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Destaques da suinocultura em 2017 são premiados pela Aurora Alimentos
Os produtores destaques serão premiados com uma viagem para Brasília junto com a esposa
Incentivar a melhoria da eficiência da cadeia de produção de suínos buscando competitividade nos aspectos social, ambiental e econômico. Essa é o principal objetivo do Prêmio Destaques da Suinocultura desenvolvido anualmente pela Cooperativa Central Aurora Alimentos. Nessa semana produtores rurais, técnicos de campo e cooperativas filiadas foram premiadas pela diretoria da Aurora Alimentos e reconhecidas por suas atuações de destaque.
Foram homenageados e reconhecidos o técnico destaque creche, produtor destaque creche, técnico destaque suicooper III com produção segregada e normal, técnico destaque dos destaques suicooper III, produtores destaques suicooper III, produção segregada e produção normal, cooperativas destaques suicooper III, produção segregada e normal.
O presidente da Aurora Alimentos Mário Lanznaster salientou que as cadeias produtivas de suínos das cooperativas associadas à Aurora têm um alto nível de qualidade. “Essa premiação é apenas o reflexo da dedicação e do comprometimento dos técnicos e produtores que contribuem consideravelmente para que a produção de suínos de Santa Catarina se destaque a cada dia. Sentimos muito orgulho do trabalho que vem sendo desenvolvido nas propriedades rurais”.
Segundo o diretor de agropecuária da Aurora Alimentos, Marcos Antônio Zordan, o prêmio demonstra o resultado positivo alcançado pelos produtores, técnicos e, consequentemente, cooperativas. “É a valorização da dedicação diária do produtor que se compromete em atender as exigências do mercado e em produzir suínos de qualidade, dentro dos padrões de sanidade e sustentabilidade. Essas propriedades são referência para as demais. Nossa intenção é atingir 100% da integração de suínos alcançando cada vez mais melhores resultados e acesso aos mercados”, observou.
Premiados
Como técnico destaque creche 2017 foi reconhecido Juliano Perotoni da Copérdia e da Aurora Alimentos com 9,55 pontos. O prêmio produtor destaque creche Aurora foi para Ivan Perondi associado da Copérdia com 9,0 pontos. Na categoria de técnico destaque suicooper III produção segregada Renato Carlos Simon da Cooperalfa e Aurora Alimentos ficou na segunda colocação com 8,8 prontos e o primeiro lugar foi para Jucelino Dalla Nora da Cooper A1 com 9,45 pontos.
Para Dalla Nora, o sucesso se dá através do foco nos objetivos. “Minha maior satisfação está nas mudanças que conseguimos implantar nas propriedades em que desenvolvo assistência técnica, tanto nos resultados como no desenvolvimento das pessoas envolvidas com a atividade. É um trabalho recompensador”, salientou.
Renato Vicentini da Cooperalfa alcançou 8,10 pontos e a segunda colocação na categoria técnico destaque suicooper III produção normal e Volnei João Todero da Coopervil atingiu 8,38 pontos e ficou com a primeira colocação. O reconhecimento de técnico destaque dos destaques suicooper III foi para Claudinei Calegari da Coolacer com 9,2 pontos. Desde 2014 Calegari é responsável pela área de suicooper III da Aurora/Coolacer da fase de terminação, onde atingiu inúmeras melhorias. “É um trabalho que envolve responsabilidade e determinação”, afirmou.
O produtor destaque suicooper III produção segregado é Carlos Alberto Ferigollo associado a Cooperalfa que atingiu 9,83 pontos. Na segunda colocação ficou Afonso A. Wolfard da Cooper A1 com 9,76 pontos. Na categoria produtor destaque suicooper III produção normal Euzébio Koséski associado da Cooperalfa ficou em segundo lugar com 9,40 pontos e Irineu Prando da Coolacer em primeiro com 9,83 pontos.
A cooperativa destaque suicooper III produção segregada teve como campeã a Coopervil com 8,92 pontos e em segundo lugar a Copérdia com 7,49 pontos. Na produção normal a cooperativa campeã foi a Coolacer com 8,90 pontos seguida da Cooperitaipu com 8,68 pontos.
Os produtores destaques serão premiados com uma viagem para Brasília junto com a esposa. Os técnicos um fim de semana em um resort da região também com as esposas e as cooperativas receberão R$ 22 mil e R$ 15,5 mil para a primeira e segunda colocadas, respectivamente.
Avaliação
Cada categoria da premiação teve seus critérios e pontuações específicas de avaliação. Em técnico destaque creche foram avaliados a conversão alimentar, porcentagem de mortalidade, porcentagem de leitões descartados, diagnóstico do trabalho operacional, lançamento de informações Smart, registro de Propriedade Rural Sustentável, estrutura da propriedade, licença ambiental, visita aos produtores e efetividade do método.
Na categoria produtor destaque creche foram analisados a conversão alimentar, mortalidade da propriedade, registro de Propriedade Rural Sustantável, porcentagem de animais descartados, licença ambiental, programa de Olho e QT Rural, infraestrutura da propriedade e aplicação do método, fidelidade.
No técnico destaque suicooper III produção segregada e normal foram critérios a conversão alimentar, mortalidade da propriedade e do transporte, lançamento de informações Smart, diagnóstico do trabalho operacional, licença ambiental, visita a produtores, registro de Propriedade Rural Sustentável, estrutura da propriedade e efetividade do método.
Os produtores destaque suicooper III produção segregada e normal avaliou-se a conversão alimentar, mortalidade da propriedade, porcentagem de suínos na faixa de peso 87 a 93, mortalidade no transporte, porcentagem da condena sanitária, licença ambiental, registro de Propriedade Rural Sustentável, programa de Olho e QT Rural, infraestrutura da propriedade e efetividade do método e fidelidade.
Na categoria cooperativas destaque suicooper III os critérios foram conversão alimentar (ano), mortalidade de propriedade (ano), mortalidade de transporte (ano), resultado DTO suíno ideal, peso de abate previsto/realizado, porcentagem de peso abate 87 a 93, registro de propriedade rural sustentável, pagamento ao produtor, índice de licenciamento ambiental, resultado DTO leilão ideal, uso de nutrição aurora e condena sanitária.
Fonte: Assessoria

