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Declaração anual de rebanho será entre junho e outubro no Rio Grande do Sul

Período tradicional para a atividade é de janeiro a maio, mas devido a necessidade de mais tempo para implantação da declaração digital, o prazo foi alterado.

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A Declaração Anual de Rebanho no Rio Grande do Sul em 2022 deverá ser feita entre os meses de junho e outubro. O período tradicional para a atividade é de janeiro a maio, mas devido a necessidade de mais tempo para implantação da declaração digital, o prazo foi alterado.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural está elaborando, junto com a Procergs, um sistema on-line para a declaração. A fase agora é de desenvolvimento do formulário que, segundo o chefe do Departamento de Controle e Informações Sanitárias da SeapDR, Francisco Lopes, será muito mais denso e completo. Antes, era um formulário impresso, frente e verso. “Agora, com a necessidade de informações mais detalhadas, o formulário deverá contemplar uma gama maior de dados e, ao mesmo tempo, ser de fácil entendimento e preenchimento pelo produtor rural.”

Até o final do mês de abril, técnicos dos departamentos de epidemiologia e educação sanitária estarão reunidos com representes das regionais da secretaria, para definir quais os campos que deverão constar no formulário. “Essa troca de ideias com quem está no interior e conhece o dia a dia do produtor será fundamental para a elaboração de um formulário mais amigável possível”, explica Lopes.

O presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS, Rogério Kerber, destaca que as informações mais completas são um diferencial importante após a certificação de área livre de febre aftosa sem vacinação, obtida pelo Rio Grande do Sul em 2021. “É preciso que o produtor fique atento ao prazo diferenciado este ano e se prepare para a inovação tecnológica que está sendo desenvolvida, permitindo que a declaração seja feita on-line, com mais praticidade e segurança”.

Fonte: Assessoria

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Entre navios e manguezais, biodiversidade de peixes se destaca na Baía de Paranaguá

Estudos e programas de monitoramento ambiental apontam a presença de centenas de espécies na Baía de Paranaguá e reforçam a convivência entre atividade portuária e conservação.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

À primeira vista, o cenário do Porto de Paranaguá é dominado pelo vaivém de gigantescos navios cargueiros, guindastes imponentes e uma engrenagem logística que conecta o Paraná ao comércio global. No entanto, nos estuários, onde o rio se encontra com o mar, o cenário se transforma logo abaixo da linha d’água. Ali, o ecossistema dos manguezais revela sua complexidade: um ambiente pulsante que, no pico da maré alta, fica completamente submerso, abrigando uma rica biodiversidade marinha.

Conciliar o posto de um dos maiores complexos portuários da América Latina com a conservação ambiental é um grande triunfo dos pesquisadores e técnicos que atuam no Porto de Paranaguá. Estudos recentes demonstram que a área portuária abriga centenas de espécies nativas, desde pequenos peixes estuarinos que dependem das raízes dos mangues para proteção, até grandes predadores que visitam a baía em busca de alimento.

Para compreender a riqueza que habita essas águas, a empresa pública Portos do Paraná investe em programas ambientais e apoia pesquisas acadêmicas sobre o tema. O monitoramento científico constante é fundamental, e o trabalho desenvolvido é considerado estudo científico.

Atualmente, a parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Centro de Estudos do Mar (CEM), conta com três convênios vigentes nio Litoral do Paraná, além do fornecimento de dados para pesquisadores, quando solicitado.

Foto: Shutterstock

Pesquisadores paranaenses apontam que a Baía de Paranaguá funciona como um ecossistema de transição. “A mistura da água doce dos rios com a água salgada do Oceano Atlântico cria um ambiente rico em nutrientes. Espécies como o robalo, a corvina e os bagres marinhos encontram ali as condições ideais para reprodução e crescimento. A presença de uma comunidade de peixes tão diversa e saudável é o principal indicador de que a qualidade da água e os habitats circundantes estão conseguindo resistir à pressão antrópica, ou seja, à ação humana”, afirma Pedro Pisacco Pereira Cordeiro, coordenador de Comunicação, Educação e Sustentabilidade dos Portos do Paraná.

Cuidado máximo

A manutenção desse ecossistema não acontece por acaso. Ela é fruto de uma gestão que entende que o crescimento econômico não pode navegar isolado da sustentabilidade. Programas rigorosos de monitoramento ambiental controlam desde a qualidade da água e dos sedimentos até o ruído subaquático gerado pelas embarcações.

