Suínos Biosseguridade
Debate sobre Senecavírus evidencia necessidade de aumentar vigilância da cadeia produtiva
Dado a importância no âmbito da produção de suínos e ao pico recente de notificações no Paraná com pneumonia, a Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos – Regional do Paraná (Abraves-PR) promoveu um amplo debate sobre o tema, em evento que precedeu o 16º Encontro Regional, realizado em março no município de Toledo (PR).

Dado a importância no âmbito da produção de suínos e ao pico recente de notificações no Paraná com pneumonia, a Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos – Regional do Paraná (Abraves-PR) promoveu um amplo debate sobre os Desafios do Senecavírus A, evento que precedeu o 16º Encontro Regional, realizado em março no município de Toledo (PR).

Presidente da Abraves-PR, Gefferson Silva: “Precisamos ser proativos e ativos na resolução deste problema”
Segundo o presidente da Abraves-PR, Gefferson Silva, essa doença vesicular é um desafio enorme no campo em termos de notificação, porque não é possível fazer a diferenciação clínica apenas por meio de exames laboratoriais, uma vez que os sintomas do Senecavírus A (SVA) e da febre aftosa e de outras doenças vesiculares são muito semelhantes. “Esse debate trouxe um panorama de como estamos e como podemos avançar na identificação da doença, porque precisamos ser proativos e ativos na resolução deste problema”, declarou Silva.
O diretor executivo da Frimesa, Elias José Zydek, ressaltou o período desafiador que o setor está vivenciando na atualidade. “Não conheci um período tão desafiador quanto estão sendo esses últimos cinco anos, especialmente na suinocultura. Primeiro com falta e agora com excesso de oferta, incidência de problemas de campo, problemas comerciais, de custos de produção e de doenças no campo. Não tem mais fator negativo para acontecer, a situação chegou num ponto caótico para a suinocultura, porque ninguém hoje consegue manter uma planta trabalhando a 50% ou 60% da sua capacidade, ora porque não tem análise, ora porque não tem coleta, ora porque causou problemas operacionais. Desse jeito nós não vamos ter mais com o que trabalhar logo logo”, expôs Zydek.

