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Desafio logístico de exportações rodoviárias requer soluções conectadas que integrem softwares e serviços
Objetivo é construir uma solução conectada, com integração de softwares e serviços e que contemple e seja eficiente na cadeia operacional, tornando o transporte logístico mais prático e eficiente, conectando com as áreas aduaneiras das fronteiras.

De acordo com levantamento apresentado durante palestra sobre os desafios logísticos, promovida na 35ª edição do Show Rural, em Cascavel, PR, o Brasil possui mais de 3,2 milhões de caminhões, dos quais quase 50% estão aptos a fazer frete por possuir registro da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Além de encaminhar e transportar produtos no mercado interno, o Brasil é responsável por 50% dos transportes internacionais da América Latina.

Emerson Wagner fala sobre soluções integradas, no início de fevereiro, no Paraná
Outro dado apresentado pelo palestrante, Emerson Wagner, da Totvs, de Cascavel, e que chama bastante atenção é que estimativas dão conta de que o fluxo de automóveis, na cidade que é o principal ponto de integração do Mercosul: Foz do Iguaçu, é superior a 200 mil veículos de carga que cruzam a fronteira todos os anos. “Foz do Iguaçu é o maior canal de integração de transporte internacional do Brasil, sendo que a maioria dos produtos transportados são grãos”, pontua Emerson.
O palestrante apresentou um projeto que está sendo desenvolvido e tem o objetivo de tornar mais eficiente a logística nos transportes, visando atender ao mercado internacional, com ênfase nos países da América do Sul, beneficiando transportadores que prestam esses serviços e que atuam em outros países que fazem transporte doméstico, objetivando o atendimento em uma única plataforma.
“A grande novidade é que esta será uma solução exclusiva do Brasil e que vai atender empresas que atuam em nosso país e também no exterior, como Paraguai e Argentina. Nosso objetivo é construir uma solução conectada, com integração de softwares e serviços e que contemple e seja eficiente na cadeia operacional, tornando o transporte logístico mais prático e eficiente, conectando com as áreas aduaneiras das fronteiras”, expõe.
Aduanas integradas
Os empresários que atuam no transporte internacional sabem que um dos grandes gargalos do setor é a diferença nas legislações dos países. “Por exemplo, quando uma empresa vai executar um transporte para a Bolívia ela precisa adquirir um software daquele país, mas também precisa comprar os programas dos outros países nos quais vai passar até chegar à Bolívia. Com essa nova ferramenta, a ideia é que tudo seja integrado, o que vai facilitar e deixar o transporte internacional mais prático. Desta maneira, você não vai precisar buscar soluções paralelas em cada país, pois nosso sistema estará certificado pela legislação de transporte daqueles países e também vai oferecer uma gestão integrada com as aduanas, recebendo as informações necessárias, ampliando e melhorando o tempo de tráfego do transporte, facilitando e gerando serviços de seguro, antecipação de valores aos motoristas”, adianta Emerson.
Films
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu, PR, (Acifi), Danilo Vendruscolo, também participou da palestra e discorreu sobre o projeto que a Acifi está encabeçando. “Nós enxergamos nas problemáticas e desafios da logística rodoviária uma grande oportunidade para organizar projetos de gestão coordenada de fronteiras”, expõe.
Durante o evento, Danilo apresentou o resultado do 1º Fórum Internacional de Logística Multimodal Sustentável (Films), realizado em Foz do Iguaçu, em 2022, pela (Acifi), que em conjunto com a sociedade civil organizada, entidades, cooperativas e setor produtivo em geral resgatou o projeto do corredor Bioceânico ferroviário, que é um estudo técnico referente ao eixo de capricórnio elaborado pelo BNDES em 2011.
De acordo Danilo, o Fórum resultou na criação de seis grupos de trabalho, envolvendo a participação de integrantes dos países: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. Os grupos de trabalho permanente são: 1º gestão coordenada de fronteiras; 2º produção e comércio; 3º integração logística multimodal; 4º integração aeroviária; 5º turismo e 6º universidades.
O presidente discorreu ainda sobre outro projeto, elaborado pela empresa Procomex e que para ser executado vai demandar de um investimento de mais de US$ 800 mil. “Para fazer este levantamento foi conversado com todos os agentes envolvidos no processo. Após oito meses o projeto foi finalizado e foi protocolado junto ao BNDES, no dia 07/10/2022. Estamos em tratativas e há uma grande probabilidade deste recurso ser liberado”, adianta.
Danilo disse também que a execução deste plano foi uma solicitação da própria Receita Federal do Brasil. “Nós faremos a implantação desse projeto que será piloto no continente sul americano e que vai facilitar o processo de gestão dos transportes, por isso a implantação requer recursos públicos e privados e acompanhamento de várias instituições”, pondera.
Ele complementa enaltecendo que a diversidade de regimes jurídicos existentes em certos trechos e/ou países dificulta muito o trabalho dos caminhoneiros. “Existe uma elevada margem de subjetividade dos órgãos e dos agentes públicos envolvidos nas aduanas e na fiscalização, comprometendo a fluidez de funcionamento no Corredor, isso acarreta uma demora que não se justifica no processo de fiscalização e na liberação de cargas na fronteira”, comenta.

