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Determinação de valores de matriz nutricional para aditivos fitogênicos para ração através de diferentes métodos

Valores nutricionais foram estabelecidos para alguns aditivos alimentares, permitindo redução de custos quando o aditivo é adicionado à dieta, e sua matriz nutricional é incluída na otimização da ração.

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Foto: Arquivo/OP Rural

Um dos principais objetivos dos produtores de aves é alimentar os animais com dietas balanceadas ao menor custo. A ração constitui o custo variável mais elevado na produção avícola, representando pelo menos 60% desses custos, especialmente em sistema de criação intensiva. O papel do nutricionista é trabalhar com as diferentes ferramentas disponíveis para entregar a melhor solução dietética possível, equilibrando custo e desempenho animal.

Valores nutricionais foram estabelecidos para alguns aditivos alimentares, permitindo redução de custos quando o aditivo é adicionado à dieta, e sua matriz nutricional é incluída na otimização da ração. Portanto, as pesquisas relacionadas e os dados que subsidiam o desenvolvimento dos valores matriciais são de extrema importância para o nutricionista. Os valores da matriz nutricional podem ser gerados/validados de diferentes maneiras. Uma delas é a forma tradicional, com ensaios de digestibilidade in vivo, um método estabelecido e padrão há muitos anos. Outra opção é por meio de modelagem matemática, fornecendo valores matriciais com base em resultados de testes de desempenho anteriores.

A modelagem matemática pode ser tão confiável quanto os estudos de digestibilidade para gerar e/ou validar uma matriz nutricional de um aditivo alimentar?

Estudos de digestibilidade para avaliar o potencial de utilização de nutrientes

Por muitos anos, aditivos alimentares, tais como enzimas NSP, fitases, proteases e emulsificantes atribuíram valores de matriz nutricional. Esse valor nutricional passa a fazer parte de todo o valor nutricional da dieta, permitindo a redução da inclusão de alguns ingredientes, como fontes de energia (óleos e gorduras), proteicos (soja e derivados) e minerais. Em teoria, como resultado, isso leva a uma redução do custo da ração enquanto o animal mantém o mesmo desempenho.

Antes que um valor de matriz nutricional possa ser alcançado para o aditivo, vários métodos são empregados para confirmar os valores da matriz. Um dos métodos é o uso de estudos de digestibilidade in vivo. A digestibilidade é atualmente o método mais utilizado para avaliar alimentos e formulação de rações. O tempo de amostragem, o local e os possíveis efeitos da ingestão podem afetar os resultados desse tipo de estudo. Normalmente, esses testes são realizados em institutos de pesquisa. Se uma coleta ileal é necessária, como no caso da digestibilidade de aminoácidos em aves, requer sacrifício de animais ou canulação ileal cirúrgica. Podendo levar a um custo considerável e baixa replicação de dados afim de garantir que a digestibilidade da ração esteja correta.

Efeito de aditivos fitogênicos na melhoria da digestibilidade

A análise de 16 estudos de digestibilidade em frangos de corte e poedeiras alimentados com dietas a base de milho/farelo de soja suplementadas com aditivos fitogênicos demonstrou aumento da digestibilidade ileal da proteína bruta (PB), aminoácidos, gordura, cálcio e fósforo. O aumento da digestibilidade da PB a partir desses ensaios é mostrado na Figura 1 (como a diferença entre a digestibilidade da PB do grupo com aditivo fitogênico versus controle). A solução é baseada nos resultados desses estudos de digestibilidade ileal de nutrientes. Esses incrementos de digestibilidade são transpostos para os valores da matriz de nutrientes e, em seguida, aplicados à formulação de ração de menor custo.

Gráfico 1. Diferenças na digestibilidade ileal da proteína bruta em aves, com aditivo fitogênico vs. Controle

Modelagem nutricional a partir de dados de melhoria de desempenho

Com base em resultados prévios de ensaios de desempenho e formulações de dietas, a modelagem matemática pode ser usada para validar os efeitos de digestibilidade de um determinado aditivo alimentar utilizado. Um método não invasivo, como a modelagem matemática, pode ser usado para calcular a digestibilidade. Além disso, ao considerar todos os aspectos desse método, uma grande quantidade de dados de vários ensaios de desempenho pode ser usada dentro do modelo – podendo ser utilizados dados históricos e atuais.

O modelo pode levar em conta o conteúdo/valores nutricionais da dieta, idade, genética e duração do experimento. Portanto, estabelecer uma correlação entre a ingestão de nutrientes e o desempenho do animal e, em seguida, aplicar essa regressão ao melhor desempenho dos animais alimentados com o aditivo fitogênico fornecerá um valor teórico para a ingestão necessária para o melhor resultado de desempenho.

Esta é a base de cálculo do valor da matriz nutricional. Assumindo a técnica de “modelagem matemática” para validar os resultados de digestibilidade e desempenho observados em estudos anteriores, foram analisados impressionantes 79 ensaios com frangos de corte (de 2002 a 2022). Formulação da dieta, resultados de desempenho, idade e genética foram algumas das informações críticas necessárias para o modelo. Os resultados da modelagem validam os valores da matriz nutricional já existentes obtidos nos ensaios clássicos de digestibilidade.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse acesse gratuitamente a edição digital Avicultura Corte e Postura. Boa leitura!

