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Demandas aquecidas no mercado interno e nas exportações fazem subir o preço pago ao suinocultor 

O tradicional aumento de demanda interna por proteína animal no mercado nacional nos últimos meses do ano pressionará ainda mais os preços para cima.

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A alta das exportações, o aumento na procura interna por carne suína e a recente alta da carne bovina têm sido os principais aspectos a impactarem o mercado de suínos no momento atual. Como consequência desse cenário, cresce o preço pago ao produtor e o espaço para a proteína no varejo.

Os embarques totais de carne suína acumulados no ano já superam o mesmo período de 2018 (Tabela 1), com mais de 14% de crescimento. As exportações da proteína para a China (tabela 2) continuam avançando e esta demanda internacional aquecida mantém os preços pagos ao produtor de suínos em elevação (gráfico 1).

Tabela 1. Exportações totais de carne suína brasileira in natura (toneladas e receita) de janeiro a outubro de 2019 e comparativo com o mesmo período de 2018. (MDIC)

Tabela 2. Comparativo mês a mês (até outubro) das exportações de carne suína in natura brasileira para a China em relação ao total exportado ao longo de 2019. (MDIC)

Gráfico 1. Evolução do preço do suíno vivo, em cinco estados (MG, SP, PR, RS e SC), nos últimos 2 anos (até 14/11/19), mostrando que o segundo semestre tem tendência de alta, atingindo os mesmos patamares de preço recorde de junho e julho/19, principalmente com a manutenção de altos volumes de exportação e a aproximação das datas festivas de final de ano. Fonte: CEPEA.

Há ainda mais um componente que pressiona os preços da carne suína para cima, a alta do preço da carne bovina (gráfico 2), depois de muito tempo de relativa estabilidade, neste caso influenciada, não somente pela alta das exportações, em especial para a China (Tabela 4), mas também pela baixa oferta de animais, em função do atraso das chuvas e prejuízo às pastagens.

Em outubro, o volume exportado de carne bovina in natura foi recorde. Segundo dados do MDIC, foram embarcadas 160,1 mil toneladas no mês (tabela 3), sendo quase 30% acima do volume de setembro/19 e 18% a mais que em outubro do ano passado. Já no mercado interno, segundo a MBAgro, até a primeira semana de novembro, o traseiro bovino apresentava elevação de 8,8% em relação ao mês anterior e o dianteiro, contou com aumento de 7,7% em relação a outubro/19. Sobre novembro do ano passado, as altas são de 25,5% para o dianteiro e 17,4% para o traseiro, no atacado em São Paulo. Esta alta já começa a chegar no varejo, afetando diretamente o mercado consumidor.

Gráfico 2. Evolução dos preços do boi gordo no estado de São Paulo, nos últimos dois anos (até 14/11/19), indicando alta acentuada em novembro/19. Fonte: CEPEA.

Tabela 3. Comparativo de exportação brasileira de carne bovina in natura (em mil toneladas). O mês de outubro apresentou recorde histórico, com mais de 160 mil toneladas embarcadas. Fonte: MDIC.

Tabela 4. Comparativo de exportação brasileira de carne bovina in natura (em 1.000 toneladas) para a China. O mês de outubro apresentou volume recorde para o país, com mais de 65 mil toneladas embarcadas. No acumulado do ano, a China já é o destino que representa mais de 26% da carne bovina in natura brasileira exportada. Fonte: MDIC.

Cabe destacar que o varejo vinha sendo um dos limitantes a uma maior subida de preços da carne suína, em função de que a carne bovina estava com os preços estagnados. Agora que a carne bovina subiu significativamente no atacado e no varejo, criou-se a oportunidade de aumentar ainda mais o preço pago ao produtor, pois a carne suína acaba ganhando mais espaços na gôndola, em função da perda de competitividade da carne bovina, agora bem mais cara.