Presidente da Acifi, Danilo Vendrusculo
O presidente da Acifi elencou e apresentou alguns pontos pelos quais estão lutando para melhorar. “Hoje existe uma múltipla fiscalização externa, que é a necessidade de fiscalização da carga e da documentação pelas autoridades alfandegárias de cada país, a cada transposição territorial. Nós desejamos melhorar este serviço, buscando a padronização aduaneira e de documentação exigida, exigindo uniformidade nos horários de funcionamento das aduanas, buscando a padronização dos sistemas informatizados utilizados na administração e na operação aduaneira. Tudo isso visando facilitar o trâmite nas fronteiras”, informa.
Papel das universidades
As universidades também têm papel importante. Por meio da Fundação Araucária, universidades do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile estão tendo a oportunidade de pesquisar sobre o corredor de Capricórnio e apresentar sugestões de melhorias, por meio de resultados científicos.
2ª edição do Films
A 2ª edição do Fórum Internacional de Logística Multimodal Sustentável do Corredor Bioceânico de Capricórnio será realizada na cidade de Foz do Iguaçu nos dias 14 a 16 de setembro. O objetivo é desenvolver ações conjuntas entre os países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai e que visam a construção de soluções logísticas com custos competitivos a nível internacional, atração de novos investimentos e o estímulo ao comercio e turismo entre os países do Cone Sul.
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CFMV discute futuro da formação em Medicina Veterinária em seminário nacional
Evento em Brasília reúne coordenadores, docentes e estudantes para tratar de acreditação, diretrizes curriculares, inteligência artificial e saúde mental na graduação e residência veterinária.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) realiza nos dias 14 e 15 de abril, em Brasília (DF), o 27º Seminário da Comissão Nacional de Educação da Medicina Veterinária (CNEMV). O encontro será realizado no Centro Universitário de Brasília (CEUB), com participação presencial e transmissão ao vivo pelo canal do CFMV no YouTube.
Promovido pela CNEMV, o Seminário reúne coordenadores de cursos de graduação, docentes, profissionais e estudantes de todo o país para debater a qualidade da formação em Medicina Veterinária, tema estratégico para o fortalecimento da profissão e para a proteção da sociedade. As inscrições podem ser feitas em www.cfmv.gov.br.

Presidente da Comissão Nacional de Educação da Medicina Veterinária do CFMV, médica-veterinária Clorinda Fioravanti: “Discutir a formação é olhar para o futuro da profissão” – Foto: Divulgação
A programação contempla discussões sobre proposta de acreditação dos cursos, a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), o uso da inteligência artificial no ensino e os desafios relacionados à saúde mental no ambiente acadêmico.
A presidente da Comissão Nacional de Educação da Medicina Veterinária do CFMV, a médica-veterinária Clorinda Fioravanti destaca a importância do encontro. “Discutir a formação é olhar para o futuro da profissão. Estamos trabalhando para que os cursos estejam cada vez mais alinhados às necessidades da sociedade e às responsabilidades da Medicina Veterinária”, ressalta.
Programação aborda acreditação, planejamento e saúde mental
No primeiro dia, o seminário traz debates sobre proposta de acreditação e os critérios de qualidade dos cursos, além de temas como autoavaliação institucional e planejamento estratégico acadêmico.
No segundo dia, a programação inclui discussões sobre saúde mental na academia, abordando estudantes e docentes diante das novas demandas educacionais, e os desafios na implementação das DCNs nos cursos de Medicina Veterinária no Brasil.
O encontro também prevê a troca de experiências entre instituições de ensino e será encerrado com a construção da Carta de Brasília 2026, documento com diretrizes para o fortalecimento da educação na área.
Residência em Medicina Veterinária
Durante o evento, o CFMV também promoverá o 7º Seminário Brasileiro de Residência em Medicina Veterinária, no dia 16 de abril, no Centro Universitário de Brasília (CEUB), em Brasília (DF), com participação presencial e on-line.
A iniciativa amplia o debate sobre a formação profissional ao abordar um dos principais eixos de qualificação prática na área: os programas de residência.
A programação inclui temas estratégicos, como o futuro da residência no Brasil diante da ausência de financiamento estatal, além da construção de uma agenda voltada à busca de soluções e ao fortalecimento dessas iniciativas no país.
Também serão discutidos aspectos relacionados à saúde mental de residentes e o papel dos hospitais veterinários no sistema público de saúde, reforçando a importância da residência na formação de profissionais mais preparados para atender às demandas da sociedade.
O Seminário reúne gestores, docentes, residentes e profissionais para promover diálogo, troca de experiências e construção coletiva de propostas para o avanço da Medicina Veterinária no Brasil.
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Chuvas podem reduzir até 25% da produção de soja no Mato Grosso
Mais de 30 dias de precipitações deixam grãos com até 28% de umidade, gerando risco de germinação, atrasando a safrinha de milho e aumentando em 30% o volume de operações de secagem.

