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De Primeira, Sem Dúvida: Manejo no tempo correto pode viabilizar aumento de produtividade de 5% nas lavouras de soja
Participaram do projeto o Centro de Pesquisa e Inovação da Bayer em Paulínia (SP), Instituto Phytus (Santa Maria/RS e Planatina/DF), Cooperativa Agroindustrial Consolata Copacol (Cafelândia/PR), AgroCarregal (Rio Verde/GO) e Agrodinâmica (Campo Novo de Parecis/MT). Monitoradas em tempo real, por meio de câmeras, cada área pesquisada contou com o acompanhamento diário de renomados especialistas no segmento de fitopatologia, que tiveram o desafio de combater a ferrugem asiática e outras doenças que afetam a produtividade da cultura.
Um dos pesquisadores participantes, Ricardo Balardin, da Universidade Federal de Santa Maria (RS), ressalta também o balanço positivo conquistado pelo programa. Mesmo em condições climáticas totalmente diferentes nas áreas de experimento, a primeira etapa do De Primeira, Sem Dúvida mostrou que o trabalho preventivo de controle de doenças é fundamental para evitar perdas e, consequentemente, aumentar a produtividade da safra, argumenta.
Confira a tabela que compara o desempenho – em sacas por hectare – nas áreas com manejo correto e atrasado:
Local | Manejo | Diferença | |
Correto | Atrasado | ||
Cafelândia/PR | 86,12 | 80,43 | 7,08% |
Rio Verde/GO | 84,88 | 80,14 | 5,91% |
Campo Novo do Parecis/MT | 69,30 | 69,70 | -0,57% |
Itaara/RS | 66,01 | 64,18 | 2,85% |
Planaltina/DF | 75,41 | 73,04 | 3,24% |
Paulínia/SP | 52,10 | 46,60 | 11,80% |
De acordo com Everson Zin, líder do projeto e gerente de Estratégia de Marketing da Bayer CropScience para FOX®, o uso da ferramenta propiciou que os pesquisadores verificassem o avanço da lavoura e, com isso, tomassem as decisões, sob as suas óticas técnicas, para realizar as projeções de manejo de doenças. Podemos dizer que o De Primeira, Sem Dúvida atingiu plenamente as expectativas nesta primeira fase de atuação. O aumento de produtividade alcançado nas áreas manejadas no tempo correto mostra que esta experiência pode levar o setor a uma perspectiva bastante favorável para às próximas safras, afirma.
Expansão para a cultura do trigo
A repercussão positiva sobre a iniciativa e os resultados apresentados em sua primeira fase viabilizou a expansão do De Primeira, Sem Dúvida para áreas de cultivo de trigo já na safra 2015. Segundo o executivo da Bayer, a escolha foi motivada pelo fato da cultura exigir ainda mais cuidado, uma vez que está mais suscetível a adversidades com as condições climáticas e proliferação de doenças. Assim como realizamos com os sojicultores, o objetivo é possibilitar que o triticultor consiga atingir as melhores práticas de manejo e, consequentemente, alcançar melhores níveis de produtividade. Na batalha travada a cada safra pelos agricultores brasileiros, contar com tecnologia, previsibilidade, monitoramento e correto posicionamento das aplicações de fungicidas é fundamental para se alcançar bons resultados, conclui Zin.
Além dos cinco fitopatologistas da última safra, participarão da próxima etapa do projeto a Carolina Cardoso Deuner e Carlos Alberto Forcelini, ambos da Universidade de Passo Fundo (RS), Carlos André Schipanski da Fundação ABC, de Castro (PR), e Edson Borges da Fundação Chapadão, de Chapadão do Sul (MS).
Sobre a Bayer CropScience
A Bayer é uma empresa global, com suas principais atividades concentradas nas áreas de saúde, agricultura e materiais de alta tecnologia. A Bayer CropScience, subgrupo da Bayer AG e responsável pelo negócio agrícola, tem vendas anuais de EUR 9.494 bilhões (2014), sendo uma das líderes mundiais em ciências agrícolas e inovação nas áreas de sementes, proteção de cultivos e controle de pragas não-agrícolas. Oferece uma excelente gama de produtos, incluindo sementes de alto valor, soluções inovadoras para a proteção de cultivos baseadas em modos de ação químicos e biológicos, bem como extensivos serviços de suporte para o desenvolvimento de uma agricultura moderna e sustentável. Na área de produtos não-agrícolas, a Bayer CropScience tem um amplo portfólio de produtos e serviços para o controle de pragas, que abrange desde aplicações de casa e jardim até para o segmento de reflorestamento. A empresa conta com uma força de trabalho global de mais de 23.100 colaboradores e está presente em mais de 120 países. No Brasil, faz parte do Grupo Bayer, com mais 119 anos de atuação no País e aproximadamente quatro mil colaboradores. A Bayer CropScience, no Brasil, conta com mais de 1,6 mil colaboradores, uma instalação industrial em Belford Roxo (RJ) e um Centro de Pesquisa e Inovação no Estado de São Paulo.
Fonte: Ass. Imprensa

