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Bovinos / Grãos / Máquinas Pecuária

Desmama racional diminui estresse e melhora bem-estar

Essa forma de desmama, chamada de racional, diminui o estresse causado pela separação e melhora o bem-estar

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Arquivo/OP Rural

Avaliações de temperamento realizadas na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos, SP, apresentaram resultados satisfatórios em bezerros desmamados de forma menos estressante. A reatividade foi menor do que a dos bovinos desmamados pelo método tradicional. Os bezerros de corte, com cerca de oito meses de idade, são separados da vaca apenas por um corredor, em pastos diferentes, onde a mãe e o filho mantêm contato visual, auditivo e olfativo. Essa forma de desmama, chamada de racional, diminui o estresse causado pela separação e melhora o bem-estar.

Segundo a pesquisadora Cíntia Marcondes, existem diversos métodos de desmama. No tradicional, o bezerro é apartado da mãe e levado a locais distantes, para que não haja nenhum tipo de contato. Para minimizar o estresse, é comum o pecuarista colocar algumas vacas (que não são suas mães) junto aos bezerros para servirem de “madrinhas”. No entanto, os problemas causados pela separação continuam.

Na desmama tradicional é comum que tanto as vacas como os bezerros permaneçam vocalizando durante dias. Muitos animais, ao ouvirem o berro dos filhos, arrebentam cercas para irem ao seu encontro. Nesse percurso, há grandes chances de sofrerem acidentes. Além disso, os animais passam mais tempo caminhando e estressados. Com isso, deixam de se alimentar, ruminar e descansar, causando prejuízos econômicos ao produtor. O estresse reduz o ganho de peso do bezerro e afeta sua imunidade, deixando-o mais vulnerável a doenças.

Para confirmar os benefícios da desmama racional, são realizadas avaliações de temperamento. No teste são analisadas informações de reatividade animal em ambiente de contenção móvel. Os animais submetidos a desmama racional foram menos reativos que o grupo da tradicional. Bovinos reativos têm menor ganho de peso diário, desempenho reprodutivo inferior, resistência mais baixa a ecto e endoparasitas que animais mansos. Além disso, o manejo é mais difícil e os riscos de acidentes de trabalho são mais altos.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de agosto/setembro de 2019 ou online.

Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste
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Bovinos / Grãos / Máquinas Mercado

Arábia Saudita habilita oito novos frigoríficos para exportação de carne bovina

Em setembro, Tereza Cristina visitou o país negociando a abertura de mercado para produtos agropecuários brasileiros

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Arquivo/OP Rural

A autoridade sanitária saudita – SFDA (Daudi Food and Drug Authority) – habilitou oito novos estabelecimentos para a exportação de carne bovina brasileira e seus produtos para a Arábia Saudita. Em setembro deste ano, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, esteve naquele país negociando a abertura de mercado para produtos agropecuários brasileiros.

Segundo a ministra, a habilitação de novos frigoríficos é resultado da recente viagem do presidente Jair Bolsonaro à Arábia Saudita. “Isso faz parte de toda a abertura que o Ministério da Agricultura vem fazendo juntamente com o governo federal”, disse Tereza Cristina, acrescentando que “essa é uma ótima notícia para começar bem a semana”.

Em 2018, as exportações de produtos agropecuários brasileiros para a Arábia Saudita renderam US$ 1,7 bilhão. Foram mais de 2,9 milhões de toneladas. A carne de frango representou 47,4% do valor vendido (US$ 804 milhões e 486 mil toneladas). Os principais produtos exportados para os sauditas são carne de frango (in natura), açúcar de cana (bruto), carne bovina (in natura), soja (grão e farelo), milho, açúcar refinado e café (solúvel e verde).

Foram habilitados: Frigorífico Fortefrigo (Paragominas, Pará), Frigorífico Better Beef (Rancharia, São Paulo), Rio Grande Comércio de Carnes Ltda (Imperatriz, Maranhão), Plena Alimentos (Pará de Minas, Minas Gerais), Indústria e Comércio de Alimentos Supremo (Ibirité, Minas Gerais), Frigol (São Félix do Xingu, Pará), Maxi Beef Alimentos do Brasil (Carlos Chagas, Minas Gerais) e Distriboi – Indústria, Comércio e Transporte de Carne Bovina (Ji-Paraná, Rondônia).

