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Demanda no mercado suíno arrefece em março diante do coronavírus

Mercado esteve pressionado em meio ao ambiente de negócios arrefecido ao longo da cadeia

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Arquivo/OP Rural

Ainda que os preços praticados no mercado suíno tenham encerrado o mês de março em patamares melhores na comparação com fevereiro no atacado, o cenário de demanda ao longo do mês se mostrou preocupante. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, o mercado esteve pressionado em meio ao ambiente de negócios arrefecido ao longo da cadeia, principalmente da segunda quinzena de março em diante.

Maia informa que as redes varejistas têm atuado de maneira comedida nas negociações, com seus estoques relativamente cheios e avaliando o comportamento da demanda, que se contraiu em meio à crise do coronavírus. “Diante da dificuldade do escoamento da carne por parte dos frigoríficos, há pouca disposição na compra de animais. Os granjeiros estão preocupados, uma vez que novas quedas não são descartadas para o quilo vivo no curto prazo, somado ao cenário de alto custo na produção”, avalia.

Conforme Maia, não há até o momento uma ideia concreta de quanto tempo durarão as medidas restritivas, tais como o fechamento de restaurantes e shoppings, com governos estaduais prevendo o crescimento dos casos de coronavírus, o que traz insegurança ao mercado.

Levantamento mensal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil passou de R$ 4,99 para R$ 4,80, baixa de 3,92%. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado subiu 0,08% de R$ 8,97 para R$ 8,98. A carcaça registrou um valor médio de R$ 8,13, avanço de 0,46% ante os R$ 8,09 praticados na semana anterior.

Com uma demanda interna enfraquecida, um alto fluxo de embarques será fundamental para evitar uma pressão mais acentuada no mercado doméstico nas próximas semanas. “Até o momento os números de exportação são excelentes. De acordo com os dados preliminares da Secretária de Comércio Exterior (SECEX), o Brasil exportou 63,3 mil toneladas de carne suína in natura em março, com uma média diária de 2,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.463,40, sendo 20,7% maior em relação a março/19, de US$ 2.041,10”, pontua.

A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo caiu de R$ 108,00 para R$ 100. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo continuou em R$ 4,20. No interior do estado a cotação recuou de R$ 5,25 para R$ 4,95.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração subiu de R$ 4,20 para R$ 4,25. No interior catarinense, a cotação caiu de R$ 5,30 para R$ 5,15. No Paraná o quilo vivo baixou de R$ 5,20 para R$ 5,10 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo recuou de R$ 4,60 para R$ 4,20.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração seguiu em R$ 4,30, enquanto em Campo Grande o preço baixou de R$ 4,70 para R$ 4,60. Em Goiânia, o preço caiu de R$ 5,70 para R$ 5. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno teve queda de R$ 5,70 para R$ 5,20. No mercado independente mineiro, o preço também recuou de R$ 5,70 para R$ 5,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis cedeu de R$ 4,55 para R$ 4,40. Já na integração do estado a cotação passou de R$ 4,10 para R$ 4,15.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Nutrição

Sindirações lança guia de boas práticas na indústria de alimentação animal para enfrentamento da Covid-19

Guia reúne as principais recomendações para manter as atividades dentro de um padrão de segurança e proteção destinado a toda cadeia de produção do setor

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O Sindirações preparou um guia de boas práticas na indústria de alimentação animal para o enfrentamento da Covid-19, com o objetivo de formalizar e orientar o setor sobre as medidas que devem ser adotadas e que estão baseadas nas informações e conhecimentos atuais sobre o tema. Sem previsão para fim da pandemia, o Sindirações trabalhou para fornecer aos associados informações que possam contribuir com o bom desempenho do setor e orientá-los na adoção de programas eficazes de higiene pessoal, limpeza e sanitização, controle de fornecedores de matérias-primas e serviços, estocagem, distribuição e transporte.

De acordo com Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, a indústria de alimentação animal tem papel essencial na produção de alimentos e, neste momento de pandemia causado pelo novo coronavírus, é fundamental manter o fornecimento de alimentos aos animais de produção e de companhia seguindo sempre as legislações nacionais e internacionais que regulam o setor em relação às Boas Práticas de Fabricação. “Apesar das ações já conduzidas para a segurança de alimentos, nos atentamos, acima de tudo, na proteção dos colaboradores e o ambiente de trabalho contra a infecção do novo coronavírus, prevenindo-os quanto à exposição e transmissão do vírus e intensificando os controles de higiene e limpeza das instalações”, afirma.

O guia de boas práticas na indústria de alimentação animal para o enfrentamento da Covid-19 está dividido em: informações aos funcionários; medidas de higiene para os funcionários; organização de vestiários e refeitórios; organização para o distanciamento social; monitoramento constante dos funcionários; e recomendações para conduta fora do ambiente de trabalho.

Fonte: Assessoria
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Notícias Tecnologia

BRF moderniza processos no campo com implementação de aplicativo para integrados

Tecnologia permite rápida digitalização de dados e troca de informações ágil, com interação em tempo real

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Arquivo/OP Rural

A BRF implementou a utilização de aplicativo para estreitar a comunicação com os produtores integrados em todo o Brasil. Com a “Plataforma Digital Agro”, informações como o peso das aves, status do lote, acompanhamento de sanidade dos animais e previsão de abate, programação de ração e previsões de remuneração podem ser acessadas em tempo real.

