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Deral projeta produção de 22,5 milhões de toneladas de grãos de verão
O Deral projeta uma produção de 22,5 milhões de toneladas de grãos de verão para o período 2014/15, volume 9% acima da safra anterior no mesmo período. A maior parte desse volume corresponde à produção de soja, que pode atingir um crescimento de 18%, passando de 14,6 milhões de toneladas colhidas na safra anterior (2013/14) para uma produção recorde de 17,16 milhões de toneladas, se não houver complicações com o clima.
O aumento da produção de soja durante a safra de verão está sendo alavancado, em parte, pelo aumento da área plantada, que este ano pode atingir a maior área de plantio para a cultura, em torno de 5,05 milhões de hectares, uma elevação de 3% sobre o plantio da safra passada.
Já a venda antecipada de soja está mais lenta este ano, em torno de 5% da produção, enquanto na safra anterior nesse mesmo período 16% do volume esperado já estava vendido.
Segundo o Deral, a lentidão na comercialização está ocorrendo em função do aumento de capitalização do produtor e também pelo fato dele estar mais atento às mudanças do mercado.
Milho
Outra cultura que está sendo plantada em ritmo acelerado é o milho de primeira safra. Da área prevista para ser ocupada pela cultura – 562.500 hectares – 41% já foram plantados. Segundo o Deral, essa é a menor área de milho já plantada no Estado durante a primeira safra. Com a queda na área plantada a previsão de produção também cai 11%, passando de 5,42 milhões de toneladas colhidas na safra passada para 4,82 milhões de toneladas que poderão ser colhidas na safra 14/15.
Apesar da redução de área, o produtor que está plantando milho é mais tecnificado e está aproveitando a ocorrência de chuvas para plantar mais cedo, ao contrário do ano passado, em que o início do plantio foi prejudicado por um período de seca.
Feijão
O plantio de feijão está em ritmo normal, com cerca de 50% da área plantada. O clima está favorável para uma produção de qualidade, que deverá atingir um volume de 384.148 toneladas, 5% a menos que na safra passada. A queda na produção está ocorrendo pelo recuo de 13% na área plantada, que caiu de 238.115 hectares plantados no ano passado para 206.373 hectares que estão sendo plantado esse ano.
Os produtores de feijão estão plantando menos porque os preços caíram bastante no mercado, abaixo do preço mínimo. Houve uma leve reação desde o mês passado, mas ainda estão insatisfatórios para os produtores. O feijão de cor está sendo vendido em média por R$ 62,40 a saca quando o preço mínimo é de R$ 95 a saca. E o feijão preto está sendo vendido, em média, por R$ 94,53 a saca quando o preço mínimo é de R$ 105 a saca.
Além do preço baixo, cerca de 18% de feijão da safra passada ainda não foram vendidos, o que aumenta a insatisfação do produtor com a cultura.
Trigo
A previsão de colheita da maior safra de trigo da história do Paraná está se mantendo. Cerca de 41% da produção prevista de quase quatro milhões de toneladas já foi colhida. Se essa projeção se confirmar, a safra de trigo terá um crescimento de 112% em relação ao mesmo período do ano passado.
Mas o produtor está diante de duas preocupações que podem comprometer o bom andamento da cultura. Uma delas são as chuvas, que podem prejudicar a qualidade dos grãos e a produtividade das lavouras. Outra preocupação são os preços baixos no período de comercialização. Atualmente o grão está sendo vendido em média por R$ 33,45 a saca de 60 quilos e cerca de 7% da produção esperada foi vendida.
Fonte: O Presente Rural

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Relação de troca do milho melhora no início de 2026 após pico de custo dos fertilizantes
Queda do MAP, KCl e ureia em sacas por tonelada coincide com recuperação das cotações do cereal na Bolsa de Chicago e na B3.
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Granja Pinheiros amplia produção com novo incubatório no Rio Grande do Sul
Estrutura automatizada fortalece modelo verticalizado e projeta crescimento da empresa.

Referência na produção avícola, a Granja Pinheiros completa 45 anos em 2026 e inicia as comemorações com a inauguração do incubatório mais tecnológico do Rio Grande do Sul. Localizada em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, a nova planta – que recebeu investimentos de cerca de R$ 65 milhões – representa um marco na estratégia de inovação da empresa. Com mais de 11 mil metros quadrados e capacidade para incubar 11,5 milhões de ovos por mês, a unidade alia alta tecnologia, eficiência produtiva e o cuidado característico de uma gestão familiar.
Após cerca de 15 meses entre projeto, obra e automatização, o incubatório entra em operação como um dos mais modernos do país. Entre os principais diferenciais está o pioneirismo no uso da tecnologia Selectum de vacinação in ovo, que garante precisão e respeito à fisiologia do embrião ao ajustar automaticamente a profundidade e a posição da aplicação, realizada diretamente no líquido amniótico.