Fonte: MAPA
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Bovinos / Grãos / Máquinas Pecuária

Práticas de manejo racional têm efeito positivo na produtividade de bovinos

São vacinas, antiparasitários, suplementos e medicamentos que produzem cada vez menos efeitos colaterais e melhoram os índices zootécnicos dos animais

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Divulgação/Sindan

A rotina das atividades agropecuárias causa estresse aos bovinos, já que fatores simples como a adaptação a novos ambientes, convivência com outros animais, vacinação, desmame e contenções nos currais podem afetar o equilíbrio do organismo. A atenção dos pecuaristas deve estar voltada para esses momentos críticos, para que os animais sejam expostos ao menor número de situações estressantes ao longo de sua vida e de menor intensidade possível.

As empresas de saúde animal desenvolvem constantemente soluções modernas, que minimizam o incômodo dos animais e aumentam sua resistência para enfrentar os desafios diários”, aponta Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindicato Nacional Da Indústria De Produtos Para Saúde Animal (Sindan). “São vacinas, antiparasitários, suplementos e medicamentos que produzem cada vez menos efeitos colaterais e melhoram os índices zootécnicos dos animais. Garantir a segurança sanitária das fazendas é fundamental para o conforto dos animais e aumento de produtividade”, complementa o dirigente.

Doenças infecciosas e parasitárias, desidratação, desnutrição, temperatura, flutuações hormonais e metabólicas também atrapalham o equilíbrio do rebanho. Octaviano Pereira Neto, consultor técnico da Elanco, empresa integrante do Comitê de Ruminantes do Sindan, destaca que um animal estressado reduz sua produtividade. “O desconforto causado no animal resulta em alterações no seu status imunitário, bem como um menor consumo de matéria seca, desencadeando menor ganho de peso diário e eficiência alimentar, pois os nutrientes serão utilizados para combater o estresse e trazer o organismo de volta ao equilíbrio o mais rápido possível”, explica o especialista.

O planejamento da infraestrutura da fazenda e a capacitação dos colaboradores quanto à adoção de técnicas básicas de manejo mais humanitárias e racionais também devem fazer parte das rotinas do pecuarista em relação ao bem-estar animal. “Reduzir situações que possam gerar dor ou estresse físico e mental aos animais, garantir iluminação adequada, oferta constante de água, sombra e alimentação de alto valor nutricional é o começo para uma resposta positiva do rebanho e alto retorno econômico ao negócio”, explica Octaviano Pereira Neto.

“O consumidor final também se interessa em saber como o animal é tratado e o avanço de sistemas de certificação focados no bem-estar como ponto de avaliação comprova isso. O setor precisa estar preparado para colaborar cada vez mais com esse processo e garantir o fortalecimento da cadeia”, enfatiza Emilio Salani, vice-presidente executivo do Sindan.

Outras notícias você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2019.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas Grãos

Abiove prevê segunda maior safra de soja da história em 2020

Cálculos apontam uma safra de 122,8 milhões de toneladas e recorde no processamento de 44 milhões de toneladas

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Divulgação/AENPr

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou, nesta sexta-feira (08), as estatísticas mensais do complexo soja e também a primeira projeção para 2020, com um cenário promissor. Os cálculos apontam uma safra de 122,8 milhões de toneladas, segunda maior da história, e recorde no processamento de 44 milhões de toneladas.

Estima-se também recorde no consumo interno de farelo de 16,9 milhões de toneladas, em função da maior produção de aves e suínos, e no de óleo, 8,7 milhões de toneladas, especialmente por conta do B12 a partir de março. A Abiove prevê que a produção do biodiesel aumente em cerca de 20% em 2020, o que deve gerar uma movimentação financeira de R$ 19 bilhões.

Com relação ao ano de 2019, em conformidade com o que tem sido observado até setembro, projeta-se uma queda de 0,7% no processamento de soja no Brasil alcançando 42,9 milhões de toneladas e leve redução no consumo doméstico de óleo de soja devido ao menor uso do produto para outros fins que não para o biodiesel.

Fonte: Assessoria
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