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Demanda interna firme e avanço das exportações sustentam valorização do boi gordo
Levantamento do Cepea aponta que embarques de carne bovina já superam volumes registrados em janeiro do ano passado.

Em janeiro, os valores médios do boi gordo registraram apenas pequenas oscilações frente aos de dezembro/25, apontam pesquisas do Cepea. No entanto, agora em fevereiro, as médias parciais já estão acima das do mês anterior.
De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de janeiro, os valores do boi gordo foram sustentados pelo bom desempenho das vendas internas e pelo expressivo avanço das externas. Ressalta-se que dados parciais da Secex apontam que as exportações brasileiras de carne in natura já superam as de janeiro do ano passado, quando os embarques haviam sido recordes para o mês.
Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que chuvas favoreceram a recuperação de boa parte das pastagens, permitindo aos pecuaristas segurarem os animais no pasto por mais tempo.
Dessa forma, a oferta de animais permaneceu reduzida em janeiro, assim como as escalas de abate, que variaram entre 3 e 10 dias. Agora em fevereiro, compradores precisam ceder e ofertar preços mais elevados para conseguirem completar as escalas.

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Polo do Leite ganha protagonismo como hub de inovação do setor lácteo no Brasil
Agência atua desde 2007 conectando ciência, startups e indústria para impulsionar tecnologia, novos negócios e competitividade na cadeia do leite e derivados.

A Agência de Inovação de Leite e Derivados (Polo do Leite), criada com o suporte do Governo de Minas Gerais, vem se consolidando como uma das principais estruturas de articulação tecnológica do setor lácteo brasileiro. Com atuação iniciada em 2007, a instituição tem como foco o desenvolvimento tecnológico, econômico e social da cadeia do leite e derivados, conectando competências técnicas, científicas e empresariais para fomentar inovação e novos negócios.

Foto: Isabele Kleim
A proposta da agência é atuar de forma integrada no Sistema Agroindustrial do Leite, promovendo o desenvolvimento local, regional e nacional, com base em princípios de inclusão e sustentabilidade. Ao longo de quase duas décadas, o Polo do Leite ampliou sua presença e fortaleceu parcerias estratégicas, tornando-se referência em inovação aplicada ao setor.
Entre as principais linhas de atuação, destaca-se o modelo de Open Innovation, que promove a interlocução com a comunidade científica e tecnológica por meio de iniciativas como o Sistema InovaLácteos, a Rede Ciência, Tecnologia e Inovação em Leite e Derivados e instituições parceiras. A agência também atua na elaboração e gestão de projetos voltados a editais de fomento, junto a instituições como Finep, Fapemig, Fapesp e Faperj, além de projetos de transferência tecnológica.
Outro eixo relevante é a conexão com o ecossistema de inovação, por meio de desafios tecnológicos e da aproximação com startups, buscando soluções para gargalos reais da indústria de leite e derivados e o aumento da competitividade do setor.

Foto: Wenderson Araujo
Estrutura
A estrutura do Polo do Leite inclui ainda uma ampla rede de análises laboratoriais e parcerias institucionais, com acesso a plataformas de inovação e pesquisa vinculadas a instituições como a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Instituto de Laticínios Cândido Tostes, Embrapa Gado de Leite, Parque Tecnológico de Uberaba e FAZU.
Na área tecnológica, a agência atua no desenvolvimento de sensores e instrumentação customizada, com aplicações de Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial, voltadas às necessidades específicas da cadeia láctea.
A presença acadêmica também é um diferencial da instituição, que integra a Rede Ciência, Tecnologia e Inovação em Leite e Derivados e participa do Mestrado Profissional em Leite e Derivados, fortalecendo a formação de recursos humanos e a aplicação prática do conhecimento científico.
Núcleos de Inovação
Atualmente, o Polo do Leite conta com quatro Núcleos de Inovação, localizados em Juiz de Fora, Viçosa, Lavras e Uberaba, envolvendo 15 instituições de ciência e tecnologia. O ecossistema já contabiliza 83 startups pré-aceleradas, mais de 160 empreendedores qualificados e 26 startups incubadas.
Um dos principais instrumentos dessa atuação é o Sistema InovaLácteos (SIL), hub de inovação que reúne parceiros institucionais e

