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Desafio da tecnologia é fazer avanços chegarem a todos no campo

A questão não é apenas voltada para equipamentos de alta tecnologia, mas como permitir que a maioria dos produtores se beneficie

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Artigo escrito por Ágide Meneguette, presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR

Nos últimos anos, a produção e a produtividade na agropecuária paranaense registraram saltos incríveis, frutos da aplicação de novas tecnologias. São novos equipamentos, como plantadeiras e colheitadeiras robóticas, ou o uso de drones para verificar pragas e doenças e aplicar pontualmente agroquímicos, e também sementes, formas de cultivo e de defesa de lavouras que também estão proporcionando este avanço produtivo no Paraná.

De certa forma, no Brasil, essas novas tecnologias estão favorecendo grandes propriedades, que têm possibilidade de adquirir equipamentos de alto custo. A produção de soja, milho e algodão na região Centro-Oeste é um exemplo.

Mas vale lembrar que a maioria das propriedades rurais do país está nas mãos de pequenos e médios produtores, inclusive aqui no Paraná. Ou seja, é importante adaptar e incorporar entre eles essas novas tecnologias. Não se trata apenas de uma questão econômica. Também é uma questão social, de levar as pequenas e médias propriedades ao desenvolvimento tecnológico e, portanto, econômico. Levando em conta que 90% das propriedades brasileiras têm até quatro módulos fiscais, que no Paraná dá uma média de 70 hectares, esta adaptação da tecnologia passa a ter uma importância crucial.

A questão não é apenas voltada para equipamentos de alta tecnologia, mas como permitir que a maioria dos produtores se beneficie. Creio ser importante repensar a forma de cultivo. Já incorporamos a tecnologia do plantio direto, mas o fazemos de forma ainda incompleta, sem levar em conta a compactação do solo decorrente do uso constante de máquinas cada vez mais pesadas.

Assim, a meu ver, tudo deve começar com um bom tratamento do solo, de uma pesquisa apurada que cada produtor deve fazer de sua propriedade, preparando-a para o uso de equipamentos da agricultura de precisão, uma forma moderna de produzir mais com menos custo. Para auxiliar os agricultores, desde 2016, o Programa Integrado de Conservação do Solo e Água (Prosolo), criado pelo governo do Estado com apoio do Sistema FAEP/SENAR-PR, incentiva a elaboração de estratégias e projetos de recuperação e controle de solo nas propriedades rurais paranaenses. Ou seja, informação não falta e muitas mais ainda irão aparecer, mediante as pesquisas cientificas em andamento.

Como a tendência secular da agropecuária é reduzir o preço de seus produtos em razão da crescente produtividade, é indispensável que os produtores sejam acompanhados por um serviço de assistência técnica que permita saber as melhores tecnologias e, em alguns casos, alternativa de produtos.

Mas utilizar largamente novas tecnologia tem alguns problemas em nosso Estado e que precisam ser resolvidos com urgência. Para pilotar os equipamentos modernos são necessárias duas coisas importantes: capacitação e infraestrutura. Um operador preparado, que saiba ler as indicações de uso das máquinas e esteja apto a utilizar as ferramentas digitais é fundamental. Assim como a infraestrutura para dar suporte ao uso de internet, atualmente escassa no campo.

Na primeira questão, o SENAR-PR tem atuado fortemente para capacitar os produtores e trabalhadores rurais. Recentemente lançamos o curso de piloto automático de máquinas agrícolas, a nossa capacitação de operação de drone é uma das mais requisitadas, fora as outras centenas de títulos à disposição do campo, de forma gratuita.

Mesmo assim, essas são questões a serem resolvidas por governos estadual e municipais, que dão diretrizes para a educação e investimentos ou licenças para implantação de infraestrutura.

As grandes propriedades, de certa forma, já são atendidas por seus fornecedores de equipamentos modernos e já estão dominando as novas tecnologias. O desafio está em adaptar as novas tecnologias à estrutura fundiária paranaense de pequenas e médias propriedades, com participação direta de instituições de pesquisas, universidades e empresas de tecnologia, além, claro, do Poder Executivo.

A tarefa é árdua, sem dúvida. Mas as novas tecnologias não vão esperar a capacitação dos produtores nem a implantação da infraestrutura. É preciso avançar, de preferência no mesmo ritmo dos saltos incríveis da produção e produtividade da agropecuária paranaense.

Fonte: Sistema FAEP
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Notícias Leite

Produtores e técnicos de cooperativa participam de capacitação do Programa Balde Cheio

Nessa capacitação inicial foi realizada uma entrevista com os quatro produtores envolvidos que participaram juntamente com o técnico da cooperativa que vai fazer o acompanhamento

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Técnicos e produtores rurais vinculados à Cooperativa Mista de Pequenos Agricultores da Região Sul, (Coopar) participaram de capacitação do Programa Balde Cheio na última quinta-feira (29/07). A capacitação foi realizada de forma virtual e contou com a presença do instrutor do programa, Juliano Alarcon Fabrício, e com os coordenadores do Balde Cheio no Rio Grande do Sul (RS), a pesquisadora Renata Suñé, da Embrapa Pecuária Sul, e o analista Sergio Bender, da Embrapa Clima Temperado.

A Coopar, sediada em São Lourenço do Sul, é mais uma entidade a participar do Balde Cheio e terá o acompanhamento técnico de quatro produtores de leite da região. Para Estevão Kunde, diretor técnico da Coopar, o projeto chega em um momento em que a atividade cresce na região, mas que precisa de mais tecnologia e conhecimento para avançar. “O projeto propicia uma aproximação entre técnicos e produtores, com grandes possibilidades de desenvolvimento para ambos”. Já o analista da Embrapa, Sérgio Bender, ressaltou que o Balde Cheio ajuda a mudar a realidade de produtores familiares, sempre com a estreita participação dos próprios produtores e dos técnicos.

