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Desafios sanitários pressionam produção de tilápias e ressaltam urgência no aprimoramento de vacinas

Até pouco tempo atrás o Streptococcus agalactiae sorotipo 1B era o único patógeno de grande relevância econômica na tilapicultura. No entanto, nos últimos anos, outros patógenos começaram a surgir, ampliando os desafios sanitários.

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Entre os maiores produtores mundiais de peixes de cultivo, o Brasil alcançou, no ano passado, uma produção de quase 890 mil toneladas, ficando atrás apenas de China, Indonésia e Egito. Desse volume, mais de 65% correspondeu à tilápia, reforçando sua posição como a espécie de maior relevância comercial no país. Com um crescimento de 5,28% em relação ao ano anterior, a tilapicultura reflete o bom desempenho do setor, impulsionado por investimentos crescentes em tecnologia, infraestrutura e práticas mais eficientes de manejo.

O cenário internacional também favorece a expansão da produção. As estimativas indicam que, neste ano, a produção global da espécie deve atingir 6,8 milhões de toneladas, com o Brasil consolidado como quarto maior produtor mundial. Com recursos hídricos abundantes, o país tem o potencial de escalar ainda mais.

Entretanto, o crescimento expressivo do setor traz consigo grandes desafios, entre os quais o aumento da proliferação de doenças. “Com a intensificação da produção, as enfermidades vêm se disseminando de forma mais rápida e com maior intensidade, colocando em risco a saúde dos plantéis e a sustentabilidade dos negócios. A busca por soluções eficazes, como o desenvolvimento de novas tecnologias de vacinação, se torna cada vez mais importante para garantir a continuidade desse crescimento de forma segura”, aponta a engenheira de Pesca e doutora em Aquicultura, Danielle Zanerato Damasceno, que foi uma das palestrantes do 3º Simpósio de Piscicultura do Oeste do Paraná (Simpop), realizado em meados de julho na cidade de Toledo.

Segundo a especialista, até pouco tempo atrás o Streptococcus agalactiae sorotipo 1B era o único patógeno de grande relevância econômica na tilapicultura. No entanto, nos últimos anos, outros patógenos começaram a surgir, ampliando os desafios sanitários. O Paraná, principal produtor de tilápias no Brasil, responsável por quase 40% da produção nacional, tem enfrentado graves problemas causados pelo Streptococcus 1B e pelo ISKNV, especialmente na região Norte do estado, além de lidar com patógenos como Francisella spp. e uma diversidade de fungos que têm contribuído para o aumento de mortalidade. “O crescimento da produção tem sido acompanhado pelo surgimento de novas doenças, com uma nova enfermidade surgindo a cada dois ou três anos”, expõe Danielle.

Conforme dados do Anuário da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), entre 2008 e 2011, a principal preocupação do setor era o Streptococcus agalactiae sorotipo 1B, contudo, nos anos seguintes surgiram novos patógenos, como Francisella spp., Streptococcus agalactiae sorotipo III, Iridovírus e Lactococcus petauri ST24, ampliando os desafios para os produtores e demandando uma constante atualização nas práticas de manejo e controle sanitário.

Exemplo a ser seguido

Quando o assunto é biosseguridade, vacinação e saúde, a especialista aponta que a tilapicultura pode se espelhar na cadeia produtiva do salmão. “O salmão pode servir como modelo, pois a biosseguridade em sistemas fechados é diferente daquela em ambiente externo, onde compartilhamos a água”, destaca.

Ela explica que a indústria do salmão desenvolveu, ao longo das últimas décadas, um conjunto de ferramentas de diagnóstico preventivo que podem ser adaptadas para outras espécies. “Embora o salmão seja uma espécie de alto valor agregado e o custo para produzir um quilo seja elevado, a atividade é considerada de baixo risco, pois é possível prever com precisão o que pode acontecer ao longo de todo o ciclo produtivo”, ressalta.

No caso do salmão do Atlântico, há diversas vacinas disponíveis, no entanto, isso não significa que a espécie receba todas essas vacinas. “O sistema imunológico do salmão não suportaria tantas vacinas, além de não haver espaço suficiente na cavidade intraperitoneal para todas elas”, explica a especialista, enfatizando que o avanço da tecnologia permite selecionar as vacinas mais relevantes para cada região e cada fase do ciclo produtivo, de acordo com os desafios sanitários enfrentados em cada momento.