Foto: Ari Dias
tecnológicos para promover soluções inovadoras em toda a cadeia agroalimentar do leite. O objetivo é ampliar o número de empresas de base tecnológica e gerar respostas concretas aos desafios dos diferentes segmentos do setor, com foco especial na competitividade da cadeia láctea de Minas Gerais.
O SIL é executado pelo Polo do Leite em parceria com o Governo de Minas Gerais, por meio das Secretarias de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e de Desenvolvimento Econômico (Sede), com apoio da Fapemig, além de parques tecnológicos e universidades vinculadas.
Com atuação integrada entre ciência, mercado e políticas públicas, o Polo do Leite se posiciona como um elo estratégico para transformar conhecimento em inovação, reforçando o papel do Brasil na modernização e no fortalecimento sustentável da cadeia do leite e derivados.
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Projeto Qualigen leva genética de elite à pecuária familiar no Rio Grande do Sul
Em Caçapava do Sul, nove terneiros nascem após inseminação artificial com sêmen de reprodutores testados, marcando os primeiros resultados em campo da iniciativa.

Os primeiros resultados práticos do Projeto de Qualidade e Excelência em Genética Bovina Taurina para a Agricultura Familiar (Qualigen) já começaram a aparecer no campo. No município de Caçapava do Sul, na propriedade do produtor Lasier Garcia, nasceram nove terneiros oriundos de inseminação artificial, resultado de 11 vacas inseminadas com material genético do projeto.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul, Vivian Timpani, os animais já apresentam características fenotípicas que permitem identificar traços das raças utilizadas. No entanto, ela pondera que qualquer avaliação produtiva ainda exige tempo e acompanhamento. “Essas informações dependem da coleta e da análise de dados ao longo do tempo”, explica. “Somente com o acompanhamento do crescimento dos animais será possível verificar se eles atingirão os índices esperados”, completa.
Na propriedade, as diferenças entre os terneiros do Qualigen e aqueles gerados por monta natural já chamam a atenção do produtor. Lasier Garcia compara os resultados da inseminação artificial com o uso de seu próprio reprodutor. “Meu touro é puro, mas não é do mesmo nível de um reprodutor de elite, que passa por prova de desempenho e vai para uma central de coleta”, afirma.
De acordo com Garcia, os terneiros oriundos do projeto apresentam características mais definidas desde cedo. “Eles trazem mais comprimento corporal, perna mais grossa e couro mais solto, o que já mostra que o animal tem potencial produtivo para o futuro”, relata. “Isso a gente percebe no dia a dia, e é uma satisfação ver que realmente vale a pena inseminar”, acrescenta.
Para o produtor, o melhoramento genético deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade dentro da pecuária familiar. Ele defende a ampliação do Qualigen como estratégia para elevar o padrão dos rebanhos e a renda das pequenas propriedades. “Eu não vejo outra forma de promover o melhoramento genético nas pequenas propriedades que não seja por meio da inseminação, da forma como estamos oferecendo neste projeto, que é uma inovação”, afirma. “O Qualigen é um projeto que precisa ser ampliado para alcançar cada vez mais pecuaristas familiares”, menciona.
Projeto Qualigen
O Qualigen é voltado à pecuária familiar e tem como objetivo promover o melhoramento genético dos rebanhos por meio da inseminação artificial com sêmen de alta qualidade.
A iniciativa utiliza material genético de reprodutores testados e destacados em provas de desempenho das raças taurinas Angus, Ultrablack, Hereford, Braford, Brangus e Charolês.
O projeto é desenvolvido em parceria entre a Embrapa Pecuária Sul, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetag/RS) e os Sindicatos de Trabalhadores Rurais de Caçapava do Sul, Pinheiro Machado, Alegrete e Santo Antônio da Patrulha.
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SBSBL anuncia Daniel Baretta como novo presidente da comissão científica
Transição planejada marca o encerramento da gestão de Claiton André Zotti e inicia um novo ciclo técnico no Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite.

