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Notícias Mercado

Desgaste das pastagens pressiona preços do boi gordo na semana

Mercado físico do boi gordo teve preços mais baixos nesta semana

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico do boi gordo teve preços mais baixos nesta semana. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a capacidade de retenção das boiadas no pasto não é a mesma neste período de final de safra, diante do maior desgaste das pastagens. “Com isso, não resta outra alternativa ao pecuarista que não colocar o gado para a venda”, assinalou.

Já no final da semana houve um repique pontual nos preços em algumas regiões, com os frigoríficos enfrentando dificuldades para pressionar o pecuarista, resultado de uma oferta mais discreta no final de uma safra marcada pela retenção de matrizes

“A demanda doméstica de carne bovina, contudo, permanece enfraquecida, ainda um desdobramento das estratégias de distanciamento social que vigoram em relevantes centros de consumo, a exemplo de São Paulo. A China permanece muito atuante no mercado, comprando volumes significativos de proteína animal neste ano, prerrogativa que deve se sustentar no curto e no médio prazo”, assinalou.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 21 de maio:

  • São Paulo (Capital) – R$ 191 a arroba, na comparação com R$ 193 a arroba em 14 de maio (-1%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 180 a arroba, inalterado.
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 184 a arroba, ante R$ 185 a arroba (-0,54%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 176 a arroba, contra R$ 177 a arroba (-0,56%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 172 a arroba, ante R$ 174 a arroba (-1,15%).

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Brasil

Semeio de trigo no Sul é favorecido pelas chuvas em importantes regiões produtoras

Diante disso, estimativas já passam a indicar produção elevada

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Arquivo/OP Rural

O cultivo da nova safra de trigo segue avançando no Sul do País, devido ao clima favorável. Segundo agentes colaboradores do Cepea, choveu em importantes regiões produtoras do Brasil, melhorando a umidade do solo, o que deve fazer com que este início de junho seja marcado pela intensificação dos trabalhos no campo.

Diante disso, estimativas já passam a indicar produção elevada. Mas, enquanto isso, a escassez de trigo no mercado nacional e a demanda aquecida mantêm firmes as importações do cereal. Assim, o mercado doméstico segue operando com volume restrito e valores firmes.

Fonte: Cepea
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Notícias Opinião

Exportações brasileiras de carne suína in natura e a recuperação da China

Ano promissor para a suinocultura brasileira ficou em xeque, aguardando os possíveis desdobramentos

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Jairo Backes/Embrapa

 Artigo escrito por Alvimar Lana e Silva Jalles, médico veterinário e consultor de mercado da Asemg

O déficit de carnes na China, projetado para 2020, iniciou o ano em mais de 11 milhões de toneladas devido ao efeito da Peste Suína Africana/PSA que provocou importante redução no plantel daquele país. O número é tão grande que é capaz de afetar o mercado de todas as carnes no mundo inteiro, o que dirá o próprio mercado de carne suína em exportadores preferenciais como o Brasil.

No meio desse trajeto, uma pandemia como há mais de 100 anos não acontecia colocou tudo em suspense, deixando o planeta preocupado com sua saúde e sua economia. O ano promissor para a suinocultura brasileira ficou em xeque, aguardando os possíveis desdobramentos.

Em final de janeiro, quando a doença começava a se espalhar, o governo chinês colocou Wuhan e 14 outras cidades da província de Hubei em quarentena forçada, impedindo o movimento de mais de 60 milhões de pessoas. No ponto alto da crise, calcula-se que 780 milhões de chineses – mais da metade da população – estava sob algum tipo de restrição, sejam auto impostas ou determinadas pelo Estado. O isolamento social na própria China foi na nos meses de fevereiro e março.