Além disso, a ferramenta contribui com treinamentos para dar continuidade ao processo de educação continuada dos integrados. Por meio da plataforma, os produtores contam também com a difusão de novas tecnologias e uma comunicação ágil, principalmente para ajudar na gestão e nos comparativos de produção.

Atualmente, a ferramenta já é acessada por mais de 60% dos produtores integrados da BRF e a previsão é que até o final do ano 100% deles estejam conectados. Anteriormente, o fluxo de informações era feito de forma manual e a comunicação passava pelo extensionista que atuava para que as informações chegassem às unidades e depois aos seus respectivos produtores integrados. Agora, a padronização da rotina e as informações consolidadas digitalmente contribuem para agilizar a troca de dados.

“Com o aplicativo Plataforma Digital Agro conseguimos incentivar os cerca de 9,5 mil produtores integrados parceiros a interagir com uma troca rápida de informações. Além disso, o app contribui para a cadeia, já que os dados inseridos na plataforma beneficiam a todos, com previsibilidade que ajudará na tomada de decisões” conta Guilherme Brandt, diretor CIEX de agropecuária da BRF.

Disponível para download em todas as plataformas, o produtor passa por um treinamento fornecido pelo extensionista e é orientado a incluir e analisar as informações do dashboard, monitorar as prioridades e garantir o cumprimento dos padrões, avaliando indicadores e atuando na prevenção de possíveis enfermidades dos animais.

Desenvolvido por equipes internas e parceiros da BRF, a implementação também prevê o uso da ferramenta pelos extensionistas e área corporativa da Companhia, que poderão inserir dados e contribuir para uma gestão ainda mais centralizada e ágil da performance da cadeia, por meio de aplicação de inteligência artificial, para análises de diversos indicadores.

Fonte: Assessoria
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Notícias Produção

Proibição do Paraquate preocupa produtores

Herbicida não poderá ser produzido, comercializado e usado a partir de 22 de setembro

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Definida em 2017, a proibição ao herbicida Paraquate passa a valer em 22 de setembro deste ano. Com isso, o ingrediente ativo base de alguns defensivos agrícolas utilizados para controle de plantas daninhas não poderá ser produzido, comercializado e utilizado em todo o território nacional. A proibição foi um dos assuntos abordados ao longo da reunião da Comissão Técnica de Cereais, Fibras e Oleaginosas do Sistema FAEP/SENAR-PR, realizada na segunda-feira (25), por videoconferência, e provocou preocupação entre os produtores rurais do Estado.

A proibição do Paraquate foi definida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 177/2017. Até o dia 22 de setembro, o produto pode ser adquirido e usado, mas atendendo as condições estabelecidas pela resolução. O documento estabelece a utilização do defensivo em soja, trigo, milho, feijão, cana-de-açúcar, citros, batata, maçã, banana, arroz e algodão. A aquisição do produto deve estar obrigatoriamente acompanhada do Termo de Conhecimento de Risco e de Responsabilidade assinados pelo produtor e pelo profissional responsável pela emissão do receituário agronômico. Ainda, a aplicação deve ser feita exclusivamente por meio de trator com cabine fechada.

Na reunião da Comissão Técnica, o tema foi abordado como forma de alertar os produtores rurais sobre a proibição. Após 22 de setembro, mesmo quem tenha o produto não poderá fazer a aplicação. Os agricultores que comprarem volumes além do que forem usar até a data da proibição não poderão devolver o produto ao revendedor.

“Após 22 de setembro, as indústrias deverão recolher os estoques de produtos nos comércios e com os produtores. Não vai haver reembolso. O produtor que comprar a mais vai ficar no prejuízo”, ressaltou Elisangeles Souza, técnica do Departamento Técnico Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Hoje, o Paraquate é utilizado, no Paraná, principalmente no manejo das lavouras de soja. O ingrediente ativo destina-se ao uso em pós-emergência, para eliminar plantas daninhas de difícil controle logo após o plantio da cultura, ou como dessecante antes da colheita, utilizado com o objetivo de uniformizar a lavoura e antecipar a colheita, especialmente para o plantio do milho 2ª safra, destaca a técnica do Sistema FAEP/SENAR-PR Ana Paula de Jesus Kowalski.

Ao longo da reunião, vários produtores manifestaram preocupação em relação à proibição. Segundo informações compartilhadas pelos próprios participantes, outras alternativas que poderiam ser usados em substituição ao Paraquate custam mais – entre 30% e 150%. “Nem sempre as alternativas se adaptam tão bem em determinadas regiões”, complementa o produtor Nelson Paludo, presidente da Comissão Técnica.

Prorrogação

A RDC 177/2017 abre precedente para que o prazo para a proibição total de uso do Paraquate possa ser prorrogado, caso surjam “novas evidências científicas”, isto é apresentação de estudos antes do término do prazo final, que comprovem que o produto não traz malefícios às pessoas em caso de contato direto. Conforme informado por Elisangeles, as indústrias de agroquímicos constituíram uma força-tarefa, que está preparando um estudo com informações científicas para avaliação da Anvisa.

Por enquanto, o caminho é o da orientação sobre a proibição. A intenção é disseminar informações entre os produtores, para se chegar à melhor solução. “Nosso papel é mostrar alternativas para o produtor e dar ênfase às opções disponíveis, para que sempre façamos as coisas na regularidade, como sempre fizemos”, disse Elisangeles.

Fonte: Sistema FAEP
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