Foto: Pixabay

O cuidado com a fauna marinha é colocado como prioridade máxima nas operações diárias e nos planos de expansão do porto. Com esse foco, os portos do Paraná possuem programas de monitoramento ambiental e de controle durante a execução de dragagens, como defletores de tartarugas para proteção desta espécie.

Além disso, o programa ambiental de monitoramento de cetáceos e quelônios acompanha essas populações e a presença na região. Não é raro, por exemplo, avistar botos muito próximos à área do porto, já que eles costumam utilizar as estruturas e o próprio costado dos navios como estratégia de alimentação, encurralando os cardumes contra as embarcações.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destaca que a eficiência logística do Estado caminha lado a lado com a responsabilidade ecológica: “Estamos muito empenhados em inovar e avançar tecnologicamente. Ao mesmo tempo, sabemos da nossa responsabilidade ambiental. Não há desenvolvimento econômico local duradouro sem que as nossas ações sejam pautadas pela sustentabilidade”, afirma. “Crescer e preservar precisam caminhar juntos”, enfatiza.

Equílibrio para o futuro

O cenário de Paranaguá prova que a economia e ecologia não precisam ser forças antagônicas. Enquanto os navios garantem o escoamento da safra e o abastecimento de mercados internacionais, os manguezais da baía continuam cumprindo seu papel ancestral de proteger a vida. O desafio de manter as águas limpas e a ictiofauna protegida é contínuo, mas, com o suporte dos pesquisadores locais e uma gestão portuária consciente, esta missão vem sendo cumprida com sucesso.

Fonte: AEN-PR
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Soja e cobre sustentam superávit comercial de US$ 7,8 bilhões em maio

Saldo da balança comercial cresceu 10,8% em relação a maio do ano passado e alcançou o quarto melhor resultado da série histórica para o mês.

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Foto: Claudio Neves

Impulsionado principalmente pelo aumento das exportações de soja e cobre, o superávit da balança comercial brasileira alcançou US$ 7,823 bilhões em maio, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado representa crescimento de 10,8% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 7,059 bilhões.

De acordo com a série histórica iniciada em 1989, trata-se do quarto maior superávit já registrado para o mês de maio, ficando atrás apenas dos resultados observados em 2023 (US$ 10,978 bilhões), 2021 (US$ 8,536 bilhões) e 2024 (US$ 8,302 bilhões).

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

No período, as exportações brasileiras somaram US$ 31,904 bilhões, avanço de 6,6% na comparação com maio do ano passado. As importações totalizaram US$ 24,081 bilhões, alta de 5,3% na mesma base de comparação.

Os valores registrados também figuram entre os maiores da série histórica para o mês de maio. As exportações alcançaram o segundo melhor resultado já registrado para o período, atrás apenas de maio de 2023. Já as importações tiveram o segundo maior valor da série para o mês, superadas somente pelo resultado de maio de 2022.

Acumulado

Nos cinco primeiros meses de 2026, a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 32,662 bilhões, resultado 34,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o desempenho foi favorecido pela recuperação dos preços e volumes exportados de commodities, além da ausência da importação de uma plataforma de petróleo realizada em fevereiro de 2025, operação que elevou significativamente as compras externas naquele período e não se repetiu neste ano.

Entre janeiro e maio, as exportações brasileiras somaram US$ 148,571 bilhões, crescimento de 8,7% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. As importações alcançaram US$ 115,908

Foto: Divulgação/Porto de Santos

bilhões, alta de 3,2% na mesma comparação.

O saldo acumulado é o terceiro maior já registrado para o período na série histórica, ficando atrás apenas dos resultados observados nos cinco primeiros meses de 2024, quando o superávit atingiu US$ 35,227 bilhões, e de 2023, com US$ 34,540 bilhões.

Setores

Na análise por setores, as exportações brasileiras apresentaram comportamentos distintos em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado. A agropecuária registrou crescimento de 9,8%, resultado de um aumento de 6,1% no volume embarcado e de 2,8% nos preços médios dos produtos exportados.

Na indústria extrativa, as exportações recuaram 1,9%, desempenho influenciado principalmente pelo petróleo. O setor registrou queda de 26,6% no volume exportado, parcialmente compensada pela valorização de 33,8% nos preços médios.

