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Despedida ao pai da suinocultura em Mato Grosso do Sul

Além de pecuarista e agricultor, Arão foi pioneiro na suinocultura de Mato Grosso do Sul e na aplicação de inovações na atividade. Seu velório acontecerá no cemitério Memorial Park em Campo Grande (MS), entre 11h30 e 16 horas, em seguido será sepultado.

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Fotos; Divulgação/Asumas

A Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores (Asumas) lamenta profundamente a morte do vice-presidente da entidade, Arão Antônio de Moraes, nesta sexta-feira (18), vítima de infarto. Além de pecuarista e agricultor, Arão foi pioneiro na suinocultura de Mato Grosso do Sul e na aplicação de inovações na atividade. Sua família saiu de Iraí (RS), há mais de quatro décadas, em busca de oportunidades e escolheram Mato Grosso do Sul para empreender no agronegócio. “Não estávamos em busca de aventuras, mas de uma vida nova e de oportunidades”, dizia Arão.

Iniciaram cultivando lavoura e logo estenderam para suinocultura, na Fazenda Rancho Alegre, localizado no distrito de Anhanduí, 47 quilômetros de Campo Grande.

A suinocultura em Mato Grosso do Sul só começou a se desenvolver a partir de 1992, quando suinocultores independentes se juntaram com a Famasul e Sindicato Rural de Campo Grande, buscando junto ao Governo do Estado incentivo fiscal que atraísse a agroindústria. Observando esse desenvolvimento e a chegada de indústrias e construções de frigoríficos, a família resolve começar a investir mais pesado e se preocupar com as instalações e infraestrutura, criando assim a granja, que completa trinta anos em 2022.

Inovação e Sustentabilidade

Um dos grandes destaques dirigidos pelo Arão na Rancho Alegre foi a criação, em 2004, do projeto de mecanismo e desenvolvimento limpo, que por meio de biodigestores processam os dejetos dos animais – produzindo assim biogás e fertilizantes, que além de impedir a contaminação do lençol freático e a poluição da atmosfera, por meio do gás metano, o sistema pode ser aproveitado para gerar energia elétrica.

Com esse processo a família passou a investir mais na bovinocultura de corte, setor dirigido até hoje pela filha do Arão, Eleíza Arão. Com suporte da suinocultura ela relata que a propriedade passou a ter uma economia de mais de R$ 100 mil mensais com conta de energia elétrica, já que este recurso passou a ser gerado na propriedade, e sobre a manutenção das pastagens que foi outra vantagem conquistada depois da instalação de biodigestores.

“Nosso sistema de fertirrigação nos permite em um pasto onde qualquer pecuarista colocaria 3 cabeças de gado por hectare, conseguimos 10 em período de chuva. Temos um sistema maravilhoso, os dejetos do porco retornam em biogás e biofertilizantes, com os geradores conseguimos abastecer 100% da propriedade, ou seja, abastecemos com energia elétrica as 20 casas das famílias que vivem aqui, toda a granja, os secadores de grãos e a fábrica de ração”, comemora a pecuarista.

A instalação dos biodigestores não trouxe apenas produção sustentável e energia elétrica, com a economia gerada, foi possível investir na atividade, o que automaticamente gerou um impacto positivo para região. Hoje, de acordo com a família, a granja possui mais de 2.700 matrizes, com cerca de 84 funcionários, além de gerar mais de 1344 empregos indiretos.

Mulheres

Com incentivo do senhor Arão, a matriarca da família, Jussara Feltrin Moraes, dividiu a administração dos negócios, junto da Eleíza, e juntas decidiram investir na contratação de outras mulheres para as atividades. Segundo Jussara a participação feminina proporcionou melhorias expressivas nos resultados da atividade e atualmente as mulheres representam 30% da mão de obra empregada.

Despedida

A Asumas lamenta profundamente a morte de Arão Antônio de Moraes, um precursor da suinocultura sustentável do Estado. A entidade deixa o reconhecimento ao ex-presidente, que dirigiu a Asumas de 2008 a 2016, além de outros cargos na diretoria em outras gestões.