Fonte: Por equipe técnica Cargill Aditivos

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Mercado do frango congelado apresenta pequenas variações em fevereiro

Levantamento do Cepea mostra estabilidade em alguns dias e recuos pontuais no período.

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O preço do frango congelado no Estado de São Paulo foi cotado a R$ 7,29 o quilo na última sexta-feira (20), segundo dados do Cepea. No dia, houve recuo de 0,14%, enquanto a variação acumulada no mês está em 4,29%.

Na quinta-feira (19), o produto foi negociado a R$ 7,30/kg, também com queda diária de 0,14% e avanço mensal de 4,43%.

Na quarta-feira (18), a cotação ficou em R$ 7,31/kg, sem variação no dia e com alta de 4,58% no acumulado do mês.

Já no dia 13 de fevereiro, o preço foi de R$ 7,31/kg, com elevação diária de 0,69% e variação mensal de 4,58%. No dia 12, o valor registrado foi de R$ 7,26/kg, estável no dia e com avanço de 3,86% no mês.

Os dados são divulgados pelo Cepea, referência no acompanhamento de preços agropecuários.

Fonte: O Presente Rural
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Preços do frango podem reagir após período de demanda enfraquecida no início do ano

Custos equilibrados de milho e competitividade frente à carne bovina reforçam cenário mais positivo.

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Com o fim do período tradicionalmente mais fraco para o consumo, o mercado de frango pode entrar em uma fase de estabilização e recuperação de preços nas próximas semanas. A expectativa é de que a queda observada nos valores da ave seja interrompida após o feriado de Carnaval, acompanhando a melhora da demanda doméstica.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o ambiente segue favorável para o setor, sustentado por exportações aquecidas, elevada competitividade da carne de frango em relação à bovina e custos equilibrados de ração.

No campo da oferta, o ritmo de crescimento pode perder força a partir deste período, dependendo do volume de alojamentos realizados em janeiro. Caso tenham sido menores do que a forte colocação registrada em dezembro, a disponibilidade de aves tende a se ajustar gradualmente. As aves alojadas no fim de dezembro influenciam diretamente a oferta até meados de fevereiro.

As exportações continuam com perspectiva positiva e devem seguir contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda, reforçando o suporte aos preços no mercado interno.

Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável. A primeira safra de milho apresentou resultado acima das expectativas e, até o momento, a safrinha mantém boas perspectivas. No entanto, o plantio da segunda safra ainda está em fase inicial no Cerrado, e não há definição sobre o percentual que poderá ficar fora da janela ideal, que se encerra no fim do mês.

Mesmo com expectativa de boa oferta de milho e demanda doméstica firme, a tendência é de um mercado equilibrado para o cereal, sem espaço para oscilações expressivas. Ainda assim, as condições climáticas nos meses de março e abril continuarão sendo determinantes para o comportamento dos preços.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Ovos retomam alta e frango mantém preços estáveis no pós-Carnaval

Equilíbrio entre oferta e demanda sustenta cotações dos ovos, enquanto setor avícola monitora consumo para possível reação em março.

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O mercado de ovos voltou a registrar alta após cinco meses consecutivos de queda nos preços. Levantamentos do Cepea indicam que, em algumas regiões acompanhadas, a média parcial até 18 de fevereiro apresenta avanço superior a 40% em relação a janeiro.

Segundo o Centro de Estudos, o equilíbrio entre oferta e demanda tem sustentado a recuperação das cotações, mesmo na segunda quinzena do mês, período em que as vendas costumam perder ritmo. Apesar da recente reação, os preços ainda seguem abaixo dos verificados no mesmo período do ano passado, acumulando retração real superior a 30% nas regiões monitoradas.

A expectativa do setor agora está voltada para a Quaresma, iniciada no último dia 18. Pesquisadores do Cepea destacam que, durante os 40 dias do período religioso, o consumo de ovos tende a aumentar gradualmente, já que a proteína ganha espaço como alternativa às carnes. A perspectiva é de que a demanda mais aquecida continue dando sustentação aos preços.

No mercado de frango, a semana de recesso de Carnaval registra estabilidade nas cotações, reflexo da demanda firme. Ainda assim, na média mensal, o valor da proteína congelada negociada no atacado da Grande São Paulo está em R$ 7,00/kg até o dia 18 de fevereiro — o menor patamar real desde agosto de 2023, quando foi de R$ 6,91/kg, considerando valores deflacionados pelo IPCA de dezembro.

Os preços mais baixos refletem as quedas intensas observadas nas primeiras semanas do ano, movimento que já se estende por pouco mais de três meses. O cenário mantém os agentes cautelosos.

De acordo com participantes consultados pelo Cepea, uma possível recuperação dos preços do frango pode ocorrer apenas a partir do início de março, diante da expectativa de maior consumo no começo do mês. Para esta segunda metade de fevereiro, a liquidez deve permanecer no ritmo atual, limitando avanços mais expressivos nas cotações.

Fonte: Assessoria Cepea
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