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas em importantes regiões produtoras do país, especialmente no Mato Grosso, maior produtor de grãos do Brasil, têm dificultado o avanço da colheita da soja e acendido um alerta entre produtores. Já são mais de 30 dias de precipitações frequentes, cenário que levou 17 municípios do estado a decretarem situação de emergência. Nas áreas mais afetadas, produtores relatam prejuízos que podem chegar a até 25% da produção.
Segundo levantamento do setor de tecnologia de medição de grãos, a soja colhida em regiões do Norte de Mato Grosso tem registrado picos de umidade entre 26% e 28%, um aumento de cerca de 20% no teor de água presente no grão no momento da colheita em relação ao padrão considerado ideal para a operação.

Engenheiro agrônomo Roney Smolareck: “Quando a soja permanece por longos períodos no campo, após atingir o ponto de colheita, o excesso de umidade pode iniciar a germinação ainda na planta”
As informações foram obtidas por meio do Sistema de Gestão de Umidade (SGU), que acompanha operações de secagem e monitoramento de grãos em unidades armazenadoras. Normalmente os produtores realizam a colheita com níveis de umidade entre 18% e 22%, contudo, no monitoramento mais recente, foram observadas médias próximas de 21%, além de picos entre 26% e 28%, com registros pontuais ainda maiores durante o período mais chuvoso em regiões como Marcelândia.
Para o engenheiro agrônomo Roney Smolareck esse excesso de umidade pode se tornar um dos principais riscos para a qualidade da safra e para o valor final recebido pelo produtor. “Quando a soja permanece por longos períodos no campo, após atingir o ponto de colheita, o excesso de umidade pode iniciar a germinação ainda na planta. Nesse processo, o grão passa a consumir suas reservas, o que reduz seu valor comercial e pode gerar descontos na comercialização”, afirma.
O excesso de chuva também impacta o calendário da segunda safra de milho. Como o plantio do milho safrinha depende da liberação das áreas ocupadas pela soja, atrasos na colheita acabam reduzindo a janela ideal de semeadura. “Em muitas regiões, o solo permanece encharcado por vários dias, impedindo a entrada das máquinas agrícolas. Então, muitas vezes, o produtor até gostaria de colher, mas as máquinas não conseguem entrar na área por causa das condições do solo. Esse atraso acaba refletindo no plantio do milho safrinha e na qualidade da soja, porque quanto mais tempo ela fica no campo, maior o risco de degradação”, explica o agrônomo.
Umidade elevada aumenta custos no pós-colheita

Foto: Mateus Dias/Aprosoja MT
Além do impacto na lavoura, o aumento da umidade também pressiona toda a cadeia pós-colheita. Quando o grão chega às unidades armazenadoras com níveis acima de 26%, o volume de água a ser removido praticamente dobra em comparação com uma colheita feita na faixa normal de umidade. Na prática, isso significa mais tempo de permanência nos secadores, maior consumo de energia e maior pressão operacional nas estruturas de armazenagem.
No momento da classificação e comercialização, o excesso de água também afeta o resultado financeiro da safra. Após a secagem, o peso líquido do lote é reduzido e os descontos aplicados na negociação tendem a ser maiores, já que o produtor precisa retirar um volume adicional de umidade do grão.
Também foram identificadas um aumento próximo de 30% nas operações destinadas exclusivamente à retirada de umidade. A análise foi gerada pela comparação dos dados operacionais deste ciclo com o histórico registrado pelos medidores e pelo acompanhamento do sistema SGU integrado ao monitoramento do processo de secagem.
O aumento evidencia como o regime de chuvas acima da média tem alterado a dinâmica da colheita em Mato Grosso. Em anos considerados normais, a secagem já representa uma etapa crítica do pós-colheita. Neste ciclo, ela se tornou ainda mais estratégica para garantir a qualidade do grão, reduzir perdas e manter o fluxo de comercialização da soja.
Controle da umidade