Foto: Jonathan Campos

Já a indústria de transformação apresentou expansão de 9% nas vendas externas. O resultado foi sustentado por um aumento de 7,4% nos preços médios dos produtos exportados e por uma alta de 1% no volume embarcado.

Produtos

Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das exportações brasileiras em maio, a agropecuária foi impulsionada principalmente pelas vendas de soja, que cresceram 14,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Também se destacaram o algodão bruto, com alta de 45,3%, e o milho não moído, exceto milho doce, cujas exportações avançaram 267,2%.

Na indústria extrativa, as exportações de óleos brutos de petróleo recuaram 9,3% e as de minério de ferro caíram 15,2%. O desempenho negativo desses produtos, porém, foi parcialmente compensado pelo forte crescimento das vendas externas de minério de cobre, que registraram alta de 149,4%.

Já na indústria de transformação, os principais destaques foram a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com crescimento de 50,2%, os combustíveis, que avançaram 75,2%, e o ouro não monetário, com aumento de 56,7% nas exportações.

Em valores absolutos, a soja foi o produto que mais contribuiu para o crescimento das exportações brasileiras em maio. As vendas externas do grão aumentaram US$ 804,1 milhões em

Foto: Roberto Dziura Jr

comparação com o mesmo mês de 2025, impulsionadas pelo avanço da colheita e pela valorização dos preços. Na sequência aparece o minério de cobre, que acrescentou US$ 617,9 milhões ao valor exportado pelo país no período.

No caso do petróleo bruto, as exportações recuaram US$ 390,8 milhões, com o volume recuando 42,1%, apesar da alta de 56,7% no preço médio, provocada pela guerra no Oriente Médio. A queda no volume está parcialmente relacionada à alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, imposta em meados de março como medida para segurar a alta dos combustíveis após o início do conflito.

Apesar do crescimento das exportações agropecuárias, as vendas de café despencaram em maio. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 297,6 milhões a menos do que em maio de 2025 (-24,5%). A queda deveu-se à redução de 8,6% no volume e de 13,4% no preço médio.

Importações

Pelo lado das importações, o crescimento foi impulsionado principalmente pelas compras de veículos no exterior. Em maio, as importações desse segmento aumentaram US$ 833,5 milhões em relação ao mesmo mês de 2025, configurando a principal contribuição para a expansão das compras externas no período.

Foto: Claudio Neves

Na agropecuária, os destaques ficaram por conta dos pescados, cujas importações cresceram 38,1%, dos produtos hortícolas, com alta de 26,6%, e da soja, que registrou avanço de 24,4%.

Na indústria extrativa, houve forte aumento nas compras de fertilizantes brutos, exceto adubos, com crescimento de 68,4%. Também apresentaram expansão as importações de carvão não aglomerado, que avançaram 59,8%, e de linhita e turfa, com alta de 115,1%.

Já na indústria de transformação, destacaram-se as importações de automóveis de passageiros, que cresceram 80,1%, de combustíveis, com avanço de 45,2%, e de válvulas e tubos termiônicos, cujas compras externas aumentaram 49% em comparação com maio do ano passado.

Projeções

Para 2026, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) projeta um superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, valor 5,9% superior ao saldo positivo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025. A estimativa considera crescimento tanto das exportações quanto das importações ao longo do ano.

Segundo as projeções da pasta, as exportações brasileiras deverão atingir US$ 364,2 bilhões em 2026, avanço de 4,6% em relação ao ano anterior. As importações, por sua vez, devem somar US$

Foto: Claudio Neves

280,2 bilhões, aumento de 4,2% na mesma base de comparação.

O Mdic atualiza suas projeções para a balança comercial a cada trimestre e informou que divulgará, em julho, novas estimativas detalhadas para exportações, importações e saldo comercial deste ano. O maior superávit da série histórica foi registrado em 2023, quando a balança comercial brasileira encerrou o ano com resultado positivo de US$ 98,9 bilhões.

As previsões do governo são mais conservadoras do que as do mercado financeiro. De acordo com o boletim Focus, levantamento semanal realizado pelo Banco Central junto a instituições financeiras, a expectativa é de que o superávit comercial brasileiro alcance US$ 76,2 bilhões em 2026. A projeção foi revisada para cima após o início do conflito no Oriente Médio.

Fonte: O Presente Rural ocm Agência Brasil
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Exportações para os EUA caem 14% e China amplia liderança nas compras do Brasil

Vendas brasileiras ao mercado norte-americano seguem em retração desde a adoção das tarifas do governo Trump, enquanto a China aumenta participação na pauta exportadora e reforça sua posição como principal parceiro comercial do país.

