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Desafios metabólicos na bovinocultura

Produção animal, para ser mais eficiente, necessita de manejos nutricionais adequados

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Quando falamos sobre os bovinos uma das informações importantes é que somos o segundo maior rebanho no mundo, perdendo apenas para a Índia (tabela). A transformação começou quando a pecuária foi dividida em quatro pilares: genética, reprodução, sanidade e nutrição, segundo a Embrapa. Hoje, um dos maiores investimentos é sobre a nutrição, que gira em torno de 70%, seguido de reprodução, sanidade e genética.

A produção animal, para ser mais eficiente, necessita de manejos nutricionais adequados. Se tratando de nutrição de ruminantes, a sua grande maioria está baseada em pastagens tropicais, onde muitos produtores e profissionais da área têm dificuldades de manejo e adequação das taxas de lotação das pastagens devido à sazonalidade. Por isso, muitas vezes se torna necessário a busca de alternativas para suprir sua exigência diária ou para melhora de rendimento, trazendo uma maior lucratividade para atividade e diminuindo o ciclo de produção.

Quando trabalhamos com produtores voltados para confinamento ou produção de leite, a exigência nutricional é maior e cada vez mais queremos melhorar os índices e desempenho dos animais. Sendo assim, torna-se necessário ter uma nutrição adequada, sanidade e cuidados essenciais para diminuir os riscos de perda.

A utilização desse tipo dieta pode acarretar alguns distúrbios metabólicos onde se destacam alguns sintomas, como: timpanismo, laminite, cetose, intoxicação por ureia, acidose ruminal (alterações de pH ruminal), gases, diarreias, perda de peso, produção de leite e a queda de imunidade, podendo se tornar um problema crônico, levando a morte desses animais. É de extrema importância conhecer todas as enfermidades que podem acometer principalmente os ruminantes, pois o diagnóstico nem sempre é fácil de ser identificado, demorando o início de tratamento. Por isso devemos buscar ou ter um suporte técnico adequado, pois o uso indiscriminado desse tipo de dieta traz vários tipos de prejuízos diretos e indiretos.

Uma das ferramentas que existem para auxiliar no tratamento e recuperação dos animais acometidos são produtos à base de aminoácidos, vitaminas, minerais e hidrolisado de glândulas e órgãos. Esses tipos de produtos podem ser utilizados em qualquer categoria animal, seja para tratamento ou para prevenção, auxiliando na recuperação dos animais em processos de distúrbios metabólicos, na fertilidade, regulação de cio, produção de leite, aumento de imunidade, desenvolvimento corporal, engorda, antiestresse (transporte de animais, entrada de confinamento, pós parto, pós cirurgias, desmame, castrações e descorna), melhorando também o desempenho hepático do bovino.

Considerando o manejo nutricional como um dos pilares para o sucesso na produção animal, é de real importância conhecer as necessidades dos animais e atender suas exigências, evitando que produtos sejam desperdiçados ou trabalhados com exagero. Com uma dieta balanceada e com manejo sanitário em dia, dificilmente apresentarão um quadro de problemas metabólicos, podendo assim expressar 100% de seu potencial de produção. São vários os distúrbios que podemos encontrar na produção animal, porém conhecê-los e preveni-los torna-se imprescindível.

Devemos sempre tomar os cuidados necessários com a utilização, seja utilizando alto grão, animais jovens, não adaptados quando submetidos a um sistema de confinamento, visto que transtornos metabólicos não são perceptíveis, dificultando o controle, limitando a produção animal e consequentemente a rentabilidade do sistema de produção. Acreditamos que a prevenção ainda seja o melhor método para evitar perdas econômicas, e tendo ferramentas que alinhem a nutrição com a sanidade animal, podemos ajudar no dia a dia da pecuária brasileira.

Por: Ricardo Mazzotti Bellomi, Zootecnista Coordenador Técnico de Contas Chave – Bovinocultura de Corte – Pearson Saúde Animal e Flávio Araújo Yamamura, Zootecnista Coordenador Técnico da Pearson Saúde Animal

Para conferir a edição completa de Bovinos, Grãos e Máquinas, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: Ricardo Mazzotti Bellomi e Flávio Araújo Yamamura

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Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho

Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

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Foto: Divulgação/Connan

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.

O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).

Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.

Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa

Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

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O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.

Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.

“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas

Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.

“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.

Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.

“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses

Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

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Foto: Isabele Kleim

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).

“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná

Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.

“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.

O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.

“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.

Temas prioritários

Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor

“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.

Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.

Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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