Avicultura
Demanda externa de carne de frango registra recorde, mas preços caem levemente em fevereiro
Segundo mês do ano foi positivo, com 406 mil t in natura embarcadas, 7,5% acima de fevereiro de 2024 e um novo recorde para o mês.

Com as exportações performando bem e preços das demais proteínas animais em alto patamar, as cotações da ave continuaram firmes em fevereiro de 2025. Os spreads da produção de carne de frango e das exportações, embora tendo cedido em relação a janeiro de 2025, ainda seguem sustentados.
Os preços do frango inteiro congelado (SP) se mantiveram estáveis em fevereiro (-0,3% contra janeiro de 2025) num mês em que a carcaça dianteira bovina, concorrente da ave, também caiu pouco (-0,9%), ao passo em que o traseiro desvalorizou 5,0%.
A relação de troca entre o dianteiro e o frango seguiu de lado, um pouco acima da média histórica, indicando que a proteína avícola segue barata relativamente. Além destas carnes, vale dizer que a meia carcaça suína subiu 13% no mês e o ovo escalou 40%. Ou seja, apesar de leves quedas das carnes bovina e de frango, o patamar de preços das proteínas animais, de modo geral, segue elevado.
Em relação ao spread da produção de frango, houve leve redução, para 72% (média histórica 56%), em função da alta de 0,8% no custo de produção da avicultura e da leve queda na ave abatida (0,3%).
Do lado da demanda externa, o segundo mês do ano foi positivo, com 406 mil t in natura embarcadas, 7,5% acima de fevereiro de 2024 e um novo recorde para o mês. Porém, o preço médio da carne in natura exportada caiu levemente (-0,5%), frente a janeiro de 2025, o que, juntamente da desvalorização do dólar frente ao real (4,4%) prejudicaram a receita convertida em moeda nacional. E com a queda do preço da carne, o spread de exportação também enfraqueceu, de 109% em janeiro para 98%emfevereiro, ainda favorável frente à média histórica de 78%.
No primeiro bimestre, apesar de recuos nas exportações para importantes destinos, caso de Arábia Saudita, China e Japão, outros mercados têm se destacado, como México, Filipinas e Coreia do Sul, entre outros, mais que compensando os menores envios aos principais compradores

Avicultura
Mato Grosso do Sul discute regras para monitoramento de Salmonella em aves
Consulta pública busca participação do setor produtivo na construção de normativa para reforçar a sanidade e a competitividade.

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) está com consulta pública aberta sobre o controle e o monitoramento de Salmonella em estabelecimentos avícolas comerciais de corte no Estado de Mato Grosso do Sul. O objetivo da consulta pública nº 001/2026 é receber sugestões, comentários e contribuições sobre o controle e o monitoramento de Salmonella em estabelecimentos avícolas comerciais de corte no Estado de Mato Grosso do Sul, com vistas à elaboração de ato normativo sobre a matéria.

Foto: Jonas Oliveira
As contribuições podem ser enviadas até 19 de março por todos os interessados, em especial produtores rurais, entidades do setor, associações e sindicatos, acesse clicando aqui.
A documentação e o formulário eletrônico para o registro das contribuições, assim como os critérios e procedimentos para participação estão à disposição dos interessados clicando aqui.
O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold reforça que a consulta pública é fundamental para fortalecer a cadeia da avicultura. “É um setor estratégico para o desenvolvimento econômico do Mato Grosso do Sul. A sanidade avícola é um pilar essencial para a competitividade e a sustentabilidade dessa cadeia produtiva, e a participação de médicos veterinários, laboratórios e produtores é crucial para aprimorarmos os processos de diagnóstico e monitoramento de doenças.”, destacou.
Avicultura
Conbrasfran 2026 discute novos desafios da avicultura além da produção nas granjas
Evento aborda impacto de custos, comércio global e ambiente regulatório na competitividade da cadeia.

Pressionada por custos de produção, volatilidade no comércio internacional e riscos sanitários, a avicultura brasileira começa a ampliar o foco de seus debates técnicos para além da produção dentro das granjas. Questões como ambiente regulatório, eficiência logística, geopolítica e estratégias comerciais passam a ganhar espaço nas discussões do setor, refletindo uma mudança no perfil dos desafios enfrentados pela cadeia.
Esse movimento será um dos eixos centrais da Conbrasfran 2026, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que estruturou sua programação técnica em diferentes frentes para acompanhar a complexidade crescente da atividade. Ao longo de três dias, a agenda setorial reunirá fóruns já consolidados e novos espaços de debate.
Para o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador do encontro, José Eduardo dos Santos, a programação responde a um novo contexto econômico global e operacional do setor. “A avicultura continua sendo altamente eficiente do ponto de vista produtivo, mas hoje o resultado está cada vez mais condicionado a fatores externos, como custos logísticos, geopolítica, ambiente tributário e acesso a mercados. Discutir esses temas de forma integrada é essencial para manter a competitividade”, afirma.
Outras informações sobre a 2ª Conbrasfran, realizada pela Asgav, podem ser encontradas na página do evento, acesse clicando aqui, através do Instagram @conbrasfran, do What’sApp (51) 9 8600.9684 ou do e-mail conbrasfran@asgav.com.br.
Avicultura
Avicultura brasileira projeta produção de 15,8 milhões de toneladas em 2026
Crescimento estimado em 2,3% mantém Brasil entre os maiores produtores globais.

A avicultura brasileira segue operando em um cenário de desafios, mas mantém desempenho estável diante da demanda interna e externa. A expectativa é de menor espaço para novas quedas nos preços da carne de frango no país, que continua competitiva em relação à carne bovina.
No cenário internacional, a produção de carne de frango da China foi revisada para cima pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A estimativa aponta crescimento de 4,8% em 2026, alcançando 17,3 milhões de toneladas, o que deve consolidar o país como o segundo maior produtor global, atrás apenas dos Estados Unidos. Já o Brasil deve registrar aumento de 2,3% na produção, chegando a 15,8 milhões de toneladas, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Entre os exportadores, a China também amplia presença no mercado. As exportações do país asiático devem crescer 29% neste ano, atingindo 1,4 milhão de toneladas e superando a Tailândia, ocupando a quarta posição global.
No Brasil, os custos de ração permaneceram controlados, mas a queda nos preços da carne de frango ao longo de março reduziu a margem da atividade no mercado interno. Ainda assim, o setor segue sustentado pela demanda externa, que continua firme mesmo com o aumento dos custos logísticos, influenciados pelo cenário no Golfo Pérsico.
A carne de frango mantém competitividade frente à bovina, principalmente diante da ausência de expectativa de queda nos preços do boi. Com isso, o mercado indica menor espaço para novas reduções nos preços da proteína avícola.
O setor também monitora riscos no cenário internacional, especialmente ligados ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o escoamento das exportações brasileiras de frango. Além disso, há atenção em relação à safra de milho, já que a consolidação da safrinha depende das condições climáticas nas próximas semanas, o que pode impactar os custos de produção.