Diretor executivo da Frimesa, Elias José Zydek: “É preciso achar as soluções, buscar os caminhos”
De acordo com ele, eventos como do Encontro Regional possibilitam colocar as cartas na mesa e discutir avanços para o setor. “É preciso achar as soluções, buscar os caminhos, mais do nunca estar abraçado à iniciativa privada, às cooperativas e empresas do setor, ao setor público, às universidades e às entidades que estão envolvidas na cadeia produtiva. É urgente a necessidade de encontramos uma solução! Parabéns à Abraves-PR por encampar esse tema, que é vital neste momento para a suinocultura”, salientou.
Considerado o segundo pesquisador no mundo a diagnosticar o Senecavírus A e o primeiro no Brasil, o médico-veterinário, pesquisador e professor doutor da Universidade Estadual de Londrina (UEL/PR), Amauri Alcindo Alfieri, abriu o debate expondo uma linha do tempo desde a identificação do vírus pela primeira vez nos Estados Unidos em 2002, evidenciando que ao longo de duas décadas poucos foram os avanços na produção científica mundial sobre o agente viral. “Conhecemos muito pouco deste vírus. Trabalhos científicos relacionados ao tema são poucos os que foram realizados no mundo perto de estudos de outras doenças emergentes, e quando se fala a nível Brasil é menor ainda. Precisamos conhecer melhor a epidemiologia desse vírus, que atualmente ainda está bastante obscura, uma vez que temos muito mais dúvidas do que respostas para dar aos produtores e à agroindústria”, pontua Alfieri.
O pesquisador da UEL também expôs a preocupação em relação à dificuldade na definição do título viral em uma planta vacinal, a interferência de anticorpos passivos e a metodologia usada para produção de vacinas virais. “É preciso avançar nesta questão”, ressalta.
Realidade norte-americana
O médico-veterinário e pesquisador Guilherme Milanez Preis, direto da Universidade de Minnesota, onde é estudante de PhD, trouxe a realidade norte americana para o debate, país em que a doença viral foi descoberta há 20 anos, no entanto exames sorológicos identificaram que o vírus circulava silenciosamente na população de suínos desde 1988.
Preis ressalta a alta capacidade diagnóstica de testagem da doença no país, com laboratórios habilitados para análise de alta sensibilidade diagnóstica para febre aftosa (APCR) em cada Estado americano credenciado à Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Animal. Em caso de resultado negativo, os animais são liberados no mesmo dia, no entanto, independente do resultado, as amostras devem ser enviadas para o Plum Island, para a realização de testes de cultura celular para tentar identificar o agente causador da doença vesicular nos animais.
De acordo com alguns estudos realizados nos Estados Unidos, casos da SVA apresentaram maior sazonalidade nos meses de verão, com pico entre agosto e setembro. Entre os fatores de risco para soropositividade, Preis evidencia que Unidades Produtoras de Suínos (UPLs) que praticam o processamento de animais mortos tinham nove vezes mais chances de serem soropositivas para SVA quando comparado com as UPLs que destinavam seus animais mortos dentro da propriedade rural.
Preis destaca tentativas de erradicação de SVA no rebanho norte-americano através de exposição massal/fechamento do rebanho, coleta de fluído vesicular e mistura com PBS, solução/inóculo (rRT-PCR), inoculação intranasal em animais/baias que não tiveram vesículas durante surto. “Parecem eficazes no interrompimento da transmissão constante em leitoas suscetíveis introduzidas semanalmente, no entanto, não temos muitos dados destas ações a longo prazo, visto que poucas granjas reportaram algum novo surto, outras nada fizeram e algumas reportaram recorrência de surtos, então é necessário que se façam mais estudos para entendermos essa possibilidade da infecção persistente nos animais”, frisa.
Da notificação ao resultado leva até 15 dias

Gerente de Suprimentos de Suínos da Frimesa, Valdecir Mauerwerck: “Da notificação à liberação para prosseguir com o abate leva cerca de 15 dias”
O gerente de Suprimentos de Suínos da Frimesa, Valdecir Mauerwerck, trouxe informações sobre as condutas técnicas no campo e em abatedouros, dificuldade em relação ao tempo entre coleta, envio do material, laudo e desinterdição, destinações de carcaças e ações no campo e agroindústrias.
O SVA em suínos se apresenta com feridas semelhantes a aftas, localizadas no focinho, na boca dos animais e na parede do casco (banda coronária e coxim plantar), podendo manifestar também anorexia, claudicação, letargia e febre, com sinais clínicos compatíveis com outras enfermidades vesiculares de suínos, como a febre aftosa, que são de notificação obrigatória, conforme a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “Existe no país apenas o Laboratório Lanagro credenciado para realizar as análises clínicas sanitárias para SVA, o que torna o processo moroso, levando da notificação, coleta, envio de amostras, resultado, termo de desinterdição e liberação para prosseguir com o abate cerca de 15 dias, período em que os animais terminados ficam a mais na granja, gerando maior custo de produção, risco de perda de produtividade e mortalidade de animais”, constata, ressaltando a ausência de vacinas até agosto de 2021. “Há alguns meses recebemos a notícia de uma vacina para SVA, porém a nível de campo essa tecnologia ainda não está implantada, sendo urgente a sua implementação para controle da enfermidade na sua forma clínica, com um programa vacinal sazonal”, enfatiza Mauerwerck.
SVA nos frigoríficos brasileiros