O tradicional aumento de demanda interna por proteína animal no mercado nacional nos últimos meses do ano pressionará ainda mais os preços para cima. Este quadro ainda ganha mais um componente de otimismo para manter os preços em alta que é o anúncio feito pela ministra da agricultura, Tereza Cristina, em 12 de novembro, sobre a autorização de mais 5 plantas de suínos, 3 de frango e 5 de bovinos para exportarem para a China, com isso, o Brasil já totaliza 16 frigoríficos de suínos credenciados a exportar para o gigante asiático.

Segundo a MBAgro, o fluxo de exportação de carne suína deve se manter elevado até o final do ano e o excelente desempenho das exportações, especialmente de carne bovina, deve manter os preços da carne suína em patamares muito bons, inclusive em 2020. Ainda, segundo a MBAgro, os preços das carnes na China permanecem em elevação. Até a 43ª semana do ano (23/out), a carne suína tinha alta de 144,8%, a carne bovina +16,2%, a carne de frango +30,7% e a carne de carneiro +19% e o suíno vivo +135,5%. O quarto trimestre é um período de elevado consumo de carne suína no país, portanto ainda há espaço para maiores preços. Por sua vez, a queda estimada para o rebanho suíno chinês em setembro foi de 41,1% e deve continuar caindo. Até o momento, a Peste Suína Africana (PSA) continua a avançar pela Ásia e não há sinal de controle da doença.

Já o frango, ao contrário do suíno e do boi gordo, ainda não apresentou a mesma tendência de alta nos preços. Segundo o CEPEA, o mercado de frango vivo permaneceu com poucas alterações e já acumula quatro meses de estabilidade nos preços. Na região da Grande São Paulo, o animal teve preço médio de R$3,26/kg em outubro, leve alta de 0,4% frente ao mês anterior. A consultoria MBAgro não acredita em grandes incrementos nos volumes de carne de frango embarcadas para a China, pois o país asiático segue ajustando a produção de outras proteínas na tentativa de compensar os efeitos da PSA em seus suprimentos de carne.

Segundo estimativa do USDA do mês de outubro, a China deve elevar em 17,9% sua produção de frango em 2019 e mais 14,5% em 2020. O frango possui a vantagem de ter ciclo mais curto, tornando mais fácil a expansão da produção. Além disso, nos últimos dias as informações dão conta de um avanço nas tratativas de uma primeira fase do acordo comercial entre China e EUA, que incluiria a retirada da proibição à importação de frango americano pelo país Asiático, podendo impactar negativamente os embarques brasileiros.

 

Insumos permanecem em alta e clima preocupa

Segundo a MBAgro, o USDA, no primeiro relatório de novembro, manteve as estimativas para a soja norte-americana praticamente inalteradas. A produção foi mantida em 96,6 milhões de toneladas. A exceção foram os estoques finais, em que o órgão elevou de 12,5 em outubro para 12,9 milhões de toneladas. Para o Brasil, a estimativa de produção de soja foi mantida em 123 milhões de toneladas, os estoques finais passaram de 29 para 30 milhões de toneladas e as exportações, de 76,5 para 76 milhões de toneladas. Para o milho, o USDA revisou todos os números da safra americana para baixo, que foi de 350 para 347 milhões de toneladas. A safra brasileira foi mantida em 101 milhões de toneladas.

O Brasil fechou o mês de outubro com clima mais seco que o normal e sem a estabilização do padrão de chuvas previsto pelos meteorologistas. Segundo a MBAgro, o plantio da safra 2019/20 está ocorrendo em uma condição de umidade que não é das mais favoráveis e há necessidade de que as chuvas se regularizem rapidamente e de forma generalizada para que a safra se desenvolva. O plantio vem recuperando o atraso apresentado, mas há regiões que plantaram cedo e que terão replantio. Quanto à área de safrinha é mantida a previsão de aumento em relação à safra passada, indicando que o clima melhora daqui em diante. Não será um ano de chuvas abundantes, mas sim um ano de normalidade climática. Isso quer dizer que mesmo depois de regularizadas as chuvas, veranicos podem ocorrer. Impactos em produtividade podem estar presentes.