Inauguração da nova planta contou com a presença de diretores, amigos, autoridades, parceiros e colaboradores da Granja Pinheiros no dia 21 de março.
“Sabíamos que precisávamos trazer o que há de mais moderno, não só para atender ao bem-estar animal com foco em qualidade, mas também para o melhor atendimento às necessidades dos nossos colaboradores, que nós valorizamos muito”, destaca Roberto Luiz Kehl, diretor administrativo da Granja Pinheiros.
O empreendimento também conta com soluções desenvolvidas por empresas holandesas, reconhecidas mundialmente pela excelência em tecnologia avícola. Com processos operacionais e gerenciais de última geração, o incubatório consolida a Granja Pinheiros como referência em inovação e sustentabilidade na avicultura gaúcha.
Geração de oportunidades e valorização das pessoas
A inauguração oficial do incubatório ocorreu em 21 de março, em um evento que reuniu amigos, autoridades, parceiros e colaboradores para celebrar esse marco histórico para a avicultura regional.
Mesmo sendo altamente tecnológico e automatizado, o novo empreendimento já contribui para a geração de empregos na região. Neste primeiro momento, foram abertos 20 novos postos de trabalho. Com a operação em plena capacidade, prevista para o início de 2027, outras 25 vagas devem ser criadas, ampliando as oportunidades e fortalecendo o desenvolvimento local.
Expansão estratégica e produção verticalizada
O novo incubatório integra um amplo plano de expansão da empresa, que também contempla aportes na fábrica de rações e na ampliação de sua estrutura industrial. Com isso, a Granja Pinheiros reforça seu modelo de produção verticalizada, acompanhando todas as etapas – desde a genética até a entrega final.
Especialista em produtos de maior valor agregado, como o tradicional galeto ao primo canto, a empresa atende dezenas de redes de galeterias no Rio Grande do Sul e em outras regiões do país. Com o novo incubatório, amplia sua capacidade produtiva e eleva ainda mais os padrões de qualidade, consolidando sua presença no mercado.
Tradição familiar que impulsiona o futuro
Ao completar 45 anos, a Granja Pinheiros reafirma seu compromisso com o futuro: seguir inovando, investindo em tecnologia e mantendo a essência que a tornou referência – uma empresa de origem familiar, próxima das pessoas e comprometida com a excelência.
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Novas regras para uso da água no campo acendem alerta entre produtores rurais
Sistema Faep discute normas do IAT e reforça necessidade de regularização para evitar multas e garantir acesso ao crédito.

Em 2025, o Instituto Água e Terra (IAT) emitiu multas, que somadas, chegam a R$ 1 milhão por conta de uso irregular de recursos hídricos no Paraná. As principais infrações ocorreram por envolver captação de água de rios e poços sem outorga. A fim de minimizar os efeitos e orientar o produtor rural, integrantes da Comissão Técnica (CT) de Aquicultura do Sistema Faep debateram, no dia 26 de março, duas instruções normativas que regem novas regras de monitoramento e licenciamento da água.
“O Sistema Faep está preocupado em informar e orientar os sindicatos e os produtores rurais diante das exigências na gestão hídrica e das mudanças regulatórias. Os agricultores e pecuaristas precisam de apoio para continuar investindo”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Especificamente a aquicultura do Paraná, que já é referência nacional e tem potencial para crescer ainda mais, as novas regras precisam acompanhar a realidade do campo, garantindo sustentabilidade sem inviabilizar a produção” complementa.
Atualmente, a outorga é indispensável para o produtor rural que utiliza recursos hídricos em sua atividade, garantindo a quantidade e a qualidade conforme a legislação ambiental. “Houve problemas no passado justamente pela falta dessa regularização. Hoje, estar adequado às normas é fundamental”, reforça a técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, Carla Beck.
Uma das mudanças é que o processo para obter outorga ocorre junto com o licenciamento ambiental, conforme Instrução Normativa (IN) 51/2025 do IAT. Atualmente, a solicitação de outorga envolve a apresentação de um projeto de aquicultura. Em casos de uso estadual, o pedido deve ser feito ao IAT, enquanto corpos hídricos de domínio da União exigem a autorização em âmbito federal. “Tanto o licenciamento quanto a outorga são instrumentos fundamentais para o crédito agrícola”, explica Carla.
Outro ponto de atenção é a obrigatoriedade da medição do volume de água utilizado, estabelecida pela IN 63/2025 do IAT. A norma exige a instalação de medidores individuais, como hidrômetros posicionados próximos ao ponto de captação, com leitura acessível, manutenção periódica e possibilidade de automonitoramento. A fiscalização deve ter livre acesso aos equipamentos.
Semana do pescado
A reunião da CT também discutiu a 23ª edição da Semana do Pescado. Prevista para setembro, a ação nacional deve mobilizar produtores, indústria e comércio com o objetivo de ampliar o consumo de peixes. O coordenador do evento, André Luiz Medeiros de Souza, reforçou que a iniciativa busca consolidar uma terceira data de vendas expressivas, além da Semana Santa e do Natal, além de incentivar a inclusão do pescado no dia a dia do brasileiro.
Atualmente, o consumo por pessoa no país está abaixo da média mundial. Enquanto a população mundial consome, em média, 22 quilos por habitante ano, no Brasil esse número é de dez quilos. “Queremos criar uma cultura diferente, um hábito de consumo e desfazer mitos a respeito da dificuldade de preparação do peixe”, afirma Souza. Em edições anteriores, a campanha registrou aumento de cerca de 30% nas vendas, no âmbito nacional, durante o período.
O Paraná responde por quase metade da produção nacional de tilápia, com forte presença na região Oeste, em municípios como Toledo, Nova Aurora (conhecida como a capital nacional da tilápia) e Palotina.
Reforma Tributária
Outro tema da reunião envolveu a reforma tributária, em andamento no Brasil e que já começa a produzir efeitos em 2026. Com implementação completa prevista apenas em 2033, o tema impacta diretamente o setor produtivo — incluindo o produtor rural — e exige atenção.
Entre as principais mudanças está a extinção de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, que serão substituídos por três impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal; o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), compartilhado entre estados e municípios; e o Imposto Seletivo (IS), que incidirá apenas sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
“Um dos principais objetivos da reforma é simplificar o sistema tributário e acabar com a chamada guerra fiscal entre os Estados, promovendo a unificação de alíquotas e maior transparência para o contribuinte”, destaca o técnico do Departamento Jurídico do Sistema Faep, Eleutério Czornei.



