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Notícias Profissional da área de proteína animal

Descubra as três competências indispensáveis para o sucesso na indústria de aves e suínos

A academia é um programa de formação e atualização voltado para quem trabalha diretamente com empresas, cooperativas e criadores e vai abordar três pilares essenciais: métodos e técnicas de extensão rural, aprendizagem e comunicação assertiva.

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Foto: O Presente Rural

O desafio é alcançar conhecimento técnico de todo o processo, ter o domínio do método de extensão e da gestão. Além de liderança e atitude para fazer as coisas acontecerem. Esse será o grande objetivo perseguido por extensionistas rurais e profissionais do fomento da cadeia produtiva de proteína animal de aves e suínos do Brasil inteiro, dentro da Academia do Fomento, evento que será realizado no dia 22 de outubro deste ano, no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, em Foz do Iguaçu (PR).

A academia é um programa de formação e atualização voltado para quem trabalha diretamente com empresas, cooperativas e criadores e vai abordar três pilares essenciais: métodos e técnicas de extensão rural, aprendizagem e comunicação assertiva.

A extensão rural tem o intuito de garantir a qualidade da produção, gerando emprego, renda, melhora da qualidade de vida no campo e, consequentemente, implicando resultados positivos nas regiões de todo o país. Além disso, o extensionista está sempre próximo ao agricultor e a agricultura familiar, apoiando, socializando saberes, inovações tecnológicas e políticas públicas, para melhorar a qualidade do trabalho e abrir novas oportunidades de mercados para a comercialização dos produtos. Os extensionistas ainda fazem o trabalho de auxiliar os agricultores a terem uma produção sustentável sob os aspectos econômicos, ambientais e sociais.

Extensionista rural é o profissional que atua como esse agente de desenvolvimento no campo, sendo geralmente ligado às ciências agrárias, como agrônomos, veterinários, zootecnistas, engenheiros florestais. O extensionista pode também ser de várias outras formações como nutricionistas, assistentes sociais, turismólogos, economistas domésticos e outras formações que possam contribuir para a dinâmica produtiva e social da área rural.

O Extensionista Rural serve como um elo entre a pesquisa científica, instituições de ensino e os produtores rurais, adaptando e aplicando o conhecimento técnico às realidades e necessidades específicas de cada região ou comunidade. Ele também pode ajudar a organizar cooperativas, associações e outras formas de organização social no campo, promovendo a integração e a cooperação entre os agricultores.

“O foco nas pessoas que atuam no setor é o começo certo para a sustentabilidade e estabilidade deste equilíbrio tão necessário nos processos agrícolas. E é crescente a demanda da produção agropecuária, que tem desafiado o setor a cada dia, para manter a cadeia integrada e equilibrada’, fala Kali Simioni, especialista em Extensão Rural e que vai estar presente em Foz do Iguaçu.

A Academia do Fomento tem como principal objetivo capacitar e aprimorar as habilidades dos profissionais envolvidos na extensão rural, com foco na Indústria de Aves e Suínos. O propósito central é proporcionar um entendimento mais profundo do contexto dos produtores rurais, abordando suas necessidades e os desafios diários, enquanto desenvolve técnicas eficazes de comunicação para estabelecer uma interação colaborativa entre extensionistas e produtores. Também visa promover o fortalecimento dos setores de aves e suínos, incentivando a adoção de práticas sustentáveis e contribuindo para o aumento da produtividade de maneira responsável e equilibrada com os recursos naturais.

“O maior legado de projetos de extensão rural não tem sido somente a melhoria dos resultados zootécnicos. Mas a evolução dos extensionistas, que se transformam de auditores de manejo para autênticos agentes transformadores de melhoria de resultado. E, para nós da Vibra, não significa somente uma baixa conversão alimentar, mas melhorar a vida do nosso integrado, buscando sustentabilidade financeira e social”, cravou Otavio Conde, Diretor da Vibra.

Porém a Academia vai tratar de outros vários temas essenciais, como inteligência emocional, comunicação verbal e não verbal, técnicas de persuasão e processos de aprendizagem do adulto. “A Academia do Fomento vai ser a partida para encontros presenciais anuais, presenciais, on line e dentro das áreas de produção, conectando e valorizando os profissionais do fomento”, afirma animada Flavia Roppa, responsável pelo lançamento da plataforma. “Será um dia inteiro de mergulho no desenvolvimento profissional e pessoal dos participantes. Para que ele transforme-se em um gerador de resultados para as granjas, agropecuárias e indústrias de aves e suínos”, convida Alexandre Lima, responsável pelo lançamento da plataforma.

