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Desafios e novas estratégias para o controle da coccidiose na produção animal

Coccidiose é uma das principais enfermidades que afetam a avicultura e a suinocultura, resultando em enterites (inflamações do intestino) e causando prejuízos econômicos significativos.

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Fotos: Shutterstock

Artigo escrito por Mariane Marques, zootecnista, mestre em Nutrição de Aves e Suínos e Silvano Bünzen, zootecnista e doutor em Nutrição de Aves e Suínos do Departamento Técnico – Feedis

A coccidiose é uma das principais enfermidades que afetam a avicultura e a suinocultura, resultando em enterites (inflamações do intestino) e causando prejuízos econômicos significativos. Essa doença, causada por protozoários do gênero Eimeria, compromete a integridade do trato gastrointestinal dos animais, reduzindo a absorção de nutrientes, impactando o ganho de peso e aumentando a conversão alimentar. O prejuízo se reflete diretamente no desempenho zootécnico e na necessidade de estratégias eficazes para seu controle.

Tradicionalmente, o manejo da coccidiose envolve o uso de anticoccidianos químicos e ionóforos, que, embora eficazes, apresentam desafios como o desenvolvimento de resistência pelos parasitas, preocupações com resíduos em produtos de origem animal e altos custos de utilização. Alguns países, como os da União Europeia, impõem restrições ao uso de ionóforos devido à preocupação com resíduos na carne, incentivando a adoção de estratégias mais seguras. Como resposta, pesquisadores e a indústria têm explorado alternativas mais sustentáveis para o controle da coccidiose.

Moléculas bioativas

Diante dessas limitações, cresce o interesse por estratégias naturais que reduzam a dependência de antimicrobianos na produção animal. Moléculas bioativas extraídas de óleos essenciais e lipídios de cadeia média têm se destacado por suas propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias, representando uma opção promissora no manejo da doença.

Esses compostos podem atuar diretamente sobre os oocistos de Eimeria, comprometendo sua membrana protetora e levando à sua ruptura e consequente morte. Ao reduzir a carga de oocistos no ambiente e nos animais, esses compostos contribuem para a prevenção de reinfecções e para a recuperação intestinal dos animais afetados. Estudos indicam que a combinação de diferentes moléculas bioativas pode potencializar esses efeitos, atuando sinergicamente na redução dos oocistos e na modulação da resposta inflamatória durante a recuperação das lesões intestinais.

Além disso, dependendo da combinação dos bioativos, esses compostos podem apresentar atividade antimicrobiana contra agentes secundários patogênicos, que agravam o quadro da coccidiose. Isso contribui para a redução do desafio sanitário e favorece um ambiente intestinal mais equilibrado. Em casos de enterites, sejam elas causadas pela coccidiose ou por outros patógenos, é comum a ocorrência de lesões nas células intestinais e na mucosa, resultando em inflamação, necrose e hemorragias nos tecidos, o que compromete a capacidade digestiva e de absorção de nutrientes. Dessa forma, o tratamento deve contemplar uma abordagem ampla, com princípios ativos que promovam uma forte ação anti-inflamatória e acelerem a recuperação dos tecidos.

Avanço promissor

Nesse contexto, o desenvolvimento de soluções inovadoras baseadas em compostos funcionais representa um avanço promissor para a sanidade animal, visando não apenas mitigar os danos causados pela coccidiose, mas também promover um ambiente intestinal equilibrado, favorecendo a absorção de nutrientes e o desempenho zootécnico. A inclusão dessas novas estratégias nutricionais no manejo sanitário pode reduzir os impactos da coccidiose e diminuir a dependência de medicamentos, atendendo às exigências de uma produção mais sustentável, segura e eficiente.

As referências bibliográficas estão com os autores. Contato: [email protected].

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na avicultura de corte e postura do Brasil acesse a versão digital de Avicultura Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural com Mariane Marques e Silvano Bünzen

Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

São Paulo confirma caso de gripe aviária em ave silvestre

Diagnóstico foi feito em ave resgatada em área urbana de Guaíra. Defesa Agropecuária iniciou investigação epidemiológica e reforçou medidas sanitárias.

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Pato irerê - Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) de 2026. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) após análise de amostras coletadas de uma irerê (Dendrocygna viduata), ave silvestre resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, no Departamento Regional de Barretos.

O material foi coletado pela Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no dia 8 de julho. A IAAP é uma forma grave da gripe aviária, que pode provocar elevada mortalidade entre as aves.

Após a confirmação do diagnóstico, a Defesa Agropecuária adotou uma série de medidas sanitárias. O trânsito de animais no zoológico de Guaíra foi interditado, e teve início uma investigação epidemiológica para avaliar possíveis riscos de disseminação do vírus.

A vigilância também foi intensificada em três granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco. Segundo a Secretaria da Agricultura, duas dessas propriedades estão em período de vazio sanitário e não possuem aves alojadas. Além do monitoramento, equipes técnicas prestaram orientações aos responsáveis pelas granjas.

As autoridades reforçam que o consumo de carne de aves e ovos não transmite a gripe aviária. A recomendação é que a população não manipule aves doentes ou encontradas mortas e comunique imediatamente qualquer suspeita à Defesa Agropecuária. Caso seja necessário o contato com esses animais, o procedimento deve ser realizado apenas com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha o caso em conjunto com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A pasta também monitora as pessoas envolvidas na ocorrência.

De acordo com a SES, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos até o momento. A secretaria destaca que a infecção em pessoas ocorre, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas.

Para orientar a resposta a esse tipo de ocorrência, o estado mantém um Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025 pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD).

Fonte: O Presente Rural
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