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Departamentos de defesa animal e vegetal apresentam principais ações no biênio 2020/2021

Foram entregues à SEAPDR um conjunto de materiais que irá suprir as demandas das inspetorias veterinárias nas 15 supervisões regionais

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Fotos: Evandro Oliveira

Com a missão de tornar cada vez mais robusto o sistema de defesa agropecuária do Rio Grande do Sul, os departamentos de Defesa Sanitária Animal e Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) apresentaram à entidades do agronegócio e aos supervisores das 15 regionais da secretaria, ontem(22/11), informações sobre as principais atividades desenvolvidas no biênio 2020/2021, em reunião no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. “O conjunto de ações, que movimenta diariamente centenas de servidores da SEAPDR, são de excelência. Por isso, deixo meio apoio e minha gratidão a tudo o que os servidores fazem pela agricultura e pecuária, atendendo dos pequenos aos grandes produtores”, ressalta a secretária da Agricultura, Silvana Covatti, que acompanhou toda a apresentação. Durante o evento, o Fundesa também fez entrega de materiais à SEAPDR (ver abaixo).

Uma das ações concretizadas pela secretaria em 2021, lembrou o secretário adjunto Luiz Fernando Rodriguez Junior, no sentido de fortalecer o serviço oficial foi a reestruturação do setor de defesa agropecuária. Para isso, o Departamento de Defesa Agropecuária (DDA) foi dividido em três: Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal; Departamento de Defesa Vegetal e Departamento de Controle Regional da Defesa Agropecuária. “Desta forma, a Secretaria consegue dar um atendimento especializado para cada uma das áreas, a animal e a vegetal, ambas de grande impacto para o agronegócio”, destacou Rodriguez Junior, ao acrescentar que a SEAPDR tem sido uma das mais eficientes do Estado na execução do orçamento destinado à pasta.

O diretor de Defesa Vegetal, Ricardo Felicetti, destacou que, embora tenha havido a divisão dos departamentos, todos continuarão atuando de forma harmônica. “Vamos seguir trabalhando de forma integrada gerando muita eficiência no atendimento à população, produtores rurais e consumidores”, pontuou Felicetti.

Para a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, Rosane Collares, é importante que os departamentos divulguem suas ações para que a sociedade entenda o impacto destas atividades que ocorrem em todos os cantos do Estado. “Muitas vezes, as pessoas conhecem nosso trabalho de maneira muito fragmentada, mas ele é contínuo e está em todos os lugares”, acrescentou.

Já o diretor do novo Departamento de Controle Regional da Defesa Agropecuária, Henrique Bueno, explicou que o departamento faz o elo de ligação entre os departamentos de defesa animal e vegetal e as 15 regionais. “Somos o facilitador para execução dos trabalhos na ponta. Atuamos de forma planejada e organizada administrativamente para que as atividades finalísticas aconteçam com mais êxito possível”, destaca Bueno.

 

Principais ações

Entre as ações mencionadas pelos chefes das divisões que integram os departamentos de Vigilância e Defesa Sanitária Animal e Defesa Vegetal, estiveram:

– Atuação do serviço de defesa sanitária animal para a conquista histórica do certificado internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação pelo Rio Grande do Sul em maio de 2021;

– Utilização da Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA), feita em parceria com Universidade Federal de Santa Maria e Fundesa, permitindo a certificação de granjas avícolas de reprodução em interação com a iniciativa privada;

– Rastreabilidade e certificação da cadeia produtiva leiteira, permitindo alcançar mercados de exportação;

– A partir dos registros de movimentação animal, em conjunto com a Universidade da Carolina do Norte (EUA) foi realizada a “Análises de redes” de movimentação animal, visando mitigar riscos sanitários no Estado;

– Programa Sentinela: 35 mil bovinos fiscalizados nas fronteiras com a Argentina e Uruguai, totalizando 75 mil quilômetros percorridos durante as ações de fiscalização;

– Programa Guaritas: 54 mil animais fiscalizados e 4,3 mil quilômetros percorridos na divisa com Santa Catarina;

– Ações de auditorias em empreendimentos para adesão do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi);

– Criação da Sala do Empreendedor pela Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipoa) para estabelecer um atendimento personalizado às empresas interessadas em aderir aos sistemas de inspeção;

– Revisão de processos para gerar maior eficiência no atendimento às agroindústrias, que desejam ampliar ou reformar suas plantas, reduzindo prazos;

– Atendimento a 3,5 mil ações de vigilância e certificações fitossanitárias em 2021 e 2,2 mil ações em 2020 pela Defesa Vegetal;

– Criação do Programa Monitora Ferrugem, programa que publica dados para auxiliar sojicultores no manejo da ferrugem asiática;

– Ações de prevenção e manejo oficial de pragas agrícolas presentes no RS, como ferrugem asiática e cigarrinha do milho, e ausentes como cydia (traça da maça) e orobanche (atinge lavouras de tabaco);

– Operação de monitoramento para controle da nuvem de gafanhotos na fronteira com a Argentina para evitar grandes prejuízos às lavouras e pomares do RS;

– Operação de rastreio de pacotes de sementes sem procedência, recebidas por gaúchos em 2020, a fim de evitar o ingresso de pragas fitossanitárias não existentes no país.

