europeu e a concretização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, resultado de um processo de negociação de longo prazo e de elevada complexidade técnica.
O acordo representa um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais.
No caso da carne de frango, é importante destacar que o acordo não interfere, não altera e não substitui o sistema de cotas já em vigor entre o Brasil e a União Europeia, que permanece plenamente válido. O que o acordo acrescenta é a criação de um novo contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa, a ser compartilhado entre os países do bloco. Esse volume será composto por 50% de produtos com osso e 50% de produtos sem osso e terá implantação gradual em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total anual no sexto ano de vigência. A partir desse momento, o contingente passa a se repetir anualmente.
Para a carne suína, o acordo cria, pela primeira vez, um contingente tarifário preferencial específico para o Mercosul, inexistente até então para o Brasil. A cota final prevista é de 25 mil toneladas anuais, com tarifa intracota de € 83 por tonelada, substancialmente inferior à tarifa aplicada fora da cota. Assim como na carne de frango, a implantação ocorrerá em seis etapas anuais iguais, com crescimento progressivo do volume até o atingimento do teto anual. A efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia para a abertura do mercado, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional.
No segmento de ovos, o acordo estabelece contingentes tarifários específicos, também no âmbito do Mercosul, isento de tarifa intra-cota. Estão previstos 3 mil toneladas anuais para ovos processados e 3 mil toneladas anuais para albuminas, criando uma oportunidade concreta para a ampliação das exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado.
Ao mesmo tempo, a ABPA ressalta que os contingentes criados pelo acordo são cotas do Mercosul, e não exclusivas do Brasil, o que demandará coordenação intrabloco para definição dos critérios de alocação entre os países membros. Os impactos econômicos positivos serão graduais, acompanhando o cronograma de implantação e condicionados ao cumprimento rigoroso dos requisitos sanitários, regulatórios e às regras de aplicação de salvaguardas, que devem permanecer estritamente técnicas e excepcionais.
Por fim, a ABPA ressalta que a concretização do acordo Mercosul–União Europeia reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, em complementariedade à produção local, com base em sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva. O pleno aproveitamento das oportunidades abertas dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global.




