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Definida a programação dos eventos técnicos e científicos da MERCOAGRO 2016
A feira ocorre de 13 a 16 de setembro deste ano, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC)
A programação completa dos eventos técnicos e científicos paralelos à 11ª Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne (MERCOAGRO) foi anunciada nesta semana pelo SENAI Chapecó. A feira ocorre de 13 a 16 de setembro deste ano, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), sob organização da Associação Comercial e Industrial (ACIC).
Tem apoio institucional do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e Centro de Tecnologia de Carnes do ITAL, entre outras instituições.
De acordo com o gerente de educação e tecnologia do SENAI Almeri Dedonatto, o principal evento da programação será a 11ª edição do Seminário Internacional de Industrialização da Carne, no auditório do Lang Palace Hotel, cuja coordenação é do SENAI CHAPECÓ. O Seminário será desenvolvido no dia 14 de setembro, das 8 às 18 horas, com palestras nacionais e internacionais e, ainda, sessão de pôsteres-resumos de temas da atualidade.
O objetivo do Seminário é disseminar práticas e ações de instituições nacionais e internacionais de referência em diferentes áreas da indústria de carnes e produtos cárneos, focalizando a inovação tecnológica por meio de palestras e revelando as iniciativas desenvolvidas para enfrentar os desafios atuais e futuros da indústria.
Seminário
A programação está assim estabelecida: das 7h30 às 8h15 credenciamento; das 8h15 às 8h45 abertura oficial. Às 8h45 será realizada a palestra de abertura sobre Cenário atual e perspectivas da proteína animal, com Ariel Antônio Mendes, diretor de produção e técnico-científico da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Em seguida, das 9h15 às 10 horas, será focalizado o tema Food Defense e prevenção de riscos na indústria de carnes, com Marco Taborda, CEO Aquimisa Brasil. Em seguida, intervalo das 10 horas às 10h30 com sessão de pôsteres. Das 10h30 às 11h15, o assunto em pauta será Inovação em filmes e embalagens para produtos cárneos, com Fernando Baldini, gerente de tecnologia da Poly-clip System Ltda. Às 11h15 entra em pauta o Bem-estar animal, com Victor Abreu de Lima, sócio e consultor da empresa BEA Consultoria e Treinamento na Produção Animal Ltda. Das 12 horas às 12h30 haverá mesa redonda e debate entre expositores e sessão de perguntas.
A programação do período vespertino será a seguinte: das 14 horas às 14h45 palestra “Atualização sobre Nitratos e Nitritos em produtos cárneos" com o PhD Rubson Olivo, diretor técnico da Olivos – Ciência & Tecnologia; das 14h45 às 15h30 inovações em ingredientes para produtos cárneos e das 15h30 às 16h15, serão abordados aspectos microbiológicos na segurança de produtos cárneos, com a 3M do Brasil. Das 16h15 às 16h45 haverá mesa redonda e sessão de perguntas. O encerramento das palestras está previsto para as 17 horas, seguindo-se sessão pôsteres e coquetel.
Além do Seminário, a programação inclui o Salão de Inovação e o Laboratório Experimental.
O Salão de Inovação será realizado na feira, ao lado do stand do SENAI/FIESC. Durante todo o período da MERCOAGRO serão apresentados pôsteres com resumo das conclusões de pesquisas realizadas na área da cadeia produtiva de carnes e leite, elaboradas pelo SENAI Chapecó bem como empresas e órgãos de pesquisa de Santa Catarina e do sul do Brasil.
Além da apresentação de pôsteres, também serão realizadas diversas minipalestras com duração de 20 minutos, durante todos os dias da feira. Serão apresentados os resultados dos trabalhos desenvolvidos com foco em melhorias de processos, produtos e inovação com o objetivo de motivar os profissionais a criar ideias para agregar valor em seus processos e produtos. “Queremos criar sinergia entre o trabalho desenvolvido no ambiente acadêmico e o ambiente industrial, a fim de captar investidores e apoiadores para os projetos realizados”, enfatiza Dedonatto.
Entre as minipalestras já confirmadas estão: aproveitamento de resíduos de pescados, lean manufacturing, detecção de compostos voláteis secundários (aldeídos) em farinhas utilizadas na alimentação animal com utilização de nariz e língua eletrônica, aplicação dos métodos de cromatrografia gasosa e eletroquímica na avaliação de compostos voláteis indesejáveis em embalagens de iogurte, processos de separação por membranas aplicados no desenvolvimento de novos produtos lácteos: teoria e prática, segurança de alimentos, industrialização de carne de ovinos, padronização de produtos cárneos prontos para consumo com utilização de nariz e língua eletrônica e rotulagem e aprovação de rotulagem.
Ao final das minipalestras haverá um período para atendimento individualizado, auxiliando e orientando os participantes interessados, com relação aos assuntos apresentados: a Clínica Tecnológia.
A Clínica Tecnológica funcionará como consultoria técnica com atendimento individualizado, auxiliando e orientando os participantes interessados, com relação aos assuntos apresentados. “Daremos, inicialmente, uma explanação sobre os temas com as minipalestras e abriremos espaço para respostas técnicas ao público interessado em tirar suas dúvidas e conhecer novas tecnologias”, expõe o dirigente. O público poderá se inscrever no próprio estande.