– 353 ações de fiscalização em estabelecimentos vinícolas para controle da uva e vinho no RS, entre 2020 e 2021.

– 14 mil análises anuais feitas pelo Laboratório de Referência Enológica Evanir da Silva (Laren).

– 1,1 mil ações de fiscalização em 2021, com apreensão de mais de 5 mil litros de agrotóxicos e 1,8 milhão de quilos de sementes impróprias.

– Redução de 66% no número de denúncias de deriva de agrotóxicos hormonais de agosto a outubro de 2021, na comparação com igual período do ano passado, a partir da aplicabilidade da legislação criada pela SEAPDR quanto ao uso de agrotóxicos hormonais nas lavouras.

 
Entrega de materiais

Para finalizar o evento, o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) entregou à SEAPDR um conjunto de materiais que irá suprir as demandas das inspetorias veterinárias nas 15 supervisões regionais. O Fundesa investiu em um aporte único um volume histórico de recursos, na ordem de R$ 1 milhão, na compra de diferentes itens para reposição dos kits de vigilância (luvas, botas, agulhas, tubos de coletas e outros).

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, destacou que o fundo entende a importância de participar com a compra destes itens fundamentais para o exercício das atividades que geram, entre outros, grandes feitos para o Rio Grande do Sul, como a evolução de status sanitário da febre aftosa. “O Fundesa valoriza muito o trabalho técnico da Secretaria da Agricultura, que qualifica a área de defesa animal”, reforçou Kerber, ao citar que o apoio na capacitação e na estruturação do serviço veterinário oficial faz parte das diretrizes do fundo.

 

Fonte: Assessoria

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Programa vai modernizar estradas rurais e impulsionar a produção agrícola no Brasil

Projeto prevê construção e manutenção de vicinais sustentáveis, facilitando escoamento, gerando empregos e conectando produtores a mercados.

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Foto: Mapa

Com o objetivo de garantir a integração das comunidades rurais, o desenvolvimento econômico local e a melhoria das condições de escoamento da produção agrícola, a Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (11), o Projeto de Lei 4673/2024, que cria o Programa de Infraestrutura Rural Sustentável.

Deputado Adriano do Baldy: “A criação deste programa representa um passo importante para a redução das desigualdades regionais, promovendo a inclusão social e o fortalecimento da agricultura familiar, além de gerar emprego e renda nas comunidades rurais”

O texto, de autoria do deputado Adriano do Baldy (PP-GO), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), busca aperfeiçoar a acessibilidade e a conectividade nas áreas rurais, favorecendo o escoamento da produção agrícola e a integração com os centros urbanos. De acordo com o parlamentar, os recursos do programa serão destinados à construção de novas estradas vicinais, com foco em acessibilidade e segurança, à melhoria das condições de tráfego nas vias já existentes e à manutenção contínua dessas estradas, com a realização de reparos periódicos e adequações necessárias, mediante o uso de tecnologias limpas e sustentáveis.

“A criação deste programa representa um passo importante para a redução das desigualdades regionais, promovendo a inclusão social e o fortalecimento da agricultura familiar, além de gerar emprego e renda nas comunidades rurais. Ao adotar práticas e tecnologias ecológicas, o programa não só melhora a acessibilidade das áreas rurais, mas também contribui para a conservação ambiental, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento local”, afirmou Baldy.

Deputado Neto Carletto: “É uma medida acertada para enfrentar essa deficiência histórica” – Fotos: Divulgação/FPA

O relator da matéria, deputado Neto Carletto (Avante-BA), também integrante da bancada, destacou que a proposição é de “extrema relevância” para o sistema de transportes brasileiro, uma vez que as estradas vicinais constituem componente essencial da malha rodoviária nacional e representam o elo entre as áreas de produção rural e os centros de distribuição e consumo. Segundo ele, a deficiência nessa infraestrutura compromete não apenas o escoamento da produção agrícola, mas também o acesso das populações rurais a serviços essenciais e aos centros urbanos.

“É uma medida acertada para enfrentar essa deficiência histórica. A incorporação de práticas sustentáveis na construção e manutenção das vias demonstra alinhamento com as tendências contemporâneas de desenvolvimento responsável da infraestrutura de transportes”, concluiu Carletto.

A matéria segue para a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara.

Fonte: Assessoria FPA
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Ritmo de colheita diminui e clima pode afetar produção do milho safrinha no Oeste do Paraná

Chuvas irregulares e plantio tardio aumentam a apreensão em meio à colheita da soja e à projeção de 17,5 milhões de toneladas para o milho.