Na tilapicultura, a vacina mais utilizada é contra o Streptococcus agalactiae sorotipo 1B, principal doença de impacto econômico, que afeta peixes em todas as fases. “Essa enfermidade, que antes era típica do verão, hoje ocorre ao longo de todo o ano, com a vacinação amplamente adotada em pisciculturas que utilizam tanques-rede”, afirma a engenheira de Pesca, salientando que é muito raro encontrar uma piscicultura de tanques-rede, especialmente de São Paulo sentido ao Nordeste, que não utilize a vacinação como ferramenta de prevenção e controle.

Vacinação

Os desafios sanitários nos tanques escavados estão se intensificando, especialmente com a recorrência do Streptococcus agalactiae sorotipo 1B, que tende a se manifestar de forma cada vez mais frequente ano após ano. Além das enfermidades, a variabilidade climática também tem agravado a situação, com verões cada vez mais severos elevando a temperatura da água, que pode atingir ou até ultrapassar os 35°C. “Essa condição afeta o ambiente dos tanques, comprometendo o desempenho dos peixes e, consequentemente, a qualidade da produção nos frigoríficos”, pontua.

Na mesma velocidade que as doenças evoluem, Danielle diz que as vacinas e os equipamentos para a imunização também têm avançado.

Engenheira de Pesca e doutora em Aquicultura, Danielle Zanerato Damasceno: “Se quisermos que a atividade cresça, que tenhamos água de qualidade e um ambiente livre de doenças resistentes, devemos considerar novas abordagens para a vacinação” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Atualmente, há dois modelos de vacinação disponíveis no mercado: o manual e o automático. A vacinação automática oferece maior precisão, autonomia e eficiência, mas a manual ainda é amplamente utilizada. “A vacinação manual apresenta muitos desafios, sendo um dos principais a formação de equipes qualificadas. A alta rotatividade de funcionários nas propriedades impacta de forma negativa os índices vacinais e a consistência no volume de vacinas aplicadas diariamente, comprometendo a eficácia do processo”, ressalta.

Futuro da vacinação

Atualmente se estima que cerca de 50% da tilápia produzida no Brasil receba vacinação. “O que mostra que há ainda muito a ser feito e desenvolvido. Embora o Brasil tenha adotado a vacinação há mais de uma década, essa prática ainda é relativamente nova. Mesmo com toda a nossa expertise, muitos produtos e técnicas podem e devem ser aprimorados”, reforça a doutora em Aquicultura, frisando a necessidade de aplicar a experiência adquirida com outras espécies para avançar na vacinação da tilápia, que é a mais produzida no país.

A especialista reforça que para garantir uma produção sustentável e de longo prazo, é preciso repensar as atuais práticas de vacinação. “Se quisermos que a atividade cresça, que tenhamos água de qualidade e um ambiente livre de doenças resistentes, devemos considerar novas abordagens para a vacinação”, expõe, mencionando que embora a vacinação em tanques escavados ainda não seja uma realidade amplamente adotada no Brasil, países como Costa Rica, Honduras e Colômbia, que produzem em tanques escavados, não conseguem produzir sem vacinar os peixes, porque a mortalidade ultrapassa 40%. “Sabemos que eventualmente vamos precisar adotar essa prática, então é importante começarmos a nos familiarizar com esses conceitos e tecnologias”, afirma.

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Fonte: O Presente Rural

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Lei sancionada no Paraguai abre caminho para cultivo de tilápia no reservatório de Itaipu

Nova legislação possibilita tratativas para revisar acordo bilateral que hoje impede a produção da espécie no país.

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Foto: Divulgação/ Itaipu Binacional

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, sancionou a lei nº 7.618/2025, que cria o regime de licenciamento ambiental para o cultivo, engorda e comercialização de espécies alóctones ou exóticas em corpos d’água fechados e semiabertos no país. A decisão foi publicada na Gaceta Oficial (que equivale ao Diário Oficial da União no Brasil) no dia 22 de dezembro.

A nova legislação representa um avanço importante para viabilizar a produção de tilápia (tilapicultura) no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu, empreendimento binacional entre Brasil e Paraguai. Até então, a atividade era inviabilizada no lado paraguaio por restrições legais, apesar de estudos técnicos já apontarem a viabilidade ambiental e produtiva do cultivo da tilápia no reservatório.