Dados do CEPEA, indicam que as cotações de milho registraram forte alta na maior parte de outubro (gráfico 4). O aumento veio da demanda aquecida tanto no mercado interno como para exportação, além da forte restrição vendedora. Além disso, as condições climáticas desfavoráveis deram sustentação ao mercado. No acumulado do mês de outubro, as altas são consideráveis. Nas médias das regiões acompanhadas pelo Cepea, em outubro, os preços de balcão (pago ao produtor) subiram 9,5% e, no de lotes (negociações entre empresas),8,9%. Em Campinas, o Indicador ESALQ/BM&F Bovespa registrou avanço de 8,4% entre 30 de setembro e 31 outubro, fechando a R$41,97/saca de 60 quilos no último dia útil do mês. Quanto à exportação brasileira de milho, foi registrada nova alta expressiva em outubro na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Secex. O Brasil embarcou 6,1 milhões de toneladas em outubro, 97,6% acima dos 3,1 milhões de toneladas em 2018. Em relação a setembro de 2019, porém, o volume foi 5,6% menor. (CEPEA)

Gráfico 4. Preço do milho, saca de 60 kg (Campinas-SP), nos últimos 12 meses (até 14/11/19). Fonte: CEPEA

Os preços da soja subiram de forma intensa no Brasil em outubro, registrando os maiores valores em um ano, em termos reais (gráfico 5). A alta esteve atrelada à falta de chuva em importantes áreas produtoras na maior parte do mês, ao baixo volume remanescente da safra 2018/19, às firmes demandas domésticas e externas e às elevações dos contratos futuros na Bolsa de Chicago. (CEPEA). Ainda segundo o CEPEA, a demanda por farelo de soja também voltou a se aquecer no final do mês, tanto por parte de avicultores e suinocultores domésticos quanto pelo setor de exportação. Assim, os preços do farelo de soja avançaram 1,4% na média das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Gráfico 5. Preço da soja, saca de 60kg (Paraná), nos últimos 12 meses (até 14/11/19). Fonte: CEPEA.

 

Para o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, o período do final de ano traz otimismo para o setor. “Torna-se evidente o verdadeiro `salto` da demanda da China por proteína animal, impactado pela trágica ocorrência de PSA, ainda não controlada, que dizimou mais de 40% do rebanho suíno chinês. A alta considerável do preço da carne bovina no mercado brasileiro é o fato novo que permite ao suinocultor almejar preços ainda maiores no suíno vivo, pois o varejo certamente absorverá esta alta em função dos festejos de final de ano e da inflação da carne bovina que acaba ficando menos competitiva nas gôndolas. Mais uma vez é hora do suinocultor valorizar o seu produto. O mercado de insumos, por outro lado, merece especial atenção a fatores como clima no Brasil, movimento do mercado e produção mundial”.

 

Fonte: ABCS e MBAgro
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Notícias Mercado

JBS inaugura unidade de biodiesel em Mafra (SC)

Unidade de biodiesel receberá investimentos de R$ 180 milhões e irá gerar 520 empregos

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Em evento (live) realizado na manhã desta quarta-feira (08) em Mafra (SC), a JBS anunciou o lançamento oficial das obras da nova unidade da JBS Biodiesel no município. Por meio da Seara, a empresa irá investir R$ 180 milhões na unidade. A previsão de inauguração é junho de 2021.

Segundo o governador Carlos Moisés, a nova fábrica trará benefícios ao Estado. “O governo de Santa Catarina segue trabalhando para trazer investimentos e criar mais oportunidades aos catarinenses. Desejo muito sucesso a JBS, tenho convicção que esse empreendimento irá gerar muitos frutos positivos ao nosso Estado e a cidade de Mafra”, conclui o governador do estado, Carlos Moisés.