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Produção de sorgo deve chegar a 6,9 milhões de toneladas na safra 2025/26
Expansão reflete uso estratégico do cereal em áreas com maior risco climático e menor investimento.

O sorgo tem ganhado espaço no campo brasileiro e se consolidado como alternativa ao milho, especialmente na segunda safra. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a cultura vem sendo cada vez mais utilizada em regiões com maior risco climático, por exigir menos água, ter menor custo de produção e apresentar maior resistência a condições adversas.
No Brasil, o cereal é usado principalmente na produção de ração animal, mas também possui aplicações industriais, como na produção de etanol. Por ser da mesma família do milho, compartilha características semelhantes, embora apresente maior tolerância à seca e capacidade de manter a produtividade em cenários menos favoráveis.

Fotos: IDR-PARANÁ
A produção nacional vem crescendo nos últimos anos. Para a safra 2025/26, a estimativa é de cerca de 6,9 milhões de toneladas, mais que o dobro do registrado cinco anos atrás. Esse avanço reflete a maior adoção da cultura em regiões onde o milho enfrenta limitações climáticas ou econômicas.
Outro fator que impulsiona o sorgo é o custo. O investimento por hectare pode ser cerca de 65% menor em comparação ao milho, o que reduz o risco financeiro, especialmente em áreas com menor disponibilidade hídrica. Além disso, o ponto de equilíbrio da cultura também é mais baixo, o que contribui para maior previsibilidade de resultados.
No mercado, a demanda segue em expansão, puxada principalmente pelos setores de avicultura e suinocultura. O interesse da indústria de etanol também tem crescido, ampliando as possibilidades de uso e garantindo maior liquidez ao produto.
No cenário internacional, a China se destaca como principal importadora de sorgo. Um acordo recente com o Brasil tende a facilitar as exportações, abrindo novas oportunidades para o cereal no mercado externo.
A tendência, segundo o relatório, é de expansão gradual da cultura nos próximos anos. O sorgo deve continuar avançando como alternativa estratégica dentro dos sistemas produtivos, contribuindo para a diversificação e para a redução de riscos no campo.
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Produção de ração animal deve atingir 97 milhões de toneladas em 2026
Após crescimento superior a 3% em 2025, o setor acompanha a recuperação das cadeias de proteína animal e o aumento da demanda nacional e internacional.

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) confirma o crescimento do setor em 2025, acompanhando a recuperação das cadeias de proteína animal e a melhora nas condições de custo dos principais insumos. A produção nacional de rações e suplementos atingiu cerca de 94 milhões de toneladas, avanço superior a 3% em relação às 91 milhões de toneladas registradas em 2024.
Para 2026, a projeção do setor aponta para 97 milhões de toneladas, consolidando um ciclo de expansão moderada, sustentado pela intensificação da produção pecuária e pelo aumento da demanda por proteína animal no Brasil e no exterior.