Seu velório acontecerá no cemitério Memorial Park, entre 11h30 e 16 horas. O sepultamento acontecerá às 16h30. Memorial Park – R. Francisco dos Anjos, 442 – Universitário, Campo Grande (MS), 79070-190.

Fonte: Assessoria

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Super El Niño tem formação captada por satélites espaciais; veja o vídeo

Vídeo divulgado pela Agência Espacial Europeia mostra as primeiras anomalias de temperatura no Oceano Pacífico e revela como pequenas mudanças podem desencadear impactos climáticos em escala global.

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Reprodução/ESA

Pela primeira vez, o surgimento de um novo episódio de Super El Niño pode ser acompanhado em detalhes a partir do espaço. Um vídeo divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA) revela as primeiras alterações na temperatura da superfície do Oceano Pacífico e mostra como um dos fenômenos climáticos mais influentes do planeta começa a se formar.

As imagens foram produzidas a partir de dados coletados por satélites entre os dias 1º e 07 de junho. O material destaca anomalias térmicas, diferenças entre as temperaturas registradas atualmente e a média observada entre 1991 e 2020, consideradas pelos cientistas um dos primeiros sinais do fenômeno.

Reprodução/Nasa

Embora as variações de temperatura pareçam discretas, elas têm grande relevância para o equilíbrio climático global. Isso porque os oceanos armazenam enormes quantidades de calor e pequenas mudanças podem alterar significativamente a troca de energia entre o mar e a atmosfera.

Segundo a ESA, o uso das anomalias permite identificar com maior precisão as fases iniciais do El Niño. “O fenômeno geralmente começa como uma mudança sutil em relação ao que é considerado normal”, explica a agência. Por isso, a comparação com uma média histórica ajuda a evidenciar transformações que, à primeira vista, passariam despercebidas.

O El Niño ocorre quando os ventos alísios, que normalmente empurram as águas superficiais do Pacífico para Oeste,  enfraquecem. Com isso, águas mais quentes se deslocam em direção à Costa Oeste da América do Sul, modificando a circulação atmosférica e alterando os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.

Os efeitos costumam ser sentidos em diferentes continentes. Dependendo da intensidade do fenômeno, podem ocorrer ondas de calor mais severas, secas prolongadas, chuvas excessivas e tempestades mais intensas, com impactos sobre a agricultura, a disponibilidade de água, a geração de energia e a economia.

Pesquisadores também alertam que o aquecimento global pode influenciar a frequência e a intensidade desses eventos, ampliando seus efeitos e tornando os extremos climáticos ainda mais pronunciados.

Fonte: O Presente Rural
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NOAA vê risco de Super El Niño e mercado acompanha impactos sobre as safras

Fenômeno climático pode elevar temperaturas e alterar o regime de chuvas em diversas regiões produtoras do mundo, com reflexos sobre culturas tropicais e preços das commodities agrícolas.

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Foto: Divulgação

A possibilidade de um Super El Niño voltou ao radar dos produtores rurais e dos mercados agrícolas internacionais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a formação do fenômeno e indicou que há 63% de probabilidade de ele atingir forte intensidade até 2027.

Foto: Divulgação

Caso a projeção se confirme, o fenômeno poderá alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas em importantes regiões produtoras do mundo, influenciando a oferta global de alimentos e o comportamento dos preços agrícolas.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Oriental, provocado pelo enfraquecimento dos ventos alísios. O fenômeno ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e costuma durar entre nove e 12 meses.

Mudanças no clima afetam produção agrícola

Os efeitos do El Niño não se distribuem de forma uniforme pelo planeta. Historicamente, o fenômeno está associado a períodos de seca em regiões do Sul e Sudeste da Ásia, Austrália e África Austral, ao mesmo tempo em que favorece chuvas acima da média em áreas do sul da América do Sul e dos Estados Unidos.

Essas alterações climáticas têm impacto direto sobre a agricultura, especialmente em culturas tropicais, conhecidas

Foto: Jose Fernando

no mercado internacional como “soft commodities”. Nesse grupo estão produtos como café, açúcar, cacau, algodão e suco de laranja, cujas produtividades são altamente sensíveis a mudanças de temperatura e disponibilidade de água.