Auditor fiscal do Mapa, Marcelo Lopes: “O abatedouro não é local para aparecer doença de notificação obrigatória”
O auditor fiscal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcelo Alessandro Pinheiro Lopes, trouxe uma visão sobre os desafios do SVA nos frigoríficos brasileiros, enfatizando o quanto é imprescindível a conscientização dos produtores e dos médicos-veterinários responsáveis técnicos para a notificação ao SVA em tempo hábil ainda nas granjas, com coleta de material adequado para o diagnóstico. “A notificação ainda na granja gera ganhos operacionais no fluxo de recebimento de animais e no abate. O abatedouro não é local para aparecer doença de notificação obrigatória. Somente em 2018 foram realizadas 24 investigações em abatedouros e em 2019 esse número caiu para nove”, informa.
O sistema de vigilância veterinária é feita de duas formas: ativa com fiscalização de vacinação, inspeção em propriedades rurais, inspeção em plantas frigoríficas, fiscalização e inspeção em eventos agropecuários e no trânsito de animais, além de estudos epidemiológicos, abordando riscos, vulnerabilidade, receptividade e circuito pecuário; e passiva, que abrange uma vigilância reforçada no atendimento a notificações de suspeitas de doenças vesiculares. “Seguimos o mesmo plano de ação usado para febre aftosa no atendimento e na investigação de notificações de doença vesicular em suínos. Todo caso suspeito de doença vesicular, independentemente de sua origem, deve ser investigado pelo Serviço Veterinário Oficial em um prazo de até 12 horas. O resultado da investigação inicial pode ser suspeita descartada ou caso provável de doença vesicular”, salienta.
Lopes destaca ainda aspectos importantes e estratégicos de controle ao SVA a serem observados, como a regionalização das áreas endêmicas, integração propriedades ou não e as diferenças entre integrações, vazio sanitário e biossegurança nas granjas para controle de pragas, assertividade de notificação e plano vacinal.
Transporte Legal de Suínos
Durante o evento, a médica-veterinária e diretora técnica comercial da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, Charli Ludtke, e o zootecnista e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Osmar Della Costa, apresentaram o manual Transporte Legal de Suínos, publicação que acompanha materiais audiovisuais e trata de forma dinâmica, informativa, interativa e de diferentes perspectivas a importância do motorista como uma parte de todo o processo da cadeia produtiva. Segundo os pesquisadores, o material tem como objetivo promover a capacitação de condutores e demais profissionais que transportam suínos, bem como a sua inserção em programas de autocontrole das empresas.
Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola e da piscicultura acesse gratuitamente a edição digital Suínos e Peixes.

Suínos
Carne suína é tema de palestra em evento de alimentação escolar no Nordeste
Nutricionista da ABCS apresentou informações sobre valor nutricional da proteína durante encontro com mais de 500 profissionais em Maceió (AL).

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) participou no dia 25 de junho, do III Encontro Regional de Alimentação Escolar do Nordeste, realizado em Maceió (AL). A iniciativa, promovida pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE), um órgão ligado ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), reuniu mais de 500 profissionais entre nutricionistas, merendeiras, gestores e representantes de Secretarias de Educação e autoridades ligadas ao setor. Representando a entidade, a nutricionista Thaliane Dias ministrou uma palestra para os profissionais responsáveis pela elaboração dos cardápios escolares.

Durante a apresentação, Thaliane destacou os benefícios nutricionais da carne suína e seu potencial para compor uma alimentação escolar equilibrada, sendo uma excelente fonte de minerais, vitaminas e proteínas. “A ABCS estar aqui é um privilégio, falamos do potencial desse setor no agronegócio brasileiro, mostramos a nova realidade do consumo e da produção, e buscamos impulsionar a carne suína que atende todos os critérios para ser inserida na alimentação escolar”, conclui.
A participação da ABCS no circuito teve origem a partir de um trabalho realizado junto a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (ACRISMAT), em Cuiabá. Os resultados obtidos evidenciaram a importância estratégica da aproximação com esse público, levando a entidade a ampliar sua atuação para as demais etapas do circuito nacional.

