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Demanda arrefecida derruba preços do frango no Brasil

Mercado brasileiro de frango registrou uma semana de forte retração nas cotações

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de frango registrou uma semana de forte retração nas cotações, especialmente nos cortes negociados no atacado e na reposição. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, essa queda não chega a surpreender, uma vez que neste período do ano o consumidor se depara com despesas adicionais que forçam uma queda natural na demanda por carnes.

Em contrapartida, o crescimento dos custos de produção nas últimas semanas é uma grave preocupação para o setor avícola, avaliando o recente descolamento dos preços do milho no mercado doméstico.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram boas alterações para os cortes congelados de frango na semana frente à anterior. O quilo do peito no atacado passou de R$ 6,20 para R$ 5,95, o quilo da coxa de R$ 6,35 para R$ 5,90 e o quilo da asa de R$ 10,50 para R$ 9,50. Na distribuição, o quilo do peito retrocedeu de R$ 6,40 para R$ 6,15, o quilo da coxa de R$ 6,45 para R$ 6 e o quilo da asa de R$ 10,75 para R$ 9,75.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de mudanças ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito caiu de R$ 6,30 para R$ 6,05, o quilo da coxa de R$ 6,47 para R$ 6,02 e o quilo da asa de R$ 10,58 para R$ 9,58. Na distribuição, o preço do quilo do peito retrocedeu de R$ 6,50 para R$ 6,25, o quilo da coxa de R$ 6,57 para R$ 6,12 e o quilo da asa de R$ 10,83 para R$ 9,83.

As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 192,1 milhões em janeiro (7 dias úteis), com média diária de US$ 27,4 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 113,7 mil toneladas, com média diária de 16,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.690,10.

Na comparação com dezembro, houve queda de 1,0% no valor médio diário da exportação, perda de 5,5% na quantidade média diária exportada e alta de 4,8% no preço. Na comparação com janeiro de 2019, houve alta de 47,9% no valor médio diário, ganho de 37,1% na quantidade média diária e ganho de 7,9% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo permaneceu em R$ 3,50. Em São Paulo o quilo vivo baixou de R$ 3,20 para R$ 2,65.

Na integração catarinense a cotação do frango seguiu em R$ 2,54. No oeste do Paraná o preço se manteve em R$ 3,09. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo permaneceu em R$ 2,80.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango seguiu em R$ 3,15. Em Goiás o quilo vivo permaneceu em R$ 3,45. No Distrito Federal o quilo vivo permaneceu em R$ 3,50.

Em Pernambuco, o quilo vivo baixou de R$ 4,20 para R$ 3,80. No Ceará a cotação do quilo vivo caiu de R$ 4,20 para R$ 3,80 e, no Pará, o quilo vivo recuou de R$ 4,40 para R$ 4.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Informação

Abertas as inscrições para a 14ª jornada de iniciação científica Embrapa/UnC

O objetivo principal é divulgar e valorizar o conhecimento gerado em instituições de ensino

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Divulgação

Estudantes universitários de qualquer curso superior já podem fazer a inscrição de trabalhos para a 14ª edição da Jornada de Iniciação Científica (Jinc) organizada pela Embrapa Suínos e Aves e a Universidade do Constestado – UnC Campus Concórdia, com apoio do Instituto Federal Catarinense (IFC). O tema deste ano é “Inteligência Artificial: A Nova Fronteira da Ciência Brasileira”. O prazo termina no dia 8 de setembro.

No site da Jinc (www.cnpsa.embrapa.br/14jinc) é possível baixar os modelos de apresentação e as normas de submissão. Os trabalhos serão analisados por uma comissão científica formada por profissionais das instituições organizadoras e apresentados na forma de comunicação oral e pôster. O evento acontece no dia 21 de outubro, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, na UnC em Concórdia.

A Jinc faz parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do município e se consolidou como um evento voltado para a discussão da ciência e da pesquisa, com o foco na iniciação científica. O objetivo principal é divulgar e valorizar o conhecimento gerado em instituições de ensino.

Fonte: Embrapa Suínos e Aves
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Notícias Suinocultura

Preço pago pelo quilo do suíno sobe R$ 0,20 no RS

Média do preço pago pelo quilo do suíno vivo registrada na primeira semana do mês de julho foi de R$ 4,64

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Arquivo/OP Rural

Com baixas sendo registradas desde a segunda quinzena do mês de março, por conta do novo coronavírus, o preço pago pelo quilo do suíno vivo vem se recuperando gradativamente e tendo aumentos expressivos no Rio Grande do Sul.