A presidência da comissão científica do Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL) passou por uma transição planejada, apresentada aos membros durante reunião realizada na noite de terça-feira (03). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o Simpósio inicia um novo ciclo com a saída do médico-veterinário, Claiton André Zotti, que esteve à frente da comissão nos últimos três anos, e a entrada do médico-veterinário Daniel Baretta, como novo presidente.
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destacou a importância do trabalho desenvolvido pelas comissões científicas e agradeceu a contribuição de Zotti. “As mudanças fazem parte do amadurecimento das entidades e dos eventos. O Claiton teve um papel fundamental na construção do Simpósio, sempre com uma visão técnica alinhada à realidade do campo. A escolha do Daniel segue o mesmo critério que adotamos em todas as comissões: competência técnica, proximidade com o setor, diálogo com a diretoria e respeito dos colegas”, afirmou.
Três anos de crescimento

Médico-veterinário, Claiton André Zotti e a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin e o médico-veterinário, Claiton André Zotti
Ao se despedir da presidência da comissão científica, Claiton André Zotti, agradeceu a oportunidade de liderar o grupo e ressaltou o caráter coletivo do trabalho desenvolvido. “Foram três anos muito prazerosos, trabalhando com uma equipe comprometida, que exerce o voluntariado com seriedade e dedicação. Cada colega conhece o esforço envolvido em organizar um evento desse porte, e isso fez toda a diferença”, comentou.
Zotti explicou que a decisão de deixar o cargo está relacionada a questões profissionais, cada vez mais frequentes em sua rotina. Ainda assim, buscou conduzir a comissão com intensidade e foco. “Sempre acreditei em um trabalho intenso e bem feito. Tentamos mostrar os desafios do setor leiteiro e representar aquilo que realmente está acontecendo no campo. Tivemos também uma participação crescente da bovinocultura de corte nos debates”, pontuou.
Entre as principais conquistas do período, Zotti destacou o crescimento do Simpósio e a resposta positiva do público. “O reconhecimento é coletivo. Crescemos muito nesses três anos, com avaliações positivas e uma trajetória ascendente. Conseguimos representar as demandas do mercado, identificar gargalos e levar esse conteúdo de forma clara para os profissionais e produtores de leite. Esse é, sem dúvida, o principal sucesso do SBSBL”, avaliou.
Novos desafios

Médico-veterinário, Claiton André Zotti e a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin
Ao assumir a presidência da comissão científica, o médico-veterinário Daniel Baretta destacou a satisfação em iniciar a nova missão. “É uma satisfação começar essa nova etapa como presidente da comissão científica de um Simpósio que vem se destacando como um marco, não apenas para a região oeste, mas para Santa Catarina e para o Sul do Brasil”, afirmou.
Baretta ressaltou que a partir da 16ª edição, o objetivo é fortalecer ainda mais o posicionamento do SBSBL como um evento estratégico para a cadeia produtiva do leite. “Nossa intenção é continuar o trabalho das comissões anteriores, elevando o Simpósio como um evento relevante para o setor produtivo”, explicou.
Ao comentar os próximos desafios, o presidente destacou o momento delicado vivido pelo setor leiteiro e a necessidade de eficiência. “O mercado é muito dinâmico. Passamos por um período desafiador, e manter produtividade e lucratividade exige eficiência, que passa por nutrição, sanidade, reprodução e gestão. Esses temas seguirão no centro da programação, para que técnicos e produtores saiam do Simpósio com energia renovada para enfrentar os desafios do setor”, afirmou.
Outro ponto destacado por Baretta é a valorização do debate científico. “A publicação de resumos científicos, que já acontece em algumas edições, é fundamental para elevar o SBSBL como um ambiente de discussão científica, aproximando universidades, pesquisadores e o setor produtivo”, concluiu.
SBSBL
Médicos veterinários, zootecnistas, produtores rurais, consultores, estudantes, pesquisadores e demais profissionais da agroindústria já podem garantir sua inscrição para o 15º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), que será realizado entre os dias 06 a 08 de outubro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).