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Reforma tributária passa a taxar insumos do agro e pressiona custos no campo
Tributação de até 10% sobre fertilizantes, sementes e defensivos preocupa setor produtivo.

Desde 1º de abril, insumos essenciais à produção agropecuária, como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, deixaram de contar com a isenção dos impostos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A mudança faz parte da reforma tributária, em vigor desde o início do ano. Diante do início da tributação, o Sistema Faep pede que o governo federal prorrogue o prazo para cobrança.
“O momento de iniciar a cobrança é totalmente descabido. Há diversos fatores geopolíticos que estão influenciando negativamente o fornecimento dos insumos, gerando transtornos no meio rural e alta dos custos ao produtor rural. Por isso, é necessária a revisão dessa medida e a prorrogação do prazo para a tributação”, diz o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Com o fim da isenção, esses insumos passaram a ser tributados em 0,925%, podendo chegar a até 10%, dependendo do regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, a medida encarece diretamente o custo de produção, especialmente em culturas intensivas em tecnologia, como soja, milho e algodão.
Esse aumento do imposto sobre fertilizantes ocorre em um momento em que Rússia e China, maiores fornecedores do produto no mundo, estão restringindo as exportações. O Brasil é diretamente impactado por esse cenário global. Atualmente, 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e restrições de oferta causadas por fatores geopolíticos, como conflitos internacionais.
Meneguette atenta para o fato de que, do ponto de vista econômico, tributar insumos estratégicos equivale a tributar a produção antes mesmo do plantio. Além disso, o resultado é um aumento do custo marginal da produção agrícola, que tende a se propagar ao longo de toda a cadeia, resultando em inflação e alta dos alimentos a população.
“É fundamental a suspensão temporária ou a prorrogação da cobrança de PIS e Cofins sobre fertilizantes e insumos estratégicos, enquanto persistirem condições adversas no mercado internacional. Isso é uma decisão estratégica para o setor continuar produzindo com qualidade e eficiência”, complementa o presidente do Sistema Faep.
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Copel cria canal exclusivo para produtor rural após articulação do Sistema Faep
Agricultores e pecuaristas relatam atendimento mais ágil, que permite reduzir impactos das quedas de energia e prejuízos no campo.

Desde 6 de abril, os produtores rurais do Paraná têm um canal exclusivo de comunicação com aCopel. O Copel Agro faz parte de um plano de ações da empresa voltado à redução dessas ocorrências no campo. A iniciativa atende a reivindicação do Sistema Faep, diante dos recorrentes episódios de queda de energia em áreas rurais do Paraná e dos prejuízos milionários dentro da porteira.
A expectativa é que, com o Copel Agro, as respostas aos produtores rurais sejam rápidas com atendimento das demandas com mais eficiência. O canal conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia para atender os agricultores. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970. O atendimento é exclusivo para produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com proteína animal, como frango, suíno, leite e peixe.
“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema Faep buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa.