Foto: Freepik
A ação integra a estratégia da ABCS de fortalecer o diálogo com os profissionais que atuam no ecossistema do PNAE, política pública coordenada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável por garantir alimentação escolar e promover ações de educação alimentar e nutricional para estudantes da educação básica pública. Durante o evento, o Vice-Presidente Nacional do Fórum Nacional dos Conselhos de Alimentação Escolar (FNCAE), agradeceu a ABCS pela presença e destacou a importância de contar com o setor de suínos nessa iniciativa.
Ao participar do encontro, a entidade ampliou a visibilidade da cadeia produtiva da suinocultura junto aos profissionais que elaboram e executam os cardápios escolares, promovendo informações técnicas sobre a carne suína, esclarecendo dúvidas e reforçando atributos como qualidade nutricional, versatilidade e adequação da proteína para a alimentação de crianças e adolescentes. A iniciativa é parte de um trabalho realizado pela ABCS junto de suas afiliadas para a inserção da carne suína na merenda escolas, e abre caminho para novas oportunidades de atuação da cadeia suinícola em programas públicos de alimentação, contribuindo para ampliar o conhecimento técnico sobre a proteína e consolidar sua presença nas discussões relacionadas à alimentação escolar.
Após a etapa realizada em Maceió, a ABCS dará continuidade à participação no Circuito Nacional dos Conselhos de Alimentação Escolar, que terá novas edições previstas para agosto, em Minas Gerais, e setembro, em Brasília, ampliando o diálogo com os profissionais responsáveis pela alimentação escolar em diferentes regiões do país.
Suínos
Exigências de mercados externos moldam produção de carne suína no Brasil
Durante 18º SBSS, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, vai destacar que a sustentabilidade, sanidade e eficiência passam a ser determinantes na competitividade do setor.

Os desafios e as oportunidades para a cadeia produtiva da carne suína em um mercado cada vez mais globalizado estarão em pauta durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), a palestra “O Futuro da Proteína Suína” será ministrada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, no dia 11 de agosto, às 16h30, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Palestra “O Futuro da Proteína Suína” será ministrada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
A apresentação integra o Painel Produção – A Base e trará uma análise sobre as perspectivas da proteína suína diante das transformações do comércio internacional, das exigências dos mercados consumidores e da crescente demanda global por alimentos produzidos com eficiência, sustentabilidade e segurança sanitária.
Luis Rua assumiu, em 2024, a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária. Natural de Mogi Guaçu (SP), é bacharel em Economia e em Relações Internacionais pela Faculdade de Campinas (Facamp), mestre em Economia Internacional pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP/UP) e pós-graduado em Agronegócios pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
Antes de ingressar no Mapa, atuou como diretor de mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), onde participou diretamente das estratégias de promoção internacional da avicultura e da suinocultura brasileiras. Ao longo da carreira, também acumulou experiências em empresas como BRF S.A. e INDG, construindo sólida trajetória nas áreas de comércio exterior, agronegócio e relações internacionais.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A suinocultura brasileira vem conquistando cada vez mais espaço no mercado internacional e enfrenta desafios importantes relacionados à competitividade, sustentabilidade e abertura de novos mercados” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
Para a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, discutir o futuro da proteína suína é fundamental em um momento de expansão e transformação do setor. “A suinocultura brasileira vem conquistando cada vez mais espaço no mercado internacional e enfrenta desafios importantes relacionados à competitividade, sustentabilidade e abertura de novos mercados. Trazer essa visão estratégica para dentro do SBSS contribui para que os profissionais compreendam as tendências que irão impactar o setor nos próximos anos”, destaca.
O presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, ressalta que a palestra amplia o olhar dos participantes para além da porteira. “O produtor e os profissionais da cadeia precisam entender não apenas os desafios dentro das granjas, mas também os movimentos que acontecem no mercado global. Questões econômicas, comerciais e geopolíticas influenciam diretamente a competitividade da proteína suína brasileira. Esse é um tema estratégico para quem busca planejar o futuro da atividade”, afirma.
SBSS
As inscrições já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologia e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programação geral do 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura e da 17ª Brasil Sul Pig Fair
Terça-feira (11)
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h às 15h – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h: Coffee Break
16h às 16h40 – Influenza em Foco: impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-fera (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento
Suínos
Indústria da carne suína deve mudar forma de se comunicar com o consumidor, afirma Netão Bom Beef
Empresário do setor de carnes e fundador do Grupo Bom Beef, ressaltou durante sua participação na Suinfair 2026 que foco em gastronomia e experiência pode ser decisivo para ampliar o consumo e agregar valor à proteína.

