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Desvendando os mitos do ovo: chalaza, cor da casca e da gema
É fundamental quebrar mitos e disseminar informações precisas sobre o ovo, um alimento versátil, acessível e altamente nutritivo

Por Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil
Como o ovo sempre fez parte do cardápio de casa, falar sobre a sua importância e versatilidade é um trabalho prazeroso e a conversa sobre o tema para as centenas de pessoas entre estudantes, profissionais e consumidores é sempre envolvente, afinal, todos conhecem o ovo pela prática da alimentação e ficam felizes e aliviados quando os estudos publicados constatam de que o colesterol não faz mal, isso é mito e além disso, o consumo de ovos está diretamente relacionado à melhora do saúde e do organismo.
Entretanto, é comum que haja dúvidas quando o assunto é chalaza, diferença na coloração da casca ou a cor da gema. A chalaza para quem não sabe é uma proteína fibrosa que faz parte da clara e tem como função manter a gema centralizada dentro do ovo. Todos os ovos têm chalaza, o que ocorre é que em alguns casos ela fica mais ou menos visível no momento do consumo dos ovos. Algumas pessoas ainda associam a chalaza ao odor do ovo, contudo é importante sabermos que quem proporciona o odor é a película que envolve a gema. Então a chalaza é uma parte importante do ovo e apenas composta de proteínas, pode consumir normalmente, não é necessário retirar antes do preparo.
Quando o assunto é a cor da casca, isso ainda gera discussões. De forma geral as pessoas pensam que o ovo com a casca marrom ou vermelha tem um conteúdo mais nutritivo que o de casca branca e por isso acreditam que o ovo marrom deve ser destinado a crianças, idosos e convalescentes.
O que a maioria desconhece é que a coloração da casca está relacionada à raça da galinha e não ao seu potencial nutritivo. Essa constatação foi verificada no estudo conduzido por Fluck, A. C. e colaboradores, realizado com 1.561 pessoas de diferentes regiões do Brasil, em que 55,3% delas afirmaram não ter conhecimento técnico sobre a cor da casca do ovo.
Sobre a coloração da gema, esse mesmo estudo verificou que 49,9% das pessoas têm conhecimento técnico sobre a coloração da gema que está relacionada à adição de carotenóides na ração ou através do consumo de gramíneas na pastagem pelas galinhas. Quanto à realização de palestras, as pessoas acreditam que a coloração mais intensa da gema proporciona um conteúdo mais nutritivo. Entretanto, a gema com coloração mais intensa apresenta um maior conteúdo de pigmentos com ação antioxidante, e os estudos mostram que não existem diferenças nutricionais significativas.
Independentemente da cor da casca e da gema, o ovo é considerado uma fonte nutricionalmente rica. Isso porque seu objetivo é produzir um pintinho, então, tem tudo o que necessário para gerar uma vida. É excelente fonte de proteínas de alta qualidade, contém todos os aminoácidos essenciais necessários para o bom funcionamento do organismo. Além disso, é rico em ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados, vitaminas, minerais e carotenóides. Seu consumo regular pode beneficiar a qualidade de vida em todas as faixas etárias.
Os mistérios que envolvem o ovo, como a presença da chalaza, a cor da casca e da gema, podem ser facilmente desvendados com base em evidências científicas. A chalaza desempenha um papel importante na manutenção da gema centralizada, enquanto a cor da casca não influencia o valor nutricional do ovo. Da mesma forma, a coloração da gema não indica diferenças significativas em termos de conteúdo nutricional.
É fundamental quebrar mitos e disseminar informações precisas sobre o ovo, um alimento versátil, acessível e altamente nutritivo. Através do conhecimento correto, podemos aproveitar ao máximo os benefícios que o ovo oferece, independentemente de suas características externas.
Sobre Lúcia Endriukaite
Formada pela Faculdade de Nutrição-Universidade de Mogi das Cruzes, especialista em Fitoterapia pela ASBRAN com Pós-graduação em Fitoterapia Clínica (Faculdade do Litoral Paranaense), Bases Nutricionais para Atividade física (FMU), e Administração de Serviço de Nutrição e Dietética (São Camilo). Com uma vasta experiência na área de nutrição, Lúcia Endriukaite ministra palestra em escolas técnicas, universidades e em eventos do setor do agronegócio, em âmbito nacional. É responsável por pesquisas técnicas, elaboração de informativos e encartes educativos para a população e profissionais, no Instituto Ovos Brasil. Além de atender em seu consultório particular na área da educação, é docente convidada em cursos de Pós-Graduação.