Fotos: Jaelson Lucas/Arquivo AEN
Diante de cenários climáticos cada vez mais instáveis, ferramentas de monitoramento têm ganhado importância tanto na tomada de decisão no campo, quanto na preservação do valor da produção. Para Smolareck, acompanhar a umidade dos grãos ajuda o produtor a agir com mais precisão. “Quando o produtor mede a umidade ele consegue identificar quais áreas da lavoura apresentam melhores condições de colheita naquele momento. Isso permite priorizar talhões com menor risco de deterioração, preservando a qualidade do grão e, consequentemente, o valor final da comercialização”, explica.
Para preservar a qualidade da soja e garantir maior rentabilidade, a recomendação técnica é que a colheita ocorra com umidade dos grãos entre 13% e 14%. Por isso, equipamentos portáteis de medição permitem que essa avaliação seja feita diretamente no campo, de maneira rápida e eficiente. “Quando o produtor conhece exatamente o nível de umidade da soja, ele tem mais segurança para negociar. Se o grão está dentro do padrão ideal, essa informação ajuda a evitar descontos indevidos e a preservar o valor do grão na comercialização. Em um cenário de perdas causadas pela chuva, a medição se torna uma ferramenta importante para reduzir o impacto financeiro da safra”, pontua Smolareck.
Notícias Apesar de números históricos de produção
Pedidos de recuperação judicial no campo sobem 56% no Brasil
Quase dois mil produtores recorreram à Justiça em 2025, enquanto a produção de grãos supera 350 milhões de toneladas e a rentabilidade da soja cai à metade desde 2022.

O agronegócio brasileiro vive um paradoxo. Enquanto o país caminha para colher mais de 350 milhões de toneladas de grãos e mantém o crescimento do PIB do setor, aumenta o número de produtores rurais endividados e em dificuldade financeira. De acordo com dados do Serasa, em 2025, foram registrados 1.990 pedidos de recuperação judicial no campo, um aumento de 56,4% em relação aos 1.272 registrados em 2024.
A contradição se acentua diante dos números da produção. Projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a safra de soja 2025/2026 deve superar 178 milhões de toneladas, puxada principalmente por estados do Centro-Oeste como Goiás e Mato Grosso do Sul. Por outro lado, a rentabilidade caiu: a saca da soja, que chegou a cerca de R$ 200 em 2022, gira hoje em torno de R$ 100, reduzindo drasticamente as margens.

Advogada especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, Márcia de Alcântara: “O produtor está produzindo mais, mas não necessariamente lucrando” – Foto: Divulgação
A advogada especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, Márcia de Alcântara, explica que esse cenário revela uma crise que vai além da gestão individual e atinge toda a estrutura do agro. “A análise macroeconômica não reflete o que acontece no campo. O produtor está produzindo mais, mas não necessariamente lucrando. Em muitos casos, ele está operando no limite ou até no prejuízo”, afirma.
Segundo Márcia, um dos motores dessa crise é o próprio modelo de produção. “Com margens apertadas e dívidas acumuladas, o produtor amplia a área plantada para tentar compensar perdas. Só que isso aumenta o risco e pode aprofundar o endividamento”, explica. Contratos como CPRs, operações de barter e compromissos com tradings também pressionam a manutenção da produção, mesmo em cenários desfavoráveis.
O peso das dívidas vem aumentando. O endividamento rural já ultrapassa R$ 1,3 trilhão no Brasil, com cerca de 30% desse total ligado a bancos e cooperativas de crédito. Em alguns casos, as taxas podem chegar a 25% ao ano. “O custo do dinheiro virou um dos principais problemas do agro. Muitas vezes, o financiamento da safra já nasce comprometido”, diz.
O clima também agrava o cenário. Enquanto o Sul enfrenta quebras de safra com estiagens e enchentes, estados do Centro-Oeste, como Goiás, lidam com chuvas irregulares que comprometem o desenvolvimento das lavouras e elevam os custos com irrigação. “O clima deixou de ser uma variável previsível e passou a ser um fator constante de insegurança”, aponta.

Foto: Divulgação/Freepik
Além disso, os custos de produção seguem pressionando. Fertilizantes nitrogenados tiveram alta em 2025 e o mercado de defensivos movimentou cerca de US$ 11 bilhões em 2024. O diesel, essencial para máquinas e transporte, também encarece a operação, especialmente em regiões distantes dos portos.
Para a advogada, a crise atinge principalmente pequenos e médios produtores, que têm menos acesso a ferramentas de proteção financeira. “A crise do agro hoje é estrutural e multifatorial. Nesse contexto, a assessoria jurídica tem se tornado estratégica para renegociar dívidas, revisar contratos e evitar a perda de patrimônio. Enquanto não houver um enfrentamento mais amplo desses desequilíbrios, o país vai continuar convivendo com essa contradição: recordes de produção de um lado e produtores financeiramente fragilizados do outro”, salienta.