Nessa capacitação inicial foi realizada uma entrevista com os quatro produtores envolvidos que participaram juntamente com o técnico da cooperativa que vai fazer o acompanhamento. O instrutor do programa no RS, Juliano Fabrício, fez diferentes perguntas sobre a atividade nas propriedades, como o tamanho da área utilizada para a produção de leite, número de vacas em lactação, tipos de pastagens utilizadas no inverno e no verão, entre outras. Segundo o instrutor, um primeiro passo é o próprio produtor conhecer melhor a atividade e o meio é fazer o registro de todas as questões relacionadas à produção e comercialização. “É preciso ter dados econômicos, dados sobre a produção leiteira, da produtividade de cada vaca, dados climáticos e tudo mais que tem relação direta com a atividade”.

No Rio Grande do Sul o programa foi retomado há mais de dois anos e hoje já está presente em várias propriedades de diferentes regiões. De acordo com a pesquisadora Renata Suñé, cada uma das unidades atendidas tem suas metas e objetivos, que são detectadas e priorizadas entre os técnicos e os produtores. “Já temos observados ganhos em várias propriedades, sempre de acordo com os objetivos de cada produtor, seja o aumento da oferta de forragem, aumento da produtividade por vaca, a qualidade do leite, entre outras questões relacionadas à atividade”.

Balde Cheio

O Balde Cheio é uma metodologia de transferência de tecnologia que tem o objetivo de capacitar profissionais da assistência técnica, extensão rural e pecuaristas em técnicas, práticas e processos agrícolas, zootécnicos, gerenciais e ambientais. As tecnologias são adaptadas regionalmente em propriedades que se transformam em salas de aula. Sem apresentar um modelo pronto, o programa leva em conta as características de cada propriedade e o perfil de cada produtor.

A metodologia parte de um diagnóstico do estabelecimento rural e, a partir daí, com o acordo do técnico e do produtor, estabelece metas e um planejamento para alcançá-las. Estes ajustes ou mudanças vão desde a melhoria na produção de forragem para os animais até o controle zootécnico do rebanho e um melhor gerenciamento e organização da propriedade.

Fonte: Assessoria
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Notícias Suinocultura

Nova instrução normativa de bem-estar animal nas granjas brasileiras é tema de evento on-line promovido pela ASES e ABCS

O evento aconteceu na última quinta-feira (29), e contou com a participação dos associados da ASES, técnicos, profissionais da área de suinocultura e demais interessados.

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A nova instrução normativa (IN 113/2020) que visa as adequações de manejo e as instalações para o bem-estar animal nas granjas suinícolas brasileiras foi tema de um evento on-line promovido pela ASES, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), na última quinta-feira (29).

Sendo promovido por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) e tendo o apoio dos frigoríficos Cofril, Mosquini e Zuculoto, a abertura do encontro contou com as falas do presidente da ASES, Jayme Meroto, da diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke, através de um vídeo enviado, e da coordenação do evento ficou por conta do diretor executivo da ASES, Nélio Hand.

Em seguida, o público participante, que foi composto por associados da ASES, técnicos, profissionais da área de suinocultura e demais interessados, pôde acompanhar a palestra do médico-veterinário e consultor de Mercado da ABCS, Iuri Machado, que, logo de início, destacou a importância de se promover o bem-estar animal (BEA).

Iuri também apresentou um histórico recente da situação do bem-estar animal no Brasil, explicou as exigências mínimas de manejo e instalação nas granjas – enfatizando os prazos para adequações, e fez um comparativo entre as exigências da normativa e as tendências de exigências do varejo. Além disso, o palestrante explanou sobre a portaria Nº 365/2021, que foi recentemente publicada, que regulamenta o manejo pré-abate e de abate.

O público pôde participar do evento por meio de perguntas que foram endereçadas e respondidas pelo palestrante. Nélio fez um balanço do evento e destacou a parceria com a ABCS que vem resultando em diversos eventos e treinamentos para os associados da ASES.

“Muito importantes essas parcerias entre a ABCS e a ASES para que possamos levar a informação precisa ao suinocultor capixaba. Esse, a propósito, tem sido um dos focos do trabalho da associação: levar informação, e orientação aos associados da ASES para que possam estar atentos e acompanhem a realidade e evolução da suinocultura em muitos aspectos, inclusive em relação ao bem-estar animal, que vem sendo alvo de amplas discussões nos últimos anos e que foi muito bem detalhado pelo palestrante Iuri Machado em nosso treinamento”, encerrou Nélio.

Fonte: Assessoria
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Notícias Cooperativismo

C.Vale e Cooatol oficializam processo de incorporação

Anuncio foi feito após aprovação em assembleia na manhã dessa sexta (30)

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Em assembleia geral extraordinária realizada em conjunto na manhã dessa sexta(30), foi aprovado a incorporação da Cooatol a Cooperativa C. Vale.

Sede da Cooatol em Toledo-PR

O objetivo dessa união visa potencializar as atividades operacionais das 19 unidades de recebimento da Cooatol, garantindo maior escala na originação de grãos, oferta de insumos e bens de produção aos seus cooperados e clientes.

Outra vantagem para os associados da Cooatol é uma garantia de crescimento contínuo e sustentável, com garantia de assistência técnica, fomento e ampliação na matriz de negócios.

 

Veja na integra, o que diz o comunicado emitido pelas cooperativas:

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