Secas prolongadas, ondas de calor ou excesso de chuvas podem comprometer a produtividade, atrasar colheitas e alterar a qualidade dos produtos, reduzindo a oferta global.

Mercado acompanha riscos para as commodities

Além dos efeitos sobre a produção, episódios anteriores de El Niño costumam influenciar os preços agrícolas.

Foto: Divulgação

Historicamente, os mercados registraram valorização de diversas commodities em períodos marcados pelo fenômeno, especialmente quando eventos climáticos extremos afetaram grandes países produtores.

A preocupação atual é ampliada pelo ambiente já desafiador enfrentado pelos agricultores em várias regiões do mundo. Custos elevados de produção, oscilações nos preços dos fertilizantes e do diesel e as tensões geopolíticas recentes aumentam a sensibilidade do mercado a qualquer risco climático adicional.

Especialistas observam que ainda é cedo para estimar a intensidade dos impactos sobre cada cultura. No entanto, a confirmação do fenômeno pela NOAA e a possibilidade de um episódio mais intenso colocam novamente o clima entre os principais fatores de atenção para produtores, tradings e investidores.

Se o El Niño ganhar força nos próximos meses, as consequências poderão ir além das lavouras, influenciando preços de alimentos, fluxos de comércio internacional e a rentabilidade de diversas cadeias do agronegócio.

Fonte: O Presente Rural
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Cooperativas passam a ter acesso a fundos regionais e ganham reconhecimento como patrimônio cultural do Brasil

Novas leis ampliam as fontes de financiamento para projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e reconhecem oficialmente a contribuição histórica do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

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O cooperativismo brasileiro ganhou duas novas legislações a partir desta quarta-feira (17). Publicadas no Diário Oficial da União, a Lei Complementar nº 231 e a Lei nº 15.433 ampliam o acesso das cooperativas a recursos de fundos regionais de desenvolvimento e reconhecem oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

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A Lei Complementar nº 231 inclui as cooperativas entre os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Já a Lei nº 15.433 estabelece que o cooperativismo integra o patrimônio cultural brasileiro e determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie seu desenvolvimento, conforme previsto na Constituição Federal.

As duas medidas têm potencial para ampliar investimentos em setores estratégicos, especialmente no agronegócio, agroindústria e infraestrutura, além de reforçar o papel econômico e social desempenhado pelas cooperativas em diferentes regiões do país.

Acesso a recursos

A principal mudança econômica vem com a Lei Complementar nº 231. Com a nova regra, as cooperativas organizadas de acordo com a legislação específica do setor passam a poder acessar recursos dos fundos regionais para financiar projetos produtivos.

Na prática, a medida amplia as fontes de financiamento para investimentos em agroindústria, armazenagem,

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infraestrutura, logística e outras iniciativas com potencial de gerar emprego e renda.

Os fundos regionais têm justamente a função de estimular atividades produtivas e reduzir desigualdades econômicas, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Para o cooperativismo agropecuário, a mudança abre novas possibilidades de investimentos em cadeias produtivas que já têm forte presença nessas regiões.

Foto: Divulgação

Reconhecimento cultural

A segunda medida publicada é a Lei nº 15.433, que reconhece oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

O texto destaca a contribuição histórica do modelo para a formação econômica e social do país e associa o cooperativismo a valores como colaboração, ajuda mútua, participação democrática e gestão coletiva.

Além do reconhecimento simbólico, a lei determina que o Estado assegure a livre atuação das cooperativas e incentive seu desenvolvimento, em consonância com os princípios previstos na Constituição Federal.

Importância econômica

O reconhecimento institucional ocorre em um momento de expansão do cooperativismo brasileiro.

Foto: Shutterstock

No agronegócio, as cooperativas respondem por parcela expressiva da produção e exportação de grãos, carnes, leite e diversos outros produtos. Também desempenham papel relevante na assistência técnica aos produtores, no fornecimento de insumos e no acesso ao crédito.

Com maior acesso a recursos e respaldo legal ampliado, o setor ganha novos instrumentos para investir e ampliar sua participação no desenvolvimento econômico regional e nacional.

Fonte: O Presente Rural
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