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Dependência de fertilizantes russos expõe agro brasileiro a novos riscos

Tensões geopolíticas elevam o risco de sanções comerciais e pressionam o Brasil a buscar alternativas para garantir insumos vitais à produção agrícola.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A crescente tensão internacional em torno das sanções comerciais à Rússia lança novos alertas sobre os impactos nos custos de produção do agronegócio brasileiro. Dados do setor indicam que a dependência do Brasil em relação aos fertilizantes russos permanece elevada, com destaque para os produtos potássicos e nitrogenados, que representam a espinha dorsal da adubação agrícola nacional.

Em 2024, a Rússia foi responsável por 53% das importações brasileiras de MAP (fosfato monoamônico) e por 40% do cloreto de potássio (KCl), além de representar 20% da origem da ureia adquirida pelo país. No total, foram US$ 3,7 bilhões em fertilizantes russos importados, o equivalente a 27% do montante de US$ 13,5 bilhões destinado à compra externa desses insumos no ano. A posição da Rússia como segundo maior produtor mundial de fertilizantes potássicos e nitrogenados, e quarto em fosfatados, reforça sua relevância no cenário global — e, consequentemente, o grau de exposição do Brasil às instabilidades nesse eixo comercial.

Foto: Claudio Neves

Segundo análise da Consultoria Agro Itaú BBA, essa forte concentração de compras compromete a resiliência da cadeia produtiva agrícola, tornando o Brasil vulnerável a efeitos colaterais das sanções secundárias cogitadas pelos Estados Unidos e seus aliados. “Caso barreiras comerciais sejam de fato ampliadas ou se intensifiquem, o setor tende a sofrer aumento imediato nos custos de produção, afetando diretamente a margem de lucro dos produtores rurais e a competitividade das safras brasileiras no mercado internacional”, avaliam os analista da consultoria.

Cenário interno atual

Embora o Brasil tenha um plano de longo prazo para reduzir a dependência externa e ampliar a produção nacional de fertilizantes, a meta ainda está distante da realidade. A indústria doméstica carece de investimentos consistentes, incentivos à produção e infraestrutura logística suficiente para atender à demanda de uma das maiores potências agrícolas do planeta.

Como saída emergencial, especialistas apontam a necessidade de diversificar fornecedores e estabelecer novas rotas comerciais. Parcerias com países como Canadá, Marrocos, Nigéria e nações do Oriente Médio ganham relevância estratégica nesse cenário. Contudo, esse movimento exige mais que boa vontade: trata-se de uma transição que implica negociações diplomáticas, reestruturação logística e, possivelmente, aumento de custos no curto prazo, sem garantia de estabilidade de oferta.

Sinal amarelo

No campo energético, a possível restrição à importação de petróleo e derivados russos também acende um sinal amarelo, sobretudo quanto ao encarecimento do frete, um dos principais vilões do custo final ao produtor.

Por outro lado, há quem veja oportunidade para o biodiesel brasileiro, cuja demanda pode ser impulsionada como alternativa ao diesel fóssil, abrindo espaço para políticas de incentivo à produção nacional de biocombustíveis.

Com a proximidade do prazo para eventuais sanções e a instabilidade nos mercados internacionais, produtores e agentes do setor devem se preparar para um segundo semestre de volatilidade e necessidade de adaptação estratégica. A agenda de fertilizantes volta, mais uma vez, ao centro do debate sobre segurança alimentar e soberania produtiva.

Fonte: O Presente Rural

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Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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