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Desafios para aumentar competitividade da produção nacional de tilápia norteiam reunião com setor produtivo, Mapa e MPA
No encontro, representantes demonstraram preocupação do setor com a importação de filé de tilápia congelado do Vietnã em relação aos requisitos higiênico-sanitários.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, se reuniram na terça-feira (30) com representantes do setor de pescados para reforçar o compromisso do Governo Federal com a pesca e aquicultura nacional.

Fotos: Divulgação/Mapa
Na pauta, os representantes demonstraram a preocupação do setor com a importação de filé de tilápia congelado do Vietnã. A cadeia da produção de peixes cultivado alega riscos sanitários do vírus TiLV e econômicos aliados a prática de dumping – quando o produto estrangeiro entra no Brasil mais barato do que a produção interna.
Na ocasião, o ministro Fávaro reforçou que o sistema de defesa agropecuária é um grande ativo brasileiro e que em hipótese alguma será precarizado, se comprometendo a revisar os requisitos higiênico-sanitários para a importação de pescados, estabelecidos em 2019, de acordo com as exigências dos órgãos competentes do Brasil. “Como resposta as preocupações do setor, informo que a equipe técnica da defesa agropecuária do Mapa irá imediatamente revisar o protocolo de importação de tilápia do Vietnã para podermos reavaliar a autorização, além de também reforçar os controles de importação”, disse.
O secretário Executivo do MPA, Carlos Mello, destacou a responsabilidade do ministério em monitorar e acompanhar as importações de pescados, mesmo que essa seja uma competência do MAPA. Ele ressaltou a importância de trabalhar em sinergia para garantir a segurança dos produtos que entram no país.
Fávaro ainda lembrou que a boa relação comercial se faz em mão dupla, ou seja, de venda e compra, e que é necessário buscar um equilíbrio para que o comércio bilateral com o mercado vietnamita não venha a ser prejudicado ao mesmo tempo.
O ministro André de Paula destacou a boa parceria com o Mapa. “Eu e Fávaro temos um compromisso de defender de forma intransigente os interesses dos produtores brasileiros. Então tudo que possa atingir os nossos produtores será encarado como muita seriedade e prioridade dentro no governo visando preservar e fortalecer o setor”, destacou.
O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, enfatizou o crescimento acelerado da produção de tilápia e destacou o rigoroso controle realizado pelo ministério para garantir a qualidade e a sustentabilidade da cadeia produtiva. A piscicultura brasileira é uma atividade em expansão. Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, a produção em 2023 foi de cerca de 520 mil toneladas da espécie, representando 65% do peixe de cultivo no país.
O presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, comemorou o diálogo franco estabelecido com o setor durante a reunião e a decisão do Mapa de revisar imediatamente o protocolo sanitário do Vietnã. Ele ressaltou que essa revisão trará mais segurança aos produtores de tilápia no Brasil.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





