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Dia de Campo Copagril será realizado na próxima semana
Evento acontece nos dias 10 e 11 de janeiro na Estação Experimental da Copagril em Marechal Cândido Rondon, PR
Visando aproximar seus associados e clientes as últimas tecnologias do campo e as tendências do agronegócio nacional e internacional, a Cooperativa Agroindustrial Copagril realizará nos dias 10 e 11 de janeiro na Estação Experimental seu mais grandioso evento: o Dia de Campo.
O evento que leva consigo o slogan “O show do agronegócio” faz jus à frase que carrega, pois proporciona aos visitantes um verdadeiro show de inovação, tecnologia e conhecimento, possibilitando que as pessoas que prestigiam o evento fiquem antenadas em tudo o que há de mais moderno para o campo tanto na agricultura quanto na pecuária. No Dia de Campo 2018, a Copagril e mais de 100 empresas parceiras, abrangendo sementes e agroquímicos, itens para pecuária, instituições financeiras, educacionais, entre outras, irão expor produtos e serviços inovadores e proporcionarão oportunidades não só de conhecimento, mas também de bons negócios.
Vitrine do Agronegócio
O Dia de Campo Copagril é conhecido por muitos como a vitrine do agronegócio, afinal, os vistantes do evento têm a oportunidade de conferir in loco o desempenho de novas cultivares de soja, híbridos de milho, espécies de pastagens, máquinas e implementos agrícolas recentemente lançados, além de outros produtos e serviços inovadores que buscam facilitar as atividades do campo e fazer com que o agricultor alcance resultados ainda mais positivos.
Segundo Darci Sonego, responsável pela Estação Experimental da Copagril, todos os anos são lançados produtos com novas tecnologias e é muito importante que os associados e clientes acompanhem essa evolução para ter melhores resultados. “É importante que os associados e clientes visitem nosso evento, pois assim eles ampliam seu conhecimento. Todos os anos trazemos coisas novas para o agricultor e é muito importante ele estar antenado nessas novas tecnologias e já de olho na implantação delas em sua propriedade”, destacou Darci Sonego.
Diversidade Agrícola
Para os agricultores que estão planejando quais variedades plantar em sua propriedade, o Dia de Campo Copagril é uma opção. No evento serão demonstradas 55 variedades de soja, 60 híbridos de milho e mais de 20 espécies de pastagens, que foram durante vários meses cultivados e testados na estação experimental com diferentes espaçamentos e biotecnologias para permitir que o agricultor visualize os resultados e escolha a melhor cultivar para obter boas produtividades. “Iniciamos o planejamento do dia de campo 2018 já na edição de 2017. Em setembro do último ano iniciamos as implantações das culturas e durante todo esse período cuidamos tudo com muito carinho para que os visitantes do Dia de Campo possam analisar os resultados e escolher o que há de melhor para sua propriedade”, pontua Darci Sonego.
Avicultura e suinocultura
Visando apresentar as últimas tecnologias também nas áreas de avicultura e suinocultura, a Copagril apresentará no Dia de Campo uma Central de Automação e Climatização para Aves e Suínos, onde o público visitante terá condições de conferir de perto comedouros e bebedouros automáticos, lâmpadas, placas evaporativas e exaustores além de poderem tirar todas as dúvidas sobre produtos e serviços diretamente com os médicos veterinários e técnicos da cooperativa.
Máquinas e implementos agrícolas
No Dia de Campo Copagril 2018 haverá também exposição de máquinas e implementos agrícolas. Diversas marcas parceiras da Copagril irão expor no evento maquinários de última tecnologia, que facilitam as atividades diárias e são essenciais para o trabalho no campo, favorecendo a agilidade nas atividades tanto agrícolas como pecuárias.
A Estação Experimental da Copagril está localizada próxima ao Aeroporto Municipal, na rodovia que liga Marechal Cândido Rondon a Nova Santa Rosa.
Fonte: Assessoria

Colunistas
Mudança no crédito rural abre discussão sobre direito à prorrogação de dívidas
Resolução do CMN passa a tratar alongamento como decisão das instituições financeiras e reacende debate jurídico no setor.

No dia 25 de junho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) editou a Resolução 5.314, que alterou um dos itens mais importantes para os produtores rurais, ou seja, a regra do Manual de Crédito Rural -MCR que trata do alongamento de dívidas. A nova redação passou a prever que a instituição financeira está autorizada, “por sua conveniência e decisão”, a prorrogar a dívida referente à operação de crédito rural.
Será que o produtor perdeu o direito à prorrogação?