 

ACADEMIA DO FOMENTO

Data: Dia 22 de outubro de 2024

Loca: Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil

Público alvo: Extensionistas rurais, produtores, profissionais e líderes do fomento da indústria de aves e suínos de todo o país.

Exclusivo para empresas apoiadoras

Inscrições: https://eventos.equalizee.com.br/porkexpo/academiafomento

Fonte: Assessoria

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Atrasos na colheita da soja elevam risco para milho safrinha no Brasil

Problemas operacionais causados pelo clima aumentam a preocupação com o desenvolvimento das lavouras nos próximos meses.

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Foto: Wenderson Araujo

Março foi marcado por fortes contrastes climáticos no Brasil, afetando diretamente o ritmo da colheita da soja da safra 2025/26. Chuvas acima da média predominaram no Centro-Oeste e no Norte do país, enquanto o Sul enfrentou períodos de estiagem.

No Centro-Oeste, principalmente em Goiás, as precipitações frequentes dificultaram o avanço da colheita ao longo do mês e também impactaram o plantio da segunda safra de milho. Já no Matopiba, o volume elevado e irregular de chuvas — com destaque para Maranhão e Tocantins — atrasou a colheita nas áreas mais tardias. Em algumas regiões, o excesso de umidade chegou a comprometer a qualidade dos grãos.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, os atrasos operacionais registrados em março aumentaram os riscos para a safrinha de milho, especialmente pela janela de plantio mais apertada.

Diante desse cenário, o mercado acompanha as previsões climáticas para o fim de abril e início de maio. O período será decisivo, já que grande parte das lavouras estará em estágio reprodutivo nos estados do Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul, exigindo regularidade nas chuvas para garantir o desenvolvimento das culturas.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Paraná define calendário do vazio sanitário da soja para safra 2026/27

Medida estabelece períodos sem cultivo para conter a ferrugem asiática e proteger a produtividade.

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Foto: Pablo Aqsenen/Adapar

Os períodos do vazio sanitário da Soja no Paraná foram definidos, de acordo com a Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece o calendário nacional para a safra 2026/2027. Durante o vazio sanitário, é obrigatória a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias (tigueras). A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura, capaz de provocar perdas significativas na produção.

O Paraná possui três janelas distintas de vazio sanitário, conforme a regionalização agrícola, divididas em três macrorregiões. A Região 1 engloba os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral paranaense, com vazio programado entre 21 de junho a 19 de setembro de 2026, ficando autorizada a semeadura entre 20 de setembro de 2026 e 20 de janeiro de 2027.

Foto: Gilson Abreu

A Região 2 engloba os municípios localizados no Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, com período de vazio de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. A medida na Região 3, representada pelo Sudoeste paranaense, acontece entre 12 de junho e 10 de setembro deste ano e o período de semeadura permitida entre 11 de setembro de 2026 até 10 de janeiro de 2027.

O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforça que o cumprimento dos prazos é essencial para garantir a sanidade das lavouras e evitar a disseminação da doença entre as regiões produtoras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

Foto: Geraldo Bubniak

A fiscalização é realizada em todo o Estado, e o descumprimento das normas pode acarretar em diversos sanções aos produtores. Além disso, o respeito ao calendário de semeadura contribui para o melhor planejamento da safra, favorecendo o manejo fitossanitário e a eficiência produtiva. A colaboração dos produtores é indispensável para o sucesso das estratégias de defesa agropecuária.

Para maiores informações, os produtores podem entrar em contato com escritórios locais da agência ou pelos canais oficiais da instituição.

Fonte: AEN-PR
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Trabalho no campo ainda enfrenta precarização no Brasil

Mesmo com avanços tecnológicos, trabalhadores rurais seguem mais vulneráveis à informalidade e à falta de acesso a direitos.

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Foto: Freepik

No Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo, nesta sexta-feira (17), ainda há muitos desafios a serem vencidos no Brasil em relação à precarização dos trabalhadores rurais. A afirmação foi feita pela auditora-fiscal do Trabalho e representante da Delegacia Sindical de Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), Alessandra Bambirra.

Apesar da grande mecanização em várias culturas, o país ainda tem grande número de trabalhadores rurais com desvantagem em relação aos urbanos em termos de conhecimento, educação, acesso à informação, à internet, aos meios de comunicação.“A gente tem uma discrepância muito grande quando trabalha com a fiscalização porque vê uma vulnerabilidade muito maior nos trabalhadores do campo”.

