Avicultura Mercado
Demanda por produtos práticos, saudáveis e gourmet deve permanecer após pandemia, aposta JBS
Em entrevista exclusiva ao O Presente Rural, empresa cita ampliação nas vendas de produtos rápidos de preparar e acredita em uma mudança já em curso mesmo após a pandemia

O perfil de consumo no Brasil mudou imediatamente após o início da pandemia na avaliação de algumas das gigantes do agronegócio mundial. Em entrevista exclusiva ao jornal O Presente Rural, a empresa cita a ampliação nas vendas de produtos rápidos de preparar e acredita em uma mudança já em curso mesmo após a pandemia. “A demanda por produtos práticos, saudáveis e gourmet, tendência já identificada pela JBS, deve permanecer após a pandemia, cujos efeitos vêm sendo acompanhados pelo time de inovação e de demais áreas da companhia no mundo todo”, destacou a empresa por meio de sua Assessoria de Imprensa. Ações sociais da companhia também sustentam sua atuação nesse período. São R$ 700 milhões em doações.
O Presente Rural – A JBS identificou alguma mudança no consumo de alimentos após o início da pandemia?
JBS – A JBS identificou que, com o início da pandemia do novo Coronavírus, ocorreu um aumento na demanda por produtos de maior valor agregado, como as refeições práticas, saudáveis e gourmet, visto que os consumidores deixaram de frequentar restaurantes. A companhia confirmou esta constatação no balanço do último trimestre deste ano, nos resultados positivos das marcas Seara Gourmet, Seara Nature e Incrível Seara. Paralelamente, também cresceu o consumo de produtos mais baratos, como salsicha e mortadela. Além disso, em função da quarentena, o hábito de fazer as refeições em casa foi corroborado pelo incremento nas vendas para o canal varejo e no e-commerce da Swift.
O Presente Rural – A empresa julga que haverá mudanças na maneira de consumir alimentos após a pandemia?
JBS – A demanda por produtos práticos, saudáveis e gourmet, tendência já identificada pela JBS, deve permanecer após a pandemia, cujos efeitos vêm sendo acompanhados pelo time de inovação e de demais áreas da companhia no mundo todo. A partir da análise da aceleração de tendências e do surgimento de novos hábitos, a empresa poderá fomentar globalmente os movimentos de inovação. O investimento em robótica, por exemplo, já estava no foco da JBS e pode contribuir com a automatização de determinadas atividades, aprimorando ainda mais os protocolos de segurança das operações no Brasil e em outros países.
O Presente Rural – Que ações sociais foram propostas na pandemia?
JBS – A pandemia colocou toda a sociedade frente a novos desafios e o foco primordial da JBS é o compromisso com a saúde e a segurança dos colaboradores, além da responsabilidade de prover alimento. Em maio, a Companhia anunciou a doação de R$ 700 milhões para o enfrentamento da Covid- 19, com iniciativas divididas em três frentes: saúde pública, assistência social e apoio à ciência e tecnologia em todas as regiões do mundo em que a empresa atua. As doações serão supervisionadas por um Conselho Consultivo formado por consultores e médicos especializados e auditadas pela Grant Thorton, que abriu mão de seus honorários.
Para Santa Catarina, por exemplo, são R$ 28 milhões (R$ 10 milhões para o estado e R$ 18 milhões a 20 cidades catarinenses, que viabilizarão a construção de hospitais modulares (permanentes), compra de equipamentos de proteção individual (EPIs), equipamentos de saúde, cestas básicas e de higiene e limpeza, beneficiando direta ou indiretamente uma população de quase dois milhões de pessoas.
Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2020 ou online.

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.