“No momento em que o país mais precisa, uma empresa consolidada como a JBS, que é referência mundial, chega a Mafra atacando a pandemia do coronavírus em duas grandes frentes: a primeira, investindo na nossa economia implantando a sua nova fábrica de biodiesel – que vai gerar riquezas e empregos para Mafra e toda região – e a segunda, trazendo doações de alimentos, equipamentos e EPIs para assistir a população que mais precisa e garantir o pleno funcionamento dos serviços de saúde”, disse o prefeito do município, Wellington Roberto Bielecki.

A JBS, por meio do seu programa social Fazer o Bem Faz Bem, irá doar R$ 400 milhões para o combate ao Covid-19 em 18 estados e no Distrito Federal e em mais de 200 municípios. Em Santa Catarina, a Companhia fará a doação de R$ 28 milhões em bens como equipamentos médicos, EPIs, produtos de higiene e cestas básicas que beneficiarão quase 2 milhões de pessoas no Estado. No muncípio de Mafra, a Companhia já entregou mais de 30 mil equipamentos de proteção individual (EPIs) – máscaras cirúrgicas e máscaras N95, aventais, luvas descartáveis e toucas –, mais de mil litros de produtos de higiene e limpeza – álcool em gel, álcool líquido e sabonete líquido – e mais de 1.000 cestas básicas.

“Temos um compromisso de longo prazo com o Brasil. Dos mais de 130 mil colaboradores no país, 20 mil estão em Santa Catarina, um estado de grande relevância para JBS e onde operamos 14 fábricas em 11 municípios”, comenta Wesley Batista Filho. “Temos muito orgulho de participar da economia do estado catarinense e contribuir gerando oportunidades em várias áreas, incluindo os mais de 2 mil produtores integrados de aves e suínos com quem a JBS mantem contratos de fornecimento. Essas oportunidades se expandem ainda mais agora, com a chegada de um novo negócio e a inauguração da nossa fábrica de biodiesel em Mafra”, complementa o executivo.

A fábrica da JBS Biodiesel em Mafra terá uma área total de 76 mil metros quadrados, com uma capacidade de produção de cerca de 1 milhão de litros de biodiesel por dia. Assim que finalizada a fase de obras, o que deve acontecer em junho de 2021, a operação deve gerar mais de 500 postos de trabalho entre diretos e indiretos, contribuindo para a movimentação econômica na região.

“Com a unidade de Mafra, a JBS Biodiesel irá mais que dobrar sua capacidade produtiva – de 310 milhões de litros para de 670 milhões/ litros por ano”, explica Nelson Dalcanale, presidente da JBS Novos Negócios, unidade responsável pela JBS Biodiesel, que hoje já opera duas unidades nesse segmento, em Lins (SP) e Campo Verde (MT).

A produção de biodiesel da companhia utiliza, em sua maior parte, gorduras animais provenientes da cadeia produtiva da JBS. Ao destinar corretamente esses resíduos e transformá-los em biocombustível, a companhia agrega valor a este subproduto e promove a sustentabilidade na sua operação.

O município de Mafra está localizado em uma região estratégica para o setor de biocombustível nacional. Além de contar com uma logística eficiente de embarque e desembarque pelos modais ferroviário e rodoviário, está a 120 quilômetros de distância de Araucária (PR), onde está instalada a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), uma das principais unidades de mistura e distribuição de diesel do país.

Fonte: Assessoria
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Notícias Avicultura

Frigorífico da Plusval entra em operação no Paraná

C.Vale e Pluma são gestoras do abatedouro que vai empregar duas mil pessoas

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Entrou em operação nesta quarta-feira (08) o frigorífico da Plusval em Umuarama, PR. O empreendimento é uma iniciativa da Cooperativa C.Vale e da Pluma Agroavícola, que investiram R$ 60 milhões na reforma e aquisição de novos equipamentos para a indústria. A planta industrial havia sido desativada em 2016 pela Averama.

O presidente da C.Vale e Plusval, Alfredo Lang, e o vice da Plusval, Lauri Paludo, recepcionaram os funcionários, respeitando as medidas de distanciamento. A inauguração do frigorífico será realizada após a pandemia do Covid-19.

