Notícias Bovinos
Destaques da raça Nelore são premiados na Nelore Fest
Durante o evento também foram conhecidos os vencedores do Circuito Nelore de Qualidade – edições 2020 e 2021

Os criadores Dorival Gibertoni (Fazenda Santa Terezinha) e Thiago Rocha Lopes (CRL Agropecuária) foram os vencedores do Ranking Nacional Nelore 2020/2021, realizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB). Gibertoni ficou com a Medalha de Ouro de Melhor Expositor Nelore e Medalha de Ouro Melhor Supremo Nelore e a CRL levou para sua propriedade a Medalha de Ouro Melhor Criador Nelore. Dalila Cleopath Toledo (Nelore Da-Car) venceu como Melhor Criador e Melhor Expositor Nelore Mocho no Ranking Nacional 2020/2021.
A premiação foi entregue aos criadores na Nelore Fest – O Oscar da Pecuária, evento realizado em São Paulo e que encerra as atividades da raça Nelore no ano.
“A Nelore Fest 2021 representou um grande reencontro. Após dois anos muito difíceis, foi o momento de valorizar os criadores que, com seu empenho diário e investimento na raça Nelore, contribuem para fortalecer esse gigante, que representa cerca de 80% do rebanho bovino brasileiro. Devido à sua importância, solicitamos ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) tornar a raça Nelore Patrimônio Nacional porque, efetivamente, ela o é”, disse Nabih Amin El Aouar, presidente da ACNB.
A Nelore Fest premiou os melhores do Ranking Nacional Nelore e Nelore Mocho de 2019/2020 e de 2020/2021. Dalila Toledo também foi Melhor Criador e Melhor Expositor Nelore Mocho de 2019/2020. A Rima Agropecuária foi Melhor Criador, Melhor Expositor e Melhor Supremo Nelore de 2019/2020.
Além dessas premiações, que compõem a Liga dos Campeões Nelore, a Nelore Fest foi o palco para destacar os vencedores da Super Copa Nelore, Copa Inter-Regional (Copa do Atlântico), Melhores Animais, e Melhores Criadores e Expositores Regionais Nelore e Nelore Mocho 2019/2020 e 2020/2021.
O melhor criador e melhor expositor Nelore e Nelore Mocho do Ranking Nacional Nelore da Bolívia 2021, Osvaldo Monastério Rek, também foi homenageado no evento.
A Nelore Fest – O Oscar da Pecuária também reconheceu pessoas e empresas que contribuem para o fortalecimento da pecuária e da raça. Leonardo Matsuda, Leonardo Cerise e Victor Sami, do Grupo Matsuda, receberam o troféu Nelore de Ouro na categoria Nova Geração Empresarial; o Canal do Criador foi agraciado como Incentivador da Raça; Marco Túlio Duarte Soares foi destaque em Promoção da Carne Nelore; Vilemondes Garcia de Andrade Filho mereceu o prêmio Compromisso com o Nelore; e a Família Leopoldino (João e Abel Leopoldino) foi reconhecida como Família Nelorista.
Circuito Nelore de Qualidade
Durante o evento também foram conhecidos os vencedores do Circuito Nelore de Qualidade – edições 2020 e 2021:
Medalha de Ouro Melhor Compra de Gado 2020 – Equipe de Originação Friboi Naviraí (MS)
Medalha de Ouro Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas 2020 – Braz Aristeu de Lima
Medalha de Ouro Melhor Lote de Carcaças de Machos 2020 – Sérgio Przepiorka
Medalha de Ouro Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas Terminadas em Pastagens 2020 – Fazenda Amoreira
Medalha de Ouro Melhor Lote de Carcaças de Machos Terminados em Pastagens 2020 e Melhor Lote de Machos Castrados 2020 – Jatobá Agricultura e Pecuária
Medalha de Ouro Melhor Compra de Gado 2021 – Equipe de Originação Friboi Mozarlândia (GO)
Medalha de Ouro Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas 2021 – Irineu Marcos Parmeggiani
Medalha de Ouro Melhor Lote de Carcaças de Machos 2021 – Adilton Boff Cardoso
Medalha de Ouro Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas Terminadas em Pastagens 2021 – Irineu Marcos Parmeggiani
Medalha de Ouro Melhor Lote de Carcaças de Machos Terminados em Pastagens 2021 – Agropecuária Pontal
Medalha de Ouro Melhor Lote de Carcaças de Machos Castrados 2021 – Agropecuária Ramawi
Medalha de Ouro Lote de Carcaças de Machos com Pai Identificado 2021 – Fazenda Boa Vista (progênie do Touro Okinawa do SNI)

Notícias
Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho
Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.
Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB
“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.
O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.
Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.
Notícias
Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja
Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.
O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.
Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.
Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho
Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.
Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.
Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.
Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.
A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.
Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.
Colunistas
Seu contrato de arrendamento pode ser extinto
Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).
Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.
Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.
Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.
A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.
Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.
Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.
E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.
Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.