Também é observada no campo uma diferença socioeconômica porque, ao mesmo tempo em que se tem empresas e trabalhadores altamente qualificados na área rural, fazendas com grandes produções, ainda são encontrados trabalhadores em situações degradantes de trabalho, sem condições mínimas que garantam dignidade. “A diferença é muito grande em relação ao que encontramos no campo”, disse a auditora-fiscal.

Trabalho escravo

Foto: Jonathan Campos/AEN

Alessandra confirmou que o trabalho escravo ainda está presente no país. Na zona urbana é encontrado, em sua maior parte, na construção e no trabalho têxtil. No meio rural, apresenta situações muito críticas. “Principalmente nas jornadas exaustivas, nas condições degradantes de moradia ou alojamento, servidão por dívida, na qual o empregador cobra do trabalhador tudo que seria obrigação dele. O trabalhador fica com aquela dívida e não consegue se desvincular”, acrescentou.

O estado de Minas Gerais é pioneiro no país no combate ao trabalho escravo, mas Alessandra lembrou que a auditoria-fiscal precisa de estrutura e pessoal para cumprir o seu trabalho. “Dos dois lados ainda encontramos desafios para combater essa chaga”.

Certificação

Ela destacou que é preciso haver política pública mais eficaz, que parta de um interesse genuíno de combate a esse tipo de situação degradante no trabalho. Os auditores-fiscais têm buscado a responsabilização das cadeias produtivas. “Porque, se depender só do cumprimento da legislação, a gente encontra barreiras”.

Foto: Pixabay

Alessandra admitiu que já são vistas grandes empresas que trabalham com café, cana, cacau e sisal, por exemplo, tentando fazer o vínculo da marca que está sendo divulgada com todo o processo de produção, que seja livre do trabalho escravo, de trabalho infantil, de condições degradantes, de acidentes e adoecimento por trabalho, e que garanta direitos.

A certificação de alta qualidade deve ser dada não só ao produto e à marca, mas a todo o processo de produção, defendeu. “A certificação do processo também é importante. E é com isso que contamos na responsabilização de toda a cadeia. Isso é muito importante para que se obter resultados econômicos de forma que as empresas comecem a se responsabilizar por todo o processo”.

O trabalho no campo ainda é marcado pela informalidade, por isso o trabalhador segue mais vulnerável à exclusão previdenciária, à precarização e à invisibilidade institucional. Grande parte dos trabalhadores resgatados de situações irregulares de trabalho é oriunda de regiões mais vulneráveis de Minas Gerais e do Nordeste de forma geral, e muitas vezes aliciados por intermediários conhecidos como “gatos”.

Integração

O Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo implica a necessidade de ação que integre tanto o poder público quanto as próprias empresas do setor rural. “O trabalho no campo nunca vai ser desnecessário, porque a população do mundo só aumenta e precisamos de mais alimentos. Há mais demanda por produtos, e o trabalhador é o elo mais frágil dessa cadeia”.

Toda essa estrutura deve ser voltada para o trabalhador do campo, incluindo políticas públicas e básicas, como saúde, educação, acesso à informação, infraestrutura de acesso, garantias previdenciárias. Para Alessandra Bambirra, existe uma discrepância grande demais em relação ao trabalhador do campo para um país como o Brasil.

OIT

Foto: Freepik

Apesar de todas as dificuldades, o Brasil tem políticas reconhecidas na área internacional. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) destaca o modelo brasileiro de Previdência Rural como referência regional, por assegurar proteção social a agricultores familiares, pescadores artesanais e trabalhadores em regime de subsistência, inclusive sem contribuição direta. Paralelamente, o Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Auditoria-Fiscal do Trabalho e da Rede de Observatórios do Trabalho, faz o monitoramento contínuo da informalidade, do trabalho análogo à escravidão e das desigualdades territoriais.

A delegacia sindical de Minas Gerais do Sinait considera que a fiscalização do trabalho é ferramenta fundamental para combater irregularidades e prevenir violações. Em 2025, naquele estado, foram realizadas 783 ações fiscais em estabelecimentos rurais, que identificaram 2.063 trabalhadores em situação irregular e 3.964 irregularidades relacionadas à saúde e segurança no trabalho.

Operações recentes no sul e centro-oeste de Minas Gerais resultaram em 59 trabalhadores resgatados em lavouras de café. No norte do estado, 18 pessoas foram encontradas em condições degradantes em carvoarias, atividade reconhecida pelo alto risco social e ambiental. Em muitos casos, foram identificadas situações envolvendo núcleos familiares, inclusive com presença de crianças e adolescentes e moradias precárias.

Fonte: Agência Brasil
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