A Suinfair 2026 encerrou a programação de palestras com uma apresentação de Netão Bom Beef, empresário do setor de carnes e fundador do Grupo Bom Beef. Durante a palestra “Mercado e valorização da proteína“, ele defendeu que a cadeia da carne suína precisa mudar a forma de se comunicar com o consumidor, deixando de lado campanhas focadas em combater antigos preconceitos e investindo em estratégias que despertem interesse pelo produto. Segundo ele, essa mudança pode contribuir para ampliar o consumo e agregar valor à proteína.

Fotos: Shutterstock
Ao compartilhar a trajetória da própria empresa, Netão contou que enfrentou dificuldades para vender cortes bovinos considerados diferentes em uma época em que poucos consumidores conheciam esse mercado.
Sem recursos para investir em grandes campanhas, ele apostou na produção de conteúdo nas redes sociais para mostrar a qualidade da carne e explicar o processo por trás de cada corte.
A estratégia começou com o envio de carnes para participantes de programas de churrasco, sem orientar o que deveria ser publicado. A intenção era que a divulgação acontecesse de forma espontânea. Depois, passou a produzir vídeos mostrando desde a desossa até o preparo dos cortes, usando apenas um celular.
Segundo o empresário, esse trabalho ajudou a criar uma conexão entre o consumidor e o produto. “A gente não vende corte. A gente vende história”, afirmou durante a palestra.
Construção de valor

Para Netão, apresentar a origem da carne, o processo de produção e as características de cada corte faz com que o consumidor compreenda melhor o valor do produto. Na avaliação dele, quando existe uma história por trás da carne, o preço deixa de ser o único fator considerado na decisão de compra.
O empresário também destacou a importância de construir relações com chefs de cozinha, churrasqueiros e criadores de conteúdo. Em vez de investir em campanhas com roteiros prontos, ele defendeu que esses profissionais tenham liberdade para compartilhar suas experiências de forma natural.
Segundo ele, esse tipo de divulgação gera mais credibilidade e aproxima o público da marca.
Novo caminho para a carne suína
Ao direcionar a palestra para a suinocultura, Netão afirmou que o setor evoluiu em genética, manejo, tecnologia e qualidade da produção, mas ainda mantém uma comunicação baseada na defesa da carne suína.

Na avaliação dele, o foco das campanhas deveria estar nos atributos do produto, como sabor, maciez, suculência e versatilidade, em vez de insistir em esclarecer antigos mitos sobre o consumo da proteína. “A gente precisa parar de fazer um marketing de defesa da carne suína e começar a fazer um marketing de encanto”, afirmou.
Para o empresário, aproximar produtores da gastronomia também pode ajudar a fortalecer essa mudança. Ele citou chefs, churrasqueiros e influenciadores como parceiros capazes de apresentar novos cortes, receitas e formas de preparo ao consumidor.
Comunicação como ferramenta
Ao encerrar a palestra, Netão afirmou que a cadeia produtiva já reúne condições para entregar um produto de qualidade, mas ainda precisa comunicar esse diferencial de forma mais eficiente.
Segundo ele, despertar o interesse do consumidor antes da compra é um dos principais caminhos para aumentar o valor da carne suína e fortalecer toda a cadeia, do produtor ao consumidor final.