O próximo passo para a liberação do cultivo da tilápia é a revisão do Acordo Bilateral Brasil–Paraguai, que atualmente proíbe o uso de espécies exóticas no reservatório. No Brasil, esse acordo foi promulgado pelo Decreto nº 4.256, de junho de 2002, e qualquer alteração exige aprovação do Congresso Nacional.

A nova lei paraguaia, no entanto, cria a base jurídica necessária para que os dois países possam iniciar oficialmente esse processo de revisão.

Cooperação técnica sustenta o avanço da atividade

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Itaipu Binacional vêm atuando de forma integrada para estruturar o desenvolvimento sustentável da aquicultura no reservatório, com base em pesquisa, inovação tecnológica e monitoramento ambiental.

Estudos recentes elaborados no âmbito dessa parceria já demonstraram que o cultivo de tilápias em tanques-rede pode ser realizado de forma segura, respeitando os limites ambientais do reservatório. “A construção de um marco legal convergente entre os dois países é fundamental para transformar o potencial produtivo do reservatório em um projeto estruturante de longo prazo, que irá contribuir para o desenvolvimento econômico e social em ambos os lados da fronteira”, afirmou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.

Para a secretária nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, o novo marco legal paraguaio fortalece o ambiente institucional necessário para transformar os estudos técnicos em uma agenda concreta de desenvolvimento. “A sanção dessa lei no Paraguai é um passo estratégico porque cria segurança jurídica para avançarmos no diálogo bilateral. O Brasil e a Itaipu já têm dados técnicos, ambientais e produtivos que comprovam a viabilidade da tilapicultura no reservatório. Agora, entramos numa nova fase, em que o desafio é alinhar os marcos legais para que esse potencial se converta em geração de renda, emprego e produção sustentável”, completou.

Reservatório tem potencial para 400 mil toneladas de pescado

Segundo estimativas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a capacidade de suporte do reservatório de Itaipu é de aproximadamente 400 mil toneladas de pescado por ano, sendo 200 mil toneladas para cada país.

No caso brasileiro, esse volume significaria quase dobrar a produção nacional de tilápias em águas da União, com potencial de gerar cerca de 12.500 empregos diretos e indiretos, além de impulsionar uma ampla cadeia de fornecedores, processamento, transporte e comercialização.

Além dos impactos econômicos, a atividade tem forte relevância social, especialmente para pequenos produtores e comunidades da região de fronteira, contribuindo para a segurança alimentar e a inclusão produtiva tanto no Brasil quanto no Paraguai.

Fonte: Assessoria Itaipu Binacional
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Saiba porque Santa Catarina decidiu barrar a tilápia importada do Vietnã

Setor movimenta mais de R$ 500 milhões ao ano, produz 59 mil toneladas e é base de renda para cerca de 30 mil piscicultores.

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A decisão do governo de Santa Catarina de proibir a importação, comercialização e distribuição de tilápia originária do Vietnã reabre um debate sensível para a aquicultura brasileira: até onde vai a abertura comercial quando ela colide com o risco sanitário e ambiental. Publicada em edição extra do Diário Oficial em 17 de dezembro de 2025, a medida estadual foi anunciada mesmo após o governo federal autorizar a entrada do produto no país.

O argumento central do governo catarinense é a prevenção. Segundo o secretário de Aquicultura e Pesca do Estado, Tiago Frigo, a restrição busca impedir a entrada do tilapia lake virus, patógeno já documentado em países asiáticos e associado a altas taxas de mortalidade na produção aquícola.

“A gente anunciou uma portaria da nossa secretaria que proíbe a importação e comercialização da tilápia oriunda do Vietnã e da Ásia, que já tem documentado o tilapia lake virus, que é um vírus que pode dizimar a produção do pescado onde ela ocorre”, afirmou Frigo, complementando: “Queremos barrar qualquer possibilidade da entrada desse vírus em Santa Catarina.”

A decisão ocorre em um momento de especial atenção para o setor. A tilápia passou recentemente a integrar a lista oficial de espécies exóticas invasoras do governo federal, após avaliações da Comissão Nacional de Biodiversidade. O enquadramento considera o fato de o peixe não ser nativo do Brasil e de já ter sido identificado em rios fora das áreas de produção, o que, segundo o Ministério do Meio Ambiente, pode provocar desequilíbrios ambientais.

Embora a inclusão na lista não tenha interrompido a produção nacional, ela ampliou o grau de incerteza regulatória e elevou a apreensão entre produtores, sobretudo em estados líderes da atividade. Santa Catarina ocupa a quarta posição no ranking nacional de produção de tilápia, atrás apenas de Paraná, São Paulo e Minas Gerais, e tem na piscicultura uma atividade estratégica para o interior.