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural
“Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente. A cadeia de alimentação animal segue o desempenho da produção pecuária e aquícola no país”, afirma Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.
Entre os segmentos que mais consomem ração, a avicultura de corte manteve crescimento consistente. A produção passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025, alta de 2,5%. O desempenho acompanha o aumento do abate de frangos, que cresceu 3,1% no ano, segundo dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2026, a expectativa é de que o consumo de ração no segmento chegue a 39,1 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelas exportações.
A produção de ovos também segue em expansão e tem ampliado a demanda por nutrição animal. A produção de ração para poedeiras comerciais avançou de 7,18 milhões de toneladas em 2024 para 7,43 milhões em 2025, crescimento de 3,5%. No mesmo período, a produção nacional de ovos aumentou 5,6%, refletindo a ampliação do consumo doméstico. Para 2026, a projeção é de 7,73 milhões de toneladas.
Na suinocultura, a demanda por ração apresentou recuperação gradual após um período de maior volatilidade no setor. O consumo passou de 21,6 milhões de toneladas em 2024 para 22,5 milhões em 2025, alta de 4,2%. O abate de suínos cresceu 4,3% no ano, sinalizando retomada da produção. Para 2026, a previsão é de 23,1 milhões de toneladas de ração destinadas à atividade.
A bovinocultura de corte foi um dos destaques do ano, impulsionada pela expansão do confinamento no país. A produção de ração destinada ao segmento avançou de 7,22 milhões de toneladas em 2024 para 7,76 milhões em 2025, crescimento de 7,5%. O abate de bovinos aumentou 8,2%, segundo o IBGE.
Dados do Censo do Confinamento, elaborado pelo Cepea/Esalq/USP, indicam que o número de animais confinados saltou de 7,96 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025, expansão de 16%. Para 2026, o volume pode se aproximar de 10 milhões de cabeças, o que tende a ampliar ainda mais o consumo de ração no segmento.
“O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal. À medida que a pecuária brasileira se intensifica, a nutrição passa a desempenhar papel cada vez mais estratégico para ganhos de produtividade e eficiência”, destaca Zani.
Apesar do cenário positivo, o setor acompanha com cautela os desdobramentos do comércio internacional, especialmente após a aplicação de salvaguardas pela China às importações de carne bovina, com cota anual de cerca de 1,1 milhão de toneladas e tarifas adicionais para volumes excedentes.
Na pecuária leiteira, a demanda por ração também cresceu de forma expressiva. O consumo passou de 7,1 milhões de toneladas em 2024 para 7,66 milhões em 2025, alta de 7,9%. De acordo com dados preliminares do IBGE, a aquisição formal de leite aumentou 8% no período, indicando recuperação da produção. Para 2026, a expectativa é de 7,9 milhões de toneladas de ração.

O mercado de alimentos para cães e gatos manteve expansão mais moderada, porém consistente. A produção passou de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de 4,15 milhões de toneladas em 2026. O crescimento tem sido impulsionado pela maior preocupação dos tutores com nutrição, saúde e bem-estar dos animais de estimação, além da expansão de canais digitais de venda.
“A humanização dos pets tem impulsionado a evolução do mercado, com maior demanda por produtos nutricionalmente mais completos, formulações especializadas e soluções voltadas à saúde e longevidade dos animais”, acrescenta o CEO do Sindirações.
Já a aquicultura segue entre os segmentos mais dinâmicos da cadeia. A produção de ração avançou de 1,79 milhão de toneladas em 2024 para 1,9 milhão em 2025, crescimento de 5,3%. A piscicultura brasileira já ultrapassa 1 milhão de toneladas de peixes cultivados, com predominância da tilápia.
Para 2026, a previsão é que a produção de ração para aquicultura se aproxime de 2 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento das exportações, pelo crescimento do consumo interno de pescado e pelos avanços tecnológicos na produção.
“O triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal. No entanto, fatores geopolíticos e comerciais tendem a exercer influência crescente sobre o ambiente de negócios do setor”, conclui Zani.
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ASBRAM debate a proteção de margens diante das guerras e do câmbio, a solidez da pecuária e o avanço do DDG
Empresas de suplementação mineral comemoram o panorama positivo para a carne bovina, apontam que o DDG vai mudar a alimentação dos rebanhos e reforçam a necessidade de lutar contra a volatilidade.

