Suínos
Demanda segue firme e preço do suíno volta a subir no Brasil
As exportações de carne suína "in natura" do Brasil renderam US$ 25,5 milhões em fevereiro (3 dias úteis), com média diária de US$ 8,5 milhões
O mercado brasileiro de carne suína registrou um bom movimento de alta nos preços ao longo da semana, em meio aos sinais de fortalecimento na demanda. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a oferta de animais para abate mais enxuta no mercado também contribuiu para a valorização.
O levantamento de SAFRAS & Mercado indicou que a média de preços pagos pelo suíno vivo na Região Centro-Sul ficou em R$ 4,01 nesta quinta-feira (9), um aumento de 2,28% em relação à semana anterior, de R$ 3,92. A média de preços pagos pelos cortes de pernil ficou em R$ 7,44, avanço de 2,26% em relação à semana anterior, de R$ 7,28. Para a carcaça o preço médio ficou em R$ 6,82, aumento de 6,54% em relação aos R$ 6,40 praticados na semana passada.
Segundo Maia, para o curto prazo, a tendência é de novos reajustes nas cotações da carne suína, movimento que pode vir a perder um pouco de intensidade no decorrer da segunda metade do mês. “O desempenho favorável da exportação, neste começo de ano, ajuda a manter a oferta interna ajustada, contribuindo para o avanço das cotações”, comenta.
As exportações de carne suína "in natura" do Brasil renderam US$ 25,5 milhões em fevereiro (3 dias úteis), com média diária de US$ 8,5 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 11,3 mil toneladas, com média diária de 3,8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.252,90.
Em relação a janeiro, ocorreu uma elevação de 49,9% na receita média diária, ganho de 52,1% no volume diário e retração de 1,5% no preço. Na comparação com fevereiro de 2016, houve alta de 108,8% no valor médio diário exportado, ganho de 63,4% na quantidade média diária e valorização de 27,8% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo ficou em R$ 91,00, acima dos R$ 84,00 praticados na semana passada. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo subiu de R$ 3,13 para R$ 3,17. No interior a cotação passou de R$ 3,80 para R$ 3,85. Em Santa Catarina o preço do quilo seguiu em R$ 3,70 na integração. No interior catarinense, a cotação permaneceu em R$ 4,00. No Paraná o quilo vivo avançou de R$ 4,00 para R$ 4,20 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo recuou de R$ 3,95 para R$ 3,90.
No Mato Grosso do Sul a cotação continuou em R$ 3,15 na integração, enquanto em Campo Grande o preço permaneceu em R$ 3,25. Em Goiânia, o preço subiu de R$ 4,50 para R$ 4,80. No interior de Minas Gerais o quilo passou de R$ 4,60 para R$ 4,75 e, no mercado independente mineiro, de R$ 4,90 para R$ 5,00. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis permaneceu em R$ 3,68. Já na integração do estado a cotação continuou em R$ 3,40.
Fonte: Safras & Mercado

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