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Brasil intensifica ações para ampliar reconhecimento internacional como país livre de Peste Suína Clássica
Estratégia envolve monitoramento epidemiológico e integração entre serviços veterinários e entidades do setor.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e a Associação Brasileira das Empresas de Genética Suína (ABEGS) participaram, na última terça-feira (10), de reunião híbrida no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com foco no debate sobre a erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) no Brasil.
O encontro ocorreu na sede do MAPA, em Brasília, no âmbito do Departamento de Saúde Animal (DSA), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), e foi conduzido pelo diretor do DSA, Marcelo Motta.
Entre as prioridades debatidas estiveram as estratégias de intervenção nos municípios dos estados do Piauí e do Ceará que compõem a Zona Não Livre (ZnL) de PSC e que registraram ocorrência da doença nos últimos cinco anos, com o objetivo de erradicar a circulação viral.
A diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke, reforçou que a agenda foi positiva, com encaminhamentos concretos para a expansão da Zona Livre. Segundo ela, as equipes do DSA/MAPA irão atuar, em conjunto com os Serviços Veterinários Estaduais, na realização de inquéritos soroepidemiológicos para avaliação da circulação viral.
“Diversos estados que integram a Zona Não Livre têm a perspectiva de, até 2028, apresentar o pleito de reconhecimento internacional à Organização Mundial de Saúde Animal, avançando no Plano Brasil Livre de PSC”, afirmou.
Para o presidente da ABEGS, Alexandre Rosa, o avanço sanitário é decisivo tanto para o crescimento sustentável da suinocultura brasileira quanto para a abertura de novos mercados internacionais, especialmente para a exportação de material genético.
“Alguns mercados estratégicos exigem que o Brasil seja reconhecido como livre de Peste Suína Clássica para autorizar a importação de material genético. Por isso, avançar na erradicação da PSC é fundamental para ampliar o acesso a esses mercados, fortalecer a competitividade da genética suína nacional e consolidar, no cenário internacional, a qualidade da sanidade brasileira”, destacou.
Na avaliação das entidades, o alinhamento técnico e institucional entre o MAPA e o setor produtivo é decisivo para consolidar um ambiente sanitário seguro e competitivo para a cadeia suinícola. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, reforçou que a atuação integrada entre o poder público e a iniciativa privada é essencial para o sucesso do plano de erradicação da PSC.
“O trabalho conduzido pelo MAPA, em diálogo permanente com o setor produtivo, é fundamental para avançarmos de forma segura na erradicação da PSC. A construção conjunta de soluções técnicas fortalece a defesa sanitária, dá previsibilidade ao produtor e preserva a credibilidade da suinocultura brasileira nos mercados nacional e internacional”, ressaltou.
Participaram da reunião, de forma online, representantes da ABEGS, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), da Embrapa Suínos e Aves e da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES). Presencialmente, estiveram presentes representantes da ABCS e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
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Produtores canadenses reforçam o alcance internacional do Show Rural Coopavel

A presença de uma comitiva formada por 25 produtores rurais do Sul do Canadá no Show Rural Coopavel reforça o caráter internacional do evento e consolida a feira como ambiente estratégico de aprendizado e geração de negócios no agronegócio. Caravanas de mais de 20 países estiveram em Cascavel nesta semana, 09 a 13 de fevereiro, para conhecer os avanços de uma cadeia movida pela tecnologia e inovação.

Foto: Divulgação
O grupo foi recebido pela equipe da Coopavel, pelo presidente Dilvo Grolli e pelo coordenador geral Rogério Rizzardi. Os produtores fazem parte de uma associação que reúne agricultores das províncias de Alberta e Saskatchewan. Reconhecidos pelo forte perfil de gestão, inovação e análise econômica detalhada das lavouras, os produtores vieram ao Brasil com o objetivo de conhecer tecnologias, modelos produtivos e oportunidades de parceria.
O agricultor Corey Nelson conta o que chamou sua atenção em tecnologia foi uma empresa com sistema voltado para pulverizadores no qual reduz-se a perda por deriva. Já o produtor John Hopkins comenta como é interessante poder ver todas as culturas que o país produz e em diferentes estágios de desenvolvimento.
A visita foi articulada pela Missão Viagens Técnicas, empresa liderada por Francisco Klein Silva. Segundo Francisco, a aproximação começou em 2024, durante uma agenda no centro de pesquisas Farming Smarter, no Canadá. Na ocasião, o grupo conheceu o trabalho da Coopavel e recebeu o convite para participar da feira. “Eles ficaram muito impressionados com a dimensão do agronegócio brasileiro e com a organização do evento. A partir desse contato, surgiu o interesse em formar um grupo específico para o Show Rural”, explica Francisco.
Eficiência
A região de origem dos produtores, conhecida como Palliser Triangle, é marcada por desafios climáticos e forte uso de irrigação, o que

Foto: Rodrigo Memlak
desperta interesse especial por soluções tecnológicas e sistemas produtivos eficientes. Durante a visita, os canadenses buscam referências em inovação, manejo, mecanização e modelos cooperativistas.
Para Francisco, a presença da comitiva simboliza o avanço da internacionalização da feira. “Cada vez mais produtores de fora demonstram interesse em conhecer o agro brasileiro. O Show Rural se consolida como vitrine global de tecnologia e oportunidades.”
A participação do grupo canadense evidencia a força do evento como ponto de conexão entre diferentes realidades produtivas, ampliando a visibilidade do agronegócio brasileiro e fortalecendo o intercâmbio técnico e comercial entre países.
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Público dos quatro dias de visitas técnicas ao Show Rural 2026 chega a 368.824 pessoas
Com recordes nos três primeiros dias, a 38ª edição ultrapassa a projeção inicial de 360 mil visitantes durante a feira.

Entre a manhã de segunda-feira (09) e o fim da tarde de quinta-feira (12), 368.824 mil pessoas passaram pelo parque tecnológico que sedia o 38º Show Rural Coopavel. Somente na quinta-feira, o público chegou a 94.310 visitantes.
Os três primeiros dias da edição de 2026 registraram recorde de público diário. Com o acumulado parcial, a meta de 360 mil visitantes projetada para esta edição já foi superada antes mesmo do encerramento oficial do evento.
O Show Rural segue nesta sexta-feira (13), com portões abertos das 07 às 18 horas. O acesso ao parque e a utilização do estacionamento são gratuitos. Com o tema A força que vem de dentro, a feira reúne 600 expositores do Brasil e do exterior.
Entre os destaques da programação desta sexta-feira estão a Batalha de Pitches, pela manhã, no Espaço Impulso, e o anúncio dos vencedores do Hackathon, no pavilhão do Show Rural Digital, no fim da tarde.