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Foto: Shutterstock

As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 14% em maio na comparação com o mesmo mês de 2025, divulgou na última quarta-feira (03) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Desde agosto do ano passado, quando começaram a vigorar as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, as vendas para o mercado estadunidense vêm recuando.

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Apesar da queda, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, diz que os números ainda não permitem concluir que houve uma mudança estrutural na relação comercial entre os dois países. “É cedo para falar de mudança estrutural. Fluxos no comércio exterior levam tempo para se adaptar, depende muito da composição da pauta, tem bens sob encomenda que sofrem choque maior, mas commodities e alimentos não, como é o caso de grande parte do perfil da pauta com Estados Unidos, com petróleo, celulose, combustível, carne, café. Tem um momento de aumento de custo, pode ser que cause retratação do fluxo, mas pode retomar rapidamente”, afirmou Brandão.

Ele ressaltou que o ritmo de redução das exportações para os Estados Unidos tem diminuído nos últimos meses. “Tivemos a maior queda em outubro, de 35%. Em janeiro houve redução de 26%, e essa redução vem se arrefecendo ao longo dos meses: 20% em fevereiro, 10% em março, 10% em abril e 14% em maio”, declarou.

Foto: Divulgação

Comércio com EUA

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram uma desaceleração do comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos em maio. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 3,09 bilhões no mês, uma queda de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações de produtos norte-americanos totalizaram US$ 3,21 bilhões, recuo de 11%, resultando em um déficit comercial de US$ 121 milhões para o Brasil.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para os Estados Unidos alcançaram US$ 14,01 bilhões, redução de 16% na comparação anual. As importações somaram US$ 15,48 bilhões, queda de 12,6%, enquanto o déficit da balança comercial brasileira com os norte-americanos atingiu US$ 1,47 bilhão entre janeiro e maio.

A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras também recuou, passando de 12% em maio de 2025 para 9,7% em maio deste ano.

China ganha espaço
Enquanto os embarques para os Estados Unidos diminuíram, a China ampliou sua presença como principal destino das exportações brasileiras. Em maio, as vendas para o país asiático cresceram

Foto: Beto Barata/Agência Brasil

9,5%, alcançando US$ 10,5 bilhões. As importações avançaram 24,2%, para US$ 6,8 bilhões. O resultado gerou superávit comercial de US$ 3,7 bilhões no mês.

Nos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para a China somaram US$ 43,26 bilhões, crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações alcançaram US$ 30,76 bilhões, alta de 4,1%, resultando em um superávit comercial de US$ 15,5 bilhões para o Brasil. Com esse desempenho, a participação da China na pauta exportadora brasileira aumentou de 32,1% para 32,9% no período, reforçando a posição do país asiático como principal destino das exportações nacionais.

Petróleo em destaque
Brandão também atribuiu ao conflito no Oriente Médio o forte avanço das exportações de combustíveis derivados de petróleo pela indústria de transformação. Segundo ele, os choques de oferta provocados pela guerra elevaram os preços internacionais e impulsionaram o valor exportado pelo Brasil.

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Em maio, as exportações brasileiras de óleos combustíveis registraram forte crescimento, com avanço de 75,2% no volume embarcado e aumento de 49,8% no valor exportado em comparação com o mesmo mês do ano passado. Em sentido oposto, as vendas externas de petróleo bruto apresentaram retração, com queda de 9,3% no valor exportado e recuo de 42,1% no volume embarcado na mesma base de comparação.

De acordo com o diretor do Mdic, o movimento é pontual e não está relacionado ao imposto de exportação criado pelo governo para o produto. “O Brasil é muito competitivo. A questão do imposto de exportação não vai impactar a oferta brasileira para o exterior, ainda mais em um cenário de preços elevados. As empresas continuam produzindo petróleo e os investimentos seguem ocorrendo”, afirmou.

Como exemplo, Brandão citou a entrada em operação de uma nova plataforma de produção de petróleo em fevereiro deste ano.

Saldo comercial
Nos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil acumulou superávit comercial de US$ 32,662 bilhões, acima dos US$ 24,33 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações para a China e pelo desempenho de produtos ligados ao setor de energia e commodities (bens primários com cotação internacional).

Fonte: Agência Brasil
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