É um mercado francamente positivo para a produção de carne bovina brasileira. Preço do bezerro subindo, produção de carne estimada em onze milhões de toneladas, 42,7 milhões de cabeças abatidas em um ano, confinamento em alta, exportação para 140 países e 1,5 milhão de cabeças de gado vivo embarcadas ao exterior. Mas no meio do caminho apareceu uma guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O que coloca em risco embarques brasileiros de carnes e grãos, alta do dólar, as importações de fertilizantes e óleo diesel, e a inflação de preços causada pela logística do petróleo internacional.
“A ureia e o fosfato não subiram tanto, mas estão subindo. Assim como o dólar, que avançou lentamente. Entretanto, o Real resiste bravamente, o Brasil vende muito petróleo, há muito óleo no mercado e ele já esteve mais caro no passado. Não estamos tão mal na fita. Por enquanto. É que os preços gerais dependem da recuperação de vários bombardeios a estações de produção e refinarias em países do Oriente Médio”, analisa Felippe Cauê Serigati, Professor da área de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGVAgro) e responsável pelo Painel de Comercialização da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementação Mineral (ASBRAM). “Efetivamente, o Brasil está mais preparado para enfrentar essa crise. Temos mais lastro do que antigamente”, reitera Rodrigo Miguel, Presidente da entidade.
Os dois participaram da reunião mensal da Associação realizada em março, que também examinou a crescimento vertiginoso da produção de etanol do milho e da consequente oferta de DDG (Dried Distillers Grains – Grãos Secos de Destilaria), um derivado de alto valor proteico e importante na mistura da alimentação oferecida aos rebanhos. “É um novo mercado que surgiu. Os Estados Unidos produziram 400 milhões de toneladas de milho e hoje usam 37% para produzir etanol. E ainda exportam para vários países, como México e Coreia do Sul. No Brasil, a corrida iniciou em 2017 e atualmente esmagamos 22,2 milhões de toneladas de milho. Em quatro anos, chegaremos a 54 milhões de toneladas”, informa Alcides Torres, da Scot Consultoria.
O especialista ainda diz que metade da produção nacional de etanol virá do milho. Hoje, são 26 usinas operando, quinze em construção e 14 em planejamento. Que já exportaram oitocentas mil toneladas de DDG no ano passado, para países como Turquia, Vietnam, Nova Zelândia e Espanha. “Mas boa parte de 16 milhões de toneladas do resíduo vai para as dietas de animais como os bovinos. Assim, contribuímos ainda mais com a sustentabilidade da pecuária, usando dejetos como alimentos de qualidade”, destaca.
“O DDG pode mesmo alterar o panorama da suplementação mineral na pecuária brasileira. O que, hoje, alteraria as dietas de mais de 65 milhões de cabeças. Com possibilidades de aumentar o número de animais que utilizam efetivamente a suplementação mineral como investimento na produção de uma carcaça de qualidade”, adiciona Felippe Serigati.
É um impacto importante para uma cadeia que vem avançando significativamente. A estabilização da moeda e o ‘Boi China’ profissionalizaram a produção, com animais precoces e mais pesados. Exportamos 40% da nossa produção em 2025. E o mundo está pagando mais em dólar e comprando mais. “E aqui dentro do nosso país, o consumo vem crescendo. Já são 32 quilos por habitante na média. Isso com o preço da carne subindo. O que significa que tem gente comprando. Pagando tão bem quanto a carne vendida lá fora. Carne é chamariz para o nosso supermercado”.
Mas os atores da cadeia produtiva precisam ficar atentos às turbulências provocadas pela guerra e ainda o ano de eleições para governos estaduais e Presidência da República. “Devemos ter um mercado instável dentro e fora do país. E o agro tem uma exposição cambial estrutural para fertilizantes, preços das commodity e máquinas, com impacto na margem das empresas. “O principal defeito das empresas é a ausência de política cambial definida. Não é para serem reativas e tentar prever o dólar. E, sim, gerir uma possível exposição. E a proteção precisa estar alinhada à estratégia da empresa. Diagnosticar, estruturar a proteção e monitorar. É uma luta contra a volatilidade”, explica Álvaro Rochefeller sócio fundador da VMB invest, credenciada à XP. “Assim, a empresa consegue prever melhor a margem, formar preços mais atraentes e ter menos imprevisibilidade nos resultados. As empresas têm que comprar muito e vender muito. E ter foco nos serviços, na política de câmbio. Margem não pode depender do mercado. Uma falha pode significar um prejuízo de R$ 30 mil em uma operação de US$ 1 milhão. No mundo gigantesco do agro, é muito dinheiro”, reforçou Enzo Pereira, Especialista em Câmbio da VMB invest.
Felippe Serigati ainda enfatizou que o Brasil cresceu 2,3% em 2025, puxado pelo agronegócio. E que não teremos crise em 2026, mas a economia vai puxar o freio. Assim como o segmento, perto de 0,85. Já a inflação seguirá caindo, com câmbio e grãos puxando para baixo. “A taxa de juros deve terminar o ano em dois dígitos, seja qual for o valor. Por causa do calor dos serviços e do desemprego em baixa. Mas não será nenhum ‘fim de mundo’. Já em 2027 o ajuste das contas terá que marcar presença forte”, analisa.
“Vamos acompanhar a aceleração da demanda pela nossa carne. Trabalhando bastante. Temos informações técnicas e materiais para auxiliar os pecuaristas. Falamos a língua deles”, aponta Leonardo Matsuda, Vice-Presidente da ASBRAM. “Tratamos de sustentabilidade, correta suplementação da pecuária e muitas campanhas. Evolução do agro, carne, leite, qualidade da nutrição e responsabilidade com a origem do alimento. Modernidade e dinamismo são nossos pilares”, finaliza Rodrigo Miguel.
