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Déficit de fiscais estaduais agropecuários chega a 32,6% no Rio Grande do Sul
No Dia do Fiscal Estadual Agropecuário (25), Afagro divulga levantamento que mostra redução do número de servidores na fiscalização agropecuária.

Levantamento elaborado pela Associação dos Fiscais Estaduais Agropecuários (Afagro) mostra que o déficit de Fiscais Estaduais Agropecuários chegará a 32,6% em relação ao número de vagas para o cargo. De acordo com a legislação que reestruturou as carreiras no Rio Grande do Sul (Lei nº 16.165), estão previstas 550 vagas para a função.
Atualmente, há 394 fiscais estaduais agropecuários em atividade, com formação em Medicina Veterinária, Engenharia Agronômica e Engenharia Florestal, na Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Até o momento, conforme dados da Divisão de Gestão de Pessoas (DGP/Seapi), há 156 vagas em aberto.

Kleitton Pan – Foto: Letícia Ziliotto
No entanto, este número irá crescer ainda mais. Considerando que 23 servidores vão deixar de imediato a função porque foram aprovados no concurso do Ministério da Agricultura (Mapa), o déficit passará a ser de 179 servidores – quase um terço do total de vagas previstas para o cargo. Além disso, outros colegas aprovados fazem parte do cadastro de reservas e têm grandes chances de nomeação.
Neste Dia do Fiscal Estadual Agropecuário (25), a Afagro lamenta que o tão almejado reconhecimento só ocorra em momentos de emergência sanitária, como a confirmação do foco de influenza aviária. “A reestruturação das carreiras atendeu parte das demandas da categoria, mas, infelizmente, não supriu os dez anos de defasagem salarial. Fica o receio de uma nova estagnação. Nossos colegas estão indo para instituições que oferecem carreiras mais estruturadas e que têm reposição da inflação anualmente”, diz Giuliano Suzin, vice-presidente da Afagro.
O último concurso foi realizado em 2022, com nomeações no mesmo ano e em 2023, ano em que o cadastro de reserva se esgotou. A rotatividade de servidores é alta devido à falta de atratividade da carreira se comparada a outras instituições que oferecem melhor remuneração e melhor estrutura de cargo, como o Mapa.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





