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Deputada Tereza Cristina será a nova ministra da Agricultura
Indicação foi consenso entre parlamentares e entidades do setor agropecuário
Membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) estiveram reunidos, na quarta-feira (07), com o Presidente da República eleito, Jair Bolsonaro, para indicar a presidente da FPA, deputada Tereza Cristina, para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Na ocasião, Bolsonaro aceitou a sugestão da FPA e confirmou o nome da deputada para assumir a pasta.
A bancada, após solicitação do próprio presidente eleito, tinha a prerrogativa de indicar até três nomes ao Ministério. No entanto, segundo o vice-presidente da FPA, deputado Alceu Moreira, após amplo debate com parlamentares e entidades do setor produtivo nacional, a sugestão de Tereza Cristina foi consenso. “Ela preenche todos os requisitos para assumir o cargo. Tem alta capacidade técnica e liderança respeitada e admirada pelos membros da FPA e pelo setor agropecuário. Conhece de perto os anseios e desafios da agricultura brasileira, bem como do país”, afirmou Moreira.
Na ocasião, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, destacou a importância do setor agropecuário para o desenvolvimento econômico e social do país. “A agricultura familiar e o agronegócio são setores que nos orgulham e têm que ser valorizados”, disse Bolsonaro.
Apoio do setor
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) exaltou a indicação da deputada como futura ministra do Mapa, no governo de Jair Bolsonaro. “A Deputada Tereza Cristina tem conhecimento técnico e respaldo político para assumir o cargo. É uma liderança fundamental para o setor produtivo nacional, com trabalho inquestionável à frente da FPA. Estamos bastante confiantes, pois ela conhece o setor de proteína animal como poucos, e sabe claramente das dificuldades e oportunidades que temos pela frente”, analisa o presidente da ABPA, Francisco Turra.
Quem também aprovou o nome de Tereza Cristina foi a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS). Para a entidade, o nome da deputada no novo governo de Jair Bolsonaro fortalecerá o agronegócio. “Tenho certeza de que ela fará um excelente trabalho”, afirmou o presidente da ABCS, Marcelo Lopes. “Ela é comprometida com as causas do setor e foi extremamente atuante como presidente da FPA. A futura ministra tem o apoio do ABCS e poderá contar com o setor suinícola para a ascensão da agropecuária brasileira”, destacou.
A ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) é outra entidade que recebeu de forma muito positiva a indicação da deputada federal Tereza Cristina como próxima ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. De acordo com o presidente-executivo da ABIOVE, André Nassar, Tereza Cristina é uma "parlamentar de grande confiança, que combina visão política e técnica", afirma. Para ele, o anúncio foi uma "boa decisão e atende as expectativas do setor”.
Perfil
Antes de se apresentar como candidata à Câmara dos Deputados, a engenheira agrônoma, graduada na Universidade Federal de Viçosa (MG), deputada Tereza Cristina, foi cotada para concorrer ao governo de seu Estado. No Mato Grosso do Sul, ocupou como gerente-executiva quatro secretarias: Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo. No último ano, ocupou a liderança do PSB na Câmara dos Deputados.
Em sua gestão, o MS teve crescimento exponencial nas exportações de carne, com a obtenção do certificado de área livre de febre aftosa emitido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Na área industrial, foram abertas 14.278 novas empresas, com geração de 178 mil novos empregos, além do salário médio do Estado ter subido de R$ 1.195, entre 2007 e 2012, para R$ 1.917.
Além do crescimento vertiginoso do destino turístico do Pantanal, o sítio de Bonito, com atuação de Tereza Cristina, ganhou o selo de Melhor Destino de Turismo Responsável do Mundo. Deputada federal pelo Mato Grosso do Sul de primeiro mandato, ela foi reeleita para o próximo ano legislativo.
Fonte: O Presente Rural com informações das Assessorias

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações
Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.
As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso
Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.
Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.
Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais
Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).
O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.
O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.
O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.
A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.
Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.
O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira
Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.
O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.
De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.
A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.
O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.