No primeiro dia de atividades, a programação prevê o abate de cinco mil frangos, mas nos próximos meses o número deve subir para 60 mil aves/dia. Conforme Lang, a indústria começa empregando 550 funcionários, mas deve chegar a dois mil postos de trabalho e 200 mil aves/dia. O frango da Plusval será comercializado com a marca Levo.

Fonte: Assessoria Cvale
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Notícias Segundo IBGE

Estimativa de junho prevê safra recorde de 247,4 milhões de toneladas em 2020

Quantia corresponde a um aumento de 0,6% em relação à previsão de maio e de 2,5% na comparação com a colheita de 2019

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A safra nacional de grãos deve bater novo recorde e chegar a 247,4 milhões de toneladas em 2020, segundo a estimativa de junho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgada nesta quarta-feira (08) pelo IBGE. Isso corresponde a um aumento de 0,6% em relação à previsão de maio e de 2,5% na comparação com a colheita de 2019, um aumento de 6 milhões de toneladas.

Esse crescimento na comparação anual resulta, principalmente, do aumento na projeção de 5,6% para a soja (mais 119,9 milhões de toneladas) e de 0,4% para o algodão (mais 6,9 milhões de toneladas), ambos recordes na série histórica. A estimativa de produção de trigo encontra-se 33% maior (7 milhões de toneladas) que a do ano passado.

O analista de Agropecuária do IBGE, Carlos Antônio Barradas, destaca ainda a projeção recorde para a produção de café arábica, que deve chegar a 2,6 milhões de toneladas este ano, ou 44,5 milhões de sacas de 60kg, um crescimento de 28,9% em relação à safra do ano passado, mantendo a hegemonia do país na produção mundial.

“Essa produção de café arábica se deve ao clima que beneficiou as lavouras do Centro-Sul país. Choveu bastante em Minas Gerais no início do ano. Outro fator é a bienalidade positiva da safra, característica fisiológica da planta que alterna ano de elevada produção com ano de baixa produção”, disse o analista, acrescentando que o dólar valorizado e a boa produção devem alavancar as exportações do produto, possibilitando ao país recuperar mercados internacionais importantes.

Barradas cita também a produção do milho, que deve ser 3,0% menor este ano, com produção de 97,5 milhões de toneladas. “Tivemos uma situação excepcional para o milho, principalmente o de 2ª safra, no ano passado. Houve adiantamento da colheita da soja e consequente aumento da janela de plantio do milho. Este ano, isso não ocorreu, então a janela de plantio do milho ficou mais restrita”, explicou ele.

Na comparação mensal, a variação de 0,6% da safra de grãos decorre, principalmente, do aumento na estimativa de soja (547,3 mil toneladas), do milho de 1ª safra (160,8 mil toneladas) e o de 2ª safra (647,7 mil toneladas), da cana-de-açúcar (11,9 milhões de toneladas), e do trigo (82,7 mil toneladas).

“O produtor brasileiro está sempre investindo mais em tecnologia e na ampliação de área de plantação. Com toda essa instabilidade econômica, que eleva o dólar, ele planta porque sabe que seu produto, principalmente soja e milho, são corrigidos em dólar, então o preço está sempre bom. Isso vem gerando recordes sucessivos na safra”, comentou Barradas.

Safra só não deve crescer no Sul

Em 2020, o IBGE projeta crescimento na produção de quase todas as regiões do país, com destaque para o Nordeste (14,3%), Sudeste (7,8%) e Norte (7,0%). No Centro-Oeste, maior produtor do país, a safra deve crescer 3,8%, somando 115,8 milhões de toneladas. Já no Sul, segundo maior produtor, a colheita deve recuar 4,7% (73,6 milhões de toneladas).

Entre os estados, o Mato Grosso deve continuar na liderança como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,4%, seguido pelo Paraná (16,4%).

Fonte: Agência IBGE
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