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Foto: Divulgação

O ritmo de colheita já diminuiu na região Oeste do Paraná. Isso porque agora boa parte dos produtores segue na expectativa da produção do milho safrinha. E o clima, que é sempre o aliado do produtor nessa época, tem preocupado.

Foto: Gilson Abreu/AEN

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a previsão para os próximos dias na região indica temperaturas elevadas e possibilidade de pancadas de chuva irregulares, cenário que mantém a apreensão dos produtores. “Estamos com muitas chuvas irregulares, ou seja, chove muito em algumas áreas e em outras não chove nada. E é essa falta de chuva, aliada à previsão de pouquíssimas chuvas, que tem causado uma apreensão com relação à produção”, explica o professor de Agronomia da PUCPR Câmpus Toledo, Alexandre Luis Muller.

Outro fator que pode contribuir para as perdas na produção é o plantio tardio do milho safrinha. “Na nossa região, quase toda a soja já foi colhida e os produtores já conseguiram fazer o plantio do milho, por isso os resultados da soja  foram bons. Mas temos algumas áreas de soja semeadas mais tarde, que ainda estão colhendo, e nessas, em que a produção também enfrentou um período de pouca precipitação, o resultado da produção está afetado”, avalia Muller.

Produção de grãos

No Paraná, as projeções consolidam a soja como a principal cultura, segundo a Previsão Subjetiva de Safra do Departamento de Economia Rural (Deral) e da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A expectativa é que a produção ultrapasse 22 milhões de toneladas do grão no Estado. A produção total da safra de verão, entre todas as culturas, é estimada em 25,9 milhões. “A soja é consolidada como a principal cultura da nossa região, e os resultados, de quem colheu dentro do esperado, são muito bons. De maneira geral as expectativas foram superadas na região”, afirma o professor da PUCPR Toledo.

Já a projeção do milho safrinha, o Deral prevê 17,5 milhões de toneladas no Estado. O volume representa uma queda leve de 1% comparado à produção da temporada passada. “E o momento segue de muita incerteza para os produtores. Há uma necessidade de mais chuvas durante o desenvolvimento da cultura para que possamos ter bons resultados, mas ainda não há uma boa previsão do clima para os próximos dias”, enfatiza o agrônomo.

Fonte: Assessoria PUCPR Toledo
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Mercado de ração começa 2026 com milho em alta e farelo de soja em queda

Boletim do Centro de Inteligência do Leite da Embrapa aponta movimentos distintos nos principais insumos da alimentação animal.

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Foto: Shutterstock

O mercado de grãos utilizados na alimentação animal apresenta comportamentos distintos neste início de 2026. Enquanto o milho mostra sinais de recuperação recente nos preços, o farelo de soja ainda opera em patamar inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Foto: Shutterstock

As informações constam no Boletim de Preços do Mercado de Leite e Derivados referente fevereiro, elaborado pelo Centro de Inteligência do Leite (CILeite), da Embrapa Gado de Leite, que acompanha fatores que influenciam os custos de produção da atividade leiteira.

No caso do milho, os valores registram leve valorização na comparação com janeiro, indicando um movimento de reação após um período de recuo ao longo de 2025. Apesar dessa recuperação pontual, os preços permanecem significativamente abaixo do nível observado no início do ano passado, refletindo um cenário de maior oferta e ajustes no equilíbrio entre produção e demanda.

A trajetória recente do cereal sugere que o mercado passou por um ciclo de queda ao longo do último ano, seguido por um processo gradual de estabilização e recomposição parcial de preços no começo de 2026. Esse movimento costuma ocorrer após períodos de forte pressão de oferta, quando o mercado começa a absorver os volumes disponíveis.

Já no caso do farelo de soja, o cenário segue mais pressionado. O produto registra queda tanto no comparativo

Foto: Juliana Sussai

mensal quanto na comparação com o mesmo período do ano anterior, indicando que o mercado ainda enfrenta um ambiente de preços mais baixos.

A retração anual mais acentuada do farelo reflete principalmente o contexto global de ampla disponibilidade de soja e derivados, além de ajustes no comércio internacional e no processamento da oleaginosa. Esse ambiente tende a limitar movimentos mais consistentes de valorização no curto prazo.

Para os segmentos de produção animal, a combinação desses movimentos gera efeitos distintos no custo das dietas. A leve recuperação do milho pode elevar parcialmente os custos energéticos das rações, enquanto o farelo de soja, principal fonte proteica, ainda contribui para moderar a pressão sobre os custos de formulação.

De forma geral, o mercado indica um período de acomodação após oscilações registradas ao longo do último ano, com ajustes gradativos nos preços dos principais insumos utilizados na nutrição animal, fatores que influenciam diretamente a estrutura de custos da cadeia do leite.

Fonte: O Presente Rural
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