Nós monitoramos as compras chinesas de carne suína através dos dados obtidos de seus principais fornecedores somados aos embarques para Hong Kong: Europa, Estados Unidos, Canadá e Brasil. Foi com alguma surpresa que, no mês de março, segundo mês das medidas de restrição na China devido à Covid-19, as vendas desses referidos países, somadas, bateram recordes de embarques. Esse evento está totalmente alinhado com a hipótese que defendemos de que os alimentos não são produtos de consumo facultativo e sim essenciais.

Agora, no fechamento das exportações de carne suína in natura do Brasil, do mês de maio, para todos os destinos, vemos um recorde absoluto de 90.722 toneladas. Isso representa 37,6% acima do recorde anterior que era de dezembro de 2019 de 65.927 toneladas. Notícias extraoficiais informam que as vendas já efetuadas para embarques em junho estão também em ritmo excepcional.

Paralelo a isso, também foram divulgados na China os dados da pesquisa do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), que subiu de 49,4 em abril para 50,7 em maio, de acordo com os dados divulgados pelo grupo de mídia Caixin, em parceria com o instituto de pesquisas Markit. O índice PMI tem por objetivo medir as expectativas em relação à economia como um todo, sendo feito em vários países. O valor de 50 é o ponto de inflexão que separa a economia em expansão ou em contração. Essa leitura, a mais alta dos últimos quatro meses, é reflexo da reabertura das empresas após o término da fase mais crítica da pandemia de coronavírus no país.

A divulgação dos dados confirmou ainda que esse mês registrou o maior aumento na produção desde janeiro de 2011, graças à retomada. Isso é muito positivo para o ritmo das importações chinesas de carne suína e seus efeitos benéficos ao setor, no Brasil.

Fonte: Assessoria
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Notícias Sanidade

Vazio sanitário da soja começa em 10 de junho no Paraná

Medida é essencial para o manejo e controle da ferrugem asiática, principal praga que ataca a cultura

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Divulgação/AENPr

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), órgão pertencente à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, alerta os produtores paranaenses sobre o período do vazio sanitário da soja, que começa em 10 de junho e vai até 10 de setembro. A medida é determinada pela Portaria número 342/2019 da Adapar. Nesse período, fica proibido cultivar, manter ou permitir a presença de plantas vivas de soja em qualquer estágio vegetativo.

Essa é uma medida essencial para o manejo e controle da ferrugem asiática, principal praga que ataca a cultura. “A estratégia ajuda a diminuir a presença contínua de esporos do fungo causador da ferrugem no campo, principalmente na entressafra, pois ele permanece ativo em plantas vivas de soja, em plantas guaxas”, explica a engenheira agrônoma e fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar, Marlene Soranso.

A mesma Portaria fixa a data de 15 de maio como prazo final para colheita ou interrupção do ciclo da soja. “O período que antecede o vazio sanitário da cultura é necessário para que os produtores, armazéns e responsáveis por estradas e ferrovias, por exemplo, possam realizar a limpeza e a eliminação das plantas vivas de soja”, diz o gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezende Young Blood.

Reduz químico

O manejo reduz a presença de esporos no ambiente e permite que as plantas de soja se desenvolvam, inicialmente, com baixa população da praga no campo. “Isso contribui para a redução da quantidade de aplicação de produtos químicos para o controle da doença e, ainda, para evitar que o fungo desenvolva resistência às moléculas agroquímicas”, explica.

A Adapar está alinhada com o Programa Nacional de Controle de Ferrugem Asiática da Soja do Ministério da Agricultura. “Seguimos o fortalecimento do sistema de produção agrícola da soja com a defesa sanitária vegetal”, diz o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

Produção

A expressividade da cultura da soja no Paraná, segundo maior produtor nacional, comprova a necessidade de preservação dessa cadeia produtiva. Na safra 2019/20 foram produzidas 20,7 milhões de toneladas em 5,5 milhões de hectares, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Segundo estudos da Embrapa Soja, quando não são tomadas as medidas de manejo e controle adequadas, as perdas na produção causadas pela ferrugem asiática podem chegar a 75%.

Fonte: AEN/Pr
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