O receio se intensificou com a confirmação de que o primeiro carregamento de tilápia importada, estimado em cerca de 700 toneladas, deve chegar ao Brasil ainda neste mês. Para os produtores catarinenses, o impacto potencial vai além da concorrência de preços. A principal preocupação está na sanidade dos plantéis e na segurança dos investimentos, em uma atividade que exige planejamento de longo prazo e alto grau de controle biológico.

Os números ajudam a dimensionar o que está em jogo. De acordo com dados da Epagri, Santa Catarina produz aproximadamente 59 mil toneladas de tilápia por ano. A comercialização do pescado movimenta mais de R$ 500 milhões no estado e garante renda a cerca de 30 mil piscicultores. Aproximadamente um terço desse volume vem da região da Amurel, no Sul catarinense, que se consolidou como principal polo produtivo, com produtividade média de 30 toneladas por hectare, índice que chega a 60 toneladas por hectare no município de Armazém.

Armazém, inclusive, tornou-se símbolo da força da atividade. Conhecida como a Capital Catarinense da Tilápia, a cidade concentra 26 produtores que dependem exclusivamente da piscicultura. A produção local gira em torno de quatro mil toneladas por ano, com expectativa de alcançar cinco mil toneladas em 2025, sustentando empregos e a economia do município.

Esse desempenho é resultado de um sistema produtivo altamente tecnificado. A criação de tilápias no estado é licenciada e submetida a protocolos ambientais e sanitários rigorosos. O controle da qualidade da água, dos níveis de oxigênio, amônia, nitrito e nitrato, além do manejo alimentar diário, exige acompanhamento técnico constante e investimentos contínuos.

É nesse contexto que a decisão catarinense ganha peso político e econômico. Ao optar por uma postura mais restritiva que a da União, o estado sinaliza que, para a sua aquicultura, o risco sanitário supera os benefícios de curto prazo da importação. A medida também pressiona o debate nacional sobre critérios de biosseguridade, defesa sanitária e equilíbrio entre abertura comercial e proteção de cadeias produtivas já consolidadas.

Para os produtores, o recado é claro. Em um setor cada vez mais exposto a riscos biológicos e ambientais, a proteção do status sanitário tornou-se um ativo estratégico e, ao menos em Santa Catarina, um limite inegociável.

Fonte: O Presente Rural
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Banco genético fortalece futuro da tilapicultura no Brasil

Estudo com populações de tilápia-do-nilo de Santa Catarina ao Ceará cria reserva genética estratégica, identifica diferenças entre linhagens e abre caminho para maior produtividade, resiliência e sustentabilidade na principal cadeia da piscicultura nacional.

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Núcleo de Pesquisa Pescado para Saúde criou um amplo banco de germoplasma de tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus) analisando nove populações da espécie, amostradas dos estados de Santa Catarina até o Ceará. A tilapicultura responde por 65% da produção nacional de peixes cultivados.

O estudo revelou que, apesar das características morfológicas semelhantes, há diferenciação genética, formando quatro agrupamentos, além de sinais significativos de endogamia, cruzamentos entre parentes próximos que podem reduzir a diversidade e comprometer o desempenho produtivo ao longo dos anos.

Os cientistas reuniram mais de 2.600 exemplares na unidade do Instituto de Pesca em São José do Rio Preto, formando uma reserva genética que funciona como “poupança” para o futuro da tilapicultura.

A caracterização desses animais envolveu tanto medições corporais e de rendimento de filé – incluindo técnicas inovadoras de ultrassonografia, quanto análises moleculares com marcadores de DNA.

Os resultados indicam que linhagens ligadas ao programa internacional Genetically Improved Farmed Tilapia (GIFT) apresentam maior rendimento de filé, enquanto outras, como a chitralada, tendem a apresentar menor crescimento. Conhecimento como esse permitirá selecionar peixes mais adaptados às condições brasileiras, com maior resiliência climática e melhor aproveitamento econômico.

O Núcleo de Pesquisa Pescado para Saúde é apoiado pela FAPESP no âmbito do programa Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) e tem sede no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) com a participação de pesquisadores do Instituto de Pesca, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e das universidades de Mogi das Cruzes (UMC) e Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Fonte: Agência FAPESP
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