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Desafios metabólicos na bovinocultura

Produção animal, para ser mais eficiente, necessita de manejos nutricionais adequados

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Foto: Shutterstock

Quando falamos sobre os bovinos uma das informações importantes é que somos o segundo maior rebanho no mundo, perdendo apenas para a Índia (tabela). A transformação começou quando a pecuária foi dividida em quatro pilares: genética, reprodução, sanidade e nutrição, segundo a Embrapa. Hoje, um dos maiores investimentos é sobre a nutrição, que gira em torno de 70%, seguido de reprodução, sanidade e genética.

A produção animal, para ser mais eficiente, necessita de manejos nutricionais adequados. Se tratando de nutrição de ruminantes, a sua grande maioria está baseada em pastagens tropicais, onde muitos produtores e profissionais da área têm dificuldades de manejo e adequação das taxas de lotação das pastagens devido à sazonalidade. Por isso, muitas vezes se torna necessário a busca de alternativas para suprir sua exigência diária ou para melhora de rendimento, trazendo uma maior lucratividade para atividade e diminuindo o ciclo de produção.

Quando trabalhamos com produtores voltados para confinamento ou produção de leite, a exigência nutricional é maior e cada vez mais queremos melhorar os índices e desempenho dos animais. Sendo assim, torna-se necessário ter uma nutrição adequada, sanidade e cuidados essenciais para diminuir os riscos de perda.

A utilização desse tipo dieta pode acarretar alguns distúrbios metabólicos onde se destacam alguns sintomas, como: timpanismo, laminite, cetose, intoxicação por ureia, acidose ruminal (alterações de pH ruminal), gases, diarreias, perda de peso, produção de leite e a queda de imunidade, podendo se tornar um problema crônico, levando a morte desses animais. É de extrema importância conhecer todas as enfermidades que podem acometer principalmente os ruminantes, pois o diagnóstico nem sempre é fácil de ser identificado, demorando o início de tratamento. Por isso devemos buscar ou ter um suporte técnico adequado, pois o uso indiscriminado desse tipo de dieta traz vários tipos de prejuízos diretos e indiretos.

Uma das ferramentas que existem para auxiliar no tratamento e recuperação dos animais acometidos são produtos à base de aminoácidos, vitaminas, minerais e hidrolisado de glândulas e órgãos. Esses tipos de produtos podem ser utilizados em qualquer categoria animal, seja para tratamento ou para prevenção, auxiliando na recuperação dos animais em processos de distúrbios metabólicos, na fertilidade, regulação de cio, produção de leite, aumento de imunidade, desenvolvimento corporal, engorda, antiestresse (transporte de animais, entrada de confinamento, pós parto, pós cirurgias, desmame, castrações e descorna), melhorando também o desempenho hepático do bovino.

Considerando o manejo nutricional como um dos pilares para o sucesso na produção animal, é de real importância conhecer as necessidades dos animais e atender suas exigências, evitando que produtos sejam desperdiçados ou trabalhados com exagero. Com uma dieta balanceada e com manejo sanitário em dia, dificilmente apresentarão um quadro de problemas metabólicos, podendo assim expressar 100% de seu potencial de produção. São vários os distúrbios que podemos encontrar na produção animal, porém conhecê-los e preveni-los torna-se imprescindível.

Devemos sempre tomar os cuidados necessários com a utilização, seja utilizando alto grão, animais jovens, não adaptados quando submetidos a um sistema de confinamento, visto que transtornos metabólicos não são perceptíveis, dificultando o controle, limitando a produção animal e consequentemente a rentabilidade do sistema de produção. Acreditamos que a prevenção ainda seja o melhor método para evitar perdas econômicas, e tendo ferramentas que alinhem a nutrição com a sanidade animal, podemos ajudar no dia a dia da pecuária brasileira.

Por: Ricardo Mazzotti Bellomi, Zootecnista Coordenador Técnico de Contas Chave – Bovinocultura de Corte – Pearson Saúde Animal e Flávio Araújo Yamamura, Zootecnista Coordenador Técnico da Pearson Saúde Animal

Para conferir a edição completa de Bovinos, Grãos e Máquinas, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: Ricardo Mazzotti Bellomi e Flávio Araújo Yamamura

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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026

Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

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Foto: Fernando Kluwe Dias

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E.  Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.

Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.

Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.

Fonte: Assessoria Fundesa-RS
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça

Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

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Fotos: Divulgação/CooperAliança

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.

Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.

Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.

Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”

Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”

Fonte: Assessoria CooperAliança
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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina

Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

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Foto: Divulgação/Angus

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

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A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.

Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.

Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

Foto: Shutterstock

alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados.  “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o  gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.

Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.

Fonte: Assessoria Minerva Foods
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