Max Cancian aprovou o novo canal de comunicação da Copel, com resultados rápidos e atendimento humanizado
Apesar de estar disponível há poucos dias, o serviço já tem registrado resultados positivos. O produtor de tilápias Max Alberto Cancian, de Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, utilizou o novo canal e aprovou a iniciativa, principalmente o atendimento humanizado. “Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta.
Cancian relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, gerando prejuízos. “Já tive muitos equipamentos queimados por causa da oscilação. Esse tipo de perda até é ressarcido pela Copel, mas o gasto com diesel para manter o gerador ligado é alto e não é reembolsado, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, afirma. “Esse novo canal é uma ferramenta importante, mas o ideal é melhorar o serviço para que o produtor não precise acioná-la”, completa.

Depois de acumular prejuízos, Rosimeri Draghetti identificou melhoras no atendimento da Copel com o novo canal
A piscicultora Rosimeri Draghetti, de Santa Helena, também percebeu melhora no atendimento. Antes de adquirir um gerador, ela acumulou prejuízos com a mortalidade de peixes causada pela falta de energia. “A comunicação antes era muito ruim. Na propriedade não temos sinal de telefone, só internet, e o atendimento pelo WhatsApp demorava bastante. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, afirma.
Rosimeri lembra que as longas interrupções sempre geraram preocupação, mesmo com o uso de gerador. “A última queda foi às 22h30 e a energia só voltou às 7h43 do dia seguinte. Desta vez, voltou em duas horas. Isso é importante, pois o gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, relata.
Mais ações previstas
O plano elaborado pela Copel em parceria com o Sistema Faep e outras entidades do setor produtivo prevê um conjunto de ações voltadas à melhoria do atendimento e do fornecimento de energia no meio rural. Desde o início do ano, Sistema Faep, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas.
De acordo com Luiz Eliezer, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limite médio de oito horas sem energia por ano no Paraná. No entanto, nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais.
“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Eliezer.
As ações previstas serão implementadas a curto, médio e longo prazos e foram estruturadas com base em temas considerados prioritários: poda de vegetação, financiamento, reforço de equipe, comunicação, cadastro, capacitação técnica, tecnologia, geração distribuída, investimentos em subestações e cronograma.
Outro avanço envolve um projeto de lei que retira dos produtores rurais a responsabilidade pelo manejo da vegetação próxima às redes de energia elétrica. O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, altera a Lei Estadual 20.081/2019 e estabelece que a poda, manejo e supressão de árvores, em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passem a ser responsabilidade das concessionárias. O projeto já está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e deve ser aprovado ainda neste mês.
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Moatrigo 2026 debate efeitos das canetas emagrecedoras no mercado de alimentos
Engenheira de alimentos Cristina Leonhardt analisa como a difusão da semaglutida altera padrões de consumo, reduz ingestão de ultraprocessados e pressiona reformulações no setor de alimentos.

A popularização dos medicamentos agonistas de GLP 1, impulsionada pela recente expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, pode transformar o setor alimentício no Brasil, tanto nos padrões de consumo quanto nas estratégias das empresas. O tema integra a programação do Moatrigo 2026, que será realizado na segunda-feira (13), em Curitiba (PR), promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo PR), reunindo lideranças e representantes da cadeia moageira do trigo.

Foto: Divulgação/Freepik
A palestra “O impacto dos medicamentos GLP 1 nos negócios de alimentos brasileiros” será conduzida por Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos com mais de 20 anos de experiência em inovação. Cristina apresentará uma leitura técnica e atualizada sobre como esses medicamentos, originalmente indicados para diabetes, mas amplamente usados para emagrecimento, estão mexendo com padrões de consumo e desafiando empresas de alimentos no país.
Mudanças de consumo já aparecem nos dados
Estudos indicam redução consistente na ingestão entre usuários dos GLP 1 e uma alteração clara nas escolhas alimentares. As tendências mostram queda na procura por processados, maior interesse por alimentos frescos e ácidos e impacto direto em categorias como snacks salgados, uma das mais sensíveis ao novo padrão.
Segundo Cristina, parte dessas mudanças permanece mesmo após o fim do tratamento, o que sinaliza efeitos estruturais para o setor, e

Foto: Divulgação/Freepik
não apenas um ajuste momentâneo.
A palestra também discutirá como empresas de alimentos já começam a reagir ao movimento, com desenvolvimento de produtos mais alinhados a esse novo perfil de consumo, incluindo itens ricos em fibras e proteínas. A especialista apresentará ainda caminhos estratégicos e éticos para que as fabricantes brasileiras se adaptem a diferentes cenários futuros.