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
Há anos o Superior Tribunal de Justiça – STJ (Súmula n. 298) fixou um entendimento que continua em vigor, afirmando que “o alongamento de dívida originada de crédito rural não constitui faculdade da instituição financeira, mas, direito do devedor nos termos da lei”.
Então, o entendimento do judiciário para situações dessa natureza de alongamento de débito, após muitos anos de discussão, firmou-se no sentido de que aquilo que a norma trata como faculdade da instituição financeira converte-se em obrigação, desde que o produtor preencha os requisitos legais.
E os requisitos são dificuldade de comercialização, frustração de safras, ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento das lavouras e dificuldades no fluxo de caixa devido ao impacto acumulado de perdas de safra.
Devidamente comprovada a necessidade de prorrogação, assim como comprovada a capacidade de pagamento, o produtor tem direito ao benefício.
Contudo, a nova redação do MCR poderá levar a arbitrariedades e subjetividades por parte das instituições financeiras que poderá prejudicar muitos produtores com eventuais negativas aos pedidos de prorrogação.
Isso levará a um processo de judicialização das questões e o judiciário será obrigado a enfrentar a questão e decidir sobre a aplicação do entendimento que permite ao produtor o alongamento da dívida, desde que preenchidos os requisitos legais. Ou seja, não pode ficar a critério e conveniência da instituição financeira.
O entendimento vigente tem caráter objetivo e assim precisa ser tratado na prática, sob pena de aumentar ainda mais a inadimplência de um setor que tem sofrido de forma drástica com o elevado custo de produção e baixo preço de venda dos produtos (o que dá direito ao alongamento do débito, desde que comprovado e solicitado à instituição financeira).
Diante disso, cabe ao produtor seguir o entendimento vigente e, em sendo o caso, tecnicamente amparado, notificar a instituição financeira para que cumpra com a obrigação (e não faculdade) de alongar o débito, desde que preenchidos os requisitos legais e, se preciso, em caso de negativa, procurar socorro do judiciário para que a questão seja, de fato, definida.
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Cooperativas do Rio Grande do Sul apontam insuficiência de recursos no Plano Safra 2026/27
FecoAgro/RS afirma que programa preserva desenho dos últimos anos e não atende à expansão da demanda por financiamento no campo.

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) avalia que o Plano Safra 2026/202, embora traga avanços pontuais, como a redução das taxas de juros em algumas linhas de financiamento e a ampliação dos limites de crédito para cooperativas, mantém praticamente a mesma arquitetura dos últimos anos e foi lançado com um volume de recursos abaixo das necessidades do setor agropecuário.

Foto: Shutterstock
Para a Federação, a redução dos juros em programas como Prodecoop, Procap-Agro, PCA e Pronaf, entre outras é positiva, especialmente para investimentos de longo prazo. No entanto, esses avanços não compensam a falta de mudanças estruturais nem a insuficiência dos recursos disponibilizados para atender à demanda crescente por crédito rural.
A FecoAgro/RS também manifesta forte preocupação com a redução dos recursos destinados à equalização das taxas de juros. Em um ambiente de juros elevados, a diminuição desse orçamento compromete a competitividade das linhas oficiais de crédito, restringe investimentos e reduz a capacidade de crescimento dos produtores e das cooperativas.
Outro ponto crítico é o seguro rural. Embora a dotação orçamentária da subvenção seja definida por orçamento específico, a sequência de cortes nos recursos destinados ao programa enfraquece um dos principais instrumentos de gestão de risco da atividade agropecuária, justamente em um cenário de maior frequência de eventos climáticos extremos.
A Federação reforça que as cooperativas agropecuárias são protagonistas na operacionalização do crédito rural e no atendimento aos produtores. Por isso, defende um Plano Safra com recursos compatíveis com a realidade do campo, maior orçamento para a equalização dos juros e fortalecimento do seguro rural, condições indispensáveis para garantir investimentos, produção e competitividade ao agro.
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Período proibitivo das queimadas entra em vigor com alerta para seca mais severa em Mato Grosso
Previsão de estiagem intensa aumenta o risco de incêndios e reforça a necessidade de medidas preventivas nas propriedades rurais.

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) alerta os produtores rurais sobre o início do período proibitivo do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. A restrição entrou em vigor nesta terça-feira (1º de julho) e segue até o dia 30 de novembro, conforme estabelece o Decreto Estadual nº 2.015/2026.
Durante esse período, fica proibida a realização de queimadas, medida que busca reduzir os riscos de focos de calor e incêndios florestais durante os meses de estiagem, quando as altas temperaturas, a baixa umidade do ar e os ventos intensos favorecem a rápida propagação do fogo, considerando o El Nino 2026.

Presidente da Acrimat, Nando Conte: “Os pecuaristas são os principais interessados na proteção de suas propriedades e do meio ambiente”
Além de representar um importante instrumento de proteção ambiental, o cumprimento da legislação também evita prejuízos à atividade pecuária. Incêndios ou focos de calor podem comprometer pastagens, cercas, instalações, equipamentos e colocar em risco rebanhos, propriedades vizinhas e até mesmo vidas humanas.
Neste ano, os órgãos ambientais e de segurança reforçam o alerta devido à previsão de um período de seca mais severo em Mato Grosso, cenário que aumenta significativamente o risco de ocorrência de incêndios em todo o Estado.
O presidente da Acrimat, Nando Conte, destaca que a conscientização dos produtores é fundamental para evitar ocorrências durante esse período crítico. “Os pecuaristas são os principais interessados na proteção de suas propriedades e do meio ambiente. O fogo descontrolado causa grandes prejuízos econômicos, ambientais e sociais. Por isso, é fundamental que todos respeitem o período proibitivo e adotem medidas preventivas para proteger suas áreas e seus vizinhos”, ressalta.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Durante a vigência do decreto, também ficam suspensas as autorizações para queima controlada emitidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), permanecendo autorizadas apenas as ações realizadas ou supervisionadas pelos órgãos responsáveis pelo combate e prevenção aos incêndios florestais.
A Acrimat orienta os produtores a realizarem a manutenção de aceiros, manterem equipamentos de combate inicial em condições de uso, evitarem qualquer atividade que possa gerar faíscas próximo à vegetação seca e reforçarem a vigilância nas propriedades durante o período de estiagem.
O descumprimento da legislação pode resultar em responsabilização administrativa, criminal, além da obrigação de reparar os danos ambientais causados.
Em caso de identificação de focos de calor e incêndios, a orientação é comunicar imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193, ou a Polícia Militar, pelo 190.