A pesquisa realizada semanalmente pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul – ACSURS com o apoio da MSD Saúde Animal, Minitube e Choice Genetics, apontou aumento de R$ 0,20. A média do preço pago pelo quilo do suíno vivo registrada na primeira semana do mês de julho foi de R$ 4,64.

O primeiro vice-presidente da ACSURS, Mauro Antonio Gobbi, explica que a pandemia, que ocasionou o baixo consumo de carne suína no mercado interno e também o fechamento de algumas plantas frigoríficas, resultou nas quedas registradas nos últimos meses. “Além disso, tradicionalmente o preço da carne suína no primeiro trimestre costuma não ter os preços tão elevados”, frisa.

Já em relação ao atual momento, quando os aumentos começam a ser expressivos, Gobbi justifica que assim como os altos índices de exportação e a retomada das plantas frigoríficas, as temperaturas baixas registradas no Estado também  são uma influência, já que o mercado interno volta a consumir com mais frequência a proteína animal.

Outro fator que o vice-presidente da entidade destaca são os altos custos de produção. “Com os custos de produção muito altos, o preço precisa subir para remunerar o suinocultor”, conclui.

A saca de 60 quilos do milho está custando em média de R$ 44,83. O preço da tonelada do farelo de soja (preço da indústria – FOB) é de R$ 1.775,00 para compras à vista e no prazo (30 dias) é de R$ 1.795,00.

Agroindústrias e cooperativas

O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 4,16. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Cooperalfa/Aurora: R$ 4,20 (base suíno gordo) e R$ 4,20 (base leitão de 6 a 23 quilos); Cosuel/Dália Alimentos R$4,15; Cooperativa Languiru R$ 4,12; Ouro do Sul R$ 4,20; Alibem R$ 4,10; Adelle Foods R$ 4,20 e Pamplona R$ 4,20.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Vendas de máquinas agrícolas no país caem no semestre, mas projeção é de alta no ano

Vendas de máquinas agrícolas e tratores no Brasil fecharam o primeiro semestre com queda de 1,3% na comparação com o mesmo período do ano passado

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Arquivo/OP Rural

As vendas de máquinas agrícolas e tratores no Brasil fecharam o primeiro semestre com queda de 1,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, para 19.642 unidades, em meio a impactos da pandemia de Covid-19, informou nesta segunda-feira (06) a associação nacional dos fabricantes de veículos Anfavea.

Mas a associação está confiante de que terá um segundo semestre melhor nas vendas de máquinas agrícolas e elevou as projeções para uma alta de 3% em 2020 —ante aumento de 0,5% na previsão de janeiro—, com o agronegócio sendo menos afetado pela crise do coronavírus, diante do impulso do câmbio nos preços das commodities.

No que diz respeito às chamadas máquinas rodoviárias, a Anafavea reduziu as estimativas para 2020, de uma alta de 22% prevista em janeiro, para queda de 24%, devido à menor demanda para construção de estradas, com a indústria fabricante de tratores sofrendo neste ano.

Em junho, as vendas totais, de máquinas agrícolas e rodoviárias, somaram 3.910 unidades, alta de 0,9% ante maio e uma queda de 9,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As vendas de tratores de rodas somaram 2.614 unidades, queda de 15% ante maio e de 23,4% na comparação com junho do ano passado, o que resultou uma baixa de 5% no primeiro semestre.

Já as vendas de colheitadeiras de grãos atingiram 734 unidades em junho, alta de 130,8% versus maio e de 39,3% na comparação com junho do ano passado. No semestre, o setor ainda vê recuo de 9%.

Contudo, após um primeiro semestre de negócios mais mornos em meio a incertezas relacionadas à crise do coronavírus, o setor de máquinas agrícolas espera uma movimentação maior dos agricultores nos seus últimos meses do ano, quando é semeada a safra de soja, a principal do país, conforme executivos ouvidos pela Reuters anteriormente.

Montadoras de máquinas agrícolas estão até mesmo reajustando preços para repassar o aumento de gastos com peças importadas encarecidas pela alta do dólar, e devem ter a seu favor a boa rentabilidade de produtores de grãos do Brasil, um dos poucos setores que, também pelo câmbio, obteve margens positivas neste momento de crise histórica.

Já a comercialização de colhedoras de cana somou 52 unidades, aumento de 225% ante maio e de 160% na comparação com junho do ano passado. No semestre, as fábricas apontaram aumento de 24,2%, mesmo diante das dificuldades relatadas pelas usinas no mercado de etanol, enquanto as exportações de açúcar estão elevadas.

Fonte: Reuters
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