Outra atração da programação paralela à Mercoagro 2016 é o Laboratório Experimental na planta de processamento de carnes no Senai (auditório do SENAI CHAPECÓ à rua Frei Bruno, 201, Parque das Palmeiras). Será desenvolvido no período de 13 a 16 de setembro, no horário das 8 às 22 horas, conforme necessidade das empresas e a demanda do público visitante.
Os expositores poderão utilizar a planta de processamento de carnes e leites e o próprio auditório do SENAI para instalação e demonstração dos seus equipamentos para uma clientela específica. Com o laboratório experimental à disposição, o expositor fará a apresentação de forma adequada aos clientes, ampliando a possibilidade de negócios.
A operacionalização será simplificada: o expositor entrará em contato com o Senai para agendar data e horário, informando a infraestrutura desejada para sua demonstração. Contará com um especialista do SENAI em cada planta de processamento para acompanhamento e apoio.
Todos os eventos serão gratuitos para os participantes e as inscrições poderão ser realizadas no site do evento que será disponibilizado em breve: www.seminariomercoagro.com.br. Para as atividades do salão de inovação não é obrigatória a inscrição antecipada, porém, as vagas são limitadas.
Fonte: Assessoria

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Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo
Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.
Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou
O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.
O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.
Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.
Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.
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Seara reposiciona carne suína no Brasil e já captura mais da metade da receita com estratégia de marca
Programa Açougue Suínos Seara Reserva e inovação de portfólio sustentam avanço em categoria historicamente dominada
por produtos sem agregação de valor

A Seara, da JBS, está consolidando uma mudança estrutural no mercado brasileiro de carne suína ao avançar sobre um dos principais gargalos da categoria: a ausência de marca e padronização no ponto de venda. Combinando inovação de portfólio, inteligência de mercado e transformação do varejo, a companhia já captura mais da metade da receita do segmento com um modelo baseado em valor agregado.
O movimento ocorre em um momento de crescimento consistente do consumo. A carne suína deve atingir 19,5 kg per capita no Brasil, consolidando-se como uma das proteínas que mais avançam no país, presente hoje em 93% dos lares. Ainda assim, cerca de 80% do volume vendido em açougues segue sem identificação de marca ou procedência, espaço que a Seara tem ocupado com uma estratégia estruturada para descomoditizar a categoria.
João Campos, presidente da Seara, avalia que o crescimento recente do consumo abre espaço para uma nova fase, em que qualidade percebida, conveniência e confiança passam a orientar a decisão de compra. “O brasileiro redescobriu a carne suína, e o nosso objetivo é liderar essa nova fase. Investimos na inovação para oferecer soluções de consumo, aliando qualidade à praticidade exigida pelo dia a dia”, afirma.
No centro dessa estratégia está o Açougue Suínos Seara Reserva, programa estruturado para transformar o ponto de venda e profissionalizar o varejo. A iniciativa atua sobre gargalos históricos do setor, como falta de padronização, perdas operacionais e escassez de mão de obra qualificada, e combina capacitação, consultoria técnica e fornecimento de produtos certificados.
Presente em mais de 1.300 lojas e apoiado por uma rede de mais de 130 consultores, o programa registra 93% de retenção entre os clientes e vem sustentando ganhos de margem, redução de perdas e aumento de fluxo nas lojas. Na prática, funciona como uma alavanca de crescimento para o varejo e, ao mesmo tempo, como uma plataforma de inteligência para a indústria.
Além do impacto operacional, o Açougue Suínos Seara Reserva se consolidou como um ativo estratégico para a companhia, ampliando a previsibilidade de demanda, fortalecendo a fidelização do varejo e funcionando como canal de testes e inteligência de mercado.
“Nosso foco é liderar a evolução da carne suína no Brasil, saindo de um mercado pouco diferenciado para um modelo baseado em marca, padronização e valor agregado. O Açougue Suínos Seara Reserva é um ativo estratégico nesse movimento, porque conecta indústria e varejo, melhora a eficiência da cadeia e cria uma experiência de compra mais qualificada para o consumidor”, afirma João Victor Bobsin, diretor executivo comercial da Seara.
Em paralelo, a Seara acelera a inovação no portfólio para capturar novas ocasiões de consumo. Produtos diferenciados, como cortes porcionados, itens temperados e soluções prontas para preparo em forno ou air fryer, já representam 49% da receita da categoria, com meta de chegar a 60% até 2027.
A companhia também aposta na valorização de cortes premium, como prime rib suíno e medalhões de filé mignon suíno, além de linhas como Suculentíssimo e Seara Reserva, voltadas a conveniência e maior valor agregado.
Ao combinar marca, inovação e transformação do ponto de venda, a companhia avança para capturar o crescimento da categoria e consolidar sua posição em um dos mercados mais promissores do setor de alimentos no Brasil.
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Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade
Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.
As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.
Preparado
Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.
Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